O Estado do País 2016

Algarvio,

não me refiro à iluminação nos centros das cidades mas sim fora delas.

Sempre que há eleições é uma orgia de novas iluminações por todo o país, não há critérios e depois temos estradas rurais iluminadas como se fossem avenidas. Perto da casa dos meus pais aí no Algarve está uma estrada com 2 quilómetros toda iluminada e tem apenas um morador, parece uma avenida, mas no centro da vila há um viaduto sobre o caminho-de-ferro que não tem uma única lâmpada nem passeios, espero que nunca aconteça nada pois passam ali à noite muitos imigrantes de Leste de bicicleta sem colete reflector nem luz, o viaduto ainda é longo. A EN 125 entre Faro e Olhão também não precisa de toda aquela iluminação de ambos os lados, é um exagero assim como são exageradas as iluminações das rotundas, onde basta um candeeiro central mas colocam às vezes mais de 20 ou 30. Pergunto-me também quem pagará a iluminação das urbanizações falidas. Por isso defendo que em vez de IMI deveria haver impostos municipais e as câmaras deveriam viver apenas com o dinheiro desses impostos, aí as pessoas perceberiam que se apoiam candidatos despesistas terão de pagar a factura. A frente de ria da Torre de Ares quando foi arranjada levou uma iluminação como se fosse uma avenida, como foi possível o Parque Natural aprovar aquilo? No concelho de Tavira há estradas rurais iluminadas e outras sem uma única lâmpada onde nunca ninguém foi assaltado. Iluminar estradas rurais, municipais e nacionais tem um custo elevado, não só monetário mas também ambiental.
 
Numa grande herdade entre Martinlongo e Vaqueiros está um mega projecto turístico falido, qual será o banco que tem o buraco? Será o BES? O BPN? A Caixa?

Pois nessa mesma herdade muita coisa já cheira a cambalacho.

Em causa está a construção de uma megacentral solar, que implica a ocupação e destruição completa de uma área de Serra com 600 hectares e a instalação de cerca de 2,4 milhões de painéis fotovoltaicos, para produção de 220 MW de energia eléctrica, mais de quatro vezes a potência instalada na Central Solar da Amareleja.

Como é óbvio, a Associação Almargem apoia o incremento dos sistemas de produção de energia não dependentes de combustíveis fósseis. Porém, para cada situação, é necessário pesar todos os prós e os contras. Num território como o Algarve, é preferível que se opte por implementar centrais solares mais pequenas, em zonas agrícolas abandonadas ou sem valor conservacionista, perto dos locais de consumo, onde todos os intervenientes possam ter benefícios e os impactes negativos sejam consideravelmente muito mais reduzidos.

No caso da Central Fotovoltaica de Alcoutim, trata-se de ocupar um território onde a orografia é extremamente acidentada e desadequada para um projecto deste tipo. Para além disso, existem aí núcleos de grande importância arqueológica mas ainda pouco estudados, assim como valores naturais e paisagísticos a preservar. Em especial, está aqui em causa a destruição de vários habitats protegidos por legislação nacional e comunitária, bem como o abate de milhares de sobreiros e azinheiras, espécies protegidas por lei, para além da morte inevitável de muitos milhares de exemplares da fauna terrestre presente no local.

Simultaneamente, considera-se incompreensível que a tecnologia prevista para esta megacentral esteja já um pouco obsoleta, existindo equipamentos mais eficientes no mercado, capazes de produzir a mesma quantidade de energia mas num horizonte territorial mais reduzido, o que inevitavelmente iria ajudar a diminuir o respectivo impacte ambiental.


Um outro aspecto relevante tem a ver com a afectação directa de um sector da Via Algarviana, entre Vaqueiros e as Furnazinhas, o que certamente provocará uma menor procura por parte dos potenciais caminhantes nada interessados em ter de atravessar uma instalação industrial desta dimensão, com graves repercussões para a economia local das povoações em causa.

Por outro lado, o investimento financeiro previsto de mais de 200 milhões de euros, destina-se essencialmente à aquisição de equipamento importado, não se prevendo um contributo económico ou social muito significativo para a zona de Vaqueiros, Martim Longo e Alcoutim.

