O Estado do País

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Não é só a Madeira que tem buracos escondidos, eu imagino algumas câmaras municipais em Portugal devem ter buracos escondidos

Alguém tem dúvidas que o buraco de todas as câmaras juntas do continente é muito maior que o buraco das contas públicas da Madeira?

Reparem, quando e onde vão ocorrer as próximas eleições ... `:D´

Só é cego quem quiser :lmao:
 
Alguém tem dúvidas que o buraco de todas as câmaras juntas do continente é muito maior que o buraco das contas públicas da Madeira?

Reparem, quando e onde vão ocorrer as próximas eleições ... `:D´

Só é cego quem quiser :lmao:

E tudo estoirou depois de uma viagem mistério do nosso querido Sócrates...
 
Alguém tem dúvidas que o buraco de todas as câmaras juntas do continente é muito maior que o buraco das contas públicas da Madeira?

Reparem, quando e onde vão ocorrer as próximas eleições ... `:D´

Só é cego quem quiser :lmao:

Quando lá fora perceberem que parte da nossa dívida tida como pertecente aos privados... é afinal pública... ahah

As empresas municipais e as grandes empresas do Estado andam há muito tempo a endividar-se como se fossem empresas privadas. Ou seja, a nossa dívida pública real em percentagem do PIB deve ser parecida à da Grécia, que ronda 140% do PIB.

Isto não vai correr nada bem...
 
Quando lá fora perceberem que parte da nossa dívida tida como pertecente aos privados... é afinal pública... ahah

As empresas municipais e as grandes empresas do Estado andam há muito tempo a endividar-se como se fossem empresas privadas. Ou seja, a nossa dívida pública real em percentagem do PIB deve ser parecida à da Grécia, que ronda 140% do PIB.

Isto não vai correr nada bem...

Acho que isso já é conhecido, pelo menos alguns economistas têm referido que, em percentagem do PIB, a nossa divida até é ligeiramente superior à da Grécia.
 
Acho que isso já é conhecido, pelo menos alguns economistas têm referido que, em percentagem do PIB, a nossa divida até é ligeiramente superior à da Grécia.

Toda a gente sabe que a nossa dívida total, em percentagem do PIB, é superior à grega.

Nós devemos cerca de 240 a 250% do PIB. Oficialmente a dívida pública é de cerca de 100% do PIB, e a privada de 140% do PIB. Mas a dívida pública oficial não inclui o sector empresarial do Estado, que está contabilizado na dívida privada.
 
Alguém tem dúvidas que o buraco de todas as câmaras juntas do continente é muito maior que o buraco das contas públicas da Madeira?

Reparem, quando e onde vão ocorrer as próximas eleições ... `:D´

Só é cego quem quiser :lmao:

Não querendo desculpabilizar a vergonhosa actuação do governo regional (não só AJJ), é evidente que alguém quer a "cabeça" de AJJ, e parece-me que é o seu próprio partido. O que foi divulgado hoje é do conhecimento geral há muito tempo, não era preciso vir a Troika anunciar o óbvio, não existem milagres. O que é incrível é que o PSD enquanto necessitou de AJJ e dos deputados do PSD-Madeira esteve sempre caladinho, criticavam-se as socratices mas apoiavam-se as jardinices. Os líderes do partido lá iam ao Pontal ouvi-lo a mandar bojardadas ordinárias em todas as direcções. Agora não aparece nenhum dirigente do PSD a defendê-lo, alguém acha que se a maioria necessitasse dos 4 deputados do PSD Madeira para fazer os 116 deputados, esta história seria escondida até 10 de outubro?

Mas não acredito que estas notícias venham a condicionar minimamente o acto eleitoral, quanto muito até vai fortalecer AJJ. Não esquecer que Valentim, Isaltino, Fátima Felgueiras, foram acusados de roubar a própria autarquia para seu proveito, e foram reeleitos.
 
