O Estado do País 2016

Onde andam os defensores do Estado laico? A Câmara de Lisboa quer destruir um edifício no centro histórico com valor patrimonial, tem uma pia interna que sobreviveu ao terramoto, escadarias centenárias, azulejos. O proprietário deu 400 mil pelas ruínas, restaurou e arrendou, e agora vai receber menos de 600 mil. É óbvio que os edifícios valem mais que isso. A comunidade muçulmana não quer a mesquita. Então por que motivo a CML insiste neste projecto? Alguém vai ganhar muito dinheiro à nossa custa, onde anda o jornalismo de investigação e das causas? Nada diz, por causa do complexo de inferioridade, do provincianismo que tomou conta como nunca das elites da capital. Temos de ser multiculturais à força mesmo quando até não somos um país racista, pelo contrário, por várias razões somos dos países menos racistas e xenófobos da Europa. O que virá a seguir? Mesquitas no Porto? Em Braga? Centros multiculturais? Centros de dia para imigrantes? A revolta entretanto cresce no povo, a raiva acumula-se. Um dia virá o efeito «panela de pressão». O povo sente-se esquecido, perseguido, burro de carga. As elites ao que parece só se preocupam com causas ridículas e em taxar e perseguir pela via fiscal e reguladora. Já se ouve nas ruas, «temos menos liberdade que na ditadura». Voz do Povo é a Voz de Deus, diz o velho ditado...

A afronta ao Estado laico só se coloca se em causa estiver a Igreja Católica.

Para os pseudo - intelectuais de esquerda que andam aí a poluir o ambiente, a igreja católica é a raiz de todos os males. Qualquer outra Igreja, mesmo que considere a mulher como uma coisa, tem todo o seu apoio .
 
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A Associação Nacional de Pais muito ligada à Esquerda e Extrema-Esquerda defende há vários anos o fim da avaliação por exames e o fim do acesso ao Superior por exames. Qual seria o resultado disto?

1) Os maus professores deixariam de cumprir os programas, aliás já não cumprem em muitas escolas públicas, daí a explosão do negócio das explicações.

2) O negócio das médias internas inflacionadas em alguns colégios explodiria. Basicamente cursos como Medicina ficariam inacessíveis a quem não estudasse nestes colégios.

3) Em muitas escolas públicas nas turmas «certas» os professores teriam pressões para dar notas altas ao filho do Sr. Doutor da terra...

Em suma, os mais prejudicados seriam os mais pobres, os que mais estudam, os beneficiados está-se mesmo a ver quais são.

No entanto estas ideias extremistas têm tempo de antena e há quem as defenda, pessoas ligadas às «Ciências da Educação» que advogam teorias vinda do marxismo cultural que saíram de moda várias décadas atrás.

Surpreendentemente, segundo um estudo publicado em meses recentes pelo The Guardian nas escolas públicas do Reino Unido os maiores prejudicados pelo facilitismo são os jovens vindos das classes sociais mais pobres e filhos de pais ingleses, os filhos de imigrantes têm melhor desempenho escolar o que deita por terra as teorias do coitadinho e os ricos inscrevem os filhos no privado e em explicadores e resolvem o problema.

A Esquerda quer implementar experiências culturais que lá fora não resultaram por pura cegueira ideológica. Parece que estamos a ser controlados por uma seita religiosa de lunáticos. Isto não vai acabar bem e no Norte a revolta já cresce a cada dia que passa.
 
No tempo do Marcelo Caetano os exames eram feitos em escolas públicas para acesso ao Superior. Não havia notas compradas em colégios, não havia senhores doutores a fazer pedidos aos directores de escolas públicas para subirem as notas aos filhos, nem boatos que no colégio ou no externato x ou y houve exercícios resolvidos durante o exame pelo professor. As entradas no Superior eram justas e democráticas, em iguais circunstâncias para todos, rico ou pobre. Isto na longa noite do fascismo...
 