Finalmente, a Associação Almargem entende que as medidas compensatórias previstas são absolutamente irrisórias e desajustadas face à dimensão do projecto, tendo também existido uma grande carência de informação relativamente aos contornos que o envolvem e, em particular, no que respeita à desconhecida empresa promotora, detentora de um capital social diminuto e que preferiu não dar a cara pelo projecto perante as populações da zona afectada.

http://almargem.org/siteantigo/inde...-e-pouco-credivel&catid=13:noticias&Itemid=39

Mapa-Central-Fotovoltaica-Vaqueiros-723x1024.jpg


Da parte das associações e empresários, chega a garantia de que nada têm contra um investimento desta natureza, desde que seja feito com bom senso e não destrua o que já existe no terreno, a vários níveis. E, avisam, levantam-se questões de ordem sócio-económica e ambiental que não devem ser menosprezadas.

A posição mais sustentada foi apresentada pelo empresário Carlos Ludovico que, apesar de hoje em dia ser o proprietário de um turismo rural na aldeia de Vaqueiros, tem formação em engenharia e lidou, durante a sua carreira, com muitos estudos de impacto ambiental. Na sua opinião, o Estudo Não-Técnico é «um exercício académico», onde as questões são abordadas apenas de forma teórica, mas que não têm aplicação na prática.

A reflexão de Carlos Ludovico sobre o projeto deu, de resto, para encher dez páginas. O empresário entregou este documento, no âmbito do processo de discussão pública, mas também o enviou a diversas entidades,além de o ter disponibilizado online, para todos os que o quiserem consultar.

Na reunião, focou apenas alguns dos aspetos que considerou mais importantes, que estão ligados à sustentabilidade do projeto. Para Carlos Ludovico, mais preocupante do que ter este projeto a funcionar em pleno, é a perspetiva de as obras começarem e ficarem a meio ou, pior, a instalação dos painéis estar já em estado avançado ou mesmo concluída e o projeto ser abandonado. Em qualquer um dos casos, os impactos negativos não seriam contrabalançados pelos aspetos positivos do projeto.

A possibilidade deste projeto ser inviável não é baixa, na opinião de Carlos Ludovico. Desde logo porque prevê uma ocupação intensiva de um terreno com muitos acidentes geográficos, o que significa que parte dos painéis ficarão em encostas orientadas a Norte, onde a exposição solar é muito menor. «Neste tipo de projeto, o normal é só serem usadas as encostas voltadas a Sul. A maioria dos que existem até são em planícies ou planaltos, para melhorar a exposição solar», ilustrou.

Outra questão que levantou, no que toca à sustentabilidade, é a da capacidade de investimento dos promotores e, igualmente importante, de reposição da situação original (ou pelo menos desmontagem das infraestruturas), quando passarem os 30 anos de exploração.

A dúvida está ligada ao facto de a empresa promotora do projeto ter um capital social de 25 mil euros e ser constituída «por duas pessoas em nome individual e uma empresa do Porto, cujo capital social é, igualmente, 25 mil euros». A sua sede «é uma sala num prédio de uma rua do Porto e não têm site». «Caso haja problemas, consegue-se que uma empresa com capital social de 25 mil euros compense os danos causados? Não me parece», disse.


Esta situação não é, ainda assim, rara, neste tipo de projetos. Muitas vezes, os promotores do projeto são apenas uma primeira linha, sendo que os investidores são angariados numa fase mais avançada, quando houver garantias de que há as licenças necessárias para este ir para a frente.

http://www.sulinformacao.pt/2015/09...-em-alcoutim-so-com-as-contrapartidas-certas/


Muita coisa cheira terrivelmente mal no Algarve há muitos anos. Amanhã falarei de mais dois casos que mostram como chegámos a este estado deplorável em termos económicos e financeiros, embora acima de tudo o problema seja moral e envolve dois grandes actores: poder político e Banca portuguesa. Veremos se aparece alguém que dê os 200 milhões para a tal central. O Estado vai apadrinhar a coisa e depois ficará tudo a meio por falta de dinheiro, com o devido impacto na serra, mas entretanto já meteram ao bolso o dinheiro de fundos da UE e dos contribuintes. Vai uma aposta?

