O Estado do País 2015

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bem esse deputado pode ir para os paraolimpicos no final da legislatura, a sua sorte é que esta vai durar pouco. Pior que não ter é fazer mal

Uma vergonha. Ainda agora trocaram os computadores de TODOS os deputados. Dinheiro para uma rampa decente, não há. É a casa da democracia mas só para quem tiver pernas funcionais.
 
Ora, ainda bem que publiquei aquele artigo sobre violência doméstica. Foi revelador. Francamente, o nível da obscenidade é admirável. E a hipocrisia reina, como é costume neste país. Dizem-se umas coisas com linguagem mais popular, e toca de 'conversa de tasca', mas arranjar justificações para o assassínio de seres humanos, isso já é aceitável. E sim, continuo convencida que isso nada tem a ver com esquerda ou direita. Quem consegue arranjar 'desculpas' para tal, não é de esquerda, nem de direita, nem o raio que o parta. É indecente. E temo pelas mulheres que possam vir a encontrar no seu caminho.
Politiquices à parte, um agradecimento ao @Vince e ao @james pela decência. Tal não é, normalmente, coisa para se agradecer já que é expectável em todos os seres humanos, naturalmente, mas perante as circunstâncias...
 
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Para a posteridade.

Sobre a violência doméstica há muito sensacionalismo político, é óbvio que são muito preocupantes os números dos homicídios de mulheres, mas a comunicação social esquece outra realidade escondida, conhecida pelos médicos, a violência psicológica exercida pelas mulheres contra os homens, que é silenciosa e destrutiva, começa em casa com as mães castradoras, continua na vida adulta no casamento, causa depressão e suicídio nas vítimas do sexo masculino e violência doméstica contra as mulheres, tipo boomerang. Mas esta realidade como não se inscreve no feminismo politicamente correcto da Esquerda não tem tempo de antena. Os homens em Portugal são discriminados nas escolas e no acesso ao Superior, isto também está provado por um estudo recente de um antropólogo, estudo esse que também não teve tempo de antena.

Há mulheres aguerridas por aí, algumas piores que homens. Com mulheres abusivas, a resposta mais óbvia por parte dos homens é aumentar o grau de hostilidade. Claro que o homem passa por machista, violento...

Os homens são fisicamente mais violentos, não é novidade. Portanto, é apenas natural que morram mais mulheres
 
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Isto, na verdade está tudo ligado. Não nos esqueçamos que a baixa natalidade no país é da responsabilidade das mulheres Portuguesas que têm um problema de cabeça. Logo, não será de estranhar que levem uns enxertos de pancada e com toda a razão. Toda a gente sabe que a mulher é bicho parideiro. Se já nem para isso serve, então também não anda cá a fazer nada...
 
Portanto, é apenas natural que morram mais mulheres.

Portanto, é apenas inevitável que morram mais mulheres.

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De facto há muita diferença. O resto são indignações desnecessárias e omissão/deturpação da informação.

Escusas de perder tempo. Foste claríssimo.
 
Ora, ainda bem que publiquei aquele artigo sobre violência doméstica. Foi revelador. Francamente, o nível da obscenidade é admirável. E a hipocrisia reina, como é costume neste país. Dizem-se umas coisas com linguagem mais popular, e toca de 'conversa de tasca', mas arranjar justificações para o assassínio de seres humanos, isso já é aceitável. E sim, continuo convencida que isso nada tem a ver com esquerda ou direita. Quem consegue arranjar 'desculpas' para tal, não é de esquerda, nem de direita, nem o raio que o parta. É indecente. E temo pelas mulheres que possam vir a encontrar no seu caminho.

Tentar perceber o fenómeno é arranjar desculpas? Como se resolve sem perceber? Ao que parece a indignação vaga e inconsequente tem mais valor.
 
Deturpas o que te convém. Mas isso não é de agora.

