O Estado do País

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Frederico grande solução, não sei como nenhum partido politico teve essa ideia luminosa.

Despedir entre 50 mil e 100 mil pessoas e convida-las a emigrar, acho que seria sem duvida a melhor solução para o problema. Seria uma grande alavanca para o desenvolvimento economico e uma explosão demografica. As empresas poderiam sem duvida atingir o climax economico pois a economia nacional com mais uns milhares de desempregados e uns tantos a sairem fora do País aumentando o consumo interno.

Que solução tão absurda........

Existem muitos funcionarios públicos, alguns não produzem 1/3 daquilo que ganham, alguns... mas nada de despedir assim à doida. Não te preocupes com os funcionários públicos, estão a reformar-se tão rápido que em meia duzia de anos os serviços arriscam-se a fechar ou a ficar envelhecidos sem uma regeneração que poderia aumentar o seu desempenho.

A solução passa por, combater o corporativismo crónico de alguns sectores, equilibrar rendimentos, estimular a saida para o privado, não por despedimentos em massa, cegos sem selecção e estratégia.
 
Frederico tu "matas-me" constantemente, tu és Português e tens direito a o ser, os milhares de desempregados que poderão a chegar a milhões se as coisas não forem bem feitas é que não e por ti convidados a sair :lmao:

POUPEM-ME
 
Nos últimos anos o país já despediu centenas de milhares de pessoas e forçou à emigração outras tantas. Continua-se a discutir Portugal na injusta e imoral óptica de haver um país com dois sistemas, com cidadãos de primeira e cidadãos de segunda classe, os trabalhadores privados e os trabalhadores públicos.
Os primeiros carregam sozinhos os efeitos da irresponsabilidade e incompetências das lideranças, sejam públicas sejam empresariais. Vivem no mundo real, duro, competitivo e por vezes cruel. Os segundos vão se agarrando aos direitos garantidos, vivem numa redoma protegida, e ficam muito indignados se aquilo que acontece há anos aos cidadãos de segunda também poderá acontecer aos cidadãos de primeira classe.
Socialismos. Classes. Neoburguesia.

Obviamente existem cidadãos de primeira e de segunda, por exemplo um professor tem 3 meses de férias e uma redução de horário que fica em vinte e tais horas semanais de aulas. Eu e muitos milhares de cidadãos ultrapassam as 40 semanais e somente tenho 21 dias de férias ( 1 mês). Daí que eu concordo com a igualdade e luta contra certos corporativismos, não o despedimento quase colectivo.

Ou então fazer como acontecia no antigo regime, umas das unicas coisas que acho que o estado novo tinha de positivo, criava melhores condições de trabalho no privado, por exemplo um trabalhador até na jorna agricola ganhava quase 3 vezes mais que um cantoneiro municipal. Fazia com que se aliviasse a pressão enorme de se querer um emprego público, hoje existe uma enorme pressão para se conseguir empregos no sector público porque oferece mais garantias desde receber vencimento e tempo, bom ordenado etc etc.
 
Algumas soluções para o sector público sem passar por despedimentos cegos

- Mobilidade entre sectores em excesso para os carentes, fácil em grandes centros urbanos, difícil no interior.
- Diminuição das horas de trabalho, por exemplo, trabalhar menos 1 ou 2 dias semanais no sector público, poupando o Estado o salário equivalente, e ter um segundo emprego em part-time no privado, conforme o que o funcionário quisesse fazer ou não à sua vida.
- Incentivo à passagem do sector público para o privado, suportando o Estado parte do salário do trabalhador no privado durante 2 anos desde que o privado garanta por exemplo um contrato de 5 anos no privado
- Incentivo e apoios (formação) à criação de empresas por parte de funcionários que saiam do Estado, fornecendo o Estado à nova empresa criada um fundo equivalente a 2 anos de salário que esse trabalhador usufruia no Estado, além da indemnização devida legalmente. Muitas autarquias já tem estruturas de apoio à criação de novas empresas que podem usar e rentabilizar para esse fim.
- etc

Estas medidas não trariam poupança nos primeiros anos, mas trariam frutos a médio/longo prazo. Provavelmente agora não haverá nem tempo nem dinheiro para estas coisas, são coisas que se deviam ter começado há muitos anos atrás e não deixar que chegássemos a este estado de desespero onde já não há grandes alternativas.

Por exemplo essas medidas são toleráveis e que poderão tornar o estado magro mantendo ou até aumentando a eficiencia, tudo tem de passar por medidas preparadas e tendo em conta as pessoas o aspecto social e não tratadas como carcaças humanas.

Despedir 50000 e convida-las a sair do País, parece uma conversa de café em tons de anedota.
 
