O Estado do País 2016

O buraco negro da CGD começa a aparecer, seria útil agora desmontar toda a promiscuidade entre a Banca pública, o poder económico encostado ao Estado e o poder político.
 
2016:

Germany: Refugee crisis is like euro crisis


https://euobserver.com/migration/133085

2015:

German Defense Minister Supports Calls for EU Army


http://www.wsj.com/articles/german-defence-minister-supports-calls-for-eu-army-1426865423

Mais uma política que usa as desgraças para a prossecução da sua agenda pessoal.

Uma UE unida é sinónimo da imposição dos interesses de poucos sobre muitos. Veja-se o caso da Wolkswagen em os lesados europeus são quase ignorados. Veja-se a chantagem do Erdogan para com a Merkel.
 
http://economico.sapo.pt/noticias/g...sto-sobre-combustiveis-ja-em-maio_247462.html

Este título é cómico que o governo prevê baixar o ISP já em Maio, ora ainda estamos a 18 de Abril e só lá para Maio ainda faltam 2 semanas, mas quando subiram foi pela calada da noite. :huhlmao: Subiu 7.4 cêntimos, agora vai descer 1 ou 2 cêntimos se descer, se até Maio o preço descer um bocadinho já não desce. Assim, vai a geringonça. :sono:
 
IVA a 25% ao virar da esquina, mas com a geringonça ninguém grita, os portugueses comem tudo e adoram. :rolleyes: Para pagarem os salários e as pensões dos trabalhadores que mais produzem em Portugal os funcionários públicos. :rolleyes:

Coitados daqueles que ganham o salário mínimo não tardam nem ganham para comer e a luz sobe também mas isso é desligar as luzes e andar a pé, conselhos do Costa. O BE está mais preocupado com o nome do Cartão do Cidadão, do que com a austeridade, ou será que isto não é austeridade.

Vão beneficiar as transportadoras, lá vão o resto dos portugueses levarem com o novo aumento do ISP para pagar mais um buraco e as pequenas e médias empresas têm o desconto no raio os parta.

Até a corrupção chegou à Câmara de Olhão... pior é se a PJ levanta algum ladrilho e descobre a arca de pandora na câmara desde sempre PS. :rolleyes:

O centro de saúde de Olhão mais parece ser do século XIX pudera, será que é este o investimento da saúde deste governo http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/..._e_problemas_tecnicos_no_centro_de_saude.html :rolleyes:
 
Faro e Olhão juntos somam 110 mil habitantes...

e eu que sempre julguei que a população do Algarve tinha condições para aumentar, pra viver cá bastante mais gente. Se calhar não tem.
 
IVA a 25% ao virar da esquina, mas com a geringonça ninguém grita, os portugueses comem tudo e adoram. :rolleyes: Para pagarem os salários e as pensões dos trabalhadores que mais produzem em Portugal os funcionários públicos. :rolleyes:

Coitados daqueles que ganham o salário mínimo não tardam nem ganham para comer e a luz sobe também mas isso é desligar as luzes e andar a pé, conselhos do Costa. O BE está mais preocupado com o nome do Cartão do Cidadão, do que com a austeridade, ou será que isto não é austeridade.

Vão beneficiar as transportadoras, lá vão o resto dos portugueses levarem com o novo aumento do ISP para pagar mais um buraco e as pequenas e médias empresas têm o desconto no raio os parta.

Até a corrupção chegou à Câmara de Olhão... pior é se a PJ levanta algum ladrilho e descobre a arca de pandora na câmara desde sempre PS. :rolleyes:

O centro de saúde de Olhão mais parece ser do século XIX pudera, será que é este o investimento da saúde deste governo http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/..._e_problemas_tecnicos_no_centro_de_saude.html :rolleyes:

