O Estado do País 2015

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"Democracy must be built through open societies that share information. When there is information, there is enlightenment. When there is debate, there are solutions. When there is no sharing of power, no rule of law, no accountability, there is abuse, corruption, subjugation and indignation."

Atifete Jahjaga
 
...Estou indeciso ...

Bom penso que há ainda muito quem esteja indeciso. Penso que é super cedo para uma decisão ademais que não há candidaturas formalizadas. Neste momento a posição de Sampaio da Nóvoa não está nada definida. No PS ninguém diz nada, o PCP tem candidado ... Fica só com o apoio do BE? E Maria de Belém contará com o apoio do PS em peso?

By the way, relativamente ao poder executivo, Francisco Assis já disse a sua posição quanto a acordos à esquerda. Dentro de algum tempo a situação política do PS vai ficar definida.
 
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quem lê pela cabeça do Sousa Pinto e do Assis, acredita que o dia seguinte de uma coligação de esquerda será um pedido de assistência militar à república popular da china.
 
já li...

«E que ganhamos nós com a mudança operada em 25 de Abril de 1974?

Três bancarrotas e um país sempre economicamente atrasado em relação à Europa são as consequências mais evidentes porque não passa pela cabeça de ninguém minimamente instruído que tal sucedesse se o regime anterior tivesse continuado e evoluísse nessa continuidade, como Marcello Caetano pretendia.»
 
«E que ganhamos nós com a mudança operada em 25 de Abril de 1974?
...se o regime anterior tivesse continuado e evoluísse nessa continuidade, como Marcello Caetano pretendia.»

Os anos pré-25 de abril foram muito diferentes do chamado estado-novo. Maior abertura, menor perseguição política, aposta no desenvolvimento económico. Não sabemos se a continuidade daria frutos, será sempre uma incógnita...
O que sei é que foi durante o estado-novo que se efectuaram as maiores apostas na educação e na reabilitação urbana e cultural de sempre.
Quantas escolas foram construídas? Quantos monumento foram reconstruídos depois de décadas e décadas ou séculos de abandono? Foram também feitas apostas sérias na agricultura, pescas e indústria.
Foi pena que grande parte desse esforço tenha ido por água abaixo com a guerra colonial, factor major para a estagnação da economia.
A perseguição política: um tema controverso, porque muito sensível a estigmatização de parte da população. De um lado aqueles que queriam mudar o panorama político, congeminando golpes de estado. Do outro aqueles que defendiam o sistema político vigente na altura. No meio estava a população em geral, aqueles que apenas queriam seguir com a sua vida, afastados da politiquice.
Houveram culpas dos 2 lados. Uns porque pretendiam golpes de estado, fosse em Portugal ou nas colónias. Outros porque eram patriotas e queriam defender o estado, a pátria. e por isso congeminaram formas de controlar os opositores.
Sim, quando a nossa esquerda altruísta de hoje diz que defende Portugal, defende a pátria, dá-me vontade de rir: agora inverteram-se os papéis...:)
Subitamente os que querem mudar Portugal apelidam-se de patriotas, e os que comandam a nação não o são. Uma visão cínica só ao alcance dos predestinados, na linha daqueles que atacando a nação achavam que estavam a fazer o melhor pelo país. E que pretendiam dar novo golpe palaciano no imediato do pós-25 de abril.

Vem isto a propósito da possibilidade do PCP ou do BE quererem governar. Eles que são os novos patriotas e que acham que os outros (leia-se a direita) não o são e apenas pretendem destruir o país...
Estes não são capazes de o fazer. Retrógadas no pensamento político, obsoletos num tempo em que está mais que provado que as ideologias que os sustentam (mais o PCP) não são mais um caminho sustentável.
Falta também falar de uma parte do PS que comunga dos ideais do socialismo e que por isso, partindo de um partido verdadeiramente "partido ao meio", nos mostra que não são a solução para o país que pretendemos evoluído.
 
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O que sei é que foi durante o estado-novo que se efectuaram as maiores apostas na educação e na reabilitação urbana e cultural de sempre. Quantas escolas foram construídas? Quantos monumento foram reconstruídos depois de décadas e décadas ou séculos de abandono? Foram também feitas apostas sérias na agricultura, pescas e indústria.

Felizmente que isto já não se ensina em nenhuma escola... talvez em algumas igrejas.
 
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Não sou saudosista de tempos passados. O meu tempo é agora, conhecedor do passado porque serve para solidificar as nossas bases, mas também com os olhos postos no futuro.
Agreste, deves conhecer pouco Portugal, o Portugal profundo e deves ter ouvido pouco ou nada daqueles que viveram o Portugal fora dos grandes centros urbanos. A esses, aos quais a memória não atraiçoa, ouvidos em riste e terias uma lição da história que não passou pelas escolas.
Porque muita mentira tem passado às actuais gerações por aqueles que tanto mal fizeram ao nosso país, muitos deles paridos nas lutas fraticidas do 25 de abril, é importante conhecermos a verdade dos factos.
 
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Está, então, descoberta a causa de todos os nossos problemas: a democracia. É resolver esta idiotice dos últimos 41 anos e voltamos ao caminho certo. Com a graça de Deus e da Nossa Senhora de Fátima.
 
É sempre quando a democracia demonstra que há mais caminhos do que um (ou seja, a democracia na sua plenitude), que os que, mais ou menos, secretamente a odeiam mais aparecem. Sempre assim foi, sempre assim será. A única coisa positiva de tantos terem sido obrigados a abandonar o país, é que um dia, se voltarem, muitos terão tido a oportunidade de experienciar realidades completamente distintas com as quais terão aprendido e que transportarão, inevitavelmente, consigo para cá.
 
O Cláudia, não venhas com a tua conversa de político. Não estava a falar da esquerda, falava do comunismo. E é assim, ou se é democrata ou se é comunista, não se pode e querer e ser as duas coisas.

Mas claro que não me estava a referir a ti, uma pessoa moderna e tolerante como tu, com certeza que não simpatiza com o comunismo.
 
O Cláudia, não venhas com a tua conversa de político. Não estava a falar da esquerda, falava do comunismo. E é assim, ou se é democrata ou se é comunista, não se pode e querer e ser as duas coisas.

Mas claro que não me estava a referir a ti, uma pessoa moderna e tolerante como tu, com certeza que não simpatiza com o comunismo.

Pelo menos acertaste uma. Não simpatizo nem pouco nem muito com o comunismo. Se simpatizasse, tê-los-ia (em 18 anos como eleitora) presenteado com o meu voto o que nunca aconteceu e só prevejo que possa acontecer se arranjarem clones do PPC e do PP para plantarem em todos os outros partidos. Aí teria de pensar melhor.
 
"Pressente-se, em sensação larvar, a anestesia que esconde a erosão e mesmo a auto-mutilação de direitos; e vão ficando, suavemente, manifestações de enfraquecimento do Estado de direito e espaços de não direito. Basta pensar nas diversas burocracias que no cálculo da eficácia absoluta menorizam os cidadãos, relegando-os da condição de pessoa para um código de acesso; na dissolução de direitos de personalidade pelo ácido da tirania cibernética; ou na resignação da cidadania que pode ser um sinal de fadiga dos valores democráticos" Henriques Gaspar, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça
 
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