Acho que são excelentes exemplos Vince e porque não fazer agora? O estado faz também parte da economia.
Os empresários também não querem que a função publica não seja funcional, a sociedade precisa do estado produtivo, célere e justo.
 
inurl: Visto.Blog.pt

agências de Rating e os Resgates financeiros disse:
Juro que já tinha pensado escrever sobre isto aqui no Visto mas não tem ocorrido muito tempo disponível para o efeito e com agrado olhando hoje para a proposta de Michel Barnier, Comissário Europeu para os Mercados Financeiros, creio que é verdadeiramente coerente e credível.

Vejamos! Existem países com necessidades especiais de financiamento e duas grandes entidades que propõe “ajudar” financeiramente os países mas com condições rígidas de reformas a politicas teimosas e de corporativismos de forma a que tenhamos uma economia mais livre e então termos melhor capacidade produtiva de forma a que haja crescimento. Só havendo crescimento poderemos pagar os empréstimos a vencer e a referida “ajuda”.

Ora o que muito do mercado ganha é na especulação financeira e aí entram as agências de rating, infelizmente sou daqueles que acham que só os pagando e bem cobrindo propostas da especulação é que deles temos um bom rating. Neste momento atacada por essas Agências Norte Americanas (e sou daqueles que também acho que com o mal dos outros Eles , EUA, estão bem) foram a Grecia, a Irlanda, Portugal e mais recentemente começou o ataque a Itália.

O intuito é de fácil percepção, uma Europa com separatismo económico de um Sul destruído, levará o inicio do abandono do Euro e queda deste como moeda de referencia. Por isso cabe a união europeia proteger-se criar medidas e porque não agências de rating que investiguem também as empresas norte americanas para que não haja mais Lehman Brothers…
 
Não disse que o Estado deveria obrigar as pessoas a emigrar. Os caros é que distorceram o que escrevi. A minha mensagem foi esta: neste momento a única solução para milhares de portugueses é a emigração. Mas achei graça a alguns comentários, logo cheios de emoção, o que mostra um traço cultural dos portugueses, a emoção sobre a racionalidade e o fatalismo (como dizia o Professor José Mattoso, como bons meridionais, somos emocionais e fatalistas).

Neste momento a emigração é a única solução, ponto final. Para que haja criação significativa de emprego o país terá de crescer mais de 2% ao ano. Acham que isso vai suceder quando? Já para o ano? Deverão ser muito ingénuos. Nos últimos anos o crescimento foi sustentado com endividamento, o Estado endividou-se para pagar obras públicas ou apoios sociais, o poder local endividou-se e o povo endividou-se para comprar casa e carro. Cerca de 75% da nossa dívida privada é crédito ao consumo e à habitação, ou seja, a larga fatia dos portugueses não se endividou para criar ou modernizar empresas!

Sem perspectivas de crescimento para os próximos anos, com os quadros da função pública fechados, qual é a solução que resta? Pergunto, alguém tem uma solução mágica?

Acham que os portugueses têm neste momento condições, ou querem, investir na agricultura, na indústria ou no turismo? A larga maioria nem pode, porque já não tem direito a mais crédito bancário. Acham que há muitos estrangeiros a querer investir em Portugal? Se pegarem nos relatórios internacionais, e nisso ninguém fala na comunicação social de m*rda que temos, somos um dos países do mundo com piores leis laborais, a Justiça é das piores da Europa, a formação/instrução da população é das piores, a posição das nossas universidades nos rankings é vergonhosa, e há indicações sobre a corrupção e o tráfico de influências. Seria óptimo que os jornalistas portugueses dissessem ao povo o que pensam verdadeiramente sobre nós o FMI, o Banco Mundial ou a OCDE, mas numa classe plena de ignorantes facciosos não se pode esperar grande coisa.

E o que sugiro não é nada que outros já não tenham sugerido, ou que já não se tenha feito no passado.

Miguel Cadilhe já sugeriu num passado recente que se negoceie uma venda de ouro, para pagar os despedimentos a milhares de funcionários públicos.

No príncipio dos anos 90, a Suécia enfrentou uma crise financeira e uma das medidas foi o despedimento de milhares de funcionários públicos. Igual medida foi tomada no Canadá no início dos anos 90. Outros países já o fizeram com resultados positivos para as suas contas públicas.

Passos Coelho vai extinguir freguesias. Mas, para onde irão os funcionários? Se não forem despedidos, não haverá verdadeiro impacto na despesa. E nos Governos Civis? Para onde irão os funcionários? O Governo pode extinguir o que quiser, mas a grande massa de despesa pública está nos apoios sociais, nas reformas e nos ordenados da função pública.
 
