Fome continua a atormentar mais de mil milhões

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por belem 16 Out 2009 às 22:52.

  1. Mário Barros

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    Fome no Mundo diminui pela primeira vez em 15 anos

     
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    Essas notícias de última hora são excelentes.
    Obrigado, Mário! :)
     
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    Quando a China desceu ao inferno

    28.12.2010 - 19:13 Por Francisca Gorjão Henriques

    O regime chinês chama-lhe ainda um desastre natural. O historiador britânico Frank Dikottër assegura que foi um dos maiores assassínios em massa da história da humanidade. O Grande Salto em Frente fez em quatro anos pelo menos 45 milhões de mortos, diz. E só teve um protagonista: Mao Tsetung.
    É preciso ir buscar os episódios mais negros da história do século XX para haver possíveis comparações com o que aconteceu na China entre 1958 e 1962: o gulag de Estaline, o holocausto de Hitler, o genocídio de Pol Pot.
    O balanço das vítimas de toda a Segunda Guerra Mundial é de 60 milhões. O regime de Mao Tsetung foi rápido e em menos tempo matou à fome, por tortura ou homicídio, 45 milhões; foi como o genocídio do Khmer Vermelho multiplicado por 20, defende Dikottër.
    Mas ao contrário dos outros episódios, as verdadeiras dimensões do Grande Salto em Frente continuam a ser muito pouco conhecidas, escreve o historiador. O livro Mao"s Great Famine - The history of China"s most devastating catastrophe 1958-1962 (A Grande Fome de Mao - história da catástrofe mais devastadora da China), publicado em Setembro pela Walker & Company, é ilucidativo. Durante aqueles anos, "a China desceu ao inferno".
    A abrir, a frase do "Grande Timoneiro": "A revolução não é um jantar de convívio."
    Os campos da morte - Em 1957, Mao determinou que a China teria 15 anos para utrapassar o Reino Unido, uma das grandes potências industriais. "Este ano, o nosso país produziu 5,2 milhões de toneladas de aço... Em 15 anos produziremos entre 30 e 40 milhões de toneladas", anunciou o líder. Começava o Grande Salto em Frente, escreveu Dikottër.
    A China deveria caminhar com duas pernas ao mesmo tempo, isto é, desenvolver a indústria e a agricultura em simultâneo, empenhada tanto na pequena indústria como na pesada. O "salto" começou com projectos hídricos para irrigar as terras áridas do Norte e conter as grandes inundações do Sul. "Por toda a China, dezenas de milhões de agricultores juntaram-se a projectos de irrigação", escreve. "Em Janeiro de 1958, uma em cada seis pessoas estava a escavar terra." Em alguns locais do país, um terço da população estava de pá na mão. Milhões e milhões foram alimentar as fornalhas para fundir ferro.
    Os sinais da fome foram evidentes muito cedo. Os agricultores foram arrastados para os sistemas de irrigação, em trabalho escravo com pouca comida e sem qualquer assistência médica. Morria-se de exaustão ou malnutrição. A população de uma localidade na província de Gansu chamava a estas zonas "campos da morte".
    O importante era conseguir cumprir os objectivos traçados pelo regime. "Todo o país se tornou num universo de normas, quotas e metas às quais era impossível escapar", lê-se. Se o que valia era dar números, quando não os havia inventavam-se. Atingiram-se recordes na produção de arroz, algodão, trigo, amendoim. As colheitas no final de 1958 duplicaram as do ano anterior. Em números. "A China era um imenso palco de teatro", contaria um responsável que acompanhava Mao nas suas visitas pelo país.