PSD, CDS, PCP e BE unidos nas críticas à Parque Escolar

PSD, CDS, PCP e BE uniram-se nesta quinta-feira nas críticas à empresa Parque Escolar, apesar da recusa dos sociais-democratas e dos democratas-cristãos em apoiar o diploma comunista que propunha a extinção da empresa.
“A Parque Escolar é um exemplo de má gestão em todos os aspectos”, sustentou o deputado do PCP Miguel Tiago, durante a discussão em plenário do projecto de lei do seu partido que propunha a extinção do “monstro” da Parque Escolar. Argumentando que é necessário terminar com as “verdadeiras e inúteis gorduras do Estado”, Miguel Tiago defendeu a realização de um trabalho de requalificação autêntico do parque escolar, a ser desenvolvido pelo próprio Ministério da Educação.
Pelo BE, a deputada Ana Drago corroborou as críticas, insistindo na necessidade de continuar o trabalho de requalificação das escolas, transferindo o património actualmente na posse da Parque Escolar para o próprio Estado. Amadeu Albergaria, do PSD, lembrou que para os sociais-democratas a Parque Escolar não é uma preocupação nova, pois apesar da “curta história” da empresa o seu partido sempre teve as “maiores reservas”. O deputado social-democratas notou ainda que o endividamento actual da Parque Escolar é já de 946 milhões de euros, mas recusou colocar um ponto final da requalificação do parque escolar. “Mas não podemos continuar a gastar irresponsavelmente”, defendeu, acrescentando que o PSD não irá apoiar o diploma do PCP, preferindo esperar pelos resultados da auditoria financeira pedida pelo Governo à empresa.
O deputado do CDS-PP Michael Seufert apoiou esta posição, considerando que, após a conclusão da auditoria, será então altura de “repensar como fazer as obras de requalificação e um modelo alternativo à Parque Escolar”.
Já no final do debate, a deputada do BE Ana Drago, partido que também apresentou um projecto de resolução para que o património público que foi transferido para a Parque Escolar reverta novamente para o Estado, condenou a atitude do PSD e do CDS-PP de “apontar baterias contra o PS” e “chutar para canto” em relação ao futuro.

Fonte: PÚBLICO

Enquanto estão entretidos com a Madeira ... ninguém decapita o monstro no Continente.

Já agora, tomem nota (isto já não interessa ir para a comunicação social, né ?):

"a parcela dos cortes em despesa com pessoal e mais com a extinção de 137 organismos do Estado não passa dos 100 milhões: ou seja 0,003% dos cortes orçamentais na despesa. Está mesmo à vista desarmada onde vai recair o grosso dos cortes dos gastos do Estado: a redução dos gastos do Estado vai produzir-se, em grande parte, à custa do corte dos custos sociais. Só no investimento com a saúde estão previstos cortes de 500 milhões de euros o que, segundo António Arnaut, afectará a qualidade e universalidade do Serviço Nacional de Saúde.
Continuando a fazer contas, agora em sentido contrário, o Diário Económico revelava na edição de ontem que o Estado vai assumir mais uma dívida de mil milhões do BPN à CGD. Um outro jornal dava conta de um buraco de 300 milhões na CGD, por créditos concedidos a um conhecido investidor para que reforçasse a posição accionista no BCP. E um terceiro periódico observava que a auditoria às Parcerias Público Privadas não ata nem desata, enquanto um outro assinalava que o presidente do Governo Regional da Madeira assume a dívida da região com orgulho.
Há buracos, sorvedouros, clientelas sempre prontos a escavar buracos que absorvem o dinheiro que os portugueses comuns têm ou que não têm. E os mesmos sectores da sociedade que tanto verberam o papel do Estado e os "gastos" com a saúde ou a educação, não se escandalizam com a gula dos que "comem tudo e não deixam nada", nem com a propensão de quem os serve à mesa. O poder em Portugal compara-se ao tristemente célebre xerife de Nottingham: rouba aos pobres para dar aos ricos."

