Floresta portuguesa e os incêndios

No entanto nesse mesmo dia ha uma serie de ignições provocadas por raios (naturais). O incendio de Gois é disso um claro exemplo!

Sim, houve relâmpagos, mas não à hora nem no local da 1ª ignição. Pode até ter ocorrido as duas situações: um relâmpago atinge uma linha eléctrica e é conduzido ao longo dos condutores, até um local em que a vegetação esteja próxima e aí ter ocorrido a descarga. Por exemplo, para 1000V de tensão, a distância de segurança num quadro eléctrico é de um metro.

O IPMA diz que não houve relâmpagos perto naquele momento, os populares indicam que não houve trovoada..
 
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O IPMA diz que não houve relâmpagos perto naquele momento, os populares indicam que não houve trovoada..

Lembro-me perfeitamente desse dia da tragédia, não havia nuvens de desenvolvimento vertical sequer perto do local e na hora onde ocorreu a suposta ignição.
As diversas plataformas que vi na altura também não mostraram qualquer raio numa área de mais de 100 km. Há aqui mais qualquer coisa.
 
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Mas foi um raio de trovoada, ou foi um raio provocado pela linha eléctrica, que com o vento roçou nas copas das árvores? A diferença está no natureza do incidente: natural ou falta de manutenção da rede eléctrica que devia manter uma faixa sob a linha, limpa de árvores e mato.

A teoria da descarga da linha por causa de uma descarga atmosférica eu diria que é quase impossível. À distância a que estariam a ocorrer descargas atmosféricas á hora do incêndio é praticamente impossível que a descarga se propagasse na linha até ao local de ignição.

Agora a falta de limpeza será certamente a mais provável. Além disso, algo que não vem referido no relatório mas que terá certamente contribuído será o facto de a temperatura no local ser superior aos 40ºC e se a isso juntarmos um possível aumento da carga devido aos sistemas de refrigeração(AC, etc), isto leva a que ocorra a dilatação do cabo o que vai diminuir a distância da linha ao solo. Potênciando o contacto com vegetação.
 
"Alvoco das Várzeas. Em primeiro plano um bosque de azevinhos e azereiros autóctones completamente calcinados."



 
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Lembro-me perfeitamente desse dia da tragédia, não havia nuvens de desenvolvimento vertical sequer perto do local e na hora onde ocorreu a suposta ignição.
As diversas plataformas que vi na altura também não mostraram qualquer raio numa área de mais de 100 km. Há aqui mais qualquer coisa.

Aonde estava nessa tarde?

A teoria da descarga da linha por causa de uma descarga atmosférica eu diria que é quase impossível. À distância a que estariam a ocorrer descargas atmosféricas á hora do incêndio é praticamente impossível que a descarga se propagasse na linha até ao local de ignição.


A teoria do arco elétrico é um bocado estranha mas se consultarem o google earth há realmente uma linha de média ou alta tensão que que passa ali e que vem de muitos quilómetros de sul
 
Aonde estava nessa tarde?




A teoria do arco elétrico é um bocado estranha mas se consultarem o google earth há realmente uma linha de média ou alta tensão que que passa ali e que vem de muitos quilómetros de sul

Linha que vem de muitos Kms a Sul e que levou com um raio. O raio viajou dezenas de km pelas linhas, até encontrar um ponto fraco em que fez um arco voltaico para a vegetação que estava em contacto, ou demasiado próxima da linha, provocando a ignição.

O resto já vocês sabem! Aliando as condições de secura e calor extremos, a trovoada seca chega ao final da tarde e transforma o incêndio numa tempestade fogo com características convectivas (pirocumulonimbo), com colapso da coluna de convecção (downburst). A partir daí e durante umas horas o fogo esteve além da capacidade de extinção com qualquer meio.
 
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É possível, como escrevi até fui ver no google earth para ver se as coisas fariam sentido. Não tenho razões para duvidar hoje disso, a comissão técnica independente merece-me confiança e acho também normal que apareçam agora muitos a tentar desacreditá-la.
 
Mas pergunto novamente ao @criz0r aonde estava nessa tarde do dia 17 de Junho 2017? Todos os testemunhos são importantes para apurar a verdade.
Lembro-me perfeitamente desse dia da tragédia, não havia nuvens de desenvolvimento vertical sequer perto do local e na hora onde ocorreu a suposta ignição.
As diversas plataformas que vi na altura também não mostraram qualquer raio numa área de mais de 100 km. Há aqui mais qualquer coisa.
 
Última edição:
É possível, como escrevi até fui ver no google earth para ver se as coisas fariam sentido. Não tenho razões para duvidar hoje disso, a comissão técnica independente merece-me confiança e acho também normal que apareçam agora muitos a tentar desacreditá-la.

Desacreditar? Então cita lá o relatório independente onde diz que foi um raio.
 
Lembro-me perfeitamente desse dia da tragédia, não havia nuvens de desenvolvimento vertical sequer perto do local e na hora onde ocorreu a suposta ignição.
As diversas plataformas que vi na altura também não mostraram qualquer raio numa área de mais de 100 km. Há aqui mais qualquer coisa.

O Relatório Técnico refere que havia trovoada na zona de Oleiros por volta da hora do inicio do incêndio. ;)
 
Não entendi bem a pergunta,
página 62

A comissão técnica independente não afirma que o incêndio teve origem num raio vindo de dezenas de km de distância.. O relatório refere sim, que várias árvores terão tocado nos cabos várias vezes, sendo por isso um forte indício para a origem do incêndio.