Deves ser um dos que tais, que nestes quatro anos esteve caladinho como uma rato. Não vai haver nenhum aumento de IVA, podes estar tranquilo. Engraçado, que não deixem de ser imposições de Bruxelas ao qual todo e qualquer governo é alheio. A diferença que é o actual governo bate o pé onde deve bater e o anterior preferiu aceitar tudo de bom agrado. Eu à anos que digo isto, Portugal não deve nada a Europa. A Europa, nomeadamente a Alemanha é que deve a Portugal. Prometeram-nos tudo, que íamos ser ricos como os Alemães e olhem no que deu. O que é certo que a economia estagnou desde 2002. Quanto, a geringonça funciona e está para durar, por isso aguenta, que é a democracia, senão podes sempre aceitar o conselho do Coelho e emigrar. Em relação ao ISP, vejo com bons olhos os descontos para as transportadoras. A ideia é compensar essa despesa com as receitas do ISP. É bom para a economia e para as empresas. Realmente, o socialismo é muito ruim. O neoliberalismo é que é bom, mas só para uma minoria. Além disso, não me recordo de haver tanta reclamação e alarido em 2012 (ano do enorme aumento de impostos de Gaspar, o tal que deixou o país para ir trabalhar para a troika), quando o litro de gasolina estava a mais de 1.50€. E tudo porque o anterior governo, deixou os cofres cheios, deve ser de ar. :rolleyes:

Quanto a corrupção, bem essa infelizmente é um cancro e é transversal a toda sociedade. Está em todo o lado. Se evocas casos no PS, então eu posso falar do caso dos submarinos, entre muitos outros. No PSD há tantos ou mais casos, que no PS. E a banca, está de rastos. Afinal, a troika não serviu para nada. Só nos deixou mais endividados e empobrecidos. O anterior governo PSD-CDS, teve uma oportunidade única de reformar o país e de resolver os reais problemas do país, mas não preferiram barrer o lixo para baixo do tapete. Claro, que assim é complicado governar. Deixaram o país igual ou pior do que em 2011. Mais dívida, mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais corrupção, deixaram um sistema financeiro no mínimo frágil como um castelo de cartas. Enfim...

Por isso, mais seriedade nas opiniões que teces e menos demagogia. Odeio demagogia. :disgust:
 
Deves ser um dos que tais, que nestes quatro anos esteve caladinho como uma rato. Não vai haver nenhum aumento de IVA, podes estar tranquilo. Engraçado, que não deixem de ser imposições de Bruxelas ao qual todo e qualquer governo é alheio. A diferença que é o actual governo bate o pé onde deve bater e o anterior preferiu aceitar tudo de bom agrado. Eu à anos que digo isto, Portugal não deve nada a Europa. A Europa, nomeadamente a Alemanha é que deve a Portugal. Prometeram-nos tudo, que íamos ser ricos como os Alemães e olhem no que deu. O que é certo que a economia estagnou desde 2002. Quanto, a geringonça funciona e está para durar, por isso aguenta, que é a democracia, senão podes sempre aceitar o conselho do Coelho e emigrar. Em relação ao ISP, vejo com bons olhos os descontos para as transportadoras. A ideia é compensar essa despesa com as receitas do ISP. É bom para a economia e para as empresas. Realmente, o socialismo é muito ruim. O neoliberalismo é que é bom, mas só para uma minoria. Além disso, não me recordo de haver tanta reclamação e alarido em 2012 (ano do enorme aumento de impostos de Gaspar, o tal que deixou o país para ir trabalhar para a troika), quando o litro de gasolina estava a mais de 1.50€. E tudo porque o anterior governo, deixou os cofres cheios, deve ser de ar. :rolleyes:

Quanto a corrupção, bem essa infelizmente é um cancro e é transversal a toda sociedade. Está em todo o lado. Se evocas casos no PS, então eu posso falar do caso dos submarinos, entre muitos outros. No PSD há tantos ou mais casos, que no PS. E a banca, está de rastos. Afinal, a troika não serviu para nada. Só nos deixou mais endividados e empobrecidos. O anterior governo PSD-CDS, teve uma oportunidade única de reformar o país e de resolver os reais problemas do país, mas não preferiram barrer o lixo para baixo do tapete. Claro, que assim é complicado governar. Deixaram o país igual ou pior do que em 2011. Mais dívida, mais pobreza, mais desemprego, mais precariedade, mais corrupção, deixaram um sistema financeiro no mínimo frágil como um castelo de cartas. Enfim...

