O Estado do País

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Mas não é de agora que se fala na divisão de parte do Mundo entre teutónicos, eslavos e anglo-saxónicos. Portugal, Grécia e Itália pelos vistos ficam para os alemães, bem como a França. África fica para os americanos e para os ingleses. Bora lá aprender alemão? :lmao:
 
Vê o meu último post na secção «Portugal deve voltar a caminhar sozinho».

Este? :huh:

Não conheço bem a História da invasão da Índia portuguesa, sei apenas que as forças militares indianas eram totalmente desproporcionais em relação às nossas, a maior parte da Comunidade Internacional estava do nosso lado e o governador local, se a memória não me falha, chegou a equacionar a independência antes da invasão.

Penso que teria feito sentido a independência. O Paquistão ficou uma nação islâmica, a Índia maioritariamente hinduísta e Goa ficaria uma nação católica.
 
É este. O Regime de Salazar já conhecia os objectivos da Alemanha em 1966.


Bona, 14 de Setembro de 1966...



«Recepção de Schroeder num hotel sobranceiro ao Reno. Está a alta-roda da política, dfa finança e da economia da Alemanha federal: Abs, Fritz Berg, von Bohlen und Harald, Sohl, Mommsen, outros ainda. (...) Ao contrário do que se poderia pensar, a atmosfera é alegre, leve, com o humor teutónico; e conversa-se francamente, sem rodeios, sendo particularmente explícitos os homens da economia e da indústria. Que síntese posso fazer do que ouvi? Notei forte sentimento antiamericano e antibritânico, muito mais do que anti-francês; há uma clara obsessão com o Mercado Comum, e com as relações deste com a EFTA, devendo ser objectivo da Alemanha realizar através da Comunidade Económica Europeia o que Hitler não pôde alcançar pela força das armas; preocupação com a Nato; e uma nítida e apurada consciência da força actual da Alemanha.»
- Franco Nogueira, "Um político confessa-se (Diário: 1960-1968)"

Fonte: blog Dragoscópio
 
A alternativa aos despedimentos em massa poderá passar por reduções salariais ou reduções de reformas. Não te esqueças que em 2012 ou 2013 começamos a pagar 10 mil milhões por ano das PPP's de Sócrates. Se não há margem para aumentar impostos, parece-me que há margem para reduzir salários e reformas. Sabe-se que pela mesma actividade, em média, na função pública e nas empresas públicas o salário é superior em relação ao sector privado. Pode-se cortar ainda muito nas reformas acima de 1000 euros, ou nos salários acima de 750 euros.
 
Vince, enquanto a Grécia demonstre querer se tornar insolvente, não existe justificação para os Eurobonds.

Se todos os países se empenharem para redução da dívida, sim terá de existir os Eurobonds, visto que o mercado não irá financiar a baixos juros os países em dificuldades os próximos anos (talvez uma década).
 
A alternativa aos despedimentos em massa poderá passar por reduções salariais ou reduções de reformas. Não te esqueças que em 2012 ou 2013 começamos a pagar 10 mil milhões por ano das PPP's de Sócrates. Se não há margem para aumentar impostos, parece-me que há margem para reduzir salários e reformas. Sabe-se que pela mesma actividade, em média, na função pública e nas empresas públicas o salário é superior em relação ao sector privado. Pode-se cortar ainda muito nas reformas acima de 1000 euros, ou nos salários acima de 750 euros.

Esse é o grande problema, teremos contenção durante uns 5/10 anos e não nos queremos tornar numa Argentina.
 
Chamem-me doido, mas Portugal está falido e a única solução é um perdão parcial da dívida, despedimentos em massa na função pública e saída do euro. Alternativamente, tornar a capital Berlim, e passarmos a ser uma região periférica subsidiada pela Alemanha, em troca do Algarve e da Madeira para os alemães passarem férias, da ZEE, dos campos agrícolas do Alentejo ou do Ribatejo, do ouro do Banco de Portugal e da população portuguesa, que substituirá os imigrantes magrebinos ou turcos nos trabalhos que os alemães não querem :lmao:

Se o Estado começar a despedir como exige a Troika, se cortar 50% do subsídio de Natal, se aumentar o IVA, a queda no consumo será enorme. E isso aumentará o desemprego. Depois há o fim da construção civil, o facto de pouco ou nada produzirmos, o congelamento de obras públicas. A médio prazo, não é de descartar a falência de centros comerciais, ginásios, spa's, todo o sector dos serviços que cresceu desmesuradamente nos últimos anos, à custa de endividamento. Logo mais desemprego. Então milhares de famílias ficarão sem condições de pagar as prestações da casa e do carro. E então, como ficará a nossa Banca?