    Os agricultores deixaram de ser vistos como tal. "Todos são soldados", proclamou. E foi com directivas militares que se organizou a vida quotidiana de 500 milhões de chineses. Os primeiros sinais da fome apareceram logo em 1958. Mas no ano seguinte era já generalizada,escreve Dikottër. E apesar de muitas omissões, "Mao recebeu vários relatórios dando conta da fome, doenças e abusos vindos de todos os cantos do país".
    Sem travões - Alguém poderia ter travado o Grande Salto em Frente? "Só um homem, que era Mao Tsetung, e ele estava determinado a avançar", responde Dikottër ao P2. "Os seus colegas, os números dois, três, poderiam, mas estavam demasiado receosos, ou na ignorância. Toda a liderança alinhou." No livro, o historiador especifica: "[Mao] nunca tinha conseguido vencer se Liu Shiaoqi e Zhu Enlai, os dois mais poderosos a seguir a ele, tivessem actuado contra si."
    Houve alguma oposição inicial de um ou outro responsável, mas também purgas exaustivas em todos os níveis do partido. A necessidade de ficar no poder, ou evitar a morte, falou mais alto. Os sobreviventes entrevistados pela equipa de Dikottër (que colocou locais a entrevistar locais em vários pontos da China) contavam sempre a mesma história: "Sabíamos da situação, mas não ousávamos dizer nada. Se disséssemos, éramos espancados. O que poderíamos fazer?""O regime destruiu sistematicamente todas as organizações fora do Partido Comunista Chinês (PCC), a igreja, a sociedade civil, o Estado de direito, até as famílias", garante o historiador. "Como se pode organizar uma oposição se não há absolutamente nada onde a apoiar? Em 1961 houve muitas rebeliões, mas nada que as conseguisse manter de pé."
    Quando compreendeu a extensão dos danos, Liu Shiaoqi acabou por deter o Grande Salto, e em 1962 veio dizer que "um desastre com mão humana" avassalou a China. Morreu pouco depois às mãos dos guardas vermelhos. "Para ficar no poder, Mao teve de virar o país de pernas para o ar com a Revolução Cultural", escreve Dikottër.
    Um período de boa vontade - Até agora, os historiadores têm contado com as estatísticas oficiais, incluindo os censos de 1953, 1964 e 1982 para chegar ao número de mortos provocados pelo Grande Salto em Frente, concluindo algo entre os 15 e os 32 milhões, dependendo das investigações.
    As conclusões de Dikottër vão muito para além disso. Como? Porque antes dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 as autoridades chinesas enviaram "sinais de boa vontade" e decidiram abrir alguns arquivos. Este professor da Unversidade de Hong Kong, que estudava sobretudo os anos que antecederam a revolução comunista de 1949 (quando o PCC assumiu o poder, derrubando os nacionalistas), decidiu aproveitar essa janela, afirma na entrevista telefónica. E durante seis meses, diluídos ao longo de quatro anos, espreitou para milhares e milhares de páginas.
    "Compilei os números que encontrei - através de relatórios de responsáveis da segurança pública, de relatos de famílias, etc. - e comparei-os com as estatísticas oficiais", explica. "Geralmente estimava-se em 30 milhões, mas os meus números apontam para mais 15 por cento, pelo menos. Por isso eu digo que morreram pelo menos 45 milhões." E "desnecessariamente", escreveu no livro. O número é surpreendente, como já eram aqueles avançados anteriormente, explica ao P2. "Quarenta e cinco, 30 ou 15 milhões é sempre supreendente. É um número no papel que parece sempre extraordinário, uma escala tão grande de destruição que em nenhum dos casos eu consigo lidar bem com isso. Não consigo imaginar 45 milhões de vítimas, como não consigo imaginar 15 milhões."
