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E ainda dizem que a autarquia de Lisboa é auto-sustentavem... Esse programa não devia ser para a Madeira, nem prao Porto nem muito menos para Lisboa. Se é que me faço entender...

Isso já é outra conversa, culpa de vários grupos de interesses, da desertificação do interior e má gestão territorial, e também eleitoral, uma vez que em Lisboa é onde mora mais gente, e consequentemente de onde vêm mais votos.

Mas não tem muito a ver com o despesismo do governo regional madeirense.
 
Trichet salvou o euro em Agosto

O euro apenas sobreviveu ao calor do Verão nos mercados financeiros devido à intervenção contundente do Banco Central Europeu na aquisição de títulos de dívida soberana da Itália e Espanha no mercado secundário. A ideia circulava à boca pequena entre responsáveis europeus e foi ontem confirmada de viva voz pelo actual presidente do Ecofin, o ministro polaco de Finanças, Jacek Rostowski, que tem participado nas reuniões do Eurogrupo. "Não tenho qualquer dúvida que Jean-Claude Trichet [o presidente do BCE] salvou a zona euro em Agosto", disse no Fórum Económico de Krynica, no Sul da Polónia.
Em Agosto, o BCE informa que gastou cerca de 56 mil milhões de euros em dívida soberana. Os 22 mil milhões na segunda semana de Agosto terão sido decisivos numa altura em que os custos de financiamento italiano e espanhol dispararam. Já esta semana um líder sindical espanhol, Ignacio Toxo, revelou o conteúdo de uma conversa privada com José Luis Zapatero, onde o primeiro-ministro espanhol lhe confidenciou a 17 de Agosto que o país esteve perto de pedir um resgate europeu, do qual escapou por causa da intervenção do BCE.

Fonte: Económico
 
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B]Quatro feridos em mais um acidente na EN 125 entre Olhão e Faro[/B]

Duas pessoas que se viram envolvidas nun acidente esta tarde na EN125, entre Olhão e Faro, tiveram de ser desencarceradas pelos bombeiros, para serem transportadas ao Hospital de Faro, pouco passava das 19:20 horas.

Um carro que transportava uma mulher em final da gravidez conduzido pelo marido, terá siso o causador do acidente, já que o condutor não se terá apercebido de que o semáforo estava vermelho e foi embater na traseira doutra viatura. Esta, por sua vez, foi bater numa mota que se encontrava parada à sua frente.

Quarto pessoas ficaram feridas neste acidente, designadamente, os condutores da mota e de um dos carros, bem como a mulher grávida e o marido.

Fonte: Região Sul

Mais um acidente na EN 125. Com as portagens na A22 a 125 vai virar uma estrada da morte novamente.
 
Knight, eu entendo que tenhas de ser "concubino" com o Governo da Madeira (ou ao partido de governo), por interesse próprio.

Não entendo é como pregas que a segunda região mais rica do país, a Madeira, não pode sofrer cortes orçamentais e acima de tudo não ser despesista.

Para bom entendedor, meia palavra basta:

"Venha a nós, os outros que se fod**"...
 
"Um milhão nas mãos de um rico gera uma conta bancária ao serviço da especulação financeira; um milhão distribuído por pessoas pobres é uma aposta na economia" - Lula da Silva
 
A banca francesa a cair 12%, reestruturações feitas a mata-cavalo, milhares de milhões de euros em fuga, ninguém compra nada a ninguém, todos à espera da falência da Grécia e do fim do Euro. Viva o mercado global... :lol:
 
Knight, eu entendo que tenhas de ser "concubino" com o Governo da Madeira (ou ao partido de governo), por interesse próprio.

Não entendo é como pregas que a segunda região mais rica do país, a Madeira, não pode sofrer cortes orçamentais e acima de tudo não ser despesista.

Para bom entendedor, meia palavra basta:

"Venha a nós, os outros que se fod**"...
Não é isso, o nosso trabalho de redução da divida também tem de ser feito, agora não queiram é cortar-nos o orçamento regional que assim somos nós primeiro a entrar em incumprimento.

Estás a ver quão perigoso é nós Madeira, que fomos de arrasto no rating, não ter o dinheiro planeado para pagar as nossas dividas?