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Económico

Vamos continuar só a abater o AJJ?
 
Alguém tem dúvidas que o buraco de todas as câmaras juntas do continente é muito maior que o buraco das contas públicas da Madeira?

Reparem, quando e onde vão ocorrer as próximas eleições ... `:D´

Só é cego quem quiser :lmao:

Nem é preciso somar tanto.
O que eu acho rídiculo é que nem se sabe qual é a dívida da Madeira. O AJJ adimitiu-o. Estes 1000 milhões são pouco quando comparamos, por exemplo, com "apenas" a´dívida do Metro de Lisboa... parece que ronda 3500 milhões de euros!
 
Parte da dívida foi contraída pelas indemnizações compensatórias que não foram pagas pelo serviço público prestado. A alternativa, que não assumes e porque sabes que nenhum privado a assumirá, é fechar e acabar com o serviço.

Pobre Inglaterra que não tem comboios, nenhum privado investe em tal coisa.
 
Pobre Inglaterra que não tem comboios, nenhum privado investe em tal coisa.

Já foram privados. Os acidentes e a falta de manutenção era gritante (esquema de trabalho que conheço aqui no estaminé nacional de outros carnavais) que tiveram de ser novamente nacionalizados. Eu sei como se fazem as coisas para o contrato dar lucro.
 
O ditador Madeirense vários anos a falar mal de tudo no COntinente,com o seu circo sempre evidente nas suas explicações. Sempre irónico com tudo,e agora é o que se vê..
Para falar mal,convinha ter a folha limpa ou pelo menos melhorzinha... :shocking:
Quando lhe tentam explicar o buraco que há na Madeira e lhe pedem explicações ou diz- " Não conheço esse senhor( Portas)" ou então- " Chega de conversa "
Um verdadeiro senhor!
 
O processo de regionalização deve obrigatoriamente ser colocado em cima da mesa apenas quando a nossa situação financeira, económica, política e social melhorar estrondosamente. Até lá nem pensar em tal coisa.

Temos muitos abutres políticos prontos a alimentar-se neste moribundo país. E temos muitos não-políticos mas que à 1ª oportunidade, se colocados nos corredores do poder, se transformam nos predadores tão odiados por nós.

Fala-se em regionalização...
Há mais ou menos 20 anos debatia-se ferozmente a macrocefalia do estado radicado em Lisboa. O sorvedouro dos dinheiros públicos era a capital, uma cidade sediada numa região mais abrangente, a grande Lisboa.
Nessa altura as vozes nortenhas, na capital do norte, cidade do Porto e sede da região do grande Porto, clamavam por mais dinheiros, por uma descentralização, por obras, etc, etc.
Entretanto, quando os governantes olharam para eles, decidiram-lhes atribuir mais obra, mais dinheiro, uma certa independência, isto no seguimento do grande evento da Expo-98, e com isso candidataram a cidade a capital Europeia da cultura.
Dinheiro fresco, centros de decisão, fundos comunitários para a região...adivinham o que aconteceu?
Claro, o desvario do costume, obras mal feitas\inexistentes, derrapagens orçamentais monstruosas (casa da música, metro do Porto - que nasceu precisamente nessa altura) e um centralismo atroz que até a Lisboa dá vergonha.

Se Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem (já diz o ditado...), pior é que no Porto só o próprio umbigo é que vale.
A regionalização só serviria para uma coisa: uma excessiva centralidade de uma ou outra cidade - tudo o que estivesse ao redor seria um "deserto".
Esta é a realidade. Os fundos tão falados para a zona norte tem ficado quase exclusivamente na cidade do Porto e (poucos) arredores. Eu que vivo a 30 km dessa zona, estou na região mais deprimida do país, o Vale do Sousa.
Dinheiros públicos no distrito? São canibalizados pelos centralismos da cidade do Porto...
 
