Floresta portuguesa e os incêndios

Na ultima vez que estive na Gardunha constatei que havia notavel regeneracao do carvalhal. Bastaria que fossem limpos os eucaliptos e pinheiros e daqui a uns 20 ou 30 anos poderiamos ter uma floresta nativa decente.

O castanheiro de facto sofreu uma reducao macica da sua area logo no seculo XIX. Nao foi replantado por varias razoes, a batata ja tinha substituido a castanha, o pinheiro-bravo ou as acacias cresciam mais depressa e forneciam madeira para producao de carvao, a doenca da tinta era dificil de controlar, e no final do seculo XIX comecaram as campanhas do trigo, que prejudicaram o desenvolvimento de todas as outras culturas agricolas e florestais. A serra da Lousa, por exemplo, era um extenso souto, havia castanheiros na serra de Tavira, no litoral alentejano, enfim, de Norte a Sul. Mas e uma especie com futuro, agora que se conhecem as vantagens da castanha para a nossa saude.
Até podes "limpar" os eucaliptos, mas se não retirares os cepos eles rebentam e sobrepõe-se completamente á vegetação adjacente!
Finalmente!!!!!!
Uma forma realmente útil de usar este tipo de tecnologia.



Deteção de fogos: Exército recebe drones em 2018

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/detecao-de-fogos-exercito-recebe-drones-em-2018-227979

Infelizmente será através do medo que se poderá dissuadir certos comportamentos.
Bem que se falava em rede terrorista, agora vão ser vigiados como tal.
O problema dos incendios em Portugal nunca foi nem é, um problema de deteção precoce! É uma falácia essa questão!
Que usem os drones para vigiar os aquartelamentos e paióis...
 
O problema dos incendios em Portugal nunca foi nem é, um problema de deteção precoce! É uma falácia essa questão!
Que usem os drones para vigiar os aquartelamentos e paióis...

Daí eu não ter falado nisso. Considero mais uma forma de dissuasão. Contudo tendo em conta as capacidades tecnológicas acredito que principalmente em situações de rescaldo e vigilância noturna seja bem mais eficaz do que postos de vigia.
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
As centrais de biomassa são uma boa forma de aproveitamento dos resíduos das actividades florestais da Indústria. Agora para aproveitamento dos resíduos(mato) das limpezas para redução de risco de incêndios, não faz qualquer sentido. A densidade energética do mato é de tal forma baixo que os custos e poluição libertada no seu transporte anula o beneficio.
Quanto aos risco de incêndio, volto a referir o que aconteceu à central de biomassa de Mortágua no dia 15/10. Para além de ter tido estragos toda a area envolvente num raio de vários quilómetros ardeu.

Então na tua opinião, o mato e o desbaste de pinheiros deve ficar no mesmo sítio onde são cortados, é isso?

Então nesse caso, continuas a ter biomassa combustível com o agravante de já estar seca quando vier o Verão, pois o seu transporte polui.

Caso contrário, se é para transportar, então vai para onde? E fazem o quê com uma pilha de 20mil ha / concelho de mato e desbaste arbóreo? Estás a ver uma fogueira de natal, agora imagina multiplicar por 50 mil. Onde tens espaço para isso? E o que é que lhe fazes, incendeia-se e assim somos penalizados com as emissões de carbono?

Qual é a tua solução?
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3






"Hoje, passados dois meses e meio do grande incêndio que consumiu a Serra da #Gardunha, verificámos que há esperança de que a nossa GARDUNHA renasça das cinzas! Aqui ficam algumas fotos da força da Natureza."


O que podemos observar nas fotos é o seguinte:
- Primeiro rebentam os fetos e o mato;
- Eucaliptos (onde houver): rebentam ao longo do tronco;
- Castanheiros (preocupante): rebentam abaixo do local de enxertia, ou seja, os castanheiros que rebentam são todos bravos, bons para produzir varas.
 