Os buracos encontrados foi transferência de divida de empresa publica extinta para o Governo Regional, isto é, prao défice mas a divida sempre existiu e até estava documentada. Eng.ª Financeira para dar poder de endividamento, escrito na lei de meios para recuperação de estruturas viárias destruídas no 20 de Fevereiro. A empresa era estradas da madeira como vocês tem a vossa estradas de portugal também com o seu passivo e endividamento que ainda não extinta não é défice nacional.

Agreste o problema é Mundial os Estados Unidos da América também tem divida na percentagem relativa de Portugal. Vamos todos ao Fundo.
 
O BCE volta a pedir à Irlanda para baixar os salários do funcionários públicos. NeoLiberal Competitivity feita pelos salários. O país já só existe na forma de Ryanair, talvez desistam quando já só existir economia nas mãos de 2 ou 3 pessoas.
 
A banca francesa a cair 12%, reestruturações feitas a mata-cavalo, milhares de milhões de euros em fuga, ninguém compra nada a ninguém, todos à espera da falência da Grécia e do fim do Euro. Viva o mercado global... :lol:

Aquilo que agora chamamos sacrifícios é quase uma brincadeira de crianças por comparação com uma situação de fim do euro e da união europeia, mas também acho que estamos, infelizmente, a caminhar nesse sentido.
 
Anda aí gente contente... Bem meu amigos penso que vão ficar menos contentes quando virem que isto vai virar-se guerra mundial em que países devedores vão deixar de pagar divida e os credores que até poderão invadir reclamando direitos sobre a nação por terem muita divida soberana...
 
E suponho que deves estar feliz. Afinal não foi o PCP o único partido português que foi contra o euro ? Afinal não defendem vocês o "default" dos países em dificuldades que fará colapsar bancos por imensos países, incluindo Portugal ? Obviamente que o caos vai ser grande se a Grécia entrar em default. E ainda será maior se entrarmos nós pois arrastamos de imediato a Espanha (o nosso maior credor) e essa já não há Europa que a segure.
Agora, fazer uma reflexão sobre endividamento excessivo dos países em despesa pública e privada e o pagamento dessa dívida em muitos casos impossível de pagar e que levou a isto, essa reflexão já não vos interessa. Pelos vistos só com a Madeira se preocupam tanto. Há imensos anos que muitos se preocupavam com isto, fossem da Madeira ou não, enquanto a generalidade dos pensantes apelava a mais e mais despesa pública.

Vince, sabes tão bem quanto eu que os verdadeiros liberais sempre se insurgiram contra o crédito fácil nos EUA, o despesismo dos estados europeus e este crescimento económico fictício baseado na especulação e na corrupção, sem valores, imoral, sem ética. Não foi isto que Hayek ensinou.

Há mais de dez anos ainda estava no poder Bill Clinton quando a esquerda defendeu as leis que facilitivam o crédito, para torná-lo mais acessível às classes mais desfavorecidas, ou seja, os afro-americanos, os hispânicos, os imigrantes ou os doentes e pessoas com necessidades especiais. O Partido Republicano insurgiu-se contra esta medida, mas depois veio o louco do Bush e nada foi mudado.

Espero que o Obama saia depressa e que Ron Paul seja o próximo presidente dos EUA.

Com o que se avizinha, quem preza a liberdade terá de estar preparado para a defender.
 
Frederico, estes tempos são deprimentes, eu já nem consigo olhar para a TV. Ver por exemplo um Francisco Louçã tão preocupado com a dívida da Madeira quando ele foi um dos muitos economistas subscritores de manifestos a favor de mais despesa pública ainda há 2 anos. Ver o novo líder do PS obcecado no congresso com a dívida da Madeira, num congresso dum partido que afundou o país em dívidas. Vê-lo por exemplo a discursar indignado por causa do IVA no gás e electricidade quando Portugal era dos poucos países da Europa que tinham taxas tão baixas, isto porque a maioria dos países se financia com a energia (como nos combustíveis) enquanto Portugal subsidiava a energia... e mantinha o IVA baixo para ninguém reparar na monstruosidade do nosso modelo energético subsidiado.
Está tudo louco... ou a nossa classe política julgo mesmo que somos todos uns ignorantes.
E a cereja em cima do bolo é mesmo os EUA, é surreal ver a esquerda na Europa a querer ir pelo caminho suicida dos EUA, que é de emitir moeda como se não houvesse amanhã. Deve estar mesmo tudo louco. Só pode !

