Floresta portuguesa e os incêndios

Reportagens RTP:

Monchique. Técnicos recolhem informações no terreno
O Observatório Técnico Independente dos incêndios florestais promete para daqui a um mês um relatório sobre o incêndio de Monchique do último verão. Os responsáveis estão esta quarta-feira de visita às áreas afetadas para tentar tirar lições para o futuro.


Sementes são lançadas por via aérea para reflorestar Silves
Já começou a reflorestação de alguns dos terrenos consumidos no ano passado pelo incêndio em Silves. Estão a ser lançadas sementes por via aérea.
 
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80% das árvores plantadas nos pinhais do litoral morreram

Entre 70 a 80% das árvores plantadas para reflorestar as áreas ardidas nas matas nacionais do litoral morreram, anunciou hoje o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Na Mata Nacional de Leiria, onde foi apresentado o Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, que será aplicado até 2022, Rogério Rodrigues revelou a necessidade “de fazer retanchas [substituições] em cerca de 70 a 80% das áreas”:

“De 2018 para 2019 tivemos grandes taxas de mortalidade”, disse, apontando “um ano muito seco” e “picos de 45 a 47 graus centígrados no verão” como fatores que aumentaram a dificuldade de “pequenas plantas viverem”.

“Essas áreas terão de ser replantadas”, anunciou Rogério Rodrigues, lembrando que, em terrenos como o da Mata Nacional de Leiria, o normal são mortalidades de 20 a 30%.

O presidente do ICNF espera que “o tempo ajude” a fazer vingar o investimento de 18 milhões de euros anunciado hoje para as matas do litoral centro.

“Se tivermos outonos muito chuvosos e primaveras não muito secas, mas chuvosas, toda a planificação terá um grau de sucesso ainda maior e, na que já tiver ocorrido, teremos menos mortalidade”, acrescentou.

Num dos talhões ardidos em 2017, durante “os dois grandes incêndios que acabaram por consumir 24 mil hectares em 12 horas”, Rogério Rodrigues descreveu os detalhes do Plano de Investimentos Matas Públicas do Centro e Litoral, que intervirá também nas áreas afetadas pela passagem do furacão Leslie, em 2018.

A estruturação das áreas verdes que sobreviveram, retirada das árvores partidas e derrubada pelo Leslie, recuperação de zonas ardidas e beneficiação da rede viária são intervenções contempladas no plano, que conta com um orçamento de 18 milhões de euros suportado pela venda da madeira.

O presidente do ICNF garantiu ainda capacidade de resposta dos viveiros nacionais para “fornecer plantas para mais de uma década”.

“Finalmente conseguimos ir melhorando o ritmo de produção dos viveiros de Amarante, da Malcata e também no sul do país. Os nossos viveiros estão preparados para a plantação de 2019, 2020, e, a partir daí, para que todo o trabalho de arborização esteja concluído”, explicou.

Concretamente na Mata Nacional de Leiria, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento prometeu que a mancha verde continuará a “ser um pinhal”.

“Quem pensou, pensou bem: vamos continuar a ter pinhal bravo”, afirmou Miguel Freitas, avançando que, “por proposta da Comissão Científica”, serão testadas outras árvores de crescimento lento “em zonas essencialmente de proteção”.

O pinhal, que está no concelho da Marinha Grande, receberá “cordões de pinheiro manso” nas “grandes autoestradas de defesa da floresta contra incêndios” que serão criadas.

Notícias de Coimbra
 
Haja alguém, com uma excelente ideia de aproveitamento de sobrantes, até porque para muitas pessoas a única solução que lhes sabem é a queima.
Só para enumerar aqui o raproveitamento do material, que foi a estabilização da linha de água, abrigo para fauna e flora, e foi uns quilos a menos de CO2 que não foi para a atmosfera.

 
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Negativo. Apenas no verão.
Até é melhor porque vêm presos por arames.

Estão disponíveis 4 fireboss que são muito mais eficazes no nosso pais.

2 em Vila Real e 2 em Proença a Nova

Ok, obrigado! Os fireboss já tinha percebido que sim ;) O resto não posso mesmo comentar, porque não percebo nada do assunto! O Jesus diz que não é electricista , e eu digo que de mecânica aéreo náutica não percebo eu:p, aquilo que espero é que se tal suceder e for necessário as barragens tenham água suficiente para os mesmos poderem efectuar Scooping ;)
 
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Ok, obrigado! Os fireboss já tinha percebido que sim ;) O resto não posso mesmo comentar, porque não percebo nada do assunto! O Jesus diz que não é electricista , e eu digo que de mecânica aéreo náutica não percebo eu:p, aquilo que espero é que se tal suceder e for necessário as barragens tenham água suficiente para os mesmos poderem efectuar Scooping ;)

Tudo depende do sítio.
Hoje estavam a fazer na foz do Lima.
Descargas em menos de 5 minutos.
Na minha terra demoravam 10 porque iam a Esposende.
Porém portugal deveria apostar mais neste tipo de avião, pequeno, ágil que abastece em qualquer lado e acima de tudo muito mais barato.
Porém na TV os canadairs têm mais pinta.

Além destes estão alugados helis ATI e respectiva equipa.

Os Kamov são muito muito bons mas cairam nas mãos erradas, os 13 espanhóis nunca pararam mesmo com o cabo de 7 metros
 
Negativo. Apenas no verão.
Até é melhor porque vêm presos por arames.

Estão disponíveis 4 fireboss que são muito mais eficazes no nosso pais.

2 em Vila Real e 2 em Proença a Nova

Tenho ideia que também estão dois fireboss no aeródromo de Viseu. Pelo menos tenho ideia de os já lá ter visto este ano.
 