Inclusivé na secção 5.8 coloca fotos das árvores ao longo da linha, sublinhando novamente que terão tocado nos cabos. Por essa razão, e dados os testemunhos populares, é colocada de parte a hipótese de um relâmpago.

"Alerta e origem do incêndio de Escalos Fundeiros
Segundo os dados operacionais, o alerta desta ignição foi dado por um popular, pelas 14h43 do dia 17/6, através da rede móvel. Daniel Saúde terá sido a primeira pessoa a dar o alerta através do 112, tendo evidenciado ter feito essa chamada pelo seu telemóvel às 14h38 desse mesmo dia. Segundo este popular, a resposta à chamada pelo 112 foi rápida, assim como a chegada das primeiras viaturas de combate, cerca de 10 minutos após a chamada de alerta (a primeira ação no terreno mencionada na fita do tempo está registada às 14h54) A causa desta ignição tem sido objeto de debate com opiniões que se dividem entre origem criminosa, uma descarga elétrica através das linhas elétricas que passam no local e uma ignição causada por descargas elétricas atmosféricas (v.g. relâmpagos) inaudíveis para as pessoas que estavam nas proximidades. Embora não seja o objetivo fundamental deste relatório averiguar a responsabilidade desta ignição, deixa-se de seguida algumas considerações sobre a origem deste incêndio.

 Não foram encontrados na área de ignição vestígios da utilização de engenhos pirotécnicos ou outros indícios que que possam suportar a ideia de origem criminosa deste incêndio. No entanto, a primeira visita ao local da ignição foi realizada no dia 28/6, podendo esses indícios ter sido corrompidos.

 A área de ignição encontra-se perto do açude de uma ribeira, com água, a cerca de 20m da estrada asfaltada CM1164, e junto a duas áreas de plantação recente de eucalipto com pouco combustível disponível para sustentar o fogo. No entanto, a área de ignição apresentava uma grande carga de combustível sendo difícil a penetração de uma pessoa. No geral, os combustíveis apresentavam um teor de humidade baixo, no entanto, na área da ignição, devido à proximidade da ribeira com o açude, a humidade dos combustíveis seria superior à média. Não se afastando categoricamente a possibilidade de “fogo posto”, este não é o cenário normalmente escolhido por incendiários.

 As diversas pessoas entrevistadas no âmbito deste relatório, e que se encontravam em Escalos Fundeiros, referem que no dia 17/6, apenas ouviram trovões cerca de 3 horas após o momento da ignição. O IPMA refere no seu relatório (IPMA, 2017a) que não há registo de descargas elétricas atmosféricas nas imediações da área da ignição no período que antecede a ignição (Figura 72). No entanto, é referido neste relatório que a metodologia que permitiu chegar a estas conclusões apresenta uma probabilidade de erro até 5%.

As árvores nas imediações do suposto local de origem quase que tocam nos cabos elétricos, sendo possível que em períodos de vento como a altura em que se deu a ignição, os seus ramos embatam nas linhas elétricas. Há vários indícios de que as árvores terão tocado nestes cabos várias vezes porque apresentam várias zonas queimadas perto dos cabos. Perante esta possibilidade, no Subcapítulo 5.8 é feita uma análise específica à probabilidade de o incêndio de Escalos Fundeiros ter sido causado por uma descarga elétrica."

No wikipedia vem:

"Um relatório técnico independente publicado em outubro aponta como causa da ignição o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, resultado da falta de limpeza da zona de proteção.[15][16][17]"

https://pt.wikipedia.org/wiki/Incêndio_florestal_de_Pedrógão_Grande_em_2017
 
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A comissão técnica independente não afirma que o incêndio teve origem num raio vindo de dezenas de km de distância.. O relatório refere sim, que várias árvores terão tocado nos cabos várias vezes, sendo por isso um forte indício para a origem do incêndio.

já percebi a falha de comunicação, estamos a comentar relatórios diferentes, um independente outro encomendado pelo governo, mas fica a pergunta, aquela hora não havia praticamente vento, porque haveriam linhas eléctricas de colidir assim do nada?

O Relatório Técnico refere que havia trovoada na zona de Oleiros por volta da hora do inicio do incêndio. ;)

nao é preciso ler relatório basta ver as imagens satélite para perceber que o @criz0r estava a inverdar,
ou não estava lá ou se estivesse bastava olhar para leste ou sudeste que via grandes nuvens desenvolvimento vertical, se estava lá distraido e não viu não pode afirmar o que afirmou da forma que o fez, 100km... qual é o objectivo de se estar a mentir neste assunto?


Suomi NPP 13:42utc

JsoTAn0.jpg

https://lance.modaps.eosdis.nasa.go...gle.cgi?image=VNBCRI1M4M3_I.A2017168.1342.jpg


AQUA 13:45utc

nzzV2tH.jpg

https://lance.modaps.eosdis.nasa.go...fl2_143.A2017168134500-2017168135000.250m.jpg


a estranheza sobre isso é se é mesmo possivel uma descarga ter ocorrido na linha de tensão a sudeste e desencadeado o incendio, se for possivel isso seria uma lição para muita gente, nem a PJ deveria ter corrido anunciar em 24 horas um raio aonde não havia nuvens sem primeiro consultar outras entidades, nem os cepticos disso deveriam ter afirmado categoricamente que era impossivel, ter-se-ia evitado muita sujeira, às vezes pode haver outras explicações, até mesmo o vento e os cabos de alta tensão