    A palavra "fome" pode induzir em erro. Neste desastre nem todos morreram por as políticas catastróficas do regime terem destruído a produção agrícola. Cerca de 2,5 milhões foram vítimas de assassínio: "Coacção, terror, violência sistemática, foram os pilares do Grande Salto em Frente", lê-se. Também houve uma destruição de habitações sem precedentes. Mais de um terço de todas as casas do país foram arrasadas para criar fertilizantes, construir cantinas, alargar estradas, "ou simplesmente para punir os seus ocupantes".
    "É difícil estimar o quanto foi destruído", escreveu. "A situação variava muito de local para local, mas, no geral, o Grande Salto em Frente constitui, de longe, a maior demolição de propriedade da história da humanidade."
    Cultura de sobrevivência - Os chineses ouviam que deveriam fazer alguns sacrifícios para conseguir a abundância. Nunca chegou. "Tudo é colectivo, até os seres humanos", anunciou o secretário do PCC Zhang Xianli. Milhões foram arrastados para trabalhos forçados nos campos ou na indústria. Mau planeamento, em ambos os casos, produziu resultados catastróficos.
    Mao continuava tão pragmático como antes. Era preciso continuar a exportar alimentos - era isso que pagaria a industrialização e salvaria a imagem da China no mundo -, mesmo que significasse exterminar o seu próprio povo. É célebre a máxima: "Quando não há o suficiente para comer, as pessoas morrem de fome. É melhor que metade da população morra para que a outra metade possa comer a sua parte."Este pode ter sido um período curto, mas deixou sementes. "É claro que o passado tem reflexos no presente", diz o historiador. "Há uma cultura de sobrevivência que permanece até hoje. Como explorar ao máximo o sistema? Quando se lêem as notícias sobre o leite contaminado [veiculadas em 2008], isso leva-nos ao Grande Salto em Frente. As autoridades sabem que podem matar e não responder por isso."
    A cultura da sobrevivência de que fala Dikottër está também assente na desobediência. A todos os níveis da sociedade foi preciso encontrar estratégias para continuar a viver. E estas tinham também como consequência o prolongamento da vida do regime: quando se enganavam os livros da contabilidade para mostrar que as metas foram atingidas, ou quando os agricultores escondiam os seus cereais para os vender no mercado negro. Para responder às exigências, num momento ou no outro, todos os chineses tiveram de fazer cedências morais.
    Milhares e milhares de páginas de arquivo passaram pelos olhos do historiador, mas fotografias só as oficiais, como aquela em que Mao aparece de pá na mão, a escavar numa cisterna de um túmulo Ming; ou a de mulheres sorridentes a transportarem em carrinhos de mão woks, regadores e outros utensílios de ferro para alimentar as fornalhas que se multiplicaram para o fabrico de aço. As de valas comuns e corpos atirados para diques, se as houver, continuam fechadas e com selos de "ultra-secreto". Um investigador chinês disse a Dikottër que uma vez viu a fotografia do corpo de uma criança que "tinha sido canibalizada, cortada em pedaços e colocada num tacho".
    Por enquanto, a China continua à espera de fazer contas com o seu passado. Nos livros de história escreve-se que as causas da devastação se deveram a catástrofes naturais: secas, tufões, inundações. "As referências são mínimas, quando as há", adianta o historiador. De resto, "persiste o mito sobre Mao como alguém que libertou a China. Não é aceitável dizer-se hoje que Hitler foi um grande homem, mas muita gente anda por aí com t-shirts de Mao".
    É o seu retrato que adorna a praça Tiananmen, em Pequim, à porta da Cidade Proibida. A sua cara é a única impressa nas notas de yuans. Dikottër diz ao P2: "Até a liderança comunista se interrogar sobre o que fez no passado, o mito não será enterrado."

