O Estado do país 2026

Não precisavas de ter dito em quem vais votar. Afinal de contas o voto é secreto. Bastava dizeres que estavas esclarecida e que já tinhas decidido.

É secreto mas julgo que não é proibido revelar. Disse porque quis. E porque, na verdade, dadas as circunstâncias, me pareceu evidente para qualquer pessoa que já tenha lido alguma coisa que por aqui escrevo. Não é o meu candidato (não tenho nenhum). É a escolha possível para mim.
 
Alguém me pode explicar como é que o Ventura na 2a volta - previsivelmente com pesada derrota contra Seguro - implica uma vitória do Chega em 2029? Em 2029 a lenga-lenga deverá ser basicamente a mesma.

Foi o Marcelo responsável pela ascensão do Chega? Como pode um PR que manda diplomas para o TC contribuir para a ascensão do Chega? Planeia o Seguro ser descaradamente anti-Chega como o Cotrim planeia/planeava ser anti-esquerda? Quem acha que o Sócrates era anti-comunicação social é porque ainda não pensou no Cotrim PR nas atuais condições.

A constituição só pode ser revista pela Assembleia. E até admira como não houve mais censura pública (já que política tem mais consequências) quando parte da elite mais intelectual do país perdeu noção da sua função -> https://sicnoticias.pt/pais/2025-08...ice-tiveram-interpretacoes-distintas-365cf9da & https://eco.sapo.pt/2025/08/08/lei-...que-decisao-baseou-se-em-conviccoes-pessoais/

Numa declaração de voto, a juíza considera que o chumbo do diploma “tem como consequência a manutenção de uma política de fronteiras abertas” e a decisão “mostrar-se alheada (ou não tem na devida consideração)” a “realidade socioeconómica atual do país, com setores vitais, como a saúde, a habitação e o ensino, em risco de colapsar”.

“Basta viver em Portugal e ter em atenção e, mais do que isso, sentir a realidade que nos rodeia para ter a certeza de que a situação catastrófica que presentemente presenciamos no nosso país, não entra na categoria das ‘fake news'”, aponta.

Os acordãos do TC se calhar deviam começar a ter apensos com as opiniões pessoais dos juízes. Sempre serviria para alívio emocional.

Em parte há apenas e só a tentativa por parte de uma certa ala de cotovelar uma vitória.

 
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Nem a Pide fazia isto.

 
Alguém me pode explicar como é que o Ventura na 2a volta - previsivelmente com pesada derrota contra Seguro - implica uma vitória do Chega em 2029? Em 2029 a lenga-lenga deverá ser basicamente a mesma.
Se as campanhas políticas forem todas ajavardadas, como esta foi (com culpa de todos, como escrevi há uns dias, a campanha do Cotrim também foi muito rasteira), a consequência é os partidos mais populistas subirem. Não creio que seja assim tão difícil de entender.

Fica aqui uma aposta: Seguro vence Ventura na 2ª volta, no máximo, por 60-40. E esses 40% significariam que haveria muita gente a derrubar a linha vermelha, e a estar disponível a votar no Ventura em eleições posteriores. O objectivo do Ventura para estas eleições sempre foi, unicamente, apresentar-se como o "líder da direita" numa 2ª volta, e está à beira de o conseguir.
 
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Se eu estivesse no lugar de Mendes, há dois ou três dias teria desistido para o Cotrim… em sondagens feitas nas últimas semanas há algo fundamental, a linha de tendência. Neste momento GM e MM têm uma linha de tendência decrescente e estável, enquanto Seguro e Cotrim estão no pólo oposto. Ventura está mais ou menos estável. Dito isto, GM e MM têm hipótese quase nula de passar. Cotrim por outro lado ainda pode ultrapassar Ventura, se a tendência de crescimento continuar hoje e amanhã. Há ainda outro dado a ter em conta, a abstenção por faixa etária. Aqui Seguro sai a ganhar, e Cotrim a perder. Poderia fazer a diferença numa segunda volta.
 
