O Estado do País

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Hum. Só a dívida contraída pelo Governo Regional é o dobro da dívida nacional por cabeça. Ora depois os madeirenses ainda têm a sua parte de dívida nacional, comum a todos os portugueses. Logo tudo somado, devem ainda bem mais que 30 mil euros...

Não admira que a Madeira seja a segunda região mais rica do país.
 
Isto é tudo uma vigarice pegada entre todos eles (políticos, claro está, desde a ladroagem da esquerda até à ladroagem da direita, sem nenhuma excepção) e quem vai pagar tudo somos nós que trabalhamos e pagamos impostos. Louça, Jerónimo, Portas e companhia era com todos eles na cadeia.
Essa história do “per capita” faz-me lembrar quando um dado governo “roubou” a Lezíria do Tejo ao Alentejo para fazer baixar o PIB per Capita de Lisboa e assim receber mais alguns milhares de milhões de euros de fundos, “roubados” porcamente ao Alentejo.
Gostava de conhecer a “máfia” que está por detrás do jornal PÚBLICO.

Diz-me o que queres que eu também sei fazer estatísticas … :lmao:

Ainda a propósito da situação na Madeira (que toda a gente se vai esquecer no dia a seguir às eleições regionais, quando já não houver caça ao voto), quem é o primeiro a adiantar-se e a querer mandar um chuto para fora de Portugal ao belo jardim plantado no Atlântico?
 
Hum. Só a dívida contraída pelo Governo Regional é o dobro da dívida nacional por cabeça. Ora depois os madeirenses ainda têm a sua parte de dívida nacional, comum a todos os portugueses. Logo tudo somado, devem ainda bem mais que 30 mil euros...

Não admira que a Madeira seja a segunda região mais rica do país.

Isso é que é o facto real.

Mas Knyght não quer redução no orçamento regional, porque essa parte nacional não lhes diz nada.
 
É evidente que condeno energicamente o estado de coisas a que chegaram as contas públicas na Madeira, só que não se atire culpas ao povo mas olhem para os políticos. E também não se ignore a obra feita. É preciso que todos também reconheçam o que era a Madeira no tempo do Estado Novo e o que é hoje a Madeira.
Não é preciso fazer um desenho a mostrar a periferia do Arquipélago relativamente ao resto do país, pois não? Fazer uma dada infra-estrutura não tem o mesmo preço em todo o território nacional e enquanto tivermos Lisboa a absorver a maior fatia dos fundos comunitários, bem podem plantar bananeiras no resto do país …
 
Tranformar Trás-os Montes numa região rica? Eis o método :lmao:

1) Regionalização.

2) Uma assembleia regional com sede em Vila Real ou Bragança. Temos então umas dezenas de deputados regionais a auferir mais de 2000 euros. O comércio local e o sector dos serviços é então dinamizado. Há também empregos bem remunerados no novo Governo regional. Não esquecer ainda os novos motoristas, assessores, etc.

3) O Governo Regional define um programa de obras públicas. Chega-se à conclusão que que cada freguesia deve ter piscinas públicas, polidesportivo ou salão recreativo. Para apressar a obra, pois o desenvolvimento local não pode esperar, fazem-se uns ajustes directos. O desemprego desce e novamente a economia local é dinamizada, mormente o sector do comércio ou dos serviços.

4) Para atrair turistas, define-se um calendário de eventos. É necessário ter o maior Carnaval de Portugal Continental, um belo fogo-de-artíficio na passagem de ano, e muitas festas nas vilas e aldeias. Só assim se atrairão visitantes nacionais e estrangeiros.

5) Entretanto, constrói-se um aeroporto regional em Bragança. O Governo regional bate o pé ao Governo central, para que avance também um projecto para uma rede regional de auto-estradas. IP's, parques eólicos e barragens.

6) As obras públicas trazem para a região profissionais qualificados, mormente engenheiros e arquitectos.

7) O sector do comércio e dos serviços cresce exponencialmente. Agora há mais centros comerciais, ginásios, cabeleireiros, esteticistas, clínicas médicas, spa's, restaurantes ou cafés. O desemprego continua a descer.