Onde andam os defensores do Estado laico? A Câmara de Lisboa quer destruir um edifício no centro histórico com valor patrimonial, tem uma pia interna que sobreviveu ao terramoto, escadarias centenárias, azulejos. O proprietário deu 400 mil pelas ruínas, restaurou e arrendou, e agora vai receber menos de 600 mil. É óbvio que os edifícios valem mais que isso. A comunidade muçulmana não quer a mesquita. Então por que motivo a CML insiste neste projecto? Alguém vai ganhar muito dinheiro à nossa custa, onde anda o jornalismo de investigação e das causas? Nada diz, por causa do complexo de inferioridade, do provincianismo que tomou conta como nunca das elites da capital. Temos de ser multiculturais à força mesmo quando até não somos um país racista, pelo contrário, por várias razões somos dos países menos racistas e xenófobos da Europa. O que virá a seguir? Mesquitas no Porto? Em Braga? Centros multiculturais? Centros de dia para imigrantes? A revolta entretanto cresce no povo, a raiva acumula-se. Um dia virá o efeito «panela de pressão». O povo sente-se esquecido, perseguido, burro de carga. As elites ao que parece só se preocupam com causas ridículas e em taxar e perseguir pela via fiscal e reguladora. Já se ouve nas ruas, «temos menos liberdade que na ditadura». Voz do Povo é a Voz de Deus, diz o velho ditado...

O que se coloca em causa relativo á nova mesquita em Lisboa, e esse insulto da demolição desses edifícios seculares é também a questão da necessidade, considero os nossos políticos regra geral agem de acordo com modas e tentam sempre copiar as tendências lá de fora.
O que acontece em Portugal é que pessoalmente conheço alguma coisa da Europa e os números não desmentem, Portugal deve ser o pais com a menor comunidade muçulmana em toda a Europa,cerca de menos de 1% da população portuguesa é muçulmana e só está oficializada em Portugal desde dos anos 60, ou seja, o islão é muito recente em Portugal logo coloco aqui a questão também da necessidade do investimento publico em mesquitas, e o protagonismo e pelos vistos influência que esta comunidade está a ter no meu entender desproporcional na sociedade portuguesa quando no fundo nem a 100 mil de cidadãos chegam, sendo que a maioria está mesmo concentrada na Grande Lisboa. Algo aqui não bate muito certo.
Um dos erros do poder politico é ignorar, provocar diria as maiorias silenciosas.
A esquerda marxista cultural tem muito o ideal do homem novo, e tem por principio, eliminar tudo o que cheira a passado reacionário, é logico que nesse processo, as instituições seculares cristãs estão nessa linha da frente, e poderiam aprender um pouco com o marxismo social e econonico da URSS e a sua tentativa de eliminação da religiosidade milenar ortodoxa nessas nações, e verificar que essa marca identitária surge no pos-URSS mais forte que nunca, os poderes antigos renasceram ainda mais fortes.
A esquerda marxista cultural deveria tentar aprender com isso e acima de tudo com as percepções sociais, o que está a saltar para a chamada maioria silenciosa é que colégios catolicos estão a ser fechados e mesquitas abertas... O resto é conversa é isto que fica registado no subconsciente da população, e isto cheira depois a provocação, exagero, humilhação. Quando os poderes tentam melindrar a maioria silenciosa normalmente dá mau resultado, como se diz o Povo é quem mais ordena.
Este governo se fosse minimamente inteligente não iria por ai, está a tentar remar contra uma maré muito maior que eles agora imaginam que seja.
 
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No tempo do Marcelo Caetano os exames eram feitos em escolas públicas para acesso ao Superior. Não havia notas compradas em colégios, não havia senhores doutores a fazer pedidos aos directores de escolas públicas para subirem as notas aos filhos, nem boatos que no colégio ou no externato x ou y houve exercícios resolvidos durante o exame pelo professor. As entradas no Superior eram justas e democráticas, em iguais circunstâncias para todos, rico ou pobre. Isto na longa noite do fascismo...