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    Muitas democracias nestes países são só fachadas para não levarem com a pressão internacional em cima. Na verdade não passam de regimes ditatoriais camuflados. E mais uma vez, lhe digo, ainda que poucos tenham sido democráticos, o seu programa pré-eleitoral nem sempre é cumprido.
    É esta a dura realidade.


    Claro que há mais favelas, há mais população e também temos a crise.
    E claro que devia haver mais investimento numa economia justa para todos terem o mínimo de condições de vida.
    Não é só andar a enriquecer à custa de família africanas pobres para comprar arroz a preço de água e depois vender a preços exorbitantes.
     
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    http://aec.msu.edu/fs2/africanhunger/wolgin_port4.htm

    Problemas e soluções para África



    Roma, 12 abr (EFE):

    «O ex-ministro de Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Ángel Moratinos declarou nesta terça-feira que seu objetivo "é erradicar a fome no mundo" se conseguir ser eleito diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com sede em Roma.

    Moratinos e outros cinco candidatos - Franz Fischler da Áustria, José Graziano de Silva do Brasil, Indroyono Soesilo da Indonésia, Mohammad Saeid Noori Naeini do Irã e Abdul Latif Rashid do Iraque - apresentam nesta quarta-feira suas candidaturas diante do Conselho da FAO.

    A eleição do próximo diretor-geral da FAO vai ocorrer entre 25 de junho e 2 de julho de 2011 e a posse está prevista para 1º de janeiro de 2012.

    Ao todo, 191 países têm direito a voto e o vencedor deve obter metade dos votos mais um.

    Moratinos ressaltou que neste momento, a FAO dedica 65% de seus recursos ao pagamento de salários, e apenas 35% para projetos para a alimentação. Essa situação, promete, deve ser completamente invertida no primeiro ano de sua gestão, se for eleito.

    Ele aposta que a FAO recupere seu centralismo e importância frente a outros organismos como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Sobre o candidato brasileiro, José Graziano da Silva, Moratinos opinou que "é um dos principais rivais, tem uma grande trajetória em matéria de agricultura, tem a seu favor o fato de ter elaborado o programa Fome Zero e está dentro da FAO".

    "Mas - matizou - enquanto na Espanha o veem como um candidato neutro, o candidato do Brasil é visto com temor porque representa os interesses particulares do país".

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-...rradicar-a-fome-no-mundo-a-frente-da-fao.jhtm





    Bono vai se encontrar com Lula em São Paulo ( contra a fome).

    09.abril.2011

    «Depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, nessa sexta-feira, 8, o cantor Bono vai se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informa a colunista de O Estado de S. Paulo, Sonia Racy. O encontro está previsto para esta seguda-feira, 12, na capital Paulista. A pauta será sobre a fome no mundo.
    Na sexta-feira, o líder e os demais integrantes da banda U2 ficaram três horas no Palácio da Alvorada, em Brasília, onde almoçaram com a presidente Dilma. Bono, que mantém programas sociais, conversou Dilma sobre as ações de combate à pobreza no Brasil e como o mundo pode aprender com elas.»



    http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/04/09/bono-vai-se-encontrar-com-lula-em-sao-paulo/
     
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    Preço dos alimentos subiu 138 por cento desde 2003
    À beira dos mil milhões de famintos
    Nos últimos oito anos, o preço dos géneros alimentares básicos registou uma subida constante, diz a FAO, que adverte ainda para a previsível manutenção desta tendência pelo menos até 2012.



    Na apresentação do seu relatório bianual, em Roma, faz hoje uma semana, a organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação revelou que, desde 2003, o valor de mercado dos principais alimentos a nível mundial cresceu 138 por cento, isto é, nos últimos oito anos, o preço da tonelada passou de 97,7 para 233,5 dólares.

    O aumento foi quase sempre constante, demonstra a FAO. Em 2004, uma tonelada de géneros básicos custava 112,4 dólares; em 2005 custava 117,3 dólares; em 2006 custava 126,5 dólares; em 2007 custava 158,6 dólares; em 2008 custava 199,6, e assim sucessivamente até aos actuais 233,5 dólares, exceptuando o ano de 2009 em que a tonelada de alimentos desceu para os 156,8 dólares

    Ainda segundo aquela organização da ONU, quatro géneros fundamentais ilustram com clareza a progressão. A tonelada de carne valia 96,8 dólares em 2003. Actualmente cifra-se em 175,2 dólares, ou seja, aumentou 80 por cento.

    Nos cereais, óleos alimentares e açúcares repete-se com agravamento este cenário, diz a FAO, com progressões de 161 por cento (de 98,1 para 256,4 dólares), 164 por cento (de 100,8 para 267 dólares ), e 271 por cento (de 100,6 para 373,4 dólares), respectivamente.

    A FAO estima também que a factura global de importação de alimentos alcance um novo recorde mundial de 1,29 mil milhões de dólares, e que 2011 e 2012 sejam anos em que se atinjam máximos históricos nos preços, já que os aumentos bruscos assinalados no início deste ano só tiveram uma ligeira descida de 1 por cento no passado mês de Maio.



