Floresta portuguesa e os incêndios

Os jornalistas pagam ás suas fontes e respectivos testemunhos que lhe arranjam para eles falarem, e a policia obviamente não o faz! Como infelizmente sabemos, tudo na vida tem um preço!!

Ora ai está algo que eu não tinha pensado. É triste como ainda existe algum estigma na denúncia e só com algum incentivo que não o moral essa denúncia é feita. Provavelmente já será cultural não sei.

Para terminar que fique claro que apenas temos opiniões diferentes, respeito imenso a tua , como espero que respeites a minha

Eu respeito todas as opiniões e ainda mais se forem bem fundamentadas, como é o teu caso. :thumbsup:
 
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REN planta 46 mil medronheiros em corredor da linha de energia Penela-Tábua
O corredor, que passa por sete municípios, representa um total de cerca de 168 hectares.

Mais de 100 alunos do concelho de Pedrógão Grande participaram nesta sexta-feira numa acção de reflorestação da REN, que marca a reconversão de 168 hectares ao longo da linha de energia Penela - Tábua, com a plantação de 46 mil medronheiros.

Munidos de pás e luvas, alunos do 2.º e 3.º ciclo plantaram nesta sexta-feira, ao início da tarde, medronheiros na zona de Escalos Cimeiros, concelho de Pedrógão Grande, sinalizando o arranque da rearborização do corredor da linha de alta tensão entre Penela e Tábua.

O corredor, que passa por sete municípios, representa um total de "cerca de 168 hectares", sendo plantados 46 mil medronheiros ao longo dessa faixa, disse à agência Lusa a directora de comunicação e sustentabilidade da REN - Redes Energéticas Nacionais, Margarida Ferreirinha.

"Toda a rearborização que fazemos nas faixas de servidão é feita com espécies autóctones. O medronheiro foi escolhido porque é uma espécie que temos em Portugal e porque o município [de Pedrógão Grande] mostrou interesse que o utilizássemos", explicou.

Esta é mais uma de várias acções de reflorestação da REN ao longo das faixas de servidão que acompanham as linhas de transporte de energia.

De acordo com Margarida Ferreirinha, nos últimos dez anos, a REN rearborizou "mais de dois mil hectares", utilizando sempre espécies autóctones, como o sobreiro, carvalho ou o pinheiro manso.

"Nos últimos dez anos, temos apostado numa forma diferente de fazer a rearborização, envolvendo muito os proprietários das terras, para fazer com que percebam que ao escolherem estas espécies podem ter algum retorno financeiro, ao mesmo tempo que se estimula o cuidar das terras e o trabalhar das terras", afirmou.

Para além da rearborização, a REN garante também a limpeza e gestão das faixas de servidão, tendo limpado "mais de 20 mil hectares nos últimos quatro anos", acrescentou.

https://www.publico.pt/2018/04/13/l...m-corredor-da-linha-de-energia-penela-1810235
 
Nao tenham duvidas que na sua maioria os incendios sao fogo posto , alguns por interesse , outros por vinganca , outros por piromanos , outros para renovacao de pastos e so Uma infima parte por causas naturais e serao mesmo mesmo muito poucos , o dia escolhido 15 de Outubro foi um dia de baixa humidade ventos de leste quentes devido a passagem da tempestade ex tropical ofhelia , para os incendiarios e o dia perfeito.


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Se incluíres a negligência no que consideras fogo posto. Estou completamente de acordo. Caso contrario já não posso concordar.
Este verão depois do que aconteceu em Pedrogão estive com especial atenção a certos comportamentos da população. E cheguei à conclusão que existe uma boa percentagem da população que não tem a mínima noção do que são comportamentos de risco numa época de incêndios. Mesmo depois do que tinha acontecido em Pedrogão.

Só vou dar um exemplo porque se não este post fica demasiado longo.
Dias depois de Pedrogão aqui na zona de Viseu estavam a ser lançados foguetes de cana pelas festividades de S. João.
 
Se incluíres a negligência no que consideras fogo posto. Estou completamente de acordo. Caso contrario já não posso concordar.
Este verão depois do que aconteceu em Pedrogão estive com especial atenção a certos comportamentos da população. E cheguei à conclusão que existe uma boa percentagem da população que não tem a mínima noção do que são comportamentos de risco numa época de incêndios. Mesmo depois do que tinha acontecido em Pedrogão.

Só vou dar um exemplo porque se não este post fica demasiado longo.
Dias depois de Pedrogão aqui na zona de Viseu estavam a ser lançados foguetes de cana pelas festividades de S. João.

