Compreendo aquilo que referes, mas o que me leva mais a comentar é o facto do problema "eucaliptos na paisagem" não se poder confundir com "precisamos de mais carvalhos na paisagem". São duas coisas distintas.
Há espaço para eucaliptos (que aliás podem ser majestosos e terem muitos benefícios para o nosso nível de vida - já
aqui e
aqui tive essa discussão com o Cova da Beira e o Orion) e
também imenso espaço para mais carvalhos, pinheiros, sobreiros e outras árvores autóctones. As duas coisas não são mutuamente exclusivas.
Temos que declamar menos contra os eucaliptos e arborizar mais, como o demonstrou a câmara de Gaia em Avintes e, sobretudo, oferecer soluções viáveis para os proprietários privados "mudarem de vida"; em último recurso, comprar-lhes as terras, ou obter o direito de superfície por 50 ou 100 anos.
É assim que os ingleses (que o Frederico tanto cita) fazem:
vão plantar uma grande nova floresta de 30000 hectares no centro de Inglaterra, durante 30 anos, e com recurso também a doações e dádivas:
https://www.independent.co.uk/news/...gove-manchester-liverpool-leeds-a8146761.html
Um grande exemplo.