8) Os transmonstanos começam a endividar-se e a comprar casa própria. O sector da construção civil cresce então a olhos vistos. Surgem lojas de mobiliário ou de electrodomésticos. Há emprego para pintores, electricistas, carpinteiros, pedreiros. Surgem inúmeras pequenas empresas de contrução civil.

9) Entretanto, com o aumento dos licenciamentos, as câmaras locais dispõem de mais dinheiro. Aumentam os subsídios às colectividades locais. Surgem empresas municipais e as festas passam a ser mais faustosas e comuns. Há então novo plano de obras públicas. Surgem rotundas, ruas asfaltadas são calcetadas, novas iluminações públicas, parques de lazer, etc.

10) O aumento da procura leva a um aumento exponencial do preço dos terrenos. Os lotes e as habitações estão agora bem mais caros. Não há casas nem apartamentos para arrendar, pois os edifícios já estão todos entregues à especulação. Os proprietários vendem as suas quintas e hortas a preços exorbitantes, e gastam o dinheiro, por sua vez, em carro e casa nova. O sector dos serviços sofre novo impulso.

11) Nesta fase a região ostenta já um elevado nível aparente de riqueza e desenvolvimento. Boa parte da população tem casa própria, há emprego para todos na construção civil, no comércio e serviços e na função pública. Nas ruas, construtores passeiam-se em Mercedes e BMW's. Os subúrbios das vilas e cidades estão repletos de grandes moradias, e até já há alguns campos de golfe.

12) O crescimentos económico verificado justifica aumentos salariais nas empresas públicas, Governo Regional, empresas municipais, autarquias. Tal provoca ainda mais inflação e novo impulso no sector do comércio e serviços.

13) Neste momento Trás-os-Montes é um caso de estudo de desenvolvimento à escala europeia. Outrora a sub-região mais pobre da Europa, agora está dentro da média da UE em diversos indicadores. Mais de 80% da população vive em casa própria. Quase todos os habitantes com mais de 18 anos têm carro próprio. O número de telemóveis ultrapassa o número de habitantes. A área comercial por habitante supera largamente a média da UE. As cidades e vilas e termos de área urbana duplicaram ou triplicaram. O salário médio é agora superior à média nacional.
 
É evidente que condeno energicamente o estado de coisas a que chegaram as contas públicas na Madeira, só que não se atire culpas ao povo mas olhem para os políticos. E também não se ignore a obra feita. É preciso que todos também reconheçam o que era a Madeira no tempo do Estado Novo e o que é hoje a Madeira.
Não é preciso fazer um desenho a mostrar a periferia do Arquipélago relativamente ao resto do país, pois não? Fazer uma dada infra-estrutura não tem o mesmo preço em todo o território nacional e enquanto tivermos Lisboa a absorver a maior fatia dos fundos comunitários, bem podem plantar bananeiras no resto do país …

Obrigado

Vince Obrigado também pela explicação de ontem a noite, que já sabia e já tinhas andado a explicar por aqui. Mas o que eu estava a reclamar era da redacção da noticia tendenciosa, como muitas ultimamente.
Desculpa
 
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=506425
ERSE propõe aumento da luz de 30% no próximo ano disse:
O regulador do mercado de energia aponta para a necessidade de um aumento em torno dos 30% do preço da electricidade, de acordo com o "Diário Económico".
A subida da luz consta nas estimativas da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e estará a forçar o Governo a encontrar uma solução para atenuar a subida expressiva dos preços da electricidade, adianta o mesmo jornal.

Este aumento significativo do preço da luz é justificado pelos custos de produção de energia, e pelos custos de interesse económico.

A ERSE vai apresentar, no dia 15 de Outubro, a proposta tarifária para o próximo ano.

Esta subida surge depois do IVA da energia ter passado de 6% para 23%, um valor que vai vigorar a partir de Outubro.
Acho pessoalmente criar esse "choque" muitas famílias ficarão prejudicadas mas o mais grave é empresas que já tem a corda ao pescoço ficarão com um aumento de custos de 30% Não há redução da TSU que aguente tamanho acréscimo de custos. É ver Auto-Europa e outras empresas exportadores a dizer o BASTA... É o inicio do fim.