    Consequências dramáticas


    Neste quadro de agravamento dos preços dos alimentos, os povos sofrerão consequências devastadoras, particularmente as populações dos países subdesenvolvidos, já que, por exemplo, nos EUA uma família gasta, em média, 7 por cento do rendimento disponível em alimentação, e na África subsaariana essa taxa cresce para valores nunca inferiores a 40 por cento, calcula a FAO.

    No mesmo sentido, a Organização Não-Governamental Oxfam veio afirmar que, este ano, o preço médio dos alimentos básicos deverá subir entre 120 e 180 por cento.

    A ONG projecta também um aumento considerável do número de famintos. No final de 2010, calculava-se que 925 milhões de seres humanos não tinham o que comer. Só nos primeiros cinco meses deste ano, outros 44 milhões engrossaram aquele contingente, sendo previsível que, até ao final de 2011, se alcance a cifra de mil milhões de famintos registada em 2008.

    Uma em cada sete pessoas no mundo passam fome, isto apesar de serem produzidos alimentos em quantidade suficiente para alimentar todos, observa a Oxfam.


    http://www.avante.pt/pt/1959/internacional/115047/
     
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    Moratinos foi defensor da dictadura cubana na UE.

    Nunca me gusto. Su esposa es francesa y tiene una casa en Chipre (la parte turca).

    Considero que una persona casado con una francesa y con casa en Chipre no puede ser ministro de exteriores de España.


    A fome en Africa pode erradicarse en un ano, mais o grande problema sao os gobernos africanos, tal vez eles nao fican preparados para gobernarse, como ja dizera Salazar na entrevista.

    Acho que o melhor que podera acontecer era tornar a gobernarse por europeus.

    O melhor país da África é Sudafrica.........acho que nao é casualidade.


    Eu sei que esto nao gosta, e que nao é políticamente correcto, mais a realidade nao é políticamente correcta.
     
  11. belem

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    Concordo em grande parte com o que dizes.
    Eu diria que África também poderia ser governada por africanos formados em universidades de países mais desenvolvidos e com provas dadas da sua capacidade.
     
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  12. Gerofil

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    Mães somalis transformaram-se em esqueletos humanos

    As mães somalis que chegaram à Etiópia escapando da situação de fome provocada pela seca que afecta o seu país e outros do chamado Corno de África transformaram-se em "esqueletos humanos" que não sabem a que filho salvar da morte, disse esta sexta-feira o alto comissário para os Refugiados da ONU António Guterres. "Vi com meus próprios olhos o profundo sofrimento do povo somali que procura segurança e alimentos. Crianças refugiadas que morrem e suas mães, que se transformaram em esqueletos andantes e estão perante a dúvida cruel de que filho salvar", disse Guterres após visitar o sudeste da Etiópia, na fronteira com a Somália.
    O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fez esta noite um pedido urgente para captar novos fundos que lhe permitam responder às necessidades "de sobrevivência" dos somalis que chegam à Etiópia, Quénia e Djibuti devido à seca. Segundo o ACNUR, uma quarta parte da população da Somália, que conta com 7,5 milhões de habitantes, está deslocada ou vive fora do país em condição de refugiada.