Sabes, @Orion, há uma coisa que é essencial para eu discutir o que quer que seja com alguém: respeito. Quando não tenho respeito, nem sequer me dou ao trabalho. E eu não respeito quem tenta arranjar desculpas para crimes que ponham em causa a integridade física e a vida. Lamento informar-te, mas não fui a única a topar-te. Até porque também não é preciso muito: basta ser alfabetizado. Assim sendo, podes continuar a tentar 'defender-te'. Estás no teu direito. Mas fica apenas sabendo, que no que a mim me diz respeito, estás a perder o teu tempo. Não que isso te incomode, claro. Nem tem de incomodar. Assim como assim, não devo passar de uma dessas 'mulheres aguerridas' que suscitam 'hostilidade'. Até porque, por enquanto, tenho tido a sorte de não me cruzar com nenhum desses homens 'viris' que põem as mulheres no seu devido lugar: caladinhas e mansinhas, como se quer. End of conversation as far as I'm concerned.
 
Sabes, @Orion, há uma coisa que é essencial para eu discutir o que quer que seja com alguém: respeito. Quando não tenho respeito, nem sequer me dou ao trabalho. E eu não respeito quem tenta arranjar desculpas para crimes que ponham em causa a integridade física e a vida. Lamento informar-te, mas não fui a única a topar-te. Até porque também não é preciso muito: basta ser alfabetizado. Assim sendo, podes continuar a tentar 'defender-te'. Estás no teu direito. Mas fica apenas sabendo, que no que a mim me diz respeito, estás a perder o teu tempo. Não que isso te incomode, claro. Nem tem de incomodar. Assim como assim, não devo passar de uma dessas 'mulheres aguerridas' que suscitam 'hostilidade'. Até porque, por enquanto, tenho tido a sorte de não me cruzar com nenhum desses homens 'viris' que põem as mulheres no seu devido lugar: caladinhas e mansinhas, como se quer. End of conversation as far as I'm concerned.

Novamente, acho uma piada séria. Tu enfatizaste isto:

Com mulheres abusivas, a resposta mais óbvia por parte dos homens é aumentar o grau de hostilidade. Claro que o homem passa por machista, violento...

E convenientemente deixas de fora isto, que estava à frente (!!!!):

Já se a mulher for hostil e o homem nada fizer é fraco e não tem masculinidade. Os ditames culturais não ajudam e são bastante pervasivos. Mas há que analisar todos os pormenores da cultura e não só a visão dos homens face às mulheres.

Intelectualmente não és honesta :nono:
 
Já se a mulher for hostil e o homem nada fizer é fraco e não tem masculinidade.

Realmente, esta parte é muito melhor. Orion, just give it up. When in a hole, stop digging. Não tenho MESMO mais nada para te dizer sobre este assunto. Nem sobre nenhum, muito provavelmente.
 
Mesmo nos EUA o rácio de mortes em violência doméstica é 70/30, e é um bocado senso comum para toda a gente que os assassinatos da parte feminina são em desespero pela violência a que são submetidas.

A minha intervenção seguiu-se à tua, em que escreveste se havia evidência para aquilo que o frederico escreveu, das vítimas masculinas da violência doméstica em geral. A taxa de homicídios é óbvia por si mesmo, não havendo grande defesa do que quer que seja. Apenas abordei que há um equilíbrio na violência geral, sob as suas várias formas (novamente, coerente com a publicação do frederico e com a tua). É preciso dar aulas de psicologia desenvolvimental? A violência física está mais presente no sexo masculino do que no feminino. Não só isso como é das ações mais frequentemente utilizadas para uma multitude de objetivos/reações no sexo masculino. Foi isto que escrevi anteriormente e é isto que repito. Só percebendo-se a dinâmica do problema é que se resolve. Não é com indignações vagas que se chega lá. Se o que escrevi é defender homicídios vou ali e já venho.

Nem nós aqui somos os EUA, nem temos a criminalidade que alastra em regimes socialistas como a Venezuela, nem temos o faroeste criminal de países como o Brasil, portanto, é preocupante que todas as semanas morra uma mulher assassinada em Portugal por motivos passionais, ou não ?