Nuclear já vens tarde...
 
Espiral de Violência disse:
RUBINA BERARDO

Em psicologia tem sido amplamente estudado o fenómeno pelo qual uma vítima de agressão se transforma em agressor de uma nova vítima. Desta forma perpetua-se a espiral de violência na sociedade, que é uma manifestação que também persiste na política, particularmente na actual crise da dívida soberana de certos países europeus.
Os excessos orçamentais da Grécia e de Portugal não são matérias defensáveis e o objectivo de cortar na gordura do Estado é prioritário. Contudo, este mote político não pode servir de cavalo de Tróia para alimentar clivagens socioculturais europeias. Refiro-me à facilidade com a qual o debate desta eurocrise se transforma numa caça às bruxas, como por exemplo através das recentes afirmações do Comissário Europeu Günther Oettinger quando sugeriu que os países incumpridores apresentassem as suas bandeiras nacionais em meia haste nos edifícios europeus, menorizando assim a integridade dos Estados-membros visados pelo Comissário.
De tanto ouvir reprimendas dos “professores” de Bruxelas e Berlim, os maus alunos portugueses encontraram agora outro bode expiatório na dívida pública da Madeira. Um investigador da Universidade Católica, Pedro Braz Teixeira, escreve esta semana no Jornal i, sob o título bombástico “Deixem falir a Madeira”, que não nos devemos assustar com as consequências de deixar falir a nossa região, pois “Nova Iorque já faliu e reergueu-se”. Convém acrescentar que a Madeira não é Nova Iorque nem Portugal é uma Fénix americana. A resiliência económica de uma região ultraperiférica como a Madeira e de um país à margem como Portugal são inerentemente diferentes e mais frágeis que os palcos do sonho americano. Comparar de forma simplista não é só politicamente demagógico como intelectualmente falacioso. É sempre fácil remeter as culpas para outro nível de governação, especialmente quando este já gozava de um certo estatuto de exotismo político dentro do país.
Nesta espiral de violência, há que puxar o travão de emergência. Provavelmente algumas vítimas ex-agressoras já não têm solução nem são convertíveis. Por isso cabe às gerações mais jovens dar um exemplo proactivo de cidadania nacional, arregaçando as mangas para juntos, sem bodes expiatórios nem vitimizações, sairmos desta situação de crise financeira. Que é necessário uma dieta do Estado ninguém nega, mas as maiores gorduras nem sequer estão localizadas na Madeira. Se assim fosse, não teria sido necessário solicitar um resgate financeiro internacional para Portugal. Para aqueles que querem desacoplar a Madeira, há que dizer que nós madeirenses não desistimos de Portugal, porque fazemos parte integrante do todo nacional. Convém também que o resto do país não se esqueça disso.

[email protected]

http://www.jornaldamadeira.pt/not2008_12.php?Seccao=12&id=195345&sup=0&sdata=2011-09-16
 
Jardim garante que vai continuar a fazer obras e não despede ninguém

O cabeça de lista do PSD-Madeira às eleições legislativas de Outubro, Alberto João Jardim, garantiu quinta-feira que, apesar do contexto de dificuldades económicas, vai continuar a fazer obras e não despedirá ninguém da função pública.

«Nem paro com as obras, nem vou afastar ninguém da função pública», declarou Jardim num dos comícios da pré-campanha, na freguesia do Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos.

Salientou que esta iniciativa era especial, porque tinha proposto a criação da freguesia, considerando que pode «juntá-la» àquilo que criou na vida, como «uma espécie de filho diferente».

O candidato do PS a presidente do governo regional, Maximiano Martins, voltou a ser um dos alvos das críticas do líder social-democrata madeirense, que o acusou de ter colaborado com José Sócrates, no que disse ser o «roubo» de meios financeiros à região para «dar aos cofres do Estado e entregar aos Açores».