    Fonte: Terra

    Subida de preços dos alimentos faz disparar alarme na Europa

    As preocupações sobre a recente escalada dos preços das matérias-primas levaram ontem o presidente francês, Nicolas Sarkozy, até à Comissão Europeia onde falou a convite de Durão Barroso. A subida dos preços das ‘commodities' deverá afectar o orçamento das famílias, mas será também uma oportunidade para a agricultura nacional e para os investidores que queiram investir em matérias-primas, dizem os especialistas.
    Sarkozy, que assume actualmente a presidência do G20, alertou ontem para a possibilidade do aumento de preços das ‘commodities' ter um impacto negativo no crescimento global. E alertou também para a possibilidade do sector das matérias-primas conduzir, à semelhança do que aconteceu em 2008, o mercado financeiro para a beira do abismo."É altura de o G20 assumir as suas responsabilidades", disse o presidente francês em Bruxelas.
    "Vamos assistir novamente a um desastre no mundo das matérias-primas?[...]Temos que o evitar, agora", avisou Sarkozy que exortou a uma maior transparência e regulação nos mercados. A impulsionar a subida dos preços tem estado o aumento exponencial da procura por parte dos países emergentes, como é o caso da China que de exportador de matérias-primas passou, recentemente, a um dos maiores importadores a nível global.
    Portugal importa cerca de 75% dos cereais que consome, o que significa que está a ser particularmente afectado pelos elevados preços das matérias-primas nos mercados internacionais. Antónia Figueiredo, secretária-geral adjunta da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), refere que esta subida dos preços pode, no entanto, ser uma oportunidade para a agricultura portuguesa. "Temos esperança de que haja aqui um despertar de consciência e que aqueles dois milhões de hectares que estão por produzir voltem a ser cultivados". E adianta:"Esta situação não é sustentável". E não é díficil perceber porquê. Segundo a Bloomberg, o preço do milho já subiu 21% desde o início do ano, enquanto o preço do leite disparou mais de 40%. O preço do trigo, ainda que registe uma descida de 10% desde o início de 2011, chegou a negociar nos 9,44 dólares o alqueire, em Fevereiro, um valor muito próximo dos 10,18 dólares- recorde atingido em 2008. No mesmo sentido, o milho fixou um novo máximo, em Abril deste ano, ao negociar nos 7,81 dólares o alqueire. Subidas que se juntam ao aumento do preço dos combustíveis e se reflectem no preço apresentado ao consumidor final.
    "O aumento do IVA, a subida do preço dos combustíveis e dos bens alimentares terão implicações profundas na vida da sociedade portuguesa", referiu ao Diário Económico João Moura, Executive Researcher na Ipsos Apeme. Um estudo realizado em 2009 mostra que 89% dos portugueses alterou os seus comportamentos de consumo devido à crise. É preciso, portanto, que os consumidores consigam fazer uma ‘adaptação inteligente' a novos hábitos de consumo. Uma mudança que, explica o especialista, "implica ou a alteração da frequência de consumo ou o consumo de bens substitutos, a monitorização de preços e promoções, a abertura à experimentação de novos produtos, na "desfidelização" às marcas, a revisão da motivação para a compra dos produtos, entre outras estratégias".
    No entanto, e apesar do peso que estes aumentos provocam no orçamento das famílias - que vêem o preço do seu cabaz alimentar a subir de mês para mês- há quem saiba tirar o melhor partido desta escalada e fazer render os seus investimentos.

    Margarida Vaqueiro Lopes

    Fonte: Económico
     
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  13. duero

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    DEFINITIVAMENTE NO ENTIENDO NADA. :huh::huh::huh:

    1. La UE ha obligado a los productores a cultivar menos tierras, ha obligado a arrancar viñedos, ha obligado a producir menos leche, ha obligado a producir menos fruta, ha obligado a producir menos carne.

    2. Se han puesto cuotas a productos impidiendo producir mas y multando y castigando a quien sobrepasaba la cuota impuesta. Por ejemplo Galicia en muchas ocasiones fue multada por sobrepasar la cuota lactea.

    3. Se ha tirado leche, mantequilla, carne, fruta. Recuerdo ver una foto con camiones dejando toneladas de manzanas en Alemania, dejando pudrir las manzanas.

    4. La UE ha pagado para NO PRODUCIR ALIMENTOS, con la PAC.


    Es de locos.
     
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    Tengo un amigo que dice que todo esto es un plan trazado por oscuros intereses, pues hay cosas que no se comprenden.

    ¿ COMO ES POSIBLE QUE EL PRECIO DE LOS PRODUCTOS EN LOS SUPERMERCADOS DE LA CIUDAD SEA TAN ALTO Y LOS PRODUCTORES GANEN TAN POCO DINERO?