Por isso, mais seriedade nas opiniões que teces e menos demagogia. Odeio demagogia. :disgust:

Claro, o Sócrates é que nos deixou em boas condições... Ai, ai, ai... Tanta gente ainda a creditar que o dinheiro cresce nas árvores. Mas pronto, eu é que não estou a ver bem a coisa; eu é que não percebo o bem que o socialismo/comunismo nos faz (aliás como em qualquer parte do Mundo por onde andou/anda)....
 
eu é que não percebo o bem que o socialismo/comunismo nos faz (aliás como em qualquer parte do Mundo por onde andou/anda)....

Socialismo e comunismo são semelhantes mas diferentes. O socialismo surge em parte devido à própria população (cuidar dos idosos, dos vulneráveis...). E como todos os sistemas económicos tem virtudes e defeitos. Da mesma forma, o socialismo só sobrevive quando há uma forte componente capitalista na economia. No meio disto tudo, o governo é um meio para um fim. Desde o comum dos cidadãos até às pessoas contratadas pelas grandes empresas para enviesarem leis.

Não há capitalismo puro em lado nenhum no mundo desenvolvido. E muito menos o neo-liberalismo. Neste modelo económico não há saúde pública, educação pública... Tens o que consegues pagar individualmente. Nem mais nem menos. É uma perspetiva darwiniana aplicada à economia e consequentemente à organização social. Tudo é pró-lucro.

O socialismo surge devido à necessidade de controlar as massas e de retardar as discrepâncias inevitáveis do sistema capitalista. O modelo neo-liberal vive de um paradoxo que é o seguinte: A falta de regras leva a regras em si mesmo. As empresas não precisam de regulação, elas regulam-se a si mesmo e tentarão sempre melhorar as suas práticas. Isto é como eu dizer que a falta de leis levará os indivíduos a não cometerem crimes.

O neo-liberalismo é um conceito puramente abstrato e continuará a sê-lo porque não é viável a longo prazo. Contudo, é largamente defendido por académicos, claro. Por essa Europa fora o que não falta é ver que os imigrantes recebem mais ajuda social que os nativos. E mesmo assim em muitos casos vivem numa realidade à parte da restante sociedade. A degradação económica/políticas austeritárias/redução das ajudas sociais não leva necessariamente ao terrorismo (ataques). Mas leva à criminalidade (pequenos roubos) incluindo aquela associada ao terrorismo (venda de armas). Aliás, os grupos armados, os ditos terroristas, têm algumas coisas em comum com as forças armadas dos países. É uma forma de ganhar a vida.
 
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Que há para festejar em 2016, mais de 40 anos depois da Revolução? Num país onde quase toda a gente depende do Estado não há liberdade.

Neste dia em que centenas de milhares de funcionários públicos vão poder usufruir de mais uma reversão no corte de salários que lhe foi aplicado pelo anterior governo, eu gostava de prestar a minha homenagem pública a todos os professores, todos os médicos, todos os juízes, todos os polícias, todos os militares, todos os reformados que em Outubro votaram na coligação PSD-CDS, mesmo sabendo que a esquerda unida lhes prometia mais dinheiro caso vencesse as eleições. Todas essas pessoas, e foram muitas, votaram contra o seu interesse próprio em nome do interesse do país – são os meus heróis.

Segundo os números mais recentes da Pordata, existem em Portugal mais de 3,6 milhões de pensionistas. Mais de 650 mil funcionários públicos. Outros tantos desempregados. Perto de 300 mil beneficiários do rendimento social de inserção. Somando estes quatro números deparamo-nos com 5,2 milhões de pessoas. E se a estes 5,2 milhões somarmos filhos menores e familiares dependentes, ultrapassamos facilmente os 6 milhões que Medina Carreira costuma citar com regularidade. Fixem bem o número, porque ele é o mais importante para explicar Portugal e a sua paralisia: num país com 10 milhões de habitantes, pelo menos 6 milhões beneficiam de transferências directas do Estado central.

