O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Passos não é assim. Andou na JSD, mas veio da província. Tirando Marques Mendes, nenhum líder do PSD lhe deu a mão e houve mesmo quem o tivesse perseguido. Não consta que fale com muita gente.

Angelo Correia não é do PSD nem lhe deu a mão...

Acaso Passos Coelho fez alguma coisa na vida a não ser pedir favores?
 
Porque votar PaF é o contrário de votar PuF. :D

PPvL4Eu.png
 
É engraçado. AC diz que não vai cortar pensões e é hipócrita, oligarca e etc. PC diz que não vai cortar pensões e não se passa nada. É responsável portanto esta mentira descarada não interessa.

Mas que sei eu? :D
 
  • Gosto
Reactions: ClaudiaRM
É engraçado. AC diz que não vai cortar pensões e é hipócrita, oligarca e etc. PC diz que não vai cortar pensões e não se passa nada. É responsável portanto esta mentira descarada não interessa.

Mas que sei eu? :D

Vá, tu és mais inteligente que isso. Não tem nada a ver com promessas. Alguém acredita nas promessas feitas em campanha? A oligarquia quer Costa no poder, e o primeiro passo até aconteceu dentro do PS, com o Golpe contra Seguro. Alguém acha que o "dono disto tudo" teria caído com um governo PS ou de barões do PSD?
 
  • Gosto
Reactions: MSantos
não havia pote nenhum...

os 9 mil milhões de privatizações não tiveram assessoria dos escritórios de advogados...

vocês dão-me vontade de rir... até segunda-feira.
 
Há uma diferença entre gozar e desmascarar. O dicionário ajuda. Aquilo que Ângelo Correia fez (mas nem era preciso porque havia outras indicações públicas da incongruência) é que em plena campanha eleitoral, PPC passou a ser, inesperadamente, chegado a crucifixos e Nossas Senhoras, especialmente durante visitas a lares de terceira idade. Quando se julga que será difícil ir mais longe no nível da nojeira, pode sempre contar-se com PPC. É que até o Portas consegue ter mais elevação. E isso não é fácil.
 
Vá, tu és mais inteligente que isso. Não tem nada a ver com promessas. Alguém acredita nas promessas feitas em campanha? A oligarquia quer Costa no poder, e o primeiro passo até aconteceu dentro do PS, com o Golpe contra Seguro. Alguém acha que o "dono disto tudo" teria caído com um governo PS ou de barões do PSD?

Se as promessas nada interessam para quê fazer campanha? Como é que se diferenciam os candidatos?

Quanto à corrupção vigente, não faço grande distinção entre os partidos. A 'estrutura' dos 2+1 (CDS) cobiça os mesmos lugares na administração central*. Se entrarmos num ciclo de governos PSD mais cedo ou mais tarde dá na mesma. O PPC não disse que tinha o próximo ministro das finanças na cabeça? E se for o Dias Loureiro que tanto elogiou?

Quanto à justiça, para mim, o Sócrates terá uma penalização tão grande como o processo BPN.

Quanto ao BES, já escrevi várias vezes a minha opinião. O RS fez uma má escolha. Se tivesse pedido ajuda em 2011 teria sido salvo e os buracos continuavam no armário, à semelhança das restantes instituições financeiras (soube-se da CGD pelas declarações desconcertantes, que são apenas um pré-condicionamento da população, de PPC.

Há uns dias li uma ode ao PPC no Observador**. Até eu fiquei emocionado. Parte dele aborda o colapso do GES. Convenientemente não incluiu a parte em que Bruxelas é que basicamente ditou os pormenores da falência (é uma ode, não é esse o objetivo). Essa mesma ode enfatiza a opinião convicta de PPC de que os privados gerem sempre melhor do que o estado. Mas no seu passado não há propriamente um grande passado no setor privado (é exatamente o contrário, em parte usou fundos do estado).

Quanto à minha intenção de voto sou abstencionista. Até podem-me dizer que não posso opinar. É exatamente o contrário. A minha abstenção reflete a minha descrença geral.