Esta região serrana foi vítima daquele que foi um dos maiores desastres ambientais de sempre na Europa, as campanhas de trigo do final do século XIX. Os espanhóis seguiram um modelo económico distinto nas suas serranias, por ventura mais sustentável, baseado em pequena empresas. É ir à serra de Huelva e ver as diferenças. Não aprendemos nada. Os grandes projectos de Lisboa destroem há muito tempo o país, os sonhos utópicos caem por terra e esta central que aspira a ser das maiores do mundo é mais um desses sonhos... loucos.

 
O Alisuper voltou a falir.

Este caso merece análise aprofundada pois houve claramente intervenção política de dois Governos, PS e PSD, para forçar a manutenção de uma empresa falida e inviável, contra vontade da Banca e de organismos públicos. Portanto, mais um buraco para algum dos nossos bancos. Correm boatos que só um fornecedor local ficou com 50 mil euros de dívida. Há salários por pagar e outras dívidas haverá a fornecedores. Uma empresa inviável tem de fechar e é hora de o Estado começar a não se meter no mercado e deixar as coisas fluírem por si. O sector alimentar está sobredimensionado no Algarve e mais surpresas desagradáveis virão.
 
a luta é feroz...

os franceses dos mosqueteiros.
os holandeses do spar e da makro.
os espanhois do jumbo, do minipreço e da coviran.
os portugueses do continente e do pingo doce.
os alemães do lidl e do aldi.

e ainda há algumas empresas algarvias no mesmo ramo.

e ainda há quem vá fazer compras a espanha porque dizem compensar nos preços.

Há supermercados para portugueses, há prateleiras inteiras só pra estrangeiros...

Penso que a malta do pingo doce vai na frente pois têm neste momento 4 lojas em Faro. A concorrência só consegue chegar a 3 e não são da mesma dimensão.
 
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Só quem não faz contas à vida não vai a Espanha.

O gel de banho ou os champôs são 50 a 70% mais baratos nas marcas de supermercado. Vários produtos farmacêuticos chegam a ser 4 vezes mais baratos. Os medicamentos veterinários podem ser 4 vezes mais baratos. Águas de mesa medicinais são mais baratas, alguns queijos ou frutas também. Os chocolates sempre foram mais baratos, não é de agora. E as sapatilhas desportivas ou produtos desportivos em geral. Produtos de limpeza para o carro podem ser 50% mais baratos. Pouca coisa compensa comprar em Portugal neste momento...

Os chineses vão a Espanha comprar produtos de mercearia e vendem em Portugal para fazer concorrência às grandes superfícies.

Os espanhóis têm muitas marcas próprias de dermocosmética ou de produtos de limpeza que vendem a preços muito baixos e muitos desses produtos têm elevada qualidade. A OTC é das melhores marcas de dermocosméticos que está no mercado.
 
As cidades e vilas de fronteira do Sul, especialmente Vila Real de Santa António e Elvas, só recuperarão a pujança comercial que tiveram dos anos 80 até meados dos 90 se os impostos caírem muito em Portugal ou se voltarmos ao escudo...
 
O presidente do Parlamento Europeu deu razão a Vítor Constâncio no diferendo com o Parlamento português, garantindo que o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) não tem de responder aos deputados nas questões colocadas ao abrigo da comissão de inquérito ao Banif, mas sim ao Parlamento Europeu. As perguntas, diz ao Expresso, também podem ser colocadas lá.

http://observador.pt/2016/05/06/martin-schulz-diz-constancio-nao-responder-ao-parlamento-portugues/

European Central Bank President Mario Draghi is ready to appear at Germany's Bundestag to defend the bank's loose monetary policies but warned that excessive criticism could hurt the ECB's effectiveness, a newspaper reported on Wednesday.

http://www.reuters.com/article/us-ecb-policy-draghi-idUSKCN0XO25S

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O problema da UE são os "europeus em part-time", diz Juncker

Num debate em Roma sobre o estado da União Europeia, Jean-Claude Juncker garantiu: "Temos demasiados europeus em part-time". O presidente da Comissão Europeia admitiu que o velho "sentimento partilhado" para uma política europeia comum "desapareceu".

No mesmo encontro, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, também afirmou que "a ideia de um único Estado europeu, com uma única visão, era uma ilusão".

http://www.dn.pt/mundo/interior/o-p...uropeus-em-part-time-diz-juncker-5161150.html

O problema é que há europeus de primeira e de segunda. Quanto ao projeto europeu, se não forem estes a fundir os países serão outros.
 
