Floresta portuguesa e os incêndios

São de louvar estas açoes de reflorestação que estão a surgir pelo nosso país, inclusivé tenho visto até alguns municipios a cederem plantas ao interessandos, criando assim um sumidouro de carbono.
E todas estas acções são necessárias para uns país que aos poucos está perdendo muitas árvores.

A natureza tem o seu próprio tempo, em muitos caso nem é preciso reflorestar (diria a maioria dos casos), alias estas reflorestações podem até ser contra producentes. Muitas vezes basta esperar pela regeneração natural, estas plantações pelo pisoteio que provocam podem por em risco essa regeneração natural, além de que as plantas acabam em grande medida secas no Verão seguinte.

Estas ações são meramente simbólicas, como a do Primeiro Ministro ir plantar sobreiros para o pinhal de Leiria (acabaram por morrer quase todos obviamente).

As intenções são boas, mas de boas intenções...

Penso que em vez de reflorestações sem expressão e sem resultados práticos, seria mais útil utilizar essa energia e boa vontade para combater espécies invasoras. Já se tem visto alguma coisa nesse sentido (descasque de acácias etc.).
 
A natureza tem o seu próprio tempo, em muitos caso nem é preciso reflorestar (diria a maioria dos casos), alias estas reflorestações podem até ser contra producentes. Muitas vezes basta esperar pela regeneração natural, estas plantações pelo pisoteio que provocam podem por em risco essa regeneração natural, além de que as plantas acabam em grande medida secas no Verão seguinte.

Estas ações são meramente simbólicas, como a do Primeiro Ministro ir plantar sobreiros para o pinhal de Leiria (acabaram por morrer quase todos obviamente).

As intenções são boas, mas de boas intenções...

Penso que em vez de reflorestações sem expressão e sem resultados práticos, seria mais útil utilizar essa energia e boa vontade para combater espécies invasoras. Já se tem visto alguma coisa nesse sentido (descasque de acácias etc.).

Pois eu faço acompanhamento, e tenho visto alguns terrenos de sucessão, ou sejam passam de terrenos agricolas para terrenos florestais, isto num prazo natural de pouco mais de 20 anos sem qualquer uso, nem intervenção. E é aí mesmo que observo os melhores exemplares de sobreiros, pinheiros bravos e mansos, azinheiras, carrascos, tudo de regeneração natural.
É neste caso, é raro a oliveira ou figueira que não tenha já um sobreiro a crescer por baixo, sendo alguns deles já adultos.
Aliás eu só apologista da regeneração natural, pois não é preciso qualquer investimento, quer nas plantas ou na mão de obra, é só preciso dar tempo, para a sua restituição.

Pois essa de reflorestar o pinhal de Leiria, em solos de areia, que são pobres em MO, em que só o pinheiro lá se adapta, por isso não compreendi muito bem esse tal acto, e nem sei qual foi a ideia ao certo, dos engenheiros responsáveis.
Foi só para retratar o acto em todas as televisões.
 
As freguesias com risco elevado de incêndio

A fiscalização da limpeza de terrenos confinantes a edificações (numa faixa 50 metros), aglomerados populacionais e áreas industriais (numa faixa de 100 metros) tem de ser efetuada entre 1 de abril e 31 de maio. A fiscalização da limpeza das faixas de proteção das redes viária e ferroviária e das linhas de transporte e distribuição de energia elétrica é realizada entre 1 e 30 de junho.
Mapa anexado à noticia ! -> https://www.jn.pt/nacional/infograf...s-10477420.html?utm_source=Push&utm_medium=We
 
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Proteção Civil prevê ano difícil com incêndios

Podem estar à porta meses complicados com incêndios devido ao inverno seco que o país atravessa. O alerta foi feito pela AGIF, o braço técnico do Governo na estratégia contra os fogos, para justificar o reforço de meios aéreos que haverá em 2019, principalmente a Norte.

Tiago Oliveira, presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), que funciona sob a alçada direta do primeiro-ministro, António Costa, alertou, esta quinta-feira, que há estudos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) que apontam para as possíveis consequências nefastas de um "inverno pouco chuvoso".

