Espécies Invasoras

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por MSantos 3 Fev 2015 às 16:26.

  1. joralentejano

    joralentejano
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    Não tinha visto!
    Por muito que tentemos evitar a expansão do eucalipto, é impossível! No ano passado foi arrancado um eucaliptal junto à ribeira de Caia perto de Arronches, este ano já estão a crescer forte e feio novamente. À alguns anos também foi arrancado um em S. Tiago (perto de Portalegre) e quem passa por lá agora diz que nem parece que houve tal intervenção. Vendo estas coisas chegamos à conclusão que já é tarde.
     
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  2. Albifriorento

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    Notem que não estou de longe nem de perto a defender os eucaliptos.
    É a mesmíssima coisa com o pinheiro, são arvores que são machos e fêmeas, ou seja, as arvores tendo os dois géneros reproduzem-se muito rapidamente. Normalmente num jardim, as árvores são escolhidas a dedo, e ou se plantam apenas fêmeas ou apenas machos. Mas com os algumas árvores simplesmente não dá, é uma das razões para que normalmente não se plantem pinheiros em zonas urbanas.

    Já em relação aos eucaliptos, eu não ouço ninguém dizer mal dos pinheiros-bravos, que são uma árvore indígena, mas normalmente, crescem em zonas costeiras. Aqui na zona de Oleiros, aquele gigantesco pinhal nem sequer lá deveria estar.

    Em termos de material combustivo, não existe praticamente diferença entre pinheiro e eucalipto, tão perigoso é um como é o outro.

    A benesse do pinheiro, é que regenera os solos, o eucalipto seca-os.
     
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  3. Pedro1993

    Pedro1993
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    E essas mesmas plantações ilegais certamente irão continuar, se não houver fiscalização muito apertada, porque se não irá ficar tudo na mesma, excepto essas mesmas plantações que irão crescer a um ritmo crescente, porque o eucalipto gera retorno financeiro em poucos anos.
     
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  4. MSantos

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    A maioria das plantas são monóicas (possuem partes femininas e masculinas no mesmo exemplar) e não é por isso que deixam de ser plantadas em jardins.

    Os pinheiros mansos até são bastante plantados em jardins, já os bravos não são muito, penso que a principal razão prende-se com o problema das lagartas processionárias.

    Em relação aos grandes pinhais do Sul da Beira Baixa, é verdade o que referes, o pinheiro bravo foi levado para lá, principalmente na altura do estado novo e adaptou-se perfeitamente à região numa altura em que não havia praticamente nenhuma floresta nessa região, foi levado para lá para recuperar os solos, mas foi mal conduzido, ficando os territórios ao abandono e à mercê dos incêndios. O pinheiro-bravo é ainda mais inflamável que o eucalipto e o problema é que nessa região cresce em densidades absurdas sem condução, controlo ou silvicultura preventiva. Na minha opinião o que falta a esses pinhais é gestão, não se está a olhar para eles como uma oportunidade. A resinagem está a voltar, o interesse na madeira de pinho continua em alta (para pellets, postes ou paletes) uma melhor condução como sugere os Centro PINUS poderia minimizar o problema dos incêndios para além de criar empregos/riqueza na região.
     
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    #154 MSantos, 14 Abr 2017 às 18:04
    Última edição: 14 Abr 2017 às 18:12
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  5. camrov8

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    mais inflamável duvido, já incêndios nos dois tipos de mata e no eucaliptal parece o inferno, criando um fenómeno chamado de tempestade de fogo
     
  6. MSantos

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    Não duvides! ;)



    O pinheiro-bravo arde com muita intensidade e é facilmente inflamável. Estudos indicam que o eucalipto é menos suscetível ao fogo, só que o eucalipto apresenta um factor que o torna muito perigoso, que é a capacidade de produzir projeções/saltos que vão causar focos de incêndio secundários, que tornam o combate muito perigoso e aumentam a área ardida. Mas eu não sou um especialista (nem pouco mais ou menos) em comportamento do fogo, apenas transmito o que li.
     
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  7. luismeteo3

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    Quercus deteta quatro casos de vespa asiática no distrito de Castelo Branco
    19/4/2017, 11:45
    A associação ambientalista Quercus alertou esta quart-feira para o aparecimento da vespa asiática no distrito de Castelo Branco, com a deteção de quatro casos este ano.

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    A associação ambientalista Quercus alertou esta quarta-feira para o aparecimento da vespa asiática no distrito de Castelo Branco, com a deteção de quatro casos este ano.

    “Foram detetados quatro casos no distrito: em Escalos de Cima e em Alcains (concelho de Castelo Branco), outro em Perais (Vila Velha de Ródão) e um na Covilhã”, afirmou à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.


    O ambientalista recorda que no ano passado apenas tinha sido detetado um caso no norte do distrito de Castelo Branco e junto ao distrito da Guarda.