Última edição:
Os EUA precisaram de uma guerra civil para se unificarem. O Sul tinha uma economia extractiva muito assente na escravatura herdade talvez da tradição espanhola. O Norte venceu mas a convergência do Sul ao modelo anglo-saxónico demorou longas décadas, há quem diga que demorou quase um século. As áreas que falavam francês e acima de tudo espanhol foram assimiladas e falam hoje inglês. Os hispânicos que não são fluentes em inglês não conseguem prosseguir nos estudos nem encontrar um trabalho bem remunerado. As fracturas entres afro-americanos, hispânicos e descendentes de europeus ainda são muito fortes.

Portanto não esperem uma Europa unificada sem uma guerra em que uma nação imponha pela força das armas o seu modelo ou a sua língua; ou alternativamente, sem um longo período de mais de um século ou dois em que haja uma criação muito lenta e faseada de uma federação com uma língua franca em que todos sejam fluentes. O sonho de uma Europa unida e de um regresso do Império Romano é antigo e tem mais de 1000 anos.
 
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pra que serve e a quem serve o ensino privado se o país tem uma escolaridade média muito baixa?

o número de trabalhadores com o ensino secundário completo anda pelos 40% quando na europa "a sério" anda pelos 80%...

Fechem essa porcaria. Acabou o subsidio.
 
Há coisas em Portugal que metem nojo. Especialmente na Esquerda.

A exclusão da empresa do grupo de trabalho criado pelo Governo para analisar os transportes urbanos agrada às duas associações de táxis.

A decisão foi conhecida ao início da noite depois dos representantes dos taxistas terem sido recebidos pelo secretário de Estado Adjunto e do Ambiente.

Aos jornalistas, o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, disse que recebeu, tal como o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros, Florêncio Almeida,"algumas garantias" por parte do governo nomeadamente a exclusão da empresa de serviço de transporte privado Uber do grupo de trabalho criado pelo Governo para analisar os transportes urbanos.

"Para nós, é muito importante a Uber ficar excluída do grupo de trabalho. Assim como ficou definido que aquilo que for exigido aos táxis será também exigido a outros operadores".

http://www.tsf.pt/sociedade/interior/uber--excluida-do-grupo-de-trabalho-com--taxistas-5150964.html

Então a UBER é parte interessada no processo e é excluída da discussão? Como poderá ser esperada uma conclusão equilibrada? Se isto está tudo viciado à partida não se pode esperar boa coisa.
 
será que o cds enviou alguém para a tomada de posse do governo da líbia? até tinha mais que um à escolha.

A Uber é parte interessada em quê? À Uber interessa-lhe discutir o quê? Pode-se discutir com quem não cumpre nenhuma lei nem está disposto a cumprir em nenhuma jurisdição até hoje?
 
Agreste que lei? A UBER aproveitou um vazio legal porque a lei está desactualizada. As casas de apostas fizeram o mesmo durante anos. E tantos outros sectores que surgiram graças ao avanço tecnológico fazem o mesmo todos os dias. E depois? O mundo está a mudar, deveremos ficar para trás porque alguns sectores são incapazes de lidar com a mudança? Ficaremos outra vez 30 ou 40 anos atrasados em relação ao resto do mundo por casmurrice e proteccionismo de corporações que não sabem lidar com a concorrência e com o direito dos consumidores poderem escolher?
 
Quando o Min. Relvas quis regular as casas de apostas por imposição da troika chamou para os trabalhos a Santa Casa e os casinos. A conclusão a que chegaram foi a de criar um monopólio para os casinos e outro para a Santa Casa. O futebol, as casas de apostas, as modalidades e outros interessados não foram ouvidos. Só não avançou porque Bruxelas travou tudo, por ferir leis comunitárias. Entretanto no Orçamento de Estado do ano passado previam 25 milhões em receita com a regulação do sector e levaram quanto? Zero. Publicou-se a lei mas não saíram licenças ainda, andam a enrolar por causa do monopólio da Santa Casa, um mecanismo perverso que suga dinheiro a todo o país para gastar em Lisboa nos Ministérios e na instituição, boa parte desse dinheiro nem vai para caridade. O Estado está capturado por interesses e a Esquerda radical surpreendentemente apoia-os.