Não entendi bem a pergunta,
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A comissão técnica independente não afirma que o incêndio teve origem num raio vindo de dezenas de km de distância.. O relatório refere sim, que várias árvores terão
tocado nos cabos várias vezes, sendo por isso um forte indício para a origem do incêndio.
Inclusivé na secção 5.8 coloca fotos das árvores ao longo da linha, sublinhando novamente que terão tocado nos cabos. Por essa razão, e dados os testemunhos populares, é colocada de parte a hipótese de um relâmpago.
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Alerta e origem do incêndio de Escalos Fundeiros
Segundo os dados operacionais, o alerta desta ignição foi dado por um popular, pelas 14h43 do dia 17/6, através da rede móvel. Daniel Saúde terá sido a primeira pessoa a dar o alerta através do 112, tendo evidenciado ter feito essa chamada pelo seu telemóvel às 14h38 desse mesmo dia. Segundo este popular, a resposta à chamada pelo 112 foi rápida, assim como a chegada das primeiras viaturas de combate, cerca de 10 minutos após a chamada de alerta (a primeira ação no terreno mencionada na fita do tempo está registada às 14h54) A causa desta ignição tem sido objeto de debate com opiniões que se dividem entre origem criminosa, uma descarga elétrica através das linhas elétricas que passam no local e uma ignição causada por descargas elétricas atmosféricas (v.g. relâmpagos) inaudíveis para as pessoas que estavam nas proximidades. Embora não seja o objetivo fundamental deste relatório averiguar a responsabilidade desta ignição, deixa-se de seguida algumas considerações sobre a origem deste incêndio.
Não foram encontrados na área de ignição vestígios da utilização de engenhos pirotécnicos ou outros indícios que que possam suportar a ideia de origem criminosa deste incêndio. No entanto, a primeira visita ao local da ignição foi realizada no dia 28/6, podendo esses indícios ter sido corrompidos.
A área de ignição encontra-se perto do açude de uma ribeira, com água, a cerca de 20m da estrada asfaltada CM1164, e junto a duas áreas de plantação recente de eucalipto com pouco combustível disponível para sustentar o fogo. No entanto, a área de ignição apresentava uma grande carga de combustível sendo difícil a penetração de uma pessoa. No geral, os combustíveis apresentavam um teor de humidade baixo, no entanto, na área da ignição, devido à proximidade da ribeira com o açude, a humidade dos combustíveis seria superior à média. Não se afastando categoricamente a possibilidade de “fogo posto”, este não é o cenário normalmente escolhido por incendiários.
As diversas pessoas entrevistadas no âmbito deste relatório, e que se encontravam em Escalos Fundeiros, referem que no dia 17/6, apenas ouviram trovões cerca de 3 horas após o momento da ignição. O IPMA refere no seu relatório (IPMA, 2017a) que não há registo de descargas elétricas atmosféricas nas imediações da área da ignição no período que antecede a ignição (Figura 72). No entanto, é referido neste relatório que a metodologia que permitiu chegar a estas conclusões apresenta uma probabilidade de erro até 5%.
As árvores nas imediações do suposto local de origem quase que tocam nos cabos elétricos, sendo possível que em períodos de vento como a altura em que se deu a ignição, os seus ramos embatam nas linhas elétricas. Há vários indícios de que as árvores terão tocado nestes cabos várias vezes porque apresentam várias zonas queimadas perto dos cabos. Perante esta possibilidade, no Subcapítulo 5.8 é feita uma análise específica à probabilidade de o incêndio de Escalos Fundeiros ter sido causado por uma descarga elétrica."
No wikipedia vem:
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Um relatório técnico independente publicado em outubro aponta como causa da ignição o contacto entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão da empresa Energias de Portugal, resultado da falta de limpeza da zona de proteção.[15][16][17]"
https://pt.wikipedia.org/wiki/Incêndio_florestal_de_Pedrógão_Grande_em_2017