    Adianta que a vespa asiática está a alastrar por todo o território nacional: “Há uma progressão da espécie e está claramente a avançar pela costa e pelo interior”.

    Samuel Infante realça a importância de as pessoas, não só os apicultores, mas todos, estarem atentos a este fenómeno e sublinha que na página da Quercus estão disponíveis folhetos que permitem distinguir a vespa asiática da vespa europeia, espécie autóctone.

    “É muito importante tomar medidas preventivas e as pessoas devem estar atentas e denunciarem estas situações, junto das câmaras municipais, juntas de freguesia ou da proteção civil”, disse.

    As pessoas podem também comunicar a existência destes ninhos através dos ‘sites’ de associações de conservação da natureza, das autarquias e juntas de freguesia ou da linha de apoio SOS Ambiente (808 200 520).

    O ambientalista alerta ainda para o perigo que representam, visto tratar-se de uma espécie muito agressiva, que é predador de outras espécies de vespas e de abelhas e que provoca inúmeros prejuízos não só à apicultura como também ao nível da polinização das árvores de fruto e legumes.
    http://observador.pt/2017/04/19/que...vespa-asiatica-no-distrito-de-castelo-branco/
     
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  8. camrov8

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    Cumulonimbus

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    Não discuto a casca do pinheiro protege-o do fogo e do que efectivamente ambas necessitam do fogo para o seu ciclo biológico
     
  9. MSantos

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    Parece ser uma guerra cada vez mais perdida... :(
     
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  10. joralentejano

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    Dois escaravelhos das palmeiras hoje no meu quintal, a sorte é que não tenho palmeiras mas aqui em Arronches já vão estando todas despachadas. Depressa os matei, gosto bastante de palmeiras, é pena estes bichos estarem a matá-las todas. :facepalm:
     
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  11. Pedro1993

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    Pois quanto á palmeiras não á muito a fazer, esse escaravelho diria que já dizimou centenas de palmeiras pelo nosso país fora, e creio que daqui a pouco tempo deve-se estar á acabar o seu alimento, também já vi tamareiras, já bem grandes já mortas.
    É uma boa oportunidade para se plantar espécies autóctones no local das palmeiras mortas.
    O seu tratamento químico não em 100% eficaz e é algo dispendioso, e creio que foi por aí também que não se consegui controlar esta praga, e pelos vistos com a vespa asiática, está a acontecer o mesmo.
     
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  12. WHORTAS

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    Offtopic
    Se isto fosse noutro país / continente comíamos o escaravelho e adeus praga ...
     
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  13. Pedro1993

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    Gémeas biólogas contra as invasoras
    Elizabete e Hélia Marchante ousaram desafiar os receios europeus e há ano e meio introduziram em Portugal um inseto de origem australiana para controlo natural da acácia-de-espiga, uma das espécies invasoras mais problemáticas do país. Os resultados são promissores e as cientistas já estudam em laboratório mais dois organismos para controlo das mimosas e das acácias-austrália.
    25/05/2017
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      Hélia e Elizabete Marchante, gémeas, ambas biólogas, com linhas de investigação complementares, trabalham juntas há 16 anos. «Uma parceria superfeliz», dizem.

    Eram ainda bem pequenas quando exploravam os campos, procuravam identificar plantas e perguntavam uma à outra: «Já imaginaste se pudéssemos fazer isto toda a vida e ainda nos pagassem para isso?» A resposta chegaria anos mais tarde.

    Elizabete e Hélia Marchante são irmãs gémeas, biólogas, cientistas e investigadoras responsáveis pelo desenvolvimento de um projeto pioneiro na Europa continental de implementação de um organismo de controlo natural de combate à acácia-de-espigas.

    Esta é uma espécie exótica invasora, responsável por grandes alterações nos ecossistemas dunares, como a Reserva Natural das Dunas de São Jacinto ou o Parque Natural do Litoral Norte, áreas de produção florestal, margens de alguns rios mais a sul e que se encontra dispersa um pouco por todo o litoral, sobretudo no Norte e Centro do país.


    http://www.noticiasmagazine.pt/2017/gemeas-biologas/

    Excelente reportagem, e mais uma vez 2 portuguesas a investigar a luta biológica contra uma das grandes invasoras que tanto tem alastrado pleo nosso país fora.
     
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  14. MSantos

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    Sto. Estêvão (Benavente) Monte da Barca (Coruche)
    São também responsáveis entre outros projetos, pelo projeto de mapeamento de espécies invasoras através de uma app que pode ser instalada no telemóvel. :)
     
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  15. DaniFR

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    Nimbostratus

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    Os Jacintos-de-Água voltam a invadir o leito abandonado do rio Mondego, conhecido por rio Velho, mesmo depois da grande limpeza feita no ano passado. Dizem que uma das possíveis soluções seria abrir as comportas da estação de bombagem do Foja, por forma a deixar entrar as marés e assim a água salgada fazer o seu trabalho.

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    Foto de Jorge Camarneiro
     
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