Daí Medina Carreira falar, e bem, do partido do Estado, uma imenso centrão que tem os seus rendimentos dependentes do bolo orçamental, nascido do fortalecimento da classe média em tempos de vacas gordas. O que fazer agora que as vacas emagreceram, ou que não estão a engordar à velocidade necessária, é um dilema não apenas de Portugal mas de todos os países desenvolvidos. O que aqui parece existir mais do que em outros lugares é uma inconsciência disseminada, que impede demasiada gente de ver que qualquerregoverno despesista está absolutamente condenado ao desastre. Claro que há uma tese mais perniciosa: demasiada gente não vê simplesmente porque não tem qualquer interesse em ver.

Se todos aqueles 5,2 milhões de adultos que hoje usufruem de transferências directas do Estado tivessem ido às urnas em Outubro para colocar uma cruz nos quadradinhos do PS, do Bloco e do PCP eles teriam tomado uma decisão racional. Na estrita lógica do funcionário público, e se por “decisão racional” entendermos o cumprimento dos seus interesses mais imediatos, é evidente que quem recebe um salário do Estado tem toda a vantagem em votar nos partidos que asseguram que a despesa pública não só é para manter como até é para aumentar, de modo a estimular o consumo interno. Quando há partidos que prometem mais dinheiro no nosso bolso, e partidos que vêm de quatro anos a tirar-nos dinheiro do bolso, a escolha não parece difícil.

Nas últimas legislativas, PS, Bloco e PCP obtiveram cerca de 2,75 milhões de votos, com uma abstenção de 45%. Se distribuirmos os abstencionistas, chegamos aos 4 milhões. O que significa – e essa, sim, é a surpresa – que ainda há pelo menos 1,2 milhões de funcionários públicos, de reformados, de desempregados que, após quatro anos de cortes violentos, preferiram abster-se ou votar na direita, mesmo que a promessa que lhes estava a ser feita fosse uma reversão muito mais lenta dos seus salários e das suas reformas. É por isso que esses homens e essas mulheres são os meus heróis. E é por isso que no dia em que o seu ordenado reaparece com mais uns euros que eles sabem que o país não sabe como pagar, eu lhes tiro o meu chapéu.
https://www.publico.pt/politica/noticia/o-partido-do-estado-e-os-meus-herois-1729613
 
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Que há para festejar em 2016, mais de 40 anos depois da Revolução? Num país onde quase toda a gente depende do Estado não há liberdade.

Neste dia em que centenas de milhares de funcionários públicos vão poder usufruir de mais uma reversão no corte de salários que lhe foi aplicado pelo anterior governo, eu gostava de prestar a minha homenagem pública a todos os professores, todos os médicos, todos os juízes, todos os polícias, todos os militares, todos os reformados que em Outubro votaram na coligação PSD-CDS, mesmo sabendo que a esquerda unida lhes prometia mais dinheiro caso vencesse as eleições. Todas essas pessoas, e foram muitas, votaram contra o seu interesse próprio em nome do interesse do país – são os meus heróis.

Segundo os números mais recentes da Pordata, existem em Portugal mais de 3,6 milhões de pensionistas. Mais de 650 mil funcionários públicos. Outros tantos desempregados. Perto de 300 mil beneficiários do rendimento social de inserção. Somando estes quatro números deparamo-nos com 5,2 milhões de pessoas. E se a estes 5,2 milhões somarmos filhos menores e familiares dependentes, ultrapassamos facilmente os 6 milhões que Medina Carreira costuma citar com regularidade. Fixem bem o número, porque ele é o mais importante para explicar Portugal e a sua paralisia: num país com 10 milhões de habitantes, pelo menos 6 milhões beneficiam de transferências directas do Estado central.