Confesso que ainda tenho dúvidas sobre em quem votar. Se no Seguro ou no Cotrim (apesar das muitas críticas que lhe faço). Não queria, de todo, ver o Ventura na segunda volta e estaria disposto a votar no Cotrim apenas para evitar esse cenário. Por outro lado, o eleitorado do Chega é bastante imprevisível e pode acabar por colocar o Ventura em primeiro lugar, fazendo com que ele passe de qualquer forma. Tenho ainda muito que refletir.
 
Confesso que ainda tenho dúvidas sobre em quem votar. Se no Seguro ou no Cotrim (apesar das muitas críticas que lhe faço). Não queria, de todo, ver o Ventura na segunda volta e estaria disposto a votar no Cotrim apenas para evitar esse cenário. Por outro lado, o eleitorado do Chega é bastante imprevisível e pode acabar por colocar o Ventura em primeiro lugar, fazendo com que ele passe de qualquer forma. Tenho ainda muito que refletir.
No Algarve conheço muita gente que nas legislativas teria votado IL se o líder fosse o Cotrim, como não foi, votaram Chega. E agora vão votar Cotrim.
 
Fica aqui uma aposta: Seguro vence Ventura na 2ª volta, no máximo, por 60-40. E esses 40% significariam que haveria muita gente a derrubar a linha vermelha, e a estar disponível a votar no Ventura em eleições posteriores. O objectivo do Ventura para estas eleições sempre foi, unicamente, apresentar-se como o "líder da direita" numa 2ª volta, e está à beira de o conseguir.

Atingindo 40% de votos despertará nas pessoas um desejo de votar Chega? Pode-se escrever isso em todas as eleições. No que concerne ao Ventura pode haver uma vergonha em admitir o voto, não o voto em si.

Que influência pode ter tido o Cotrim nesse máximo de 60-40?
 
O Ventura tem 43 anos.

Excetuando doença ou um qualquer extraordinário escândalo, a lenga-lenga deverá ser a mesma por muitos, muitos anos. Só mudará é a sua instrumentalização consoante as circunstâncias.

Nesta eleição é o Cotrim. Em 2029 será outro qualquer candidato. Nas autárquicas também se estará com muita atenção na evolução do Chega e etc.

Relembro que o Ventura esteve alguns, poucos, dias acima do Seguro na tal sondagem em Janeiro. Abriu-se um fosso enorme que dramaticamente diminui e depois voltou a aumentar.

Será que alguma vez o Ventura teve real chance de bater o Seguro na 1a volta? É o que se está a fazer com o Cotrim não obstante ter solidificado a sua base eleitoral com o caso. Psicologia humana é fascinante.

O tema deste ano poderia ser ignorar o Chega para bater o Chega. Mas como pode ser se o líder é grande amigalhaço do número 2 (pelo menos), nunca rejeitou o Chega e baseia a sua campanha no anti-esquerdismo? Está disponível para pactos com, e cito, qualquer governo que partilhe a mesma perspetiva.

A redução do MM e do GM deve refletir a urgência do voto útil e impossibilidade de vitória.

Mesmo sendo derrotado na 1a, o Ventura deverá continuar a ser a mesma ameaça nas legislativas de 2029. Por isso, ninguém se deve preocupar com tretas, tangas e propaganda interesseira. Quem quer um voto útil (de entre o top-3), que vote em quem quer ver como vencedor final porque os joguinhos podem acabar muito mal.
 
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Atingindo 40% de votos despertará nas pessoas um desejo de votar Chega?
Atingindo 40% obteria 2 milhões de votos. Meio milhão de pessoas votariam no Ventura pela primeira vez sob o argumento de "unir a direita contra o socialismo" ou "fazer a coisa mais engraçada de sempre contra o Sistema". Está amplamente provado e documentado que, quando um eleitor vota num determinado candidato numa eleição, mesmo que seja como "mal menor", estará muito mais propenso a votar nesse mesmo candidato em eleições vindouras.
 
