O Estado do País 2016

É por estas e por outras, e por esta incapacidade negocial e falta de peso que o nosso pais tem devido á sua posição ultra periférica, junto as instâncias internacionais, nomeadamente na UE. Que sou totalmente a favor de uma Grande Ibéria, ou melhor de um Federalismo ibérico, acho que tanto Portugal como Espanha tinham muito a ganhar com uma solução deste género. Para mim algo muito mais execuivel que as correntes neo-tropicalistas da lusofonia, de quase substituirmos a UE, por uma solução com os paises do PALOP, numa espécie de união económica e de pessoas dos países lusófonos, acho essa corrente muito mais idealista e impraticável e com riscos muito elevados, por todos os motivos e mais alguns que uma União Ibérica com o pais goste ou não se goste é o pais mais parecido, semelhante e com um processo histórico mais identico com Portugal que é sem duvida Espanha, Portugal e Espanha andam lado a lado em todos os processos históricos, sempre andaram desde da reconquista, na minha opinião uma União um Federalismo ibérico era um grande passo para que Portugal passa-se a ter um outro peso nas negociações com as instâncias internacionais e não se sujeitar a este tipo de humilhações .
 
Última edição:
Governo diz que comunicados do FMI e Bruxelas estão baseados em projecções desactualizadas

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas_publicas/detalhe/governo_diz_que_comunicados_do_fmi_e_bruxelas_estao_baseados_em_projeccoes_desactualizadas.HTML

Eu já desconfiava.. Quando quiser saber de projeções fiáveis, pergunto ao Centeno.

FMI, UTAO, Troika, Comissão Europeia, BCE, Conselho de Finanças Públicas e agencias de rating estão todos errados e desatualizados!

Daqui a uns tempos, ainda vai ser o Centeno a decidir os juros da dívida.
 
As contas deste Governo são simples. Vamos pegar na almofada financeira que o anterior Governo deixou e utiliza - lá para as reposições e reversoes. Se se alterar a conjuntura económica internacional ou aparecer mais um BES ou um BANIF, acende - se uma vela à Nossa Senhora de Fátima, pois só ela nos poderá valer, mais ninguém.

A estratégia de Costa é essencialmente política. Reconheço que até não é má, até lhe reconheco apreciadas qualidades políticas, mas é arriscada. Costa vai apostar tudo como o PM das reposições e alívio da austeridade. Mas ele próprio sabe perfeitamente que a CE só vai aceitar esticar a corda até um certo limite. E quando esse limite chegar, sabe que BE e PCP abandonarao o barco. Depois, Costa espera por novas eleições, mas aí é que está o risco. Pois o PSD, se adotar uma estratégia inteligente, vai dar a mão ao Governo, em nome do interesse nacional. E não será isso que Costa quererá.
São meras conjunturas, mas Costa está a arriscar tanto, que deve ter na manga uma estratégia do género.


P.S. Não me façam rir com o aumento dos impostos sobre a Banca. Toda a gente sabe que esse aumento vai ser refletido no aumento das comissões. E, se não for suficiente, qualquer Governo tem sempre muitos milhões dos contribuintes para injectar na Banca.
 
Foi pela voz do deputado João Galamba que os socialistas reagiram aos dados divulgados esta quarta-feira, 13 de Maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), criticando o facto de o crescimento do produto interno bruto (PIB) ter ficado "abaixo do previsto".
---
De acordo com o INE, a economia portuguesa avançou 1,4% entre Janeiro e Março deste ano, comparativamente a igual período do ano passado. Galamba considera que "é sempre positivo haver um crescimento", mas lamenta que esta evolução dependa "mais uma vez da procura interna e do consumo de automóveis".
---
João Galamba lembrou que a previsão destes economistas antecipava um crescimento homólogo de 2,2%, tendo acabado por se verificar uma evolução de apenas 1,4%. "Falharam colossalmente na sua primeira estimativa", atirou Galamba para quem "isto diz muito da credibilidade do PSD".

http://www.sabado.pt/ultima_hora/de...nto_economico_quotabaixo_do_previstoquot.html

http://www.meteopt.com/forum/topico/o-estado-do-pais-2016.8564/page-23#post-538688

Reagindo às projeções avançadas para Portugal nas previsões económicas de inverno, João Galamba criticou hoje o FMI e a Comissão Europeia por ‘torcerem o nariz’ ao Orçamento do Estado.

