O Estado do País 2015

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Nenhum problema. Do mesmo modo não há nenhum problema que o Presidente imponha condições para dar posse a um governo minoritário.

O único problema é que o governo PS não terá suporte parlamentar. A direita já disse que não o apoia, a esquerda nunca o irá apoiar em medidas que vão contra as suas linhas programáticas e que terão que ser feitas. O governo do PS não existirá dentro de um ano.
épa eles não precisam do psd nem cds e ou não compreendem o significado de maioria o ps é apoiado pela maioria parlamentar e não venham com o futuro que esse só a "deus pertence"
 
épa eles não precisam do psd nem cds e ou não compreendem o significado de maioria o ps é apoiado pela maioria parlamentar e não venham com o futuro que esse só a "deus pertence"

O PS não é apoiado pela maioria parlamentar. PCP e Bloco nem a aprovação do OE 2016, a apresentar no próximo mês, garantiram. O PS tem 88 deputados, precisava de 116 para ter a maioria parlamentar.

Só há duas maneiras de acontecer uma maioria parlamentar de "esquerda":

- o PS renegar o seu programa eleitoral e trair o seu eleitorado de forma gritante (muito além das habituais aldrabices que se prometem em campanhas eleitorais);

- o PCP e o Bloco renegarem os seus programas eleitorais e traírem o seu eleitorado.
 
5 caro amigo
1º governo constitucional
2º governo constitucional
9º governo constitucional
presidente desde 1986 a 1996
conto 5

O 2º Governo Constitucional não resultou de eleições. Resultou da AR eleita após as eleições legislativas de 76, que permitiram na altura eleger o 1º governo constitucional. Se quiseres podes juntar como 5ª vitória as eleições para a Constituinte de 25 de abril de 1975, mas eu contabilizei apenas eleições legislativas e presidenciais (não estive para ir ver os resultados todos das europeias e autárquicas).
 
Mas há um partido com denominado ps que tem o apoio, mas vou dormir como se diz o pior cego é o que não quer ver, só espero é que seja tudo resolvido senão a ver por estes posts vai tudo pegar em armas

Mas alguém falou em armas? Eu estou divertidíssimo, vão ser meses sensacionais para desmontar vários tipos de populismo e quebrar alguns mitos.
 
Olá Cláudia, concordo contigo.
Eu também identifico-me muito mais com os ideais de esquerda. Porém Portugal é um país bastante conservador, leio comentários contra a esquerda todos os dias.

Gosto de ver o actual entendimento da esquerda, entre o António Costa, o PCP, o BE e os Verdes.
Para mim, o actual presidente é talvez dos piores presidentes que vi passar por Belém. E o actual PM é dos que mais defendem os interesses capitalistas (mas capitalistas do grande capital, não dos pequenos empresários).

Portanto e independentemente de ser esquerda ou de direita, independentemente de desejar melhorias no sentido de mais igualdade de oportunidades a nível social, ou a nível financeiro, ou no sentido de estimular a economia dos pequenos empresários, não posso deixar de apoiar António Costa e o apoio do PCP, BE e Verdes.

Gosto de ver os três políticos a surgir com este acordo, que já há muito era necessário na esquerda portuguesa.
Vejo potencial nas três personalidades, no António Costa como um bom facilitador, o Jerónimo de Sousa com a sua veia lutadora pelos direitos dos que menos têm, e na Catarina Martins, pela sua frescura política e ideais bastante similares aos meus.
Já Cavaco e Passos, a meu ver, são dois emissários dos interesses europeus capitalistas. Mesmo os pequenos empresários, têm muitas razões para não votar neles.

Se bem que Costa e companhia, possam travar a onda de austeridade e repor um pouco a economia dos "pequenos e médios portugueses", não têm muita margem de manobra, como o Syriza bem demonstrou. No entanto eu sou positivo, e numa Europa em profunda crise, é preciso termos políticos que façam alguma frente face à Comissão Europeia e BCE, e obriguem-nos a renegociar as suas políticas, tal como por exemplo a Inglaterra tem feito.

Se Costa não for eleito e Passos continuar em gestão, então Passos será obrigado a criar um orçamento sem austeridade e então aí o PS apoiará o PSD.

O povo português elegeu um parlamento dividido entre uma a maioria de esquerda, e uma minoria de direita, que constitui a coligação mais votada.
Passos teve oportunidade para ser um governo minoritário e se conformar com um parlamento de maioria de esquerda, mas decidiu não abrir mão do seu programa de austeridade. Em minha opinião, essa até teria sido a opção ideal para mim (Passos no governo, com um programa que pudesse ser aceito pelo parlamento de esquerda).

Agora Cavaco ditou condições para formar governo. Em minha opinião, Costa têm a opção de dizer que não as aceita. Assim como Cavaco tinha a opção de indigitar Costa sem requerer condições especiais.

O que me parece estranho é que Cavaco possa ser contra a possibilidade de um governo anti-europeu por exemplo (mesmo que Costa não o seja). O Presidente devia ser imparcial e neutro, não um presidente a impor condições de um governo de direita.

Isso para mim, era como ter o Sócrates a Presidente e obrigar um governo do Passos Coelho a ter que votar favoravelmente pela adopção dos casais homosexuais, ou ter o Jerónimo a Presidente e obrigar um governo do Paulo Portas a nacionalizar todos os bancos. Um Presidente não devia agir assim.