Se achas que nas escolas públicas não há também " arranjinhos ", estás redondamente enganado.

Nos últimos anos, nos exames nacionais, têm sido reportados também alguns incidentes graves em algumas escolas públicas.

Já para não falar no grande aumento nos últimos anos em algumas escolas públicas de alunos que entraram em Medicina. Ou achas que houve nesses locais um surto inesperado de inteligência? :lol:
 
Se achas que nas escolas públicas não há também " arranjinhos ", estás redondamente enganado.

Nos últimos anos, nos exames nacionais, têm sido reportados também alguns incidentes graves em algumas escolas públicas.

Já para não falar no grande aumento nos últimos anos em algumas escolas públicas de alunos que entraram em Medicina. Ou achas que houve nesses locais um surto inesperado de inteligência? :lol:

Eu referi no comentário isso, sei de casos porque tenho professores na família, há pressões agora em escolas públicas, coisa que há 10 anos não havia...
 
O facilitismo é diretamente proporcional à perpetuação da pobreza . Há dúvidas em relação a isso?

Uma certa parte da esquerda radical quer também perpetuar a pobreza em certas camadas da população, pois isso rende votos sempre garantidos. Há dúvidas em relação a isso?
 
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Eu referi no comentário isso, sei de casos porque tenho professores na família, há pressões agora em escolas públicas, coisa que há 10 anos não havia...


Onde eu andei, já havia, nos anos 90. E alguns eram de pôr os cabelos em pé.

Em relação a colégios privados, estás a meter no mesmo saco duas realidades diferentes. É verdade que há alguns colégios pouco recomendáveis, onde há boas notas e se aprende pouco.

Mas, por outro lado, há também colégios onde o nível de exigência é máximo e têm os melhores professores. Mas aí, normalmente, também se paga bem para os frequentar.
 
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Perpetuar a pobreza e a ignorância.

Encontrar escândalos «culturais» em todo o lado para encher o espaço mediático, racismo, xenofobia, misoginia, homofobia, transfobia e outras coisinhas assim.

Colocar as instituições dependentes do Estado e sem património.

Espoliar o património às famílias pela via fiscal.

Controlar o mercado pela via regulatória, Capitalismo de Estado.

Controlar a liberdade de expressão com leis generalistas sobre difamação, calúnia, descriminação.

É isto o PREC II em curso. Querem perder a vossa liberdade?
 
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Que me dizes de um Governo de Esquerda estar em funções numa autarquia de Esquerda quando se pretende gastar o nosso dinheiro para construir uma mesquita? Edifício aliás para uma religião que mima muito mulheres, cientistas, intelectuais ou gays por esse mundo fora.

Sou contra o gasto de um cêntimo que seja dos contribuintes em tudo o que envolva religiões. E mesmo que não esteja dinheiro envolvido. Na inauguração do túnel do Marão estava lá um padre a benzer não sei o quê. Fiquei a pensar se teria sido a Igreja dele a pagar a construção do túnel. Os estados laicos não devem ter nada a ver com religião. Nada. Os políticos, como cidadãos, podem e devem, se assim entenderem, professar a religião que quiserem ou não professarem nenhuma. A dimensão pessoal é uma, a profissional, é outra. As religiões devem ficar em casa de cada um e nos seus respectivos templos. O resto é atraso e parolice.
 
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Apesar de não parecer a quem acompanha a imprensa portuguesa, há fome na Venezuela. O país está a ferro e fogo com a calamidade económica que se abateu. Esta situação certamente apanhará muitos comentadores políticos de surpresa. Afinal, desde que Chavez subiu ao poder, a Venezuela seguiu todas as políticas económicas certas.

