Vá, tu és mais inteligente que isso. Não tem nada a ver com promessas. Alguém acredita nas promessas feitas em campanha? A oligarquia quer Costa no poder, e o primeiro passo até aconteceu dentro do PS, com o Golpe contra Seguro. Alguém acha que o "dono disto tudo" teria caído com um governo PS ou de barões do PSD?
Se as promessas nada interessam para quê fazer campanha? Como é que se diferenciam os candidatos?
Quanto à corrupção vigente, não faço grande distinção entre os partidos. A 'estrutura' dos 2+1 (CDS) cobiça os mesmos lugares na administração central*. Se entrarmos num ciclo de governos PSD mais cedo ou mais tarde dá na mesma. O PPC não disse que tinha o próximo ministro das finanças na cabeça? E se for o Dias Loureiro que tanto elogiou?
Quanto à justiça, para mim, o Sócrates terá uma penalização tão grande como o processo BPN.
Quanto ao BES, já escrevi várias vezes a minha opinião. O RS fez uma má escolha. Se tivesse pedido ajuda em 2011 teria sido salvo e os buracos continuavam no armário, à semelhança das restantes instituições financeiras (soube-se da CGD pelas declarações desconcertantes, que são apenas um pré-condicionamento da população, de PPC.
Há uns dias li uma ode ao
PPC no Observador**. Até eu fiquei emocionado. Parte dele aborda o colapso do GES. Convenientemente não incluiu a parte em que Bruxelas é que basicamente ditou os pormenores da falência (é uma ode, não é esse o objetivo). Essa mesma ode enfatiza a opinião convicta de PPC de que os privados gerem sempre melhor do que o estado. Mas no seu passado não há propriamente um grande passado no setor privado (é exatamente o contrário, em parte usou fundos do estado).
Quanto à minha intenção de voto sou abstencionista. Até podem-me dizer que não posso opinar. É exatamente o contrário. A minha abstenção reflete a minha descrença geral.
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Um estudo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) não encontrou diferença na distribuição de despesas entre Governos de esquerda ou de direita, concluindo também que há oportunismo em ano de eleições.
O estudo, recentemente aprovado para publicação na revista Applied Economics Letters, conclui que não existe "nenhuma diferença entre partidos de direita e de esquerda na composição dos gastos", disse à Lusa o investigador e docente Rodrigo Martins, que juntamente com Vitor Castro realizou um estudo sobre as despesas dos Governos de 1990 a 2011.
O investigador da FEUC sublinha que, ao se analisar "a forma como são distribuídos os gastos do Estado" em dez áreas diferentes (serviços públicos, defesa, ordem pública, assuntos económicos, ambiente, equipamentos coletivos, saúde, cultura, educação e proteção social), chegou-se à conclusão de que "PS e PSD são muito parecidos" nas despesas.
"Não encontramos diferença estatisticamente relevante que possa dizer que o PS se preocupa mais do que o PSD com determinadas áreas de gastos quando está no poder e vice-versa", frisou Rodrigo Martins.
Neste segundo estudo, apesar da semelhança entre PS e PSD em altura pré-eleitoral, identificou-se uma ligeira diferença nos gastos entre Governos de esquerda e de direita.
Os modelos estimados preveem que, em média, um Governo de esquerda "gasta mais 100 milhões de euros do que o de direita, por mandato", disse.
"Os Governos de direita preocupam-se um pouquinho mais com o défice, mas a diferença não dá para dizer que uns são uns forretas e outros gastadores. Não há diferenças extremadas", concluiu.
http://economico.sapo.pt/noticias/g...toralistas-no-que-toca-a-despesas_228018.html
Um governo de esquerda geralmente gasta mais (é da sua ideologia). Quanto à atualidade, medidas excecionais devido a situações excecionais. Ver-se-á no futuro.
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**Parte que toda a gente sabe ou devia:
Passos tornou-se um liberal, porque não era assim no início. Mas acentuou essa opção quando a crise se acentua e era preciso marcar uma diferença para José Sócrates. Mas é antes de mais um político experiente. Em 2011, a caminho do resgate e com uma campanha pela frente, foi dando mensagens diametralmente opostas. Numa entrevista ao DN, dizia que o país precisava de 10 anos para se recompor do que tinha acontecido; à equipa que organizava o programa eleitoral, dava indicações para limpar tudo o que Eduardo Catroga tinha escrito e que podia tirar votos (foi uma noite em branco, com o próprio Passos a tirar parágrafos inteiros à última hora). Nas ruas, uma senhora (não de cor de rosa, como a que agora o confrontou) perguntava-lhe na campanha pela austeridade que viria e ele respondeu que nem pensasse que faria cortes nos salários. “É um disparate!”
Não foi ele que disse que só soube das contas desastrosas depois de ser eleito?
Pedro Passos Coelho diz que teve que ir mais além do que era suposto em matéria de austeridade por culpa do Governo de José Sócrates.
Numa sessão com militantes do PSD, em Setúbal, Passos garantiu que a derrapagem que herdou foi maior que o previsto:
«Se precisarmos de ir além para chegarmos aos mesmos objetivos é porque o nosso ponto de partida não era aquele que tinha sido comunicado pelo anterior Governo. Era muito pior. Portanto, na austeridade onde fomos além da troika fomo-lo por causa da derrapagem financeira e orçamental que foi herdada do Governo anterior, do ano passado».
http://www.tvi24.iol.pt/politica/videos/passos-ja-culpa-socrates-pela-austeridade
Não é mentiroso (porque hoje em dia isso equivale a dizer uma blasfémia), distorce e inventa verdades (termo mais
soft) para chegar ao
pote poder.