Então na tua opinião, o mato e o desbaste de pinheiros deve ficar no mesmo sítio onde são cortados, é isso?

Então nesse caso, continuas a ter biomassa combustível com o agravante de já estar seca quando vier o Verão, pois o seu transporte polui.

Caso contrário, se é para transportar, então vai para onde? E fazem o quê com uma pilha de 20mil ha / concelho de mato e desbaste arbóreo? Estás a ver uma fogueira de natal, agora imagina multiplicar por 50 mil. Onde tens espaço para isso? E o que é que lhe fazes, incendeia-se e assim somos penalizados com as emissões de carbono?

Qual é a tua solução?
Pura e simplesmente não é rentável. Quem gere a central não vai pagar o transporte. E se forem empresas a fazer vai sair bem caro a quem contratar esse serviço. Isto porque como disse o mato tem pouca densidade energética. Portanto a partir de um certo número de quilómetros (penso que 45km segundo um estudo que li há uns tempos)o que a central paga por tonelada não compensa os custos de transporte.
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
Pura e simplesmente não é rentável. Quem gere a central não vai pagar o transporte. E se forem empresas a fazer vai sair bem caro a quem contratar esse serviço. Isto porque como disse o mato tem pouca densidade energética. Portanto a partir de um certo número de quilómetros (penso que 45km segundo um estudo que li há uns tempos)o que a central paga por tonelada não compensa os custos de transporte.

Então pronto, corta-se o mato, desbastam-se as árvores novas e ficam lá a secar para o próximo verão.

Quanto é que se gastou em aviões, helicópteros e bombeiros este ano?
 
Então pronto, corta-se o mato, desbastam-se as árvores novas e ficam lá a secar para o próximo verão.

Quanto é que se gastou em aviões, helicópteros e bombeiros este ano?
Como diz o outro, "haja dinheiro".
Se o estado subsidiar tudo se faz. Mas a energia produzida não vai compensar os custos.
 
Como diz o outro, "haja dinheiro".
Se o estado subsidiar tudo se faz. Mas a energia produzida não vai compensar os custos.

É um problema bastante complexo.. Por um lado, temos custos de combate, por outro queremos minimizar custos de prevenção. Por uma lado, temos os custos com a emissão de poluentes de CO2, resultante dos incêndios e por outro, temos a emissão de poluentes resultante de queimas / queimadas preventivas.

A situação torna-se ainda mais complexa se tivermos em consideração o seguinte:
- Não há locais próprios para transportar a biomassa e queimá-la;
- 70 ou 80% da população rural tem mais de 70 anos, pelo que não têm condição física ou saúde para trabalhos pesados;
- A população rural, em especial, as afetadas pelos incêndios, têm poucos recursos financeiros.

Numa situação ideal, que é algo que se pratica já, quando se pretende fazer uma queimada, chamamos os bombeiros, para que sejam criadas condições com algum controlo. Não sei é se temos bombeiros e respetivas viaturas, em número suficiente para responder às necessidades... Ainda assim, é necessário criar locais próprios para realizar queimas, pois nem todos os locais têm acessos a viaturas de bombeiros.

Conhecendo o nosso clima, seria uma loucura, agora começar a incendiar no meio da floresta, mesmo no inverno pois:
- Se está a chover, não pega fogo;
- Se choveu, precisa de uns 15 dias para secar o suficiente para pegar fogo
- Por vezes, em pleno inverno, existem condições de propagação de incêndios.

Não é fácil.. Não existe nenhuma solução "Chave na mão" e para tudo, é preciso abrir os cordões à bolsa e que haja saúde! ;-)
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3 e dahon
É um problema bastante complexo.. Por um lado, temos custos de combate, por outro queremos minimizar custos de prevenção. Por uma lado, temos os custos com a emissão de poluentes de CO2, resultante dos incêndios e por outro, temos a emissão de poluentes resultante de queimas / queimadas preventivas.

