O Estado do País 2015

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Estico um pouco o assunto para as privatizações. Há algumas que sou contra como a ANA (perceberás brevemente o porquê deste tópico). Especialmente porque acho que as grandes obras/remodelações serão feitas em PPP, deprivando o estado de receitas preciosas mas mantendo os encargos elevados. Escrevo isto porque o porto de Pireu, na Grécia, foi o porto que mais cresceu no mundo entre 2009 e 2013, no pico da crise portanto:

http://www.ekathimerini.com/201818/...s-named-the-fastest-growing-port-in-the-world

Vai ser privatizado portanto o estado grego certamente receberá menos receitas. Bem necessárias, penso eu.

Nem é do interesse dos partidos em ter uma administração pública exigente nas chefias (quanto aos empregados é outra coisa). Independemente do tamanho do governo haverá sempre corrupção. O caso da VW foi engraçado, em 2005. Até havia um fundo para a prostituição. Escrito isto, reconheço a importância de um estado 'limpo', exigente e não muito 'gordo'. Os principais obstáculos, como já escrevi, são os próprios partidos incluindo o PSD.
 
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É um erro enorme privatizar monopólios como a ANA, pelo menos desta forma vendendo tudo a apenas um comprador. Mas sabes porque é que isso acontece? Acontece porque o Estado é deficitário há décadas, e tem que vender tudo o que pode ao melhor preço. E tu vês exactamente as mesmas pessoas que se indignam contra isto a defender os défices do Estado que nos levam a isso.

Verdade. Mas quem está à frente das missões económicas devia pensar um bocadinho e chegar à conclusão que para um qualquer estado pagar não se pode retirar as suas principais fontes de receita. No setor privado, fica-se com o que dá lucro e reduz-se/elimina-se o que dá prejuízo. Mas países não são empresas. Não se pode vender o que dá lucro (e aquilo que não traz grandes vantagens estando em mãos privadas) e continuar a ficar com o que dá prejuízo (porque os privados não querem por uma multitude de motivos).

Quanto à ANA, para vender ter-se-ia que vender tudo à mesma instituição. Ninguém queria ficar com um aeroporto que rendesse pouco. E seria uma complicação burocrática coordenar operadores diferentes a fazer a mesma coisa.
 
A uma semana das eleições são estas as sondagens:

Segundo a sondagem diária da RTP, o PaF tem 43% dos votos e o PS tem 33%. A coligação, nesta sondagem está perto de maioria absoluta. A CDU fica em 3º lugar com 8% e o BE em 4º com 7%.

A sondagem do Expresso/SIC, coloca o PS à frente com 0.5% da coligação.

A sondagem da TVI, coloca a coligação com uma vantagem de 5% em relação ao PS.
 
Aqui no Porto lutou-se muito para que o aeroporto não fosse incluído na privatização da ANA.

Nos últimos anos houve mudanças muito rápidas que estão a deitar por terra alguns mitos propagados nos últimos 20 anos. O monopólio da TAP nas ligações nacionais caiu e as pessoas perceberam que poderiam viajar directamente do Porto para Faro em pouco mais de meia hora pagando menos de 50 euros. Com a TAP o bilhete ficavam em 300 euros e havia escala em Lisboa. Agora com a queda do monopólio da SATA o turismo em São Miguel está a explodir, estão a criar-se novos empregos e a economia da ilha e de todo o arquipélago em geral vai assistir a um boom no turismo. Mas este é um turismo diferente daquele que foi promovido em Portugal nas últimas décadas. Durante muito tempo promoveu-se o turismo da segunda habitação na praia ou no campo, as pessoas compravam moradias de Verão na costa algarvia, endividavam-se por vezes para a vida, era uma negociata óptima para bancos e autarquias, mas era um modelo que no médio prazo não criava emprego e que destruía a paisagem.

A TAP e a SATA justificavam os monopólios com algo muito difuso, a «defesa do interesse público». Mas quem mais está a defender o interesse público é a Ryanair. A revolução imposta no Porto, por exemplo, é brutal. Em meia dúzia de anos um centro histórico condenado renasceu. Há novos e excelentes restaurantes, novas lojas, a noite cresceu, as casas sem moradores estão a ser restauradas para turistas. O mesmo está a suceder em Lisboa. Há cada vez mais casas a ter obras de restauro no centro da cidade, tudo graças ao crescimento do turismo. E toda a gente sabe que a revolução teve início graças à Ryanair.

Este foi um dos mitos que caiu, o alegado interesse público do monopólio da TAP, e do da SATA, e as pessoas perceberam afinal as vantagens da concorrência, e agora há muitos jovens que estavam no desemprego e estão empregados graças ao turismo, por isso revolta-me mesmo muito que haja uns iluminados em Lisboa contra os turistas, só demonstra o egoísmo que vai por aí. E vamos a ver são os mesmo que andam com o desemprego na boca, mas querem tomar medidas que lançariam milhares para o desemprego.
 
