Por acaso, aquilo que o AC está a querer fazer nem é novo. No ano passado o Renzi, da Itália, já começou a fazer algo muito semelhante (
aqui,
aqui e
aqui). Lá também o crescimento vai
dobrar (isto claro nas estimativas). Os alucinados estão por todo o lado. Também na Itália (
aqui e
aqui), que tem um enorme problema
estrutural. Não se vai salvar com um crescimento medíocre tendo em conta a dívida a +-130% do PIB. Por outras palavras, está mais ou menos no mesmo patamar (geral, claro) que Portugal.
A Grécia não cumpriu, por isso continua literalmente nas mãos dos credores. É tão simples como isso.
Esse é um resumo enganador na sua simplicidade. Entre muitos outros motivos, a Grécia tinha, e tem, uma divida mais elevada que Portugal, necessitando para tal níveis mais elevados de crescimento. Como isso é algo que não vai acontecer num futuro próximo o caso grego não vai ser tão fácil de se resolver. Se a austeridade funciona? Funciona. Mas depende grandemente da restante economia. É difícil exportar quando não há compradores. É o mesmo que eu dizer que a crise em Angola não afeta Portugal.
Se fosse um problema específico de alguns maus alunos não se estava falando num plano Juncker para investir em infraestruturas (pessoalmente acho que ele, em parte, quer entrar para a história europeia como o Roosevelt entrou na história americana com o New Deal. Claro que é apenas uma inferência que faço do seu '
grande ego').
Termino a publicação dos alucinados com a China. Já tinha feito há algum tempo referência às
estatísticas inventadas do crescimento. Mas agora sim é '
oficial'. Tenham calma. Não há preocupação. Em 2016 a China vai crescer por volta dos
7% mas o desemprego deve aumentar. Faz sentido de facto. Alucinada também está a
imprensa ocidental a propagandear a futura economia de consumo*
da China. Tem uma população que não é muito nova e um consumo pessoal à volta dos
35% do PIB. O aumento do custo de vida e as qualificações tendencialmente mais elevadas para se entrar no mercado de trabalho devem impedir uma explosão na população com o fim da política do filho único. A meu ver a visão do consumo terá o mesmo destino das cidades (vazias).
Não esquecer que o governo chinês tem
enormes dívidas. A maior parte delas está nas mãos de entidades domésticas mas ainda assim há que ter muito cuidado. As limitações impostas na bolsa de valores são um bom exemplo do que se tem que fazer para manter a estabilidade interna.
*portal corrigido.