A situação torna-se ainda mais complexa se tivermos em consideração o seguinte:
- Não há locais próprios para transportar a biomassa e queimá-la;
- 70 ou 80% da população rural tem mais de 70 anos, pelo que não têm condição física ou saúde para trabalhos pesados;
- A população rural, em especial, as afetadas pelos incêndios, têm poucos recursos financeiros.

Numa situação ideal, que é algo que se pratica já, quando se pretende fazer uma queimada, chamamos os bombeiros, para que sejam criadas condições com algum controlo. Não sei é se temos bombeiros e respetivas viaturas, em número suficiente para responder às necessidades... Ainda assim, é necessário criar locais próprios para realizar queimas, pois nem todos os locais têm acessos a viaturas de bombeiros.

Conhecendo o nosso clima, seria uma loucura, agora começar a incendiar no meio da floresta, mesmo no inverno pois:
- Se está a chover, não pega fogo;
- Se choveu, precisa de uns 15 dias para secar o suficiente para pegar fogo
- Por vezes, em pleno inverno, existem condições de propagação de incêndios.

Não é fácil.. Não existe nenhuma solução "Chave na mão" e para tudo, é preciso abrir os cordões à bolsa e que haja saúde! ;-)
Concordo plenamente, soluções perfeitas não existem e eu não digo que não se deva apostar em centrais de biomassa. Só peço é se se façam estudos prévios a fim de se apurar a uma rentabilidade. Porque certamente existem locais onde é rentável a sua existência. Mas infelizmente estará sempre associada à indústria.

Outra solução que também é referida, é a implementação de biorefinarias. Isto já é algo que ultrapassa os meus conhecimentos se alguém souber o que se entende por biorefinaria, era interessante de perceber o seu intuito.
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
provavelmente os drones vão ser utilizados na prevenção mas soa-me mais a um simples pretexto para os comprar, assim o exercito moderniza o seu arsenal. Nao estou contra, mas esta situação deve estar mais relacionada com modernização, e aproveitaram o pretexto, que ate dá para treinar.
*pura expeculação
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
Quanto muito pode-se usar os drones para haver um melhor acompanhamento da progressão do incêndio.

A utilização do Orion P3 custa à volta de 7 mil euros/hora, fora o resto. É demasiado caro ter diariamente este avião no céu a vigiar focos de incêndio.

De resto, o Predator da notícia dificilmente será o que os portugueses terão. Deve ser algo como isto:



Está-se em 2017. Não é preciso lançar os drones manualmente.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: VimDePantufas
Quercus e Acréscimo acusam Governo de ter aprovado mais plantações de eucalipto do que o executivo anterior

Nos dados divulgados, "constata-se que no Governo anterior foram autorizados 43% das novas plantações de eucalipto, sendo que o actual Governo é responsável, só até ao final do primeiro semestre do presente ano, por 57% da expansão legal desta espécie exótica em Portugal”, refere a Quercus.
https://www.publico.pt/2017/11/02/l...126?page=/&pos=1&b=stories_cover__important_b
 
Vem aí o 9º Dia Mundial da Bolota - 10 de novembro de 2017

Em 2009 criámos uma data especial – o Dia Mundial da Bolota… um pretexto para a união de esforços no sentido da preservação e recuperação da Natureza e Educação Ambiental.

O Dia Mundial da Bolota é já comemorado um pouco por todo o país… e também em diversos países da Europa, América e Ásia!

Ao longo destes anos, foram milhares as pessoas que aderiram a esta iniciativa, tendo semeado centenas de milhares de bolotas, um pouco por todo o lado.

flyer%2B2017.jpg


Depois dos incendio trágicos no nosso país, este dia simbólico, seria uma óptima opurtunidade de reflorestação, e também de convivio entre diversas gerações de pessoas.

Eu tenho no meu pequeno viveiro cerca de uns 30 sobreiros e carrascos prontos para irem para a terra, mas tenho de esperar que chova mais.