É. Viste-me por em causa isso? Que culpa tenho eu de a leitura de algumas pessoas ser seletiva? De facto, as escolas dos Açores são muito diferentes das do continente e da Alemanha (nem falo dos adultos). Nunca vi um homem receber elogios por ser maltratado por uma mulher (novamente, descrever um facto integrante de um problema muito maior é defender homicídios). Mas pronto, tenho que pedir indicações para esse mundo utópico desprovido de um realismo mínimo. O mundo onde não acontece isto:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4859621

Ou isto (para ser justo):

http://www.news.com.au/lifestyle/po...y-her-own-fitbit/story-fneszs56-1227412671705
 
Última edição:
A esmagadora maioria dos casos de violência doméstica sobre as mulheres, neste país mas não só, agudiza-se (esta é uma questão que se arrasta, naturalmente) precisamente quando a vítima começa a esboçar uma tentativa de quebrar o ciclo. Enquanto apanha e vai aguentando, a coisa mantém-se mais ou menos estável. O problema agrava-se é quando ela tenta ou dá sinais de pretender libertar-se. A violência doméstica não é uma questão de testosterona, da mesma maneira que a violação não é uma questão de sexo: são ambas questões de poder. A maior parte das mulheres vítimas de homicídio por parte de namorados, maridos, companheiros, etc, morreu na sequência de separações, pedidos de divórcio ou de início de relacionamentos com outras pessoas. É a velha 'teoria' do 'não és minha, não és de mais ninguém'. A mulher é um objecto para esses homens. Não tem vontades, não tem desejos, não tem autonomia. Quando perdem o controlo sobre o 'objecto' ou 'ele' demonstra iniciativa própria, dá-se a tragédia. Naturalmente que há casos onde as coisas acontecem de maneira diferente. Eu, por exemplo, fui testemunha de um caso de violência doméstica, agressor homem e vítima mulher, sem agressão física. O tipo de violência que, neste fórum, foi imputado às mulheres como instigador de violência física e de crime por parte dos homens.
 
Última edição:
Se em Portugal houvesse uma rede de apoio aos agressores mais eficiente provavelmente muita morte teria sido evitada. A prisão pune atos mas não muda necessariamente dinâmicas comportamentais (outro exemplo é o consumo de drogas). Se um homem cresceu numa casa violenta e tem poucas capacidades de comunicação e de resolução de problemas, a violência poderá ser um dos primeiros atos a serem utilizados (todas as pessoas são diferentes e as circunstâncias não determinam as consequências em termos lineares). Já vi um centro de saúde com pedidos de consulta (gerais) para psicologia com vários anos. Há pouca gente e os pobres não conseguem ir para o setor privado. A lentidão do setor público nem sempre diz respeito a incompetência, preguiça e etc.

É impossível reabilitar todos os agressores (nem todos matam as mulheres) mas pelo menos alguns podiam ser salvos (e as mulheres por consequência) de uma estadia bem grande na prisão que pouco ou nada irá resolver. Nas prisões o cenário é o mesmo:

http://expresso.sapo.pt/sociedade/prisoes-sem-servicos-de-psicologia-por-tempo-indeterminado=f902228
 
Alguns dos casos recentes que li tem a ver com independência financeira, algumas dessas mulheres têm sido mortas precisamente no seu local de trabalho.

Vai dar ao mesmo. A independência financeira é o que permite, nesses casos, tentar quebrar o ciclo. A questão essencial está no deixar de ter poder total sobre. Quando há independência financeira, isso é mais fácil. No caso de que fui testemunha, por exemplo, ela era financeiramente totalmente independente. Aliás, ganhava bem mais do que ele e muito acima da média para Portugal. Isso, naturalmente, fez com que com maior facilidade se tenha virado para ele, depois de um ano de namoro e de 2 de casamento e tenha dito: 'Xauzinho, que vou embora'. O que até aí tinham sido questões 'menores' de controlo (ele é que decidia onde passavam o fim de semana e as férias, ele é que decidia onde e quando e o que almoçavam, ele é que decidia a que horas é que se deitavam, ele é que decidia quando e durante quanto tempo ela visitava a sua família, ele é que decidia o que se via na TV, etc), passaram a ser perseguições constantes, chamadas e mensagens incontáveis, esperas na rua à porta da nova residência dela, à porta do trabalho, toques na campainha de casa e do trabalho, etc.
 
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