Isso é verdade o povo portugues continuam muito desinformado, quanto aos comportamentos de risco, aqui nas localidade vizinhas, na época crítica de incendio aconteceu o mesmo, com o lançamento de foguetes várias vezes ao longo dia.
Mas se formos alertar essas pessoas, a resposta delas, é que sempre lançaram foguetes nos dias festivos, não olhando aqui ás condições climatéricas, da população já não podemos esperar grandes mudanças, mas sim cabe principalmente á população jovem, mudar de hábitos, nem que seja para alertar os seus familiares.
 
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Pelo que observo aqui pela minha zona e excluindo alguns comportamentos de risco , na sua maioria os incendios tem mao criminosa , dou exemplos , a ja alguns anos varios focos de incendio na minha Freguesia e Freguesia proxima apos vigilancia foi identificado o fogueteiro detido e condenado a comprir pena de 7 anos, mais recente fogo na minha Freguesia comecou a ser recorrente , sitios e horas comecaram a ser averiguados quem e poderia ser .. o suspeito comecou a ser seguido detido pela judiciaria .
Verao de 2017 varios focos de incendio deflagram na Serra do Acor sempre a sexta ou sabado a noite ,varios sustos , varias vezes combatido o incendio , a Serra e.grande a vigilancia e ineficaz , Outubro de 2017 castanheira da Serra foco de incendio, o incendiario leva a sua avante a Serra do Acor esta complatamente arder ,sao unicamente factos .

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Passou meio ano sobre o fatidico dia 15 de Outubro ao contrario de hoje o dia amanheceu quente e seco com ventos de leste e baixa humidade , ninguem imaginava o que estava para vir ... A maior tempestade de fogo que a memoria , porque e preciso nao esquecer.
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Observatório JN: O maior disparate em 800 anos
Muito tem sido dito e escrito sobre a campanha nacional lançada pelo Governo para a limpeza dos terrenos junto a casas e estradas, de modo a cumprir a legislação em vigor. A propósito desta campanha o Ministro da Agricultura mostrou-se convicto, com algum orgulho, que em 800 anos de história de Portugal nunca teria sido levada a cabo uma operação de "limpeza" com esta dimensão. Talvez tenha razão quanto ao caráter inédito da operação, mas não quanto aos benefícios da mesma.

Na verdade as regras que se querem impor têm já 14 anos desde que foram introduzidas pela primeira vez na legislação portuguesa. Durante este período surgiram vários estudos que referem as vantagens da manutenção de um coberto denso, sobretudo tratando-se de árvores adultas de espécies folhosas, relativamente à criação de espaços abertos tal como é preconizado pela legislação em vigor.

A explicação é simples: espaços abertos potenciam o crescimento do mato na primavera e a sua secagem no Verão, ou seja melhores condições para a propagação do fogo. O efeito é ainda mais grave se pensarmos que as espécies que melhor aproveitam os espaços abertos são espécies exóticas invasoras, como as acácias. Os efeitos benéficos quando existem são efémeros, porque ninguém imagina que os proprietários estejam dispostos a suportar todos os anos os custos consideráveis que este tipo de "limpezas" acarretam.

Este ano uma parte da despesa é paga com as árvores cortadas, mas nos próximos anos já não haverá esse paliativo. O resultado é o que se vê ao longo das estradas do país: árvores úteis para a prevenção de incêndios e com grande valor paisagístico e patrimonial (carvalhos, oliveiras, sobreiros, etc.) transformadas em cavacas para a lareira. A explicação para o lançamento precipitado desta campanha arboricída é a do costume: o imediatismo politico que é regra no nosso país. Em vez de se consultar quem sabe, com algum tempo para produzir medidas amadurecidas e por isso mais sensatas, produz-se um enorme disparate para mostrar ao eleitorado que se está a fazer alguma coisa. E assim vai o pós-2017.

Professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra

https://www.jn.pt/nacional/especial...jn-o-maior-disparate-em-800-anos-9261907.html
 
Observatório JN: O maior disparate em 800 anos
Muito tem sido dito e escrito sobre a campanha nacional lançada pelo Governo para a limpeza dos terrenos junto a casas e estradas, de modo a cumprir a legislação em vigor. A propósito desta campanha o Ministro da Agricultura mostrou-se convicto, com algum orgulho, que em 800 anos de história de Portugal nunca teria sido levada a cabo uma operação de "limpeza" com esta dimensão. Talvez tenha razão quanto ao caráter inédito da operação, mas não quanto aos benefícios da mesma.