De acordo com o responsável, essa previsão justifica o reforço com que o contingente de meios aéreos para combate a incêndios irá contar este ano, passando dos 55 helicópteros e aviões, disponíveis em 2018, para os 61, como já tinha anunciado o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na semana passada.

Numa conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, onde apresentou uma campanha nacional de sensibilização sobre fogos rurais, o rosto da AGIF disse que "há mais meios aéreos na campanha deste ano, porque estamos este ano com um inverno pouco chuvoso e já sabemos que quando há um inverno pouco chuvoso temos de estar mais atentos".

"Há um estudo da Proteção Civil que recomenda um reforço de meios a Norte", disse, frisando que o "processo [de aumento de meios] é dinamico". "Acho que é melhor estar do lado seguro da equação enquanto não se consegue reduzir as ignições", acrescentou.

Tiago Oliveira não partilhou da preocupação no atraso na contratação das aeronaves, como assumiu, ontem, o presidente da ANCP, o general Mourato Nunes, numa audição parlamentar.

https://www.jn.pt/nacional/interior...PFBh1y2tQqr6Z8IHMp5PBnUZYHWgJHOwI45bYTTcEQokw
 
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Proteção Civil prevê ano difícil com incêndios

Podem estar à porta meses complicados com incêndios devido ao inverno seco que o país atravessa. O alerta foi feito pela AGIF, o braço técnico do Governo na estratégia contra os fogos, para justificar o reforço de meios aéreos que haverá em 2019, principalmente a Norte.

Tiago Oliveira, presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), que funciona sob a alçada direta do primeiro-ministro, António Costa, alertou, esta quinta-feira, que há estudos da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) que apontam para as possíveis consequências nefastas de um "inverno pouco chuvoso".

De acordo com o responsável, essa previsão justifica o reforço com que o contingente de meios aéreos para combate a incêndios irá contar este ano, passando dos 55 helicópteros e aviões, disponíveis em 2018, para os 61, como já tinha anunciado o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na semana passada.

Numa conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, onde apresentou uma campanha nacional de sensibilização sobre fogos rurais, o rosto da AGIF disse que "há mais meios aéreos na campanha deste ano, porque estamos este ano com um inverno pouco chuvoso e já sabemos que quando há um inverno pouco chuvoso temos de estar mais atentos".

"Há um estudo da Proteção Civil que recomenda um reforço de meios a Norte", disse, frisando que o "processo [de aumento de meios] é dinamico". "Acho que é melhor estar do lado seguro da equação enquanto não se consegue reduzir as ignições", acrescentou.

Tiago Oliveira não partilhou da preocupação no atraso na contratação das aeronaves, como assumiu, ontem, o presidente da ANCP, o general Mourato Nunes, numa audição parlamentar.

https://www.jn.pt/nacional/interior...PFBh1y2tQqr6Z8IHMp5PBnUZYHWgJHOwI45bYTTcEQokw

É bom que exista alguém com "olhos" de ver neste momento! Semelhanças deste Inverno até ao momento com o de 2005 , e mais recentemente 2017 , só não as vê que não quer! No entanto ainda falta muitos meses até lá, e mal de nós se não chover muito mais até final do mesmo, e nos meses de Primavera que antecedem a chegada da época mais crítica! No prevenir esta sempre grande parte do ganho em quase tudo na vida ;):unsure:
 
É bom que exista alguém com "olhos" de ver neste momento! Semelhanças deste Inverno até ao momento com o de 2005 , e mais recentemente 2017 , só não as vê que não quer! No entanto ainda falta muitos meses até lá, e mal de nós se não chover muito mais até final do mesmo, e nos meses de Primavera que antecedem a chegada da época mais crítica! No prevenir esta sempre grande parte do ganho em quase tudo na vida ;):unsure:

Concordo contigo, resta-nos esperar que chova muito neste final de inverno e principio de primavera, pois caso contrário, o cenário poderá ser bastante negro.
 


