Onde andam os defensores do Estado laico? A Câmara de Lisboa quer destruir um edifício no centro histórico com valor patrimonial, tem uma pia interna que sobreviveu ao terramoto, escadarias centenárias, azulejos. O proprietário deu 400 mil pelas ruínas, restaurou e arrendou, e agora vai receber menos de 600 mil. É óbvio que os edifícios valem mais que isso. A comunidade muçulmana não quer a mesquita. Então por que motivo a CML insiste neste projecto? Alguém vai ganhar muito dinheiro à nossa custa, onde anda o jornalismo de investigação e das causas? Nada diz, por causa do complexo de inferioridade, do provincianismo que tomou conta como nunca das elites da capital. Temos de ser multiculturais à força mesmo quando até não somos um país racista, pelo contrário, por várias razões somos dos países menos racistas e xenófobos da Europa. O que virá a seguir? Mesquitas no Porto? Em Braga? Centros multiculturais? Centros de dia para imigrantes? A revolta entretanto cresce no povo, a raiva acumula-se. Um dia virá o efeito «panela de pressão». O povo sente-se esquecido, perseguido, burro de carga. As elites ao que parece só se preocupam com causas ridículas e em taxar e perseguir pela via fiscal e reguladora. Já se ouve nas ruas, «temos menos liberdade que na ditadura». Voz do Povo é a Voz de Deus, diz o velho ditado...
O que se coloca em causa relativo á nova mesquita em Lisboa, e esse insulto da demolição desses edifícios seculares é também a questão da necessidade, considero os nossos políticos regra geral agem de acordo com modas e tentam sempre copiar as tendências lá de fora.
O que acontece em Portugal é que pessoalmente conheço alguma coisa da Europa e os números não desmentem, Portugal deve ser o pais com a menor comunidade muçulmana em toda a Europa,cerca de menos de 1% da população portuguesa é muçulmana e só está oficializada em Portugal desde dos anos 60, ou seja, o islão é muito recente em Portugal logo coloco aqui a questão também da necessidade do investimento publico em mesquitas, e o protagonismo e pelos vistos influência que esta comunidade está a ter no meu entender desproporcional na sociedade portuguesa quando no fundo nem a 100 mil de cidadãos chegam, sendo que a maioria está mesmo concentrada na Grande Lisboa. Algo aqui não bate muito certo.
Um dos erros do poder politico é ignorar, provocar diria as maiorias silenciosas.
A esquerda marxista cultural tem muito o ideal do homem novo, e tem por principio, eliminar tudo o que cheira a passado reacionário, é logico que nesse processo, as instituições seculares cristãs estão nessa linha da frente, e poderiam aprender um pouco com o marxismo social e econonico da URSS e a sua tentativa de eliminação da religiosidade milenar ortodoxa nessas nações, e verificar que essa marca identitária surge no pos-URSS mais forte que nunca, os poderes antigos renasceram ainda mais fortes.
A esquerda marxista cultural deveria tentar aprender com isso e acima de tudo com as percepções sociais, o que está a saltar para a chamada maioria silenciosa é que colégios catolicos estão a ser fechados e mesquitas abertas... O resto é conversa é isto que fica registado no subconsciente da população, e isto cheira depois a provocação, exagero, humilhação. Quando os poderes tentam melindrar a maioria silenciosa normalmente dá mau resultado, como se diz o Povo é quem mais ordena.
Este governo se fosse minimamente inteligente não iria por ai, está a tentar remar contra uma maré muito maior que eles agora imaginam que seja.