Olá, Irpsit.
Apesar de não ser grande entusiasta de figuras políticas no geral, entendo o que dizes.
O problema de CS não é ser do PSD. É ser CS. Ele age assim porque é assim. É uma figura sorumbática, autoritária e mesquinha. Sempre assim foi mas agora nota-se mais porque o cargo exige uma pessoa com uma personalidade diferente. Enquanto foi líder partidário e PM, era mais fácil. CS tem a necessidade de ser o centro das atenções. Adora não só ter o poder mas exibi-lo mas, por mais irónico que isso seja, isso não lhe traz respeito. Sinceramente, por vezes, dá-me dó. Aquelas figuras na Madeira, as bananas e suas características, por exemplo. Nunca fez tanto sentido aquela coisa do terminar o mandato com dignidade mas, infelizmente, não será possível.
A direita está danada porque viu fugir um privilégio que, até agora, lhes estava reservado: negociar com outros partidos de forma a obter deles o apoio necessário para governar. É natural que demorem a engolir mas é a vida. O problema deles é que apesar de acharem que será sol de pouca dura (também eu acho), na verdade temem que assim não seja. Esta azia toda vem precisamente daí. Têm medo que, mesmo de forma improvável, corra bem. Se tivessem a certeza que corria mal, tinham desandado rapidamente e dito ao PR que empossasse AC logo.
O que achei mais curioso foi a demora que tiveram em perceber as consequências dos resultados das eleições quando eles eram claros ao final da noite de 4 de Outubro. Contavam que AC lhes desse a mão apesar de ele ter sido claro relativamente a isso durante a campanha. A actual realidade parlamentar é responsabilidade da Coligação, apenas e só. Durante 4 anos governaram de forma 'autista', sem respeito por nada nem ninguém nem mesmo pela CRP que juraram defender. Em nome de um objectivo (que aliás, nunca cumpriram), votaram ao abandono e à sua sorte uma elevada percentagem da população. Depois, claro, pagaram por isso: 62% do universo de eleitores disseram: obrigada, mas não obrigada. Não vejo nenhum motivo de surpresa nisso. A ver vamos...
 
Mas isso é a tua opinião e tens todo o direito a ela. Tal como é minha opinião que é hipócrita quem não vota fazer críticas a quem admite identificar-se com uma ideologia mas não tem nem quer ter partido.

Vou-me lembrar disso. Só votando, independentemente do partido, é que me dá direito de opinião.

Mentira. Só considero isso relativamente aos homens (de direita ou de esquerda) que arranjam desculpas mal amanhadas para o horror que é a violência doméstica neste país. Ainda assim, não os considero execráveis agressores de mulheres (todos os que desculpam a violência gratuita são, para mim, execráveis!).

'Mentira'...

@james , pronto, se tu sabes o que eu acho, o que eu penso e o que eu sinto, como mais posso eu argumentar? Tens razão. Sou, na verdade, militante do PCP infiltrada e tu apanhaste-me. :D Posso, finalmente, assumir orgulhosamente a minha admiração pelo tio Kim.
Tem juízo, homem. Se acho que há mais machistas, racistas, xenófobos, homofóbicos e afins à direita que há esquerda? Acho. Se acho que só os há à direita? Obviamente que não. Compreendo que para quem vive a política como os clubes de futebol, seja difícil perceber o apartidarismo, mas é a vida.

http://www.meteopt.com/forum/topico/o-estado-do-pais-2015.8090/page-98#post-515333

Concordo contigo. Quem vê a política como os clubes de futebol é mesmo difícil perceber o apartidarismo. Mas é a vida.

Felizmente não estou a pegar em frases soltas para insinuar certas coisas. Quando o fizer, avisa :)
 
Eu digo isto:
Mas isso é a tua opinião e tens todo o direito a ela.

E tu respondes isto:
Vou-me lembrar disso. Só votando, independentemente do partido, é que me dá direito de opinião.

De facto, é de uma honestidade intelectual que até me emociona.

Quanto ao resto, é óbvio que eu acho que há mais preconceituosos à direita do que à esquerda. Se não achasse, não era de esquerda. Duh? O que é muito diferente de dizer que os preconceituosos estão todos à direita.
 
Eu digo isto:
E tu respondes isto:
De facto, é de uma honestidade intelectual que até me emociona.

Sim, de facto é:

Tal como é minha opinião que é hipócrita quem não vota fazer críticas a quem admite identificar-se com uma ideologia mas não tem nem quer ter partido.

Dar 'justificações' destas a um abstencionista, também tem graça. :D Quando fizeres o 'esforço' de levantar o rabo do sofá para efectivamente te manifestares da única maneira verdadeiramente influente para o futuro do teu país, podes tentar dar lições morais de política aos outros.

Não fiz mais do que confirmar o que escreveste. Para te criticar tenho que votar. Li mal outra vez?

Quanto ao resto, é óbvio que eu acho que há mais preconceituosos à direita do que à esquerda. Se não achasse, não era de esquerda. Duh?

A mentira virou verdade?
 
@Vince Lamento informar-te, mas estar atenta e postar aqui no fórum (que na altura nem sequer existia) são coisas bem distintas. Aliás, lembro-me disso e de ter sido discutido cá em casa. Ficou danado o Marocas por perder, primeiro, e para uma mulher, depois. Óptimo, digo eu. Hão-de habituar-se, cada vez mais, à sensação. De tal forma, que um dia, não há-de ser diferente e não causará mais azia perder para uma mulher do que para outro homem.
 
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