Não esquecer que o PSD chumbou o PEC IV porque achava que era 'austeridade a mais'. Se não se tratasse do futuro de um país e do seu povo, seria hilariante.

Vocês acham mesmo que o povo votou na coligação há 4 anos, por causa das promessas que fez?

Acreditas mesmo nisso, ou é a brincar?

Quem chumbou o PEC4 não foi apenas o PSD, foram todos os partidos com assento parlamentar, à exceção do PS! Correto? Sim.

O PS perdeu há 4anos, porque o povo, entendeu perfeitamente a mensagem dos restantes partidos. O PEC4 não ia resolver nada! O governo PS estava completamente perdido, um Portugal sem contenção nas contas, com à porta. Esse era o sentimento!

Não foram as promessas da coligação que ditaram a sua vitória..
E no dia 4, também ninguém vai votar a pensar nas promessas ou compromissos.

A verdade só a conheceremos no dia 4, só aí tiraremos conclusões.
 
e agora há muitos jovens que estavam no desemprego e estão empregados graças ao turismo, por isso revolta-me mesmo muito que haja uns iluminados em Lisboa contra os turistas, só demonstra o egoísmo que vai por aí.

Até parece que é só em Portugal...

http://www.nytimes.com/2015/07/19/opinion/sunday/the-revolt-against-tourism.html?_r=0

http://www.independent.co.uk/travel...ed-the-capital-of-trashy-tourism-9692379.html

Nas culturas 'avançadas' de Barcelona, Veneza e Roma diz-se/faz-se o mesmo.
 
Lisboa e o Porto não têm assim essas avalanches que a comunicação social fala, nem vão ter tão cedo.

O Algarve lida com sim com avalanches no mês de Agosto e nunca se ouviu os algarvios a reclamar dos turistas.

O que se passa em Barcelona ou no litoral catalão, grego ou italiano dificilmente sucederá aqui. Isso são estâncias balneares que vivem para atrair jovens que vão para lá basicamente para bebedeira e sexo. O tipo de turismo que temos neste momento em Portugal é radicalmente diferente. É um turismo de património, vinícola, gastronómico ou ambiental.
 
E no dia 4, também ninguém vai votar a pensar nas promessas ou compromissos.

Ora aí está. Duvido que, actualmente, pessoas bem informadas vão atrás de promessas eleitorais. Todos sabemos que durante a campanha temos que dar sempre um desconto, principalmente agora que grande parte da política económica interna é influenciada pelos nossos credores externos.

O eleitorado flutuante (que não aparece em comícios, não anda aos gritos em manifestações) vai votar pela credibilidade, e se é certo que o PSD, e principalmente o CDS, fartaram-se de prometer em 2011 e cumpriram pouco, neste momento são os únicos que propõem uma política minimamente realista. Grande parte dos eleitores já percebeu que PS e partidos da extrema esquerda estão a vender banha da cobra. Se chegam ao poder ou levam (de novo) o país à falência ou capitulam como o Syriza.

Acho que o PS não percebeu e continua sem perceber isto. E está-lhe a acontecer algo inimaginável há dois meses atrás, caindo em todas as sondagens, estando em risco de perder umas eleições que estavam ganhas, perdendo os eleitores do centro e de esquerda ao mesmo tempo.

Segundo a sondagem diária da RTP, o PaF tem 43% dos votos e o PS tem 33%. A coligação, nesta sondagem está perto de maioria absoluta. A CDU fica em 3º lugar com 8% e o BE em 4º com 7%.

A coligação nesta sondagem tem maioria absoluta (distribuindo a variação face a 2011 por todos os círculos eleitorais teria 116 deputados). Entre as três sondagens, pelo menos uma está errada. Tendo em conta o histórico recente, sabe-se que a Eurosondagem costuma ter um viés a favor do PS, a confirmar dia 4.
 
A uma semana das eleições são estas as sondagens:

Segundo a sondagem diária da RTP, o PaF tem 43% dos votos e o PS tem 33%. A coligação, nesta sondagem está perto de maioria absoluta. A CDU fica em 3º lugar com 8% e o BE em 4º com 7%.

A sondagem do Expresso/SIC, coloca o PS à frente com 0.5% da coligação.

A sondagem da TVI, coloca a coligação com uma vantagem de 5% em relação ao PS.

Dá para quase todos os gostos. :D
 
Vocês acham mesmo que o povo votou na coligação há 4 anos, por causa das promessas que fez?

Acreditas mesmo nisso, ou é a brincar?

Quem chumbou o PEC4 não foi apenas o PSD, foram todos os partidos com assento parlamentar, à exceção do PS! Correto? Sim.