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Que influência pode ter tido o Cotrim nesse máximo de 60-40?
Já referi que teve. Todos tiveram, baixando o nível da campanha. Inclusive a comunicação social, que prestou sempre mais atenção a escândalos e boatos do que à discussão de assuntos que de facto têm interesse discutir em campanha.

O eleitorado de Cotrim é predominantemente jovem. Se Cotrim termina em 3º a poucas décimas do 2º, e caso se instale a percepção (falsa, na minha opinião) de que a 2ª volta foi "roubada" pelo caso Inês Bichão, quantos não estarão dispostos a fazer "a coisa mais engraçada de sempre" na 2ª volta? E aqui a culpa é da Comunicação Social, do Cotrim que veio (com razão, mas em tons impróprios) atacar a Comunicação Social e da baixaria habitual do combate político actual.
 
Inclusive a comunicação social, que prestou sempre mais atenção a escândalos e boatos do que à discussão de assuntos que de facto têm interesse discutir em campanha.

A CS vive disso, especialmente na era da internet. Só os prejudicados se lembram de criticar enquanto os outros fazem a obrigatória disseminação de virtude e mesmo tempo tentam capitalizar ao máximo.

Novamente, o Cotrim trabalhou em TV e sabe disso. Os casos de pedofilia do Chega referenciados pelo Cotrim também foram explorados pela CS e não me lembro de haver qualquer tipo de contenção pessoal. Temos pena?

O eleitorado de Cotrim é predominantemente jovem. Se Cotrim termina em 3º a poucas décimas do 2º, e caso se instale a percepção (falsa, na minha opinião) de que a 2ª volta foi "roubada" pelo caso Inês Bichão, quantos não estarão dispostos a fazer "a coisa mais engraçada de sempre" na 2ª volta?

Novamente, será que alguma vez o Cotrim teve alguma hipótese de vencer o Ventura? Vai-se ver porque o caso para o melhor ou para o pior solidificou a sua base ao estilo Ventura.

Se perder esta eleição e o caso for treta, criou-se um mártir em 2031. O grande ego dele certamente aproveitará e com 69/70 anos ainda se está numa boa idade para ser PR. Nada está verdadeiramente perdido porque, nunca esquecer, o Ventura ainda deverá estar por aí.
 
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A CS vive disso, especialmente na era da internet. Só os prejudicados se lembram de criticar enquanto enquanto os outros fazem a obrigatória disseminação de virtude e mesmo tempo tentam capitalizar ao máximo.

Novamente, o Cotrim trabalhou em TV e sabe disso. Os casos de pedofilia do Chega referenciados pelo Cotrim também foram explorados pela CS e não me lembro de haver qualquer tipo de contenção pessoal. Temos pena?
A comunicação social poderia ter pegado no caso da Inês Bichão, e de outras mulheres que se queixam de situações semelhantes na IL, e fazer bom jornalismo. Provavelmente, teriam encontrado alguns escândalos interessantes, que poderiam apresentar em artigos fundamentados e com provas claras. Mas isso demora tempo, e preferiram entrar no jogo político e na boataria.
Ainda ontem, uma hora antes do final da campanha, a Fernanda Câncio publica um artigo que, mais uns dias a puxar o novelo, poderia dar uma história escabrosa e fundamentada. Preferiu publicá-lo a tempo de ser lido antes das eleições, incompleto, baseado em duas testemunhas anónimas, e mais nada. E oferecer a história à concorrência. Isto não é jornalismo...

Novamente, será que alguma vez o Cotrim teve alguma hipótese de vencer o Ventura? Vai-se ver porque o caso para o melhor ou para o pior solidificou a sua base.
Ventura terá cerca de 25%. Para que o Cotrim vencesse o Ventura, o Marques Mendes teria de baixar dos 10%, algo que não acho que seja impossível.
Cotrim poderia também vencer Seguro, mas para isso Gouveia e Melo tem que surpreender, muito, pela positiva, e aguentar uma grande parte do eleitorado do PS. Isto já me parece quase impossível.
Na segunda parte estamos de acordo.
 
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