Ontem li um artigo no Courrier Internacional, de Agosto ou de Setembro, sobre a presente crise, e dizia que os actuais políticos, gestores, economistas e outras elites do Ocidente estudaram, na sua maioria, nas mesmas universidades nos EUA, no Reino Unido, em França ou na Alemanha. É gente que absorveu muito do espírito dos anos 60 e 70, durante a sua juventude, sabes bem o que foi o Maio de 68 e a sua influência abismal a nível intelectual em todo o Ocidente.

O artigo dizia que estas elites estudaram basicamente as mesmas leis políticas e económicas, e que não estão preparados para o actual contexto da globalização e da emergência dos BRIC's.

Para além disso dois traços fundamentais:

- a falta de ética e de valores, da qual resultou uma corrupção sem comparação na História recente das economias ocidentais;

- a falta de formação humanística, longe vão os tempos em que a formação de um líder metia Literatura, Latim, Grego, Filosofia ou Religão.

O que estamos a viver na Educação, na Economia, na Política, é o grande falhanço de toda uma geração, a geração do baby boom do pós-guerra. Lamentavelmente, creio que a minha geração ainda está pior.

De acordo com Manly Hall, todos os impérios, todas as nações, caem quando perdem a virtude.
 
Ontem li um artigo no Courrier Internacional, de Agosto ou de Setembro, sobre a presente crise, e dizia que os actuais políticos, gestores, economistas e outras elites do Ocidente estudaram, na sua maioria, nas mesmas universidades nos EUA, no Reino Unido, em França ou na Alemanha. É gente que absorveu muito do espírito dos anos 60 e 70, durante a sua juventude, sabes bem o que foi o Maio de 68 e a sua influência abismal a nível intelectual em todo o Ocidente.

O artigo dizia que estas elites estudaram basicamente as mesmas leis políticas e económicas, e que não estão preparados para o actual contexto da globalização e da emergência dos BRIC's.

Para além disso dois traços fundamentais:

- a falta de ética e de valores, da qual resultou uma corrupção sem comparação na História recente das economias ocidentais;

- a falta de formação humanística, longe vão os tempos em que a formação de um líder metia Literatura, Latim, Grego, Filosofia ou Religão.

O que estamos a viver na Educação, na Economia, na Política, é o grande falhanço de toda uma geração, a geração do baby boom do pós-guerra. Lamentavelmente, creio que a minha geração ainda está pior.

De acordo com Manly Hall, todos os impérios, todas as nações, caem quando perdem a virtude.

Medina Carreira começa exactamente com este tema no livro "O fim da ilusão", com os dogmas dos nossos governantes. Exactamente aquilo que absorveram nas faculdades onde estudaram e que não questionam.
 
O Fundo de Capitalização da Segurança Social só daria para pagar 9,3 meses de pensões, se neste momento a Segurança Social se visse impedida de proceder ao normal pagamento das prestações. Ora o que a lei diz é que a folga deve ser de, pelo menos, dois anos.

Segundo o relatório e contas de 2010, que vem citado na edição do jornal «i» desta segunda-feira, o valor global do fundo era de 9,6 mil milhões de euros. No entanto, a 31 de Julho, o saldo era de apenas 8,6 mil milhões, menos 1,5 mil milhões de euros.

E, para piorar, em Agosto deram-se flutuações negativas nos mercados que fazem recear nova desvalorização, aponta o mesmo jornal.

A contribuir para esta discrepância estão a excessiva rigidez na aplicação das verbas do fundo (pelo menos 50% do dinheiro precisa de ser investido em dívida soberana nacional) e a utilização dos excedentes da Segurança Social para o pagamento de despesas correntes.
Fonte: Agencia Financeira hoje

Já se sabe o que espera daqui a umas décadas, não há pensões para ninguém.
 
Medina Carreira começa exactamente com este tema no livro "O fim da ilusão", com os dogmas dos nossos governantes. Exactamente aquilo que absorveram nas faculdades onde estudaram e que não questionam.

Sim, o artigo da Courrier Internacional usa exactamente o termo dogmas, verdades que consideram inquestionáveis e que aprenderam nas faculdades umas décadas atrás, mas que já não se aplicam ao quadro económico e geo-político actual.
 
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