“Parece que o FMI e a CE têm uma nova e excêntrica teoria económica: aumento SMN [Salário Minimio Nacional] e rendimento dos mais pobres (RSI, CSI, Abonos, redução da TSU para salários abaixo dos 600 euros, reforço deduções fixas por dependente em IRS) não aumenta consumo privado, mas apenas aumenta poupança”, escreve na sua página de Facebook, considerando que esta ideia contradiz “a teoria económica mais elementar, bem como os dados históricos da economia portuguesa”.

http://www.noticiasaominuto.com/pol...ao-tem-uma-nova-e-excentrica-teoria-economica

O aumento da procura interna na economia PSD é má. O aumento da procura interna na economia PS é excelente. :sono::facepalm::rolleyes:
 
  • Gosto
Reactions: FSantos
o orçamento não é bom, é mau mas é sobretudo diferente do que os ressacados da austeridade queriam.
Isso quer dizer o quê? Por ser diferente é superior? Eu vejo impostos e mais impostos e um futuro duvidoso para os que vierem a seguir terem que endireitar. Eu ando de carro, sou rico portanto, tenho que pagar mais impostos. Balelas.
Olho para os gregos e vejo o nosso futuro, é uma bola de cristal.
 
  • Gosto
Reactions: james
O orçamento é medíocre, é um orçamento de austeridade, com retoma de regalias para alguns, mas mais castigos para a maioria. Mas a austeridade de esquerda é boa.

Já agora, ó Agreste, já não há portagens na via Do infante,pois nao? Ou ainda há e agora já não é um escândalo ?
 
  • Gosto
Reactions: FSantos
O que têm em comum Tsipras, Pedro Filipe Soares e António Costa?
Conseguiram afirmar que a austeridade tinha terminado. E conseguiram afirmar isso sem se rir, o que é notável. Como se o fim do estrangulamento financeiro a que ainda estamos sujeitos dependesse de uma declaração formal ou de mera vontade. Estranho como os países de África, da América Latina e do Sudeste Asiático ainda não descobriram esse método mágico e tão simples de sair da pobreza.


Noutra onda, está provado que o tempo político de PPC terminou. Quer agora reinventar - se e voltar à social democracia ou seja lá o que for. É errado, o PSD estava a fazer um bom caminho no sentido de se tornar liberal. Deveria tornar - se um partido liberal e moderno, como já existe em muitos países europeus.
Fazia bem a Portugal e aos portugueses, para fazer de contraponto a este socialismo que nos arruína e nos envergonha internacionalmente.
 
  • Gosto
Reactions: FSantos
O orçamento é medíocre, é um orçamento de austeridade, com retoma de regalias para alguns, mas mais castigos para a maioria. Mas a austeridade de esquerda é boa.

Já agora, ó Agreste, já não há portagens na via Do infante,pois nao? Ou ainda há e agora já não é um escândalo ?


Tirando o imposto de selo sobre comissões cobradas aos comerciantes, o imposto cobrado aos sócios de uma empresa sob título de remuneração de suprimentos (que resultam de empréstimos dos sócios à própria empresa), o imposto de selo agravado para crédito ao consumo, o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos, o aumento do imposto sobre o tabaco, o aumento do imposto sobre veículos e o aumento da contribuição sobre o sector bancário, acabou-se a austeridade.
Valha-nos a redução do iva nos cafés e na água.
 
  • Gosto
Reactions: james
o orçamento não é bom, é mau mas é sobretudo diferente do que os ressacados da austeridade queriam.

Agreste, tu próprio decerto concordas que aumentar impostos, que nos vão calhar a todos direta ou indiretamente, só tem um nome: austeridade.

Demagogia é afirmar que cortar salários é austeridade e que impostos sobre o consumo não são austeridade.
Demagogia é afirmar que o crescimento vai ser possível graças ao aumento do investimento e depois aumentar impostos que nos tornam menos competitivos/atrativos ao investimento.
Demagogia é apelar à igualdade de direitos, e depois fazer diferenciação entre funcionários públicos e do privado nas 35h.