O PS perdeu há 4anos, porque o povo, entendeu perfeitamente a mensagem dos restantes partidos. O PEC4 não ia resolver nada! O governo PS estava completamente perdido, um Portugal sem contenção nas contas, com à porta. Esse era o sentimento!

Não foram as promessas da coligação que ditaram a sua vitória..
E no dia 4, também ninguém vai votar a pensar nas promessas ou compromissos.

A verdade só a conheceremos no dia 4, só aí tiraremos conclusões.

Não percebeste. O PSD chumbou o PEC IV dizendo que era austeridade a mais, que o povo não aguentava e assim que puseram as patas no poder, foi o que se viu. Os outros partidos chumbaram o PEC IV porque achavam (e continuam a achar) que o caminho não é a austeridade a que fomos sujeitos nos últimos anos. Isso, quer gostes quer não, faz do actual governo incoerente e mentiroso, mesmo que alguns achem que tenha razão. E dos outros partidos coerentes, mesmo que outros achem que a não tenham.
 
acredito imenso na vitória da coligação. A derrota é certa e será por muitos votos.

o PaF não fez campanha no Algarve... tal como já não tinha feito nas eleições europeias...
 
acredito imenso na vitória da coligação. A derrota é certa e será por muitos votos.

o PaF não fez campanha no Algarve... tal como já não tinha feito nas eleições europeias...

Não faço a menor ideia de qual o resultado das eleições do próximo fim de semana. Honestamente, não sei se alguém estará mesmo confiante. Mas há um lado de mim que tem uma enorme vontade de ver o actual (des)governo a cumprir a meta do défice de 2015 e a resolver o berbicacho do Novo Banco com as respectivas consequências. Se, por acaso, for o PS a vencer as eleições, lá vem mais do mesmo: "Vejam lá só o que nos deixaram, a herança do anterior governo, blá, blá, blá."
 
eleições 2011...

PSD + CDS - 132 deputados.
PS - 74 deputados
CDU - 16 deputados
BE - 8 deputados

o ponto de partida é este... a coligação do governo vai perder 25 ou ainda mais deputados. 25 deputados são 600 mil votos.
 
Cá fica mais uma opinião de um grande e perigoso radical de esquerda, o Francisco Moita Flores.

É deprimente. Chega ao limite de provocar náusea a luta que é travada entre os dois grandes partidos que disputam a liderança do governo. Vale tudo. Mentir e cantar. Manipular e saltar. Um frenesim de lugares comuns, de mediocridade vulgar, sem honra, sem caráter, mostrando, antes do mais, a grave crise moral que atravessa estes partidos. Passos Coelho e Portas conseguem, como ilusionistas de um circo rasca, esconder o óbvio. A crueldade com que destruíram emprego, como puseram centenas de milhares de jovens quadros a emigrar, como desfizeram os funcionários públicos, humilharam os reformados e desprezaram os professores. Parece que nada aconteceu. Que estamos no caminho da salvação. Que os dois, por serem pequenos demais, encarnam um só D. Sebastião que chegou para nos salvar das garras socialistas. Escondem a brutal dívida que acumularam e não pára de descer, escondem a miséria que produziram, a multiplicação dos pobres. Só não disfarçam o descaramento servil perante os poderosos. Nem se sabe o que querem fazer nos próximos quatro anos. Escondidos atrás de ‘ses’. Se isto for assim, fazemos assado. Esta coligação é a verdadeira vendedora do vigésimo premiado. Mas burla bem feita e que encanta o povo indígena. Já Costa e a sua tralha promete tudo. É o oitenta daquele oito. O programa onde tudo cabe. Até o brutal e inesperado défice que não se esperava há um mês atrás, bem depois do seu querido programa estar escrito. Arrasta-se penosamente preso à palavra dada quando destronou, em golpe nas costas, António José Seguro. Na altura, a faca veio no fio das palavras. ‘Soube-me a poucochinho’ a vitória que o PS alcançou nas europeias e não se contentava com menos. Com ele, a maioria absoluta era certa. E agora, é vê-lo de terra em terra prometendo o Céu, embora a fazer fé nas sondagens, aquele velho ‘poucochinho’ ainda possa ser mais poucochinho. Nem um grupo, nem outro, apresenta uma ideia estratégica para Portugal. Nem um projeto que mobilize um povo que precisa de esperança como de pão para a boca. Vazios. Terrivelmente vazios. A disputa não é política. É meramente funcional. Ou seja, de saber quem vai empregar boys e inúteis, jotas e preguiçosos no aparelho de Estado. É a mais vil tristeza. E o mais degradado espetáculo de rua. O povo sempre gostou de circo. Não admira que hesite em qual dos grupos vai votar
 
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