Quem lê-se este tópico e não soubesse em que altura do ano estávamos ninguém diria que estamos em Março, eu olho para isto e só tenho flashback´s de 2017 :unsure:, é incrível a secura que este país atravessa e ainda estamos no principio da Primavera , penso que só uma viragem gigante da sinótica nas previsões nos podem salvar, como tu tão bem escreves.te de um Verão catastrófico a nível de incêndios, basta olhar o mapa de ocorrências e vemos todos os dias uma ocorrência já de alguma relevância, hoje não é excepção! Concordando com tudo o que escreveste @rozzo , acho que pensar que estamos mais garantidos de um cenário desolador porque à dois anos arderam mais de 500mil ha não é de qualquer forma mais tranquilizador ,basta relembrar quem em 2003 arderam mais de 425mil , e passados apenas dois anos voltaram a arder mais 340mil , com 2005 a não estar muito longe da seca que neste momento já se vive em Portugal em igual período desse ano :disgust:O pior disto tudo ,é que acho que ainda não estamos preparados para um Verão com estas condições a nível de DECIR!

Pois este calor. ainda tão cedo, tem levado a um elevado número de ocorrencias diárias, e a chuva que tanta falta já vai fazendo pelo nosso país fora, tarda em não.
De facto se as coisas já estão compliacadas nesta altura do ano, no inicio ou no fim do verão, aliás, mais vale é não pensar no pior dos cenários a nível hídrico.
Eu ontem ao ver no incendio de Proença a nova, labaredas já com mais de 3 metros de altura, e uma veículo dos bombeiros já a fugir apressado, foi uma situação que me deixou basntante apreensivo e preocupado.
 
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Até podiam ter todas as autorização, mas se o incendio derivou de um reacendimento de uma queima de sobrantes, é porque não ficou devidamente consolidada, e depois com a ajuda do vento, uma das ordens é que se deve apagar os restos de cinzas e brasas, mas quem é que irá lá estar para fiscalizar issto tudo.
Aliás esse foco de incendio já não fica nada atrás, daqueles que ve em pleno verão.

Completamente de acordo Pedro, e segundo a mesma fonte foi exactamente isso que aconteceu, foi feita a queima , ao final do dia foi cada um para sua casa, e o vento fez o resto! Mas pronto, a culpa vai morrer solteira porque havia licença para ser feita! :unsure: Agora resta saber a quanto tempo a licença estava passada :intrigante::malandro:
 
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A tal "mudança" que se apregoava desde 2018 foi (naturalmente) meramente conjuntural...de estrutural quase nada...
 
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A tal "mudança" que se apregoava desde 2018 foi (naturalmente) meramente conjuntural...de estrutural quase nada...

Só não via quem não queria ver, mas a procissão infelizmente ainda nem saiu do adro da igreja :unsure:.
 
Completamente de acordo Pedro, e segundo a mesma fonte foi exactamente isso que aconteceu, foi feita a queima , ao final do dia foi cada um para sua casa, e o vento fez o resto! Mas pronto, a culpa vai morrer solteira porque havia licença para ser feita! :unsure: Agora resta saber a quanto tempo a licença estava passada :intrigante::malandro:

Pois mais uma vez a responsabilidade não é de ninguém, e os fogos continuam a lavrar por aí fora.
A responsabilidade, mesmo com licença ou não deverá recair sobre quem fez a queima, ou neste caso não reuniu todas as condições de segurança.
As pessoas do campo, sempre adoraram fazer queimas ao fim do dia, e depois irem para casa ainda com as labaredas altas.
Do meu ponto de vista a queima de sobrantes é, ou deveria de ser uma coisa já ultrapassada, pois está-se a desperdiçar, matéria organica, e lançar gases para a atmosfera sem necessidade.
Ainda hoje ouvi uma conversa entre 2 pessoas, em que estão já "delirados", pelo trabalho que faz um triturador, e com o recurso final, que obtem para o compostor, ou para colocar logo na horta ou nas árvores de fruto.
Os nutrientes que as estilha tem principalmente são o azoto e o nitrogénio, onde serve até para acelerar o processo de crescimento das plantas, nesta altura do ano, em que o solo aind anão tem a temperatura ideal.
Eu neste momento ainda consigo obter centenas de quilos de sobrantes, mas já sei que num futuro próximo, já não vai ser bem assim, pois as pessoas começam a ter outra noção.
 
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Pois mais uma vez a responsabilidade não é de ninguém, e os fogos continuam a lavrar por aí fora.
A responsabilidade, mesmo com licença ou não deverá recair sobre quem fez a queima, ou neste caso não reuniu todas as condições de segurança.
As pessoas do campo, sempre adoraram fazer queimas ao fim do dia, e depois irem para casa ainda com as labaredas altas.
Do meu ponto de vista a queima de sobrantes é, ou deveria de ser uma coisa já ultrapassada, pois está-se a desperdiçar, matéria organica, e lançar gases para a atmosfera sem necessidade.
Ainda hoje ouvi uma conversa entre 2 pessoas, em que estão já "delirados", pelo trabalho que faz um triturador, e com o recurso final, que obtem para o compostor, ou para colocar logo na horta ou nas árvores de fruto.
Os nutrientes que as estilha tem principalmente são o azoto e o nitrogénio, onde serve até para acelerar o processo de crescimento das plantas, nesta altura do ano, em que o solo aind anão tem a temperatura ideal.
Eu neste momento ainda consigo obter centenas de quilos de sobrantes, mas já sei que num futuro próximo, já não vai ser bem assim, pois as pessoas começam a ter outra noção.
É por haver cada vez mais alguns " ecourbanitas iluminados" por aí, que querem suprimir o fogo do ecossistema mediterraneo, que ha cada vez mais incêndios rurais de ENORMES dimensões
 
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