Eu nunca fui adepto da regionalização, em parte por culpa da maneira como foi impingida, pois as cidades do interior seriam comandadas pelo litoral, ora, para centralizações basta Lisboa, não é preciso mais! E mais, os fundos destinados a apoiar regiões já acabaram.. Já não se justifica a regionalização! E caso esteja enganado, e se justifique ainda, então tenho a dizer que conhecendo-nos a nós próprios como portugueses latinos, mais vale que pelo sim, pelo não se altere a constituição da república por forma a limitar o endividamento público.
 
O processo de regionalização deve obrigatoriamente ser colocado em cima da mesa apenas quando a nossa situação financeira, económica, política e social melhorar estrondosamente. Até lá nem pensar em tal coisa.

Temos muitos abutres políticos prontos a alimentar-se neste moribundo país. E temos muitos não-políticos mas que à 1ª oportunidade, se colocados nos corredores do poder, se transformam nos predadores tão odiados por nós.

Fala-se em regionalização...
Há mais ou menos 20 anos debatia-se ferozmente a macrocefalia do estado radicado em Lisboa. O sorvedouro dos dinheiros públicos era a capital, uma cidade sediada numa região mais abrangente, a grande Lisboa.
Nessa altura as vozes nortenhas, na capital do norte, cidade do Porto e sede da região do grande Porto, clamavam por mais dinheiros, por uma descentralização, por obras, etc, etc.
Entretanto, quando os governantes olharam para eles, decidiram-lhes atribuir mais obra, mais dinheiro, uma certa independência, isto no seguimento do grande evento da Expo-98, e com isso candidataram a cidade a capital Europeia da cultura.
Dinheiro fresco, centros de decisão, fundos comunitários para a região...adivinham o que aconteceu?
Claro, o desvario do costume, obras mal feitas\inexistentes, derrapagens orçamentais monstruosas (casa da música, metro do Porto - que nasceu precisamente nessa altura) e um centralismo atroz que até a Lisboa dá vergonha.

Se Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem (já diz o ditado...), pior é que no Porto só o próprio umbigo é que vale.
A regionalização só serviria para uma coisa: uma excessiva centralidade de uma ou outra cidade - tudo o que estivesse ao redor seria um "deserto".
Esta é a realidade. Os fundos tão falados para a zona norte tem ficado quase exclusivamente na cidade do Porto e (poucos) arredores. Eu que vivo a 30 km dessa zona, estou na região mais deprimida do país, o Vale do Sousa.
Dinheiros públicos no distrito? São canibalizados pelos centralismos da cidade do Porto...

Não conheço o antes e depois, conheço melhor o Porto que Lisboa, na altura de 2003 quando namorei com uma rapariga daí uma das melhores coisas que vi foi a rede de transportes, desde o aeroporto com o metro interligando com os autocarros são sem duvida uma rede intermodal eficiente (poderá ser caro mas é eficiente) isto no Porto, pelo pouco que conheço de Lisboa parece-me que existe claramente uma distinção de classes por meio de transporte que de intermodal tem pouco ou nada. Mas essa distribuição de dinheiros não foi para a "região do Porto" foi para a região metropolitana do Porto e dentro esta vi algum padrão de evolução orçamentado com muito prédio devoluto...

Do outro lado temos uma Lisboa que limpou 75% do QREN depois do António Costa ganhar a Câmara, para a retornar viável pois estava em falência técnica . Hoje tem a lata de dizer que gera contribuições suficientes...

E aqui quando poderia dar-me ao luxo de perguntar se é mentira ou não que Lisboa só é o que é Lisboa se não foi desde sempre até hoje a que mais do governo central recebeu. Criada sobre esses pilhares questiono-me de muita coisa...
 
[ame="http://vimeo.com/29170004"]Discurso RB XVIII Congresso JSD/Madeira 30/01/2011 on Vimeo[/ame]



Fica aqui o discurso da líder da lista a que pertenci, com orgulho, nas eleições do início deste ano.
 
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