Daí Medina Carreira falar, e bem, do partido do Estado, uma imenso centrão que tem os seus rendimentos dependentes do bolo orçamental, nascido do fortalecimento da classe média em tempos de vacas gordas. O que fazer agora que as vacas emagreceram, ou que não estão a engordar à velocidade necessária, é um dilema não apenas de Portugal mas de todos os países desenvolvidos. O que aqui parece existir mais do que em outros lugares é uma inconsciência disseminada, que impede demasiada gente de ver que qualquerregoverno despesista está absolutamente condenado ao desastre. Claro que há uma tese mais perniciosa: demasiada gente não vê simplesmente porque não tem qualquer interesse em ver.

Se todos aqueles 5,2 milhões de adultos que hoje usufruem de transferências directas do Estado tivessem ido às urnas em Outubro para colocar uma cruz nos quadradinhos do PS, do Bloco e do PCP eles teriam tomado uma decisão racional. Na estrita lógica do funcionário público, e se por “decisão racional” entendermos o cumprimento dos seus interesses mais imediatos, é evidente que quem recebe um salário do Estado tem toda a vantagem em votar nos partidos que asseguram que a despesa pública não só é para manter como até é para aumentar, de modo a estimular o consumo interno. Quando há partidos que prometem mais dinheiro no nosso bolso, e partidos que vêm de quatro anos a tirar-nos dinheiro do bolso, a escolha não parece difícil.

Nas últimas legislativas, PS, Bloco e PCP obtiveram cerca de 2,75 milhões de votos, com uma abstenção de 45%. Se distribuirmos os abstencionistas, chegamos aos 4 milhões. O que significa – e essa, sim, é a surpresa – que ainda há pelo menos 1,2 milhões de funcionários públicos, de reformados, de desempregados que, após quatro anos de cortes violentos, preferiram abster-se ou votar na direita, mesmo que a promessa que lhes estava a ser feita fosse uma reversão muito mais lenta dos seus salários e das suas reformas. É por isso que esses homens e essas mulheres são os meus heróis. E é por isso que no dia em que o seu ordenado reaparece com mais uns euros que eles sabem que o país não sabe como pagar, eu lhes tiro o meu chapéu.
https://www.publico.pt/politica/noticia/o-partido-do-estado-e-os-meus-herois-1729613

Esses números que apresentas são de facto impressionantes e preocupantes.
Relativo ao 25 de Abril, como cidadão que não viveu a ditadura autoritária do Estado-Novo, parece-me que se transformou num evento social, numa feira de vaidades e de protagonismo. E que me leva a colocar uma questão, pergunto será que a ditadura que durou cerca de 48 anos em Portugal foi feita por Marcianos? é que parece que não existe o outro lado... Parece que o Estado-Novo foi feito e construído não por pessoas,não por portugueses, mas por uma entidade qualquer superior invisível, pois simplesmente o outro lado não existe, não aparece, não fala, pergunto no dia 23 de Abril de 1974 não existiam funcionários públicos do regime? não existiam forças de autoridade do regime? não existiam votantes, apoiantes, admiradores do regime?
Portugal parece o pais perfeito, o pais mais querido, mais fofinho, mais tudo e mais alguma coisa do mundo, todos estamos de acordo, todos puxamos para o mesmo lado, todos somos as melhores pessoas do universo e por magia estamos todos de acordo.
O 25 de Abril foi uma revolução exemplar sem violência sem resistência, o regime caiu de velho, o erro do Estado-Novo foi a guerra colonial e a perpetuação da pobreza na metrópole. Mas como a revolução foi feita com um grande contributo pelo PCP, não se conseguiu nunca extrair e filtrar o bom que o Estado-Novo poderia ter deixado, se é que houve algo de bom e positivo .
Depois outra coisa que me intriga é se todos formos revolucionários, contra quem somos revolucionários?, se todos formos explorados quem serão os exploradores? se todos os nossos políticos todos de esquerda forem explorados afinal quem explora quem?
 