*
Um estudo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) não encontrou diferença na distribuição de despesas entre Governos de esquerda ou de direita, concluindo também que há oportunismo em ano de eleições.

O estudo, recentemente aprovado para publicação na revista Applied Economics Letters, conclui que não existe "nenhuma diferença entre partidos de direita e de esquerda na composição dos gastos", disse à Lusa o investigador e docente Rodrigo Martins, que juntamente com Vitor Castro realizou um estudo sobre as despesas dos Governos de 1990 a 2011.

O investigador da FEUC sublinha que, ao se analisar "a forma como são distribuídos os gastos do Estado" em dez áreas diferentes (serviços públicos, defesa, ordem pública, assuntos económicos, ambiente, equipamentos coletivos, saúde, cultura, educação e proteção social), chegou-se à conclusão de que "PS e PSD são muito parecidos" nas despesas.

"Não encontramos diferença estatisticamente relevante que possa dizer que o PS se preocupa mais do que o PSD com determinadas áreas de gastos quando está no poder e vice-versa", frisou Rodrigo Martins.

Neste segundo estudo, apesar da semelhança entre PS e PSD em altura pré-eleitoral, identificou-se uma ligeira diferença nos gastos entre Governos de esquerda e de direita.

Os modelos estimados preveem que, em média, um Governo de esquerda "gasta mais 100 milhões de euros do que o de direita, por mandato", disse.

"Os Governos de direita preocupam-se um pouquinho mais com o défice, mas a diferença não dá para dizer que uns são uns forretas e outros gastadores. Não há diferenças extremadas", concluiu.

http://economico.sapo.pt/noticias/g...toralistas-no-que-toca-a-despesas_228018.html

Um governo de esquerda geralmente gasta mais (é da sua ideologia). Quanto à atualidade, medidas excecionais devido a situações excecionais. Ver-se-á no futuro.

---

**Parte que toda a gente sabe ou devia:

Passos tornou-se um liberal, porque não era assim no início. Mas acentuou essa opção quando a crise se acentua e era preciso marcar uma diferença para José Sócrates. Mas é antes de mais um político experiente. Em 2011, a caminho do resgate e com uma campanha pela frente, foi dando mensagens diametralmente opostas. Numa entrevista ao DN, dizia que o país precisava de 10 anos para se recompor do que tinha acontecido; à equipa que organizava o programa eleitoral, dava indicações para limpar tudo o que Eduardo Catroga tinha escrito e que podia tirar votos (foi uma noite em branco, com o próprio Passos a tirar parágrafos inteiros à última hora). Nas ruas, uma senhora (não de cor de rosa, como a que agora o confrontou) perguntava-lhe na campanha pela austeridade que viria e ele respondeu que nem pensasse que faria cortes nos salários. “É um disparate!”

Não foi ele que disse que só soube das contas desastrosas depois de ser eleito?

Pedro Passos Coelho diz que teve que ir mais além do que era suposto em matéria de austeridade por culpa do Governo de José Sócrates.

Numa sessão com militantes do PSD, em Setúbal, Passos garantiu que a derrapagem que herdou foi maior que o previsto:

«Se precisarmos de ir além para chegarmos aos mesmos objetivos é porque o nosso ponto de partida não era aquele que tinha sido comunicado pelo anterior Governo. Era muito pior. Portanto, na austeridade onde fomos além da troika fomo-lo por causa da derrapagem financeira e orçamental que foi herdada do Governo anterior, do ano passado».

http://www.tvi24.iol.pt/politica/videos/passos-ja-culpa-socrates-pela-austeridade