Na verdade as regras que se querem impor têm já 14 anos desde que foram introduzidas pela primeira vez na legislação portuguesa. Durante este período surgiram vários estudos que referem as vantagens da manutenção de um coberto denso, sobretudo tratando-se de árvores adultas de espécies folhosas, relativamente à criação de espaços abertos tal como é preconizado pela legislação em vigor.

A explicação é simples: espaços abertos potenciam o crescimento do mato na primavera e a sua secagem no Verão, ou seja melhores condições para a propagação do fogo. O efeito é ainda mais grave se pensarmos que as espécies que melhor aproveitam os espaços abertos são espécies exóticas invasoras, como as acácias. Os efeitos benéficos quando existem são efémeros, porque ninguém imagina que os proprietários estejam dispostos a suportar todos os anos os custos consideráveis que este tipo de "limpezas" acarretam.

Este ano uma parte da despesa é paga com as árvores cortadas, mas nos próximos anos já não haverá esse paliativo. O resultado é o que se vê ao longo das estradas do país: árvores úteis para a prevenção de incêndios e com grande valor paisagístico e patrimonial (carvalhos, oliveiras, sobreiros, etc.) transformadas em cavacas para a lareira. A explicação para o lançamento precipitado desta campanha arboricída é a do costume: o imediatismo politico que é regra no nosso país. Em vez de se consultar quem sabe, com algum tempo para produzir medidas amadurecidas e por isso mais sensatas, produz-se um enorme disparate para mostrar ao eleitorado que se está a fazer alguma coisa. E assim vai o pós-2017.

Professor na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra

https://www.jn.pt/nacional/especial...jn-o-maior-disparate-em-800-anos-9261907.html
Pois o que era bom era não fazer nada! Isso é que era bom para a economia do fogo, como se viu na reportagem da TVI! :facepalm:
 
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Pois o que era bom era não fazer nada! Isso é que era bom para a economia do fogo, como se viu na reportagem da TVI! :facepalm:

Eu sou a favor das limpezas de matos em redor das habitações e zonas industriais, mas em terrenos isolados no meio da floresta, não tem interesse em se limpar, pois se o fogo vier, não é uma pequena limpeza que vai travar a propagação do fogo, isto se os terrenos vizinhos estiverem por limpar.
Tem de ser também em atenção, que nem 8 nem 80, pois pode-se limpar ervas e matos, mas as árvores fazem muita falta, não se deviam cortar a eito, como muita gente tem feito, com espécies protegidas, e até árvores de fruto.
Sei de pessoas que estão todas amedrontadas, porque tem 4 árvores num quintal com 50 m2, onde na época seca não tem erva nenhuma, isto sequer sem ter sido notificado pela GNR, e a pessoa em questão queria mesmo cortar as árvores todas, o quintal não tem acesso a não ser por portão, pois está numa cota superior em relação á estrada de cerca de 3 metros de altura.

Mas uma coisa também é certa a intenção daquela gente maluca já era mesmo fazer arder aquilo tudo, e por muito que tivesse limpo, ia arder na mesma, a não ser que pinhal de Leiria estivesse todo gradado ou mesmo lavrado, para mim que conheço bem o fogo, sei que basta uma camada fina de restolho, e algum vento, para o fogo progredir.
 
Pois o que era bom era não fazer nada! Isso é que era bom para a economia do fogo, como se viu na reportagem da TVI! :facepalm:

Caro @luismeteo3, podia-te responder com a mesma simplicidade: sim, às vezes, para não causar uma asneira ainda pior, mais vale estar quieto, pois de boas intenções está o inferno cheio, mas vamos por partes, porque na vida não é tudo "8 ou 80"...
O que está em causa, não é a necessidade de lançar, com acompanhamento técnico, um programa continuado no tempo de controlo de matos em áreas críticas (até com recurso a fogo controlado preventivo) ou de criar faixas de proteção em torno de habitações, por exemplo. E aprender com quem já está a fazer essa gestão há anos, como na Reserva da Faia Brava, com recurso a animais (no caso, com a introdução controlada de garranos).
O que se contesta é a forma como a medida está a ser implementada no terreno em muitos locais do país, sendo que em muitos casos a culpa não é da legislação em si, ou seja, do que esta prevê, mas da forma como esta foi comunicada, e deturpada, à opinião pública com o próprio primeiro-ministro a ter afirmado no parlamento, ipsis verbis, que, e passo a citar: “mais vale cortar a mais do que a menos”.
Resultado: milhares de árvores cortadas sem necessidade e, pior, sem que daí advenha nenhuma vantagem em termos de diminuir a carga combustível pois, muito pelo contrário, com a precipitação primaveril, essas clareiras mais não serão do que zonas onde os matos se desenvolverão com maior vigor, para além de favorecer, e muito, a expansão de espécies exóticas (muitas das quais, como as acácias e as háqueas formam matagais densos e impenetráveis).
 