Como já é hábito, as regulações da UE são feitas a tão grande distância que os camponeses dos países só sabem muito tempo depois. Deixo aqui as novas regras relativamente ao transporte ferroviário:

http://www.europarl.europa.eu/news/...hings-you-should-know-about-new-railway-rules

Railway companies would be able to operate everywhere in the EU without restrictions from 2020.The increased competition would be likely to lead to lower prices for travellers. This could mean that the companies that currently dominate the rail sector will no longer be the norm.

Italian S&D member David-Maria Sassoli, who steered the proposals on market opening through Parliament, said: "The market is now open, even if this happens 20 years after it took place in the aviation sector. I hope this deal will give a strong boost to the European rail sector."

Comparar a indústria de aviação com a ferroviária é um bocado absurdo. No céu não há limites de movimento como na ferrovia. O que está escrito acima é a ilusão. A realidade será a consolidação das empresas e provavelmente cortes drásticos nos países periféricos que são menos lucrativos. Distúrbios face à desregulação são normais em França. É socialista. Mas a privatização é tão boa para a economia que a DB alemã continua em mãos estatais. Pior, os estados francês e alemão estão a ganhar dinheiro à custa do britânico comum.

Há uns dias publiquei 2 notícias que dizem respeito à tentativa de se criar um exército europeu. Na teoria é muito giro e faz sentido mas esbarra na prática com os diferentes interesses dos países. De facto faz sentido confiar em espanhóis para protegerem a ZEE portuguesa que, com a sua expansão, pode ser das maiores do mundo. De facto, faz sentido confiar em alemães para protegerem a ZEE portuguesa quando a sua principal preocupação são as fronteiras terrestres.

Há uma tentativa alemã para que o próximo presidente do BCE seja alemão. Pessoalmente não acho que a nacionalidade seja importante. Se trabalhou na Goldman Sachs já é um bom candidato. Este tipo de coisas é insidiosa. Começa-se numa escala pequena e irrealista, chega-se à conclusão de que correu bem e expande-se o projeto até ser um monstro disfuncional (UE e OTAN, por exemplo). Voltando ao exército europeu, a Alemanha e a Holanda estão a unir, de certa forma, as suas forças armadas. De facto, ambos os países, especialmente a Holanda, têm desafios militares extremamente difíceis hoje em dia (isto sou eu a ser sarcástico).

Escrito isto, acho que devia ser um português à frente do exército europeu. Nem estou a ser nacionalista bacoco. Para começar, uma Alemanha com um papel militar relevante no último século deu sempre bronca. Acho que não é bom repetir. Mas o meu principal motivo é este: Os portugueses são peritos em fazer muito com pouco (desenrrascanso). Se é para as forças armadas treinarem com paus de vassoura em vez de armas e terem o equipamento militar avariado ou fora de serviço (aqui e aqui) os alemães são dispensáveis.

Não duvido que algum dia será criado um exército europeu. Bastará alguns ataques 'terroristas' mais exuberantes. Mas não sei como é que as diferenças vão ser sanadas. Os Franceses não vão querer partilhar a sua influência no Norte de África. Os britânicos não vão querer enfraquecer a sua posição em Gibraltar que lhes assegura o acesso ao Mediterrâneo e consequentemente ao canal de Suez e às vias marítimas de comércio. Pessoalmente acredito que os próximos 5 a 10 anos serão dramáticos no que concerne à integração europeia. Parafraseando o fascista:

He sees the turmoil as not an obstacle but a necessity. “We can only achieve a political union if we have a crisis,” Mr. Schäuble said.

Quando as crises são úteis, começo a duvidar da disponibilidade que algumas pessoas têm em evitá-las. Quando crises são esperadas para que uma determinada agenda seja implementada, isso não é algo propriamente positivo. Ou é?
 