O orçamento não é bom, é péssimo! Se reparares, na ansia de ir rápido ao pote e de não devolver antecipadamente os empréstimos (+500milhões de juros), vai reduzir o crescimento do PIB nos anos seguintes, ficando até abaixo de 1.5% (a partir do qual há geração de emprego). Ao fim de 2 anos o PIB é muito inferior ao que seria um orçamento sustentável que fosse mais progressivo na devolução dos salários e pensões (daqueles que ganham mais de 1500EUR).

Estamos a falar de um corte no crescimento do PIB na ordem dos 0.3-0.5% em relação ao que era previsto para daqui a 2 anos. Isso é muito dinheiro!
 
  • Gosto
Reactions: FSantos e james
Agreste, tu próprio decerto concordas que aumentar impostos, que nos vão calhar a todos direta ou indiretamente, só tem um nome: austeridade.

Demagogia é afirmar que cortar salários é austeridade e que impostos sobre o consumo não são austeridade.
Demagogia é afirmar que o crescimento vai ser possível graças ao aumento do investimento e depois aumentar impostos que nos tornam menos competitivos/atrativos ao investimento.
Demagogia é apelar à igualdade de direitos, e depois fazer diferenciação entre funcionários públicos e do privado nas 35h.

O orçamento não é bom, é péssimo! Se reparares, na ansia de ir rápido ao pote e de não devolver antecipadamente os empréstimos (+500milhões de juros), vai reduzir o crescimento do PIB nos anos seguintes, ficando até abaixo de 1.5% (a partir do qual há geração de emprego). Ao fim de 2 anos o PIB é muito inferior ao que seria um orçamento sustentável que fosse mais progressivo na devolução dos salários e pensões (daqueles que ganham mais de 1500EUR).

Estamos a falar de um corte no crescimento do PIB na ordem dos 0.3-0.5% em relação ao que era previsto para daqui a 2 anos. Isso é muito dinheiro!


O orçamento consegue ser bem pior que o orçamento anterior do Governo PPC. AC, na ânsia de agradar a todos, complica a vida de toda a gente, exceto claro as clientelas partidárias e sindicais.

Saudades dos orçamentos de Maria Luís Albuquerque...
 
  • Gosto
Reactions: FSantos
Consta que Portugal está a fazer chantagem em Bruxelas. Ou aprovam o Orçamento, ou Portugal não deixa passar as pretensões de Inglaterra para evitar o Brexit.
 
Era o que faltava todos os outros países defenderem a sua posição e portugal tudo assinar de cruz... isso era no governo anterior.
 
Que posição tem um país falido? O que vai sair é outro aumento de impostos que não ocorreria se a PaF estivesse no poder.

Quanto à descida do IVA na restauração, a própria associação do sector confirma que não resolve os problemas estruturais do sector:

https://www.publico.pt/economia/not...-problemas-estruturais-da-restauracao-1722135

O estudo refere ainda que, nestes anos de crise, se reforçou o endividamento das empresas e há um “grau de participação de capitais alheios no financiamento” das organizações cada vez mais elevado. No inquérito feito aos empresários da restauração, e que foi incluído neste trabalho, conclui-se que as empresas da amostra tiveram uma rentabilidade negativa na ordem dos 1%.

Depois dos números, o diagnóstico feito às pequenas e médias empresas do sector não é animador: são destacadas “fragilidades” e uma cultura empresarial “pouco esclarecida”, com lacunas de conhecimentos específicos de gestão e resistência à formação. O inquérito conclui mesmo que o “investimento na formação profissional revela-se muito fraco”, incluindo em novas tecnologias. Assim, um dos desafios identificados prende-se, nomeadamente, com o “aumento da massa crítica e diminuição da visão familiar do negócio”.

Na área da restauração, destaca-se a “concorrência desleal, que decorre da informalidade da economia no sector”, do excesso de oferta em algumas zonas, da “insuficiência da resposta das autarquias ao nível dos procedimentos administrativos” e das dificuldades de acesso ao crédito. Há ainda um “exagero dos custos de contexto que as empresa têm de suportar” e uma ausência de incentivos adequados ao investimento. Tudo áreas onde o “sector público tem necessariamente de rever a sua intervenção”.