A CS vive disso, especialmente na era da internet. Só os prejudicados se lembram de criticar enquanto enquanto os outros fazem a obrigatória disseminação de virtude e mesmo tempo tentam capitalizar ao máximo.
Novamente, o Cotrim trabalhou em TV e sabe disso. Os casos de pedofilia do Chega referenciados pelo Cotrim também foram explorados pela CS e não me lembro de haver qualquer tipo de contenção pessoal. Temos pena?
A comunicação social poderia ter pegado no caso da Inês Bichão, e de outras mulheres que se queixam de situações semelhantes na IL, e fazer bom jornalismo. Provavelmente, teriam encontrado alguns escândalos interessantes, que poderiam apresentar em artigos fundamentados e com provas claras. Mas isso demora tempo, e preferiram entrar no jogo político e na boataria.
Ainda ontem, uma hora antes do final da campanha, a Fernanda Câncio publica um
artigo que, mais uns dias a puxar o novelo, poderia dar uma história escabrosa e fundamentada. Preferiu publicá-lo a tempo de ser lido antes das eleições, incompleto, baseado em duas testemunhas anónimas, e mais nada. E oferecer a história à concorrência. Isto não é jornalismo...
Novamente, será que alguma vez o Cotrim teve alguma hipótese de vencer o Ventura? Vai-se ver porque o caso para o melhor ou para o pior solidificou a sua base.
Ventura terá cerca de 25%. Para que o Cotrim vencesse o Ventura, o Marques Mendes teria de baixar dos 10%, algo que não acho que seja impossível.
Cotrim poderia também vencer Seguro, mas para isso Gouveia e Melo tem que surpreender, muito, pela positiva, e aguentar uma grande parte do eleitorado do PS. Isto já me parece quase impossível.
Na segunda parte estamos de acordo.