Sem uma Comissão Europeia a exigir controlo nas contas públicas, a Venezuela pôde assumir políticas orçamentais expansionistas, com défices elevados que, como sabemos, graças ao multiplicador, se pagam a si mesmos. Para garantir que o orçamento é pago por quem mais pode, a Venezuela tem um IRC de 34% e um IRS bastante progressivo que taxa mais quem ganha mais. Assim as empresas e os mais ricos não podem escapar a dar a sua contribuição para o bem comum.

Por outro lado, o regime Chavista soube sempre defender os interesses dos trabalhadores. Na Venezuela é praticamente impossível despedir após o primeiro mês no emprego. O regime chavista acabou com a precariedade laboral. Os trabalhadores vivem no conforto de saber que não podem ser despedidos façam o que fizerem o que, como sabemos, aumenta a sua satisfação no trabalho e produtividade. Para além disso, a licença de maternidade é de 1 ano, paga integralmente. Para dar o exemplo ao sector privado, o estado reduziu fortemente o horário de trabalho da função pública, reduzindo a semana a 4 dias.

O salário mínimo sobe a cada 6 meses e é hoje o triplo do que era há 2 anos. Como todos sabemos, o salário mínimo não cria desemprego. Pelo contrário, o salário mínimo aumenta o consumo que por sua vez cria mais emprego. Quanto maior o salário mínimo, mais consumo e mais empregos.

O governo controla grande parte dos sectores estratégicos: transportes, educação, energia, banca e até a distribuição alimentar. Não é o malvado lucro que determina as opções de gestão, mas sim a busca pelo bem comum. A forte presença do estado na banca garante que os empréstimos estão ao serviço do bem comum e não de interesses empresariais. Na energia, todos as famílias têm tarifa social e pagam muito pouco pelas 20 horas de electricidade que têm por dia.

A Venezuela foi dos países que mais investiu em educação do Mundo. Gastar dinheiro numa grande rede pública de educação é o primeiro passo para uma economia desenvolvida. Como sabemos, quando se fala de educação pública, quanto mais dinheiro for gasto, melhor.

A idade da reforma na Venezuela é aos 60 anos para os homens e 55 para as mulheres, deixando os empregos livres para os mais jovens. Basta descontar 15 anos para garantir uma reforma indexada ao salário mínimo.

Qualquer comentador isento e moderado dirá que na Venezuela se fez tudo bem. Não se percebe como chegaram a esta crise.

https://oinsurgente.org/2016/05/22/venezuela-o-pais-onde-se-fez-tudo-bem/
 
Eu sou totalmente a favor , por princípio , da igualdade entre homens e mulheres.

Mas não sou ingénuo e sei que uma parte do feminismo de uma certa esquerda radical é ideológico e pouco genuíno.

Se não, como explicar que esse feminismo nunca elogia ( muito pelo contrário, desvaloriza) muitas mulheres de direita, muitas delas com muito valor é nada beatas até?

Se não, como explicar por que razão, nas últimas presidenciais, a maioria das mulheres mais mediáticas do PS ( algumas ligadas a movimentos feministas e com discursos feministas inflamados nos media ) preferiram apoiar Sampaio da Novoa e não Maria de Belém?
 
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Mas também acho graça à preocupação com o estado da democracia por parte de quem, de forma mais ou menos encoberta, nutre simpatia pela ditadura. Claro que, para quem tem dois dedos de testa, o objectivo final é: 'Esta democracia está podre, está tudo mal, na ditadura isto não acontecia, se calhar...'. Claro está que só se deixa enganar ou quem quer ou quem não dá para mais...
 
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Eu gostava era de ver o Estado a gerir bem dinheiros públicos. O que raramente acontece.

Se formos a falar de coisas modernacas, podemos falar da Holanda. Que está transformado numa imensa sala de chuto, com uma das mais alta taxas de criminalidade da Europa e onde se pode pedir para um médico nos matar ( também há quem lhe chame eutanásia) por uma simples depressão.
 
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