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O projecto Europeu será um projecto condenado ao fracasso, porque a triste realidade é que é um continente pequeno formado por países e nações pequenas, mas que se detestam compulsivamente entre si e que vivem entrelinhados em duvidas e complexos existenciais relativo ao seu passado. E a Europa está rodeada por fronteiras externas por continentes,países, 6,7 vezes mais populosos, que directa ou indirectamente irão engolir a médio prazo o continente europeu.
Os povos das nações europeias não querem exércitos comuns, não querem uma banca comum, não querem uma agricultura comum, uns não aceitam ser dominados por outros, outros não aceitam ceder a outros, uma série de paises pequenos cheios de complexos históricos e arrogâncias é um continente sem futuro sem sentido de unidade e de pertença. A Índia que ocupa um espaço geográfico da dimensão de todo o continente europeu,com quase o triplo da população da UE, com vários idiomas, religiões conseguiu formar um pais com uma grande unidade nacional, uma autêntica nação, não falo aqui nas questões e problemas sociais,falo a nivel de federalismo, as nações da Europa não querem, não sentem esse federalismo, incluindo nós.
A Europa um continente que vive do passado, que auto-flagela-se, que já não consegue se superiorizar tecnologicamente face aos outros, um conjunto de mini e micro paises cheios de diasporas, grandezas platónicas,que como Roma cairá dentro de si.
 
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Vamos lá a olhar para o essencial. Não é ilusão nenhuma e já acontece na Europa central por onde vão circulando comboios de diferentes empresas e nacionalidades. É o caminho óbvio, ou não? Mesmo em Portugal, muito periférico, já acontece felizmente com a carga, e eu veria com agrado haver por exemplo rotas de operadores espanhóis a fazerem incursões por Portugal, e vice versa. Neste assunto acho que não há nada a criticar.

Comboios de várias nacionalidades... mais ou menos. O TGV liga as principais capitais europeias à França. O TGV é da SNCF. A alternativa ao TGV é o ICE alemão (principal meio ferroviário internacional na Alemanha). Ambas são empresas públicas. Sim, por essa Europa fora há algumas empresas privadas como por exemplo na Suíça. Mas mesmo lá a empresa pública é maior. Voltando à Alemanha, só 14% da linha férrea poderá ser privatizada. A linha férrea tem limitações físicas que a estrada ou o céu não têm. É também um negócio muito intensivo no capital (e quem constrói as linhas férreas - o passo mais dispendioso - são sempre os contribuintes) sendo por isso muito vulnerável à concentração empresarial.

Portugal não tem propriamente um mercado muito grande. Para que o transporte de passageiros se concretize a bitola europeia tem que ser construída. Adicionalmente, todos os passageiros que vêm da Europa têm que fazer o transbordo em Barcelona (TGV ou AVE se vierem de Paris). Depois há que seguir no comboio de Barcelona para Madrid e finalmente para Lisboa (com a linha atual é preciso fazer transbordo na fronteira). Parece-me muito tempo e muita paragem para que haja um enorme fluxo de passageiros neste meio (só mesmo os fanáticos pelo comboio ou os mais aventureiros). As viagens de comboio internacionais na Europa são tipicamente longas (>5/6 horas) mas uma viagem para Lisboa seria ainda mais longa. Daí que estou muito cético relativamente a essa concorrência (a meu ver será principalmente uma linha regional dominada mais cedo ou mais tarde por espanhóis). Mesmo na mercadorias, o caso não é assim tão linear. Nos camiões não há transbordos. Nos comboios haverão (viagem mais longa). Há pouco tempo fez-se uma viagem China-Madrid. É algo interessante porque isto significaria que menos navios passariam no Ártico (menos poluição). Contudo, o problema não é a distância em si. É a burocracia inerente à passagem por inúmeros países (Rússia, Casaquistão, China...). Certamente alguns dos problemas deverão ser reduzido nos próximos tempos mas as diferentes bitolas persistirão durante muito tempo especialmente com a crise no petróleo.

Até certo ponto, as (algumas) privatizações são motivadas apenas e só por ideologia abstrata como por exemplo neste caso. Depois acontecem coisas como esta.
 
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