Claramente os países da lógica protestante vivem bem melhor e com mais riqueza que os páises com cultura católica, pelo menos na Europa. A divisão é muito clara e só talvez a Áustria escapa à regra, pois é um país católico e com alta qualidade de vida.

Eu emigrei já há muito, e apesar de gostar de Portugal, sou pragmático. Portugal neste momento está péssimo e sem solução à vista. É um Titanic a afundar-se. Não ia ser burro e ficar no país, emigrei.

Sempre senti que quando estive em Portugal é tudo cada um a olhar para o seu umbigo e atropelos ao bom senso e à moral, como a cultura da cunha e do emprego precário. Acho que os muitos que são jovens neste fórum, e se sentem desesperados, deveriam pelo menos colocar essa hipótese de emigrar (pelo menos por uns tempos).

Cá fora senti que tive mais respeito e reconhecimento, e existe mais entreajuda e ética. Mas claro que não é nenhuma utopia. Cá fora a crise ameaça agravar-se também, e se o projecto Europeu fracassar, até nos países ricos a vida irá ser complicada (e provavelmente com mais tumultos que em Portugal).


Para onde irão? Só vejo uma solução, emigração. Compreendo que seja um desastre para quem é despedido, mas o bem comum, o bem da nação, deve prevalecer sempre sobre qualquer tipo de interesse individual. Nos países protestantes, o bem da sociedade prevalece, como acontecia no Império Romano. Nós somos um país de tradição católica, temos o péssimo hábito de olhar para o bem estar do indivíduo, pessoa a pessoa, e desprezar o bem estar geral da comunidade. Por isso, o nosso povo bate palmas quando se abrem as portas da função pública, pois vai dar-se emprego, vai-se dar sustento a x e y, mas por sua vez o povo despreza por completo os prejuízos para toda a comunidade de mais funcionários desnecessários, ou seja, mais impostos para os pagar, mais pressão fiscal sobre as empresas e menos emprego produtivo e gerador de riqueza no sector privado. Mais uma vez repito, temos um grave problema cultural por resolver há vários séculos.
 
A Áustria é de maioria católica, tal como o Norte de Itália. No entanto são regiões muito desenvolvidas, com cultura industrial. Penso que tal se deve provavelmente à influência dos seus vizinhos.
 
Adorei ver que andas-te as voltas a dizer que o grande problema é que 75% da divida é privada e rematas que tens de emagrecer o estado, e volta e meia dizes como se o teu perfeito juízo fosse compreensível que esperas que a RTP não seja privatizada porque iria acabar o teu canal 2...
Como se fossemos nós muitos parvos e não pensamos que o teu grande problema é teres interesse no referido canal.
 
Adorei ver que andas-te as voltas a dizer que o grande problema é que 75% da divida é privada e rematas que tens de emagrecer o estado, e volta e meia dizes como se o teu perfeito juízo fosse compreensível que esperas que a RTP não seja privatizada porque iria acabar o teu canal 2...
Como se fossemos nós muitos parvos e não pensamos que o teu grande problema é teres interesse no referido canal.

Mais uma vez distorce o que escrevi. Eu disse que 75% da dívida privada está em crédito ao consumo e crédito à habitação. Não disse que 75% da dívida é privada. Eis a diferença.
 
Descobra então qual é a percentagem da divida privada vs divida publica. Acho que estava certo.

Não é fácil saber a verdade, como já foi dito aqui, porque parte substancial da dívida pública está mascarada como dívida privada, através das dívidas das empresas municipais, das empresas públicas, e através das PPP's. Há quem diga que na verdade a dívida pública real, em percentagem do PIB, supera a dos privados.
 
Mas se vamos a números os mais recentes que vi falavam numa dívida privada de 140% em percentagem do PIB, e de uma dívida pública de 90%, também em percentagem do PIB. Mas estes dados não têm em conta a dívida do sector empresarial público e as PPP.

Portanto, também já vi projecções de dívida pública total de 120 ou de 125 em percentagem do PIB. Então, mais 30% aos 90% anteriormente referidos; retirar-se então também 30% aos 140 e dá 110%. Ou seja, muito provavelmente a dívida pública supera a dívida privada. Mas não sei, estes dados têm mais de seis meses, muita coisa mudou entretanto.
 
E independentemente de qual das dívidas é maior, se a pública, se a privada, Portugal comprometeu-se a ter uma dívida pública em percentagem do PIB inferior a 60%, quando entrou para o euro. 60%... mas combinando dívida pública com dívida do sector empresarial público e PPP's já temos o dobro desse valor, e pior, não exportamos nada de especial que nos permita pagar essa dívida.
 
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