A natureza é muito sábia, e ela é que nos ensina e muito a todos nós, tanto que a agrofloresta, é uma cópia e bem disso mesmo.
A agrofloresta pode e dever ser uma boa opção para conseguir-se a que os terrenos mais pequenos sejam rentáveis e produtivos.
 
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Certamente os eucaliptos davam mais trabalho a cortar, e já se começa a ver alguns atentados contra as árvores, tal como no ano passado, ainda ontem vi um carvalho centenário, que está numa lástima, os ramos mais baixos, foram muito mal cortados pelo motossera, e os mais altos foram simplesmente rasgados pela retroescavadora.
Isto já para não falar nos ramagens que ficam, no fim dos eucaliptos cortados, aqui perto são mais de 50 ha, que ficaram com essas ramagens á espera de um dia para arder, alguns ramos até ficaram dentro das valas das estradas.
 


Certamente os eucaliptos davam mais trabalho a cortar, e já se começa a ver alguns atentados contra as árvores, tal como no ano passado, ainda ontem vi um carvalho centenário, que está numa lástima, os ramos mais baixos, foram muito mal cortados pelo motossera, e os mais altos foram simplesmente rasgados pela retroescavadora.

Eles também andam aqui. Têm cortado muito, mas pelo que tenho visto tem sido só pinheiros e eucaliptos, pelo menos na sua esmagadora maioria.
 
Eles também andam aqui. Têm cortado muito, mas pelo que tenho visto tem sido só pinheiros e eucaliptos, pelo menos na sua esmagadora maioria.

Pois aqui também já andou uma empresa contratada pelo municipio nas bermas das estradas a cortar as ervas, silvas, ou canas, pois aqui não existe floresta junto das estradas alcatroadas.
Aqui neste caso da foto, não vale de muito, pois se o fogo vier pega nos eucaliptos em altura, e continua a subir na encosta acima.
 
Aqui neste caso da foto, não vale de muito, pois se o fogo vier pega nos eucaliptos em altura, e continua a subir na encosta acima.

Se o fogo vier de baixo é quase de certeza isso que acontecerá!
 
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Se o fogo vier de baixo é quase de certeza isso que acontecerá!

Pois, acho que quem manda executar estas faixas de limpeza, nunca viu a progressão de um incendio, onde por vezes basta uma rajada de vento e projecções, para ele ultrapassar uma auto estrada, quanto mais aqui neste caso.
 
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A rede secundaria de faixas de gestão de combustiveis destina se a proteção de pessoas, bens e infraestruturas (e em ultimo caso para evitar ignições).
Não esta pensada para parar incêndios, ainda que em alguns casos mitigue a progressão!
Neste caso concreto, em situação de fogo ascendente é natural que ultrapasse a faixa (por radiação até).
Em grande parte dos casos esta rede secundária seria completamente dispensável, pois apenas serve de cosmética!
 
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A rede secundaria de faixas de gestão de combustiveis destina se a proteção de pessoas, bens e infraestruturas (e em ultimo caso para evitar ignições).
Não esta pensada para parar incêndios, ainda que em alguns casos mitigue a progressão!
Neste caso concreto, em situação de fogo ascendente é natural que ultrapasse a faixa (por radiação até).
Em grande parte dos casos esta rede secundária seria completamente dispensável, pois apenas serve de cosmética!

Serve de cosmética e legitima verdadeiros atentados à nossa vegetação autóctone como se viu o ano passado... :(
 
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Serve de cosmética e legitima verdadeiros atentados à nossa vegetação autóctone como se viu o ano passado... :(

Nem mais, e espero estar enganado, mas pelo andar da carruagem, este ano deve seguir as mesmas pisadas do ano, no que toca ás ditas limpezas obrigatórias.
Ainda esta semana tive um pesadelo por causa disso, sonhei, que tinha as árvores/arbustos todas marcadas em redor á casa, para serem abatidas, felizmente no meu terreno mando eu ainda, enquanto os outros cortam as árvores em redor de casa, eu ando a plantar mais, pois o meu objectivo é ter a casa o mais protegida possível do calor, tórrido do verão, e poder usufuir também das sombras.