Para Jardim, Maximiano Martins «é sinistro, um antigo comunista, que veio do Partido Comunista, que quando caiu o muro de Berlim, como qualquer rato, abandonou o navio quando começou a meter água. Ele abre empresas e fecha empresas», acusou.

No mesmo registo, considerou a «maior anedota portuguesa dos últimos meses» a composição de governo-sombra divulgado pelo cabeça de lista do PS-M.

Também criticado foi o líder e candidato do CDS/PP-Madeira, José Manuel Rodrigues, que voltou a ser classificado de Pôncio Pilatos, porque se absteve na aprovação da lei das finanças regionais, que Jardim considerou ter penalizado a região.

«Posso ter defeitos, mas prometo que até a hora da minha morte não deixo a Madeira voltar para trás», garantiu Jardim, censurando igualmente os ingleses, que predominaram na região durante muito tempo.

«O PS e CDS e outros partidos não são mais do que marionetes nas mãos dos ingleses e capitalistas disfarçados de Esquerda, para fazerem que a Madeira volte para trás e o PSD saia do Governo», argumentou o líder regional.

Alberto João Jardim salientou que, neste contexto de resgate financeiro, se os madeirenses têm de participar nos sacrifícios para ajudar a resolver a situação do País, como a região «também tem problemas financeiros, porque teve de fazer uma dívida depois do que fizeram à Madeira, vai-se regularizar não apenas a dívida de Portugal mas também a da Madeira».

Jardim voltou a afirmar que propõe quatro objectivos para o próximo mandato de quatro anos: a regularização da dívida, que «é fundamental para irmos calmamente», manter o Estado social, porque «nos anos difíceis por causa do descalabro que os socialistas trouxeram ao País, o Governo não pode abdicar deste campo», alargar a autonomia e concluir as obras que estão a fazer e lançar novas.

Lusa/SOL

Link: http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=28630

Realmente neste triste País só temos o que merecemos.

A falta de humildade das pessoas que não assumem os seus erros, nem os tentam corrigir é assustador, isto é doença, acreditam mesmo naquilo que fazem, Stalin e Hitler faziam o mesmo.
 
Há um ano foi publicado um livro que denunciava o que está agora a vir público na imprensa generalista, mas não teve qualquer impacto ou divulgação. Porquê agora? Por que razão a imprensa no último ano esteve calada sobre a Madeira?
 
Há um ano foi publicado um livro que denunciava o que está agora a vir público na imprensa generalista, mas não teve qualquer impacto ou divulgação. Porquê agora? Por que razão a imprensa no último ano esteve calada sobre a Madeira?

Ohhh Frederico

Digamos que a mensagem interna do PS é:
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Puxa lá da cabeça!
 
Está na altura de se provar que se é diferente. Passos Coelho tem a oportunidade de dar confiança às pessoas, retirar confiança politica ao Alberto João Jardim imediatamente.
 
Creio que a situação é tão grave que o dever do Governo seria o de forçar a demissão de AJJ, seguida do apuramento criminal das responsabilidades e de uma condenação exemplar dos culpados. Dever-se-ia também reflectir sobre o fim dos Governos Regionais.
 
A lista dos organismos do Estado a extinguir ou fundir
Consulte aqui a lista final de organismos públicos a extinguir ou a fundir.

O relatório final sobre o Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC) foi publicado hoje, na íntegra, pelo Governo, integrando a listagem de organismos públicos que vão ser alvo de reestruturação. O Governo vai extinguir 40% das estruturas de nível superior da administração directa e indirecta do Estado, passando das actuais 359 para 217 entidades.

Na prática, serão extintas ou alvo de fusão 168 entidades públicas e serão criadas 26.

A redução de dirigentes será da ordem dos 27%, para 4.575 chefias, das quais 440 são cargos de direcção superior (menos 38%) 4.135 são cargos de direcção intermédia (menos 26%)

O Governo ainda não revelou quantos funcionários serão afectados pela reestruturação, mas o destino da grande maioria será a mobilidade especial, onde os trabalhadores são colocados em inactividade e a receber uma parte do salário.

Económico
Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PDF)

:palmas:
 
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