    En una investigación vieron que el precio de las naranjas y limones de Valencia en un supermercado de Madrid es 10 VECES MAS ALTO QUE EL PRECIO EN ORIGEN QUE RECIBE EL AGRICULTOR.

    Y todo así.

    La actividad agraria y ganadera es la única actividad que tiene salarios del tercer mundo, por eso ningun joven quiere trabajar en ella. Y los campos y el medio rural se abandona y hay despoblación.


    Un amigo dice que es un plan trazado.

    En el campo las personas no precisan del estado, viven su vida muy independiente, no precisan del sistema capitalista financiero (o precisan muy poco). Es cierto que en el medio rural nadie se hace rico, nadie logra grandes lujos, pero es cierto también que si tienen una pequeña tierra, siquiera un cuarto de hectarea y un poco de agua, nadie se muere de hambre y puedes sobrevivir y criar una o dos ovejas y unos conejos.

    Además en el mundo rural las relaciones de vecinos y personales son muy fuertes y existen pastos y tierras comunes.


    Este rapaz dice que el plan trazado es el siguiente:

    1. La actividad agraria tiene sueldos del 3º mundo y no es atractiva para los jovenes, cuando los productos agrarios en la ciudad valen 10 veces mas.

    2. El campo se despuebla y se abandona, pues la gente va a la ciudad.

    3. En la ciudad las personas son mas dependientes y vulnerables, dependen del sistema financiero capitalista, del banco, y dependen mas del estado, SON MAS FACILES DE CONTROLAR, porque no existen las relaciones fuertes de vecinos de los pueblos.

    4. En época de crisis la gente sin trabajo precisa del estado, de bancos, o pasa hambre (en un pueblo si tienes una poca tierra y agua no te haces rico pero no mueres de hambre).

    5. La gente en la ciudad es mas miedosa, mas dependientes del estado, mas vulnerable al sistema financiero.


    Todo es una treta.

    Salarios bajos para la actividad agraria y subvenciones para no producir lleva a abandono y emigración a la ciudad y eso lleva a depender del estado y del sistema financiero, pues se rompieron las relaciones personales de los pueblos y ya no puedes alimentarte por ti mismo, y eso lleva a mas control de la sociedad.
     
  15. Gerofil

    Gerofil
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    SOMÁLIA: Guterres alerta que seca é o pior desastre humanitário no mundo

    O alto comissário da ONU para os refugiados António Guterres diz que a seca na Somália é o “pior desastre humanitário” no globo, após um encontro com pessoas que suportaram condições indescritíveis até alcançarem o maior campo de refugiados do mundo.
    O campo queniano, Dadaab, está a transbordar com dezenas de milhares de refugiados recém-chegados, para aí empurrados por a região se situar numa zona de confluência da Somália, com a Etiópia e o Quénia. O Programa Alimentar Mundial estima que dez milhões de pessoas necessitem já de ajuda humanitária.
    O Fundo das Nações Unidas para a Infância estima que mais de dois milhões de crianças estão subalimentadas e a precisar de ajuda de emergência. António Guterres, que visitou hoje Dadaab, apelou ao mundo para promover a “ajuda massiva” necessária a milhares de refugiados que chegam a este campo todas as semanas. Mais de 380.000 refugiados vivem agora naquele local.
    Em Dadaab, Guterres falou com uma mãe somali que perdeu três dos seus filhos durante a caminhada de 35 dias para chegar ao campo. Guterres disse que Dabaad, acolhe “os mais pobres dos pobres e os mais vulneráveis dos vulneráveis”. “Fiquei um pouco insana depois de os perder”, disse a mãe, Muslima Aden. “Perdi-os em momentos diferentes do caminho”.
    Guterres está numa viagem à região para avaliar as necessidades diárias. Na quinta-feira, esteve na Etiópia, no campo de Dollo Ado, que também está sobrelotado. “As taxas de mortalidade que testemunhamos estão três vezes acima do nível de emergência”, afirmou. “O nível de subnutrição das crianças que chegam está nos 50 por cento. Isto é suficiente para explicar porque um nível muito alto de mortalidade é inevitável”, declarou.

    Fonte: Destak
     
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