Não é mentiroso (porque hoje em dia isso equivale a dizer uma blasfémia), distorce e inventa verdades (termo mais soft) para chegar ao pote poder.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: ClaudiaRM
Esta coisa de as pessoas assumirem e darem como normal que tudo o que se diga em campanha é mentira e não é para levar em conta, é, não só, inacreditável mas explica o total desrespeito dos políticos deste país para com os eleitores e o estado a que este país chegou. É que já nem é uma questão de não se penalizar os mentirosos mas sim de os desculpar à partida, de interiorizar que é assim que tem de ser. Mas que pensamento miserabilista é este? Então votamos em quem? No que achamos que mentiu um bocadinho menos? No que é melhor a mentir? Não votamos porque eles são todos mentirosos? Votamos em qualquer um porque eles mentem mas é mesmo assim? Depois admiram-se que exista quem ache (eu, assumidamente), que merecemos tudo o que nos tem acontecido nas últimas décadas. Quem não exige respeito, nunca será respeitado. Mudem lá de governo as vezes que quiserem, que enquanto não for o povo a mudar, a atitude e o pensamento a evoluir, as alterações nunca serão de monta. Os nossos políticos são um reflexo nosso. E o reflexo não é grande coisa.
 
Última edição:
Não são mentiras. O que está na moda agora são inverdades. Também não são mentirosos. São 'inverdadeiros'.
 
Se as promessas nada interessam para quê fazer campanha? Como é que se diferenciam os candidatos?

A campanha eleitoral tem a mesma finalidade que a publicidade na televisão. Serve para vender o produto. Para qualquer pessoa informada é inútil. Todos sabemos como governa a Coligação, como governa o PS, como governaria o BE (Syriza, 3º Programa de Austeridade) e como governaria a CDU (URSS, RDA,...). A campanha eleitoral poderia servir aos partidos pequenos para aparecerem, mas nem isso é conseguido.

Acusar os partidos de mentirem em campanha é como acusar os nossos pais de nos mentirem com a história do Pai Natal. Quando somos crianças temos desculpa para acreditar, quando temos idade para votar já é um pouco naif.

Nunca nenhum partido que tenha vencido uma eleição cumpriu a totalidade das promessas. Aliás, a única coisa a que estão vinculados é ao programa de governo aprovado na AR. Em teoria, neste sistema de eleição legislativa, deveriam ser os deputados que elegemos em cada círculo a definir as suas ideias, que posteriormente influenciariam o programa de governo aprovado na AR. Nós elegemos os deputados que aprovam o programa de governo, não elegemos o programa de governo. Teoricamente.


Quanto à corrupção vigente, não faço grande distinção entre os partidos. A 'estrutura' dos 2+1 (CDS) cobiça os mesmos lugares na administração central*. Se entrarmos num ciclo de governos PSD mais cedo ou mais tarde dá na mesma. O PPC não disse que tinha o próximo ministro das finanças na cabeça? E se for o Dias Loureiro que tanto elogiou?

Não duvido que o clientelismo é transversal a todos os partidos (mesmo os que se dizem impolutos, é ver a situação das câmaras CDU no Alentejo). Haverá sempre jobs for the boys, mas é óbvio que há muitas clientelas que nos últimos 4 anos foram postas de parte. Os boys são importantes dentro do partido, é bom mantê-los satisfeitos a bem da estabilidade interna, mas são irrelevantes à escala nacional. As oligarquias não têm nada a ver com a questão dos boys.

Se o PSD fizer governo o próximo Ministro das Finanças é Maria Luís Albuquerque. Dias Loureiro é tão provável a ministro como José Sócrates.

Passos tornou-se um liberal, porque não era assim no início.

Essa do Passos (e este governo) ser liberal é daquelas que me dá vontade de rir. Qualquer coisa que se afaste ligeiramente do marxismo é logo liberal. As poucas medidas liberais que este governo tomou foram impostas pelo exterior com o intuito de arrumar as contas públicas. Um governo liberal não aumenta impostos. Ainda estou à espera da Reforma do Estado.
 
  • Gosto
Reactions: MSantos
Continuo à espera que expliques que nojeira se passou mesmo com o Passos e o crucifixo.

Caso ainda não tenhas percebido, eu tenho estado a ignorar-te. Não é uma coincidência. É propositado e pretendo continuar após este pequeno interregno para esclarecer alguma eventual dúvida.
Podes continuar à espera. Pegas nas mãozinhas, vais ao Google, e procuras, se estiveres mesmo interessado (no caso de alguém acreditar, efectivamente, nisso).
 
Estado
Fechado para novas mensagens.