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Caro @luismeteo3, podia-te responder com a mesma simplicidade: sim, às vezes, para não causar uma asneira ainda pior, mais vale estar quieto, pois de boas intenções está o inferno cheio, mas vamos por partes, porque na vida não é tudo "8 ou 80"...
O que está em causa, não é a necessidade de lançar, com acompanhamento técnico, um programa continuado no tempo de controlo de matos em áreas críticas (até com recurso a fogo controlado preventivo) ou de criar faixas de proteção em torno de habitações, por exemplo. E aprender com quem já está a fazer essa gestão há anos, como na Reserva da Faia Brava, com recurso a animais (no caso, com a introdução controlada de garranos).
O que se contesta é a forma como a medida está a ser implementada no terreno em muitos locais do país, sendo que em muitos casos a culpa não é da legislação em si, ou seja, do que esta prevê, mas da forma como esta foi comunicada, e deturpada, à opinião pública com o próprio primeiro-ministro a ter afirmado no parlamento, ipsis verbis, que, e passo a citar: “mais vale cortar a mais do que a menos”.
Resultado: milhares de árvores cortadas sem necessidade e, pior, sem que daí advenha nenhuma vantagem em termos de diminuir a carga combustível pois, muito pelo contrário, com a precipitação primaveril, essas clareiras mais não serão do que zonas onde os matos se desenvolverão com maior vigor, para além de favorecer, e muito, a expansão de espécies exóticas (muitas das quais, como as acácias e as háqueas formam matagais densos e impenetráveis).

Não podia estar mais de acordo contigo, as árvores são sinónimo de vida, servem de abrigo, alimento a aves, mamíferos e muitos outros seres que por vezes não se conseguem ver a olho nu.
As árvores protegem também o solo da erosão e até "criam" chuva, a chamada precipitação oculta, fenómeno tão frequente na nossa Serra de Sintra.
Esta lei não quer dizer que se ande por aí a cortar árvores como quem coça um olho, como em tudo na vida tem de permancer o bom senso, e muito estudo e planeamento, caso se trate de áreas grande.
 
Caro @luismeteo3, podia-te responder com a mesma simplicidade: sim, às vezes, para não causar uma asneira ainda pior, mais vale estar quieto, pois de boas intenções está o inferno cheio, mas vamos por partes, porque na vida não é tudo "8 ou 80"...
O que está em causa, não é a necessidade de lançar, com acompanhamento técnico, um programa continuado no tempo de controlo de matos em áreas críticas (até com recurso a fogo controlado preventivo) ou de criar faixas de proteção em torno de habitações, por exemplo. E aprender com quem já está a fazer essa gestão há anos, como na Reserva da Faia Brava, com recurso a animais (no caso, com a introdução controlada de garranos).
O que se contesta é a forma como a medida está a ser implementada no terreno em muitos locais do país, sendo que em muitos casos a culpa não é da legislação em si, ou seja, do que esta prevê, mas da forma como esta foi comunicada, e deturpada, à opinião pública com o próprio primeiro-ministro a ter afirmado no parlamento, ipsis verbis, que, e passo a citar: “mais vale cortar a mais do que a menos”.
Resultado: milhares de árvores cortadas sem necessidade e, pior, sem que daí advenha nenhuma vantagem em termos de diminuir a carga combustível pois, muito pelo contrário, com a precipitação primaveril, essas clareiras mais não serão do que zonas onde os matos se desenvolverão com maior vigor, para além de favorecer, e muito, a expansão de espécies exóticas (muitas das quais, como as acácias e as háqueas formam matagais densos e impenetráveis).
Digam o que falta fazer e ainda não está feito! A estratégia de nada fazer porque tudo é criticável e potencialmente errado é o que a industria do fogo gosta!
 
Não podia estar mais de acordo contigo, as árvores são sinónimo de vida, servem de abrigo, alimento a aves, mamíferos e muitos outros seres que por vezes não se conseguem ver a olho nu.
As árvores protegem também o solo da erosão e até "criam" chuva, a chamada precipitação oculta, fenómeno tão frequente na nossa Serra de Sintra.
Esta lei não quer dizer que se ande por aí a cortar árvores como quem coça um olho, como em tudo na vida tem de permancer o bom senso, e muito estudo e planeamento, caso se trate de áreas grande.
Esta lei não manda cortar tudo! Basta ler!