Provavelmente também teremos de pedir renegociação da dívida, mas só a esquerda caviar fala nisto.
 
Esse é o grande problema, teremos contenção durante uns 5/10 anos e não nos queremos tornar numa Argentina.

A ver se a sociedade não entra num estado de depressão colectiva. A Maria terá de despedir a empregada, a Teresa terá de tirar os filhos do colégio privado, o João terá de deixar de ir ao cinema com a namorada, o António terá de cancelar a inscrição no ginásio, a Francisca terá de começar a comprar roupa nova de 2 em 2 anos, o Filipe perderá a casa e o carro para o banco, etc.

Estes períodos são incertos, ou servem para mentalizar as pessoas que têm de arregaçar as mangas e deitar mãos ao trabalho, ou para entrar em depressão e perderem a esperança.
 
A ver se a sociedade não entra num estado de depressão colectiva. A Maria terá de despedir a empregada, a Teresa terá de tirar os filhos do colégio privado, o João terá de deixar de ir ao cinema com a namorada, o António terá de cancelar a inscrição no ginásio, a Francisca terá de começar a comprar roupa nova de 2 em 2 anos, o Filipe perderá a casa e o carro para o banco, etc.

Estes períodos são incertos, ou servem para mentalizar as pessoas que têm de arregaçar as mangas e deitar mãos ao trabalho, ou para entrar em depressão e perderem a esperança.

O problema não é ideológico, mas sim económico.

Portugal não tem tradição de empreendedorismo (algo que curiosamente está a sair caro à Irlanda, que devido à sua grande comunidade emigrante, os jovens empreendedores estão todos a fugir do país com esta crise) e não será assim tão fácil existirem aventureiros.

Além disso, crédito de risco na banca é neste momento praticamente impossível.
 
Os Eurobonds são emissão de dívida em que todos os países envolvidos assumem a garantia da mesma proporcionalmente. Porque é que querem eurobonds ? Apenas e só para obter juros mais baixos usando a garantia e o bom nome de países cumpridores, como a Alemanha e muitos outros.

Basicamente o que estão a pedir a esses países é, digamos, uma grande lata.... Ponham-se no lugar deles. Esses países só se forem doidos é que alinham numa coisa dessas, ou doidos, ou em alternativa terem um controlo rígido sobre a politica orçamental desses países. E aqui já seria a doer, e não o faz de conta da UE até agora, porque eles assumiriam um risco real, e não estariam dispostos a lixarem-se por derivas das contas e buracos nesses países.

No dia em que tiveres Eurobonds, significará que terás perdido a soberania nacional na política orçamental e financeira. Portanto, se um dia for Berlim a mandar nisto, não terá sido por causa dos esforços e insistências de Berlim, mas porque andámos a pedir de joelhos para que assim fosse.

Existir Eurobonds?... não vejo qualquer problema, bem como num limite da dívida estatal. É algo semelhante à situação que a Madeira vive actualmente.

O ideal é existir superavit e não dívida (extrema) pública, mas na próxima década não iremos falar nisso.

Os Eurobonds deverão ser mais utilizados nas ocasiões crise e é óbvio que as nações mais contribuintes devem ditar regras nessas ocasiões.

A economia dos países é que tem algo de errado, todos os investimentos são baseados em dívida.
 
Não Lousano, em toda a cadeia de valor por muito extensa que seja, o IVA nunca afecta directamente os custos das empresas, na electricidade o que afecta é o custo sem impostos da energia e os tais subsídios obscenos. O IVA apenas é suportado pelo último elo na cadeia, o consumidor, é a finalidade desse imposto, um imposto sobre o consumo. O IVA afecta-as depois indirectamente na retração do consumo devido ao aumento de preços, mas por exemplo, para um exportador já não.

Isso que referes aplica-se sim a esta discussão da TSU. Por exemplo eu a certa altura achei que a diminuição da TSU para as empresas exportadoras podia ser um ovo de Colombo mas depois rapidamente me fizeram ver esse problema que referes. Quem exporta é apenas uma entidade final que até aí tem imensos fornecedores de produtos e serviços que não são exportadores, pelo que fazer incidir a medida apenas nos exportadores teria um efeito extremamente marginal. A medida acabará por ter que ser tomada para todos, e o IVA depois contrabalançará o consumo e importações. Fora do Euro seria muito fácil fazer políticas selectivas para incentivar exportações e penalizar importações, mas dentro do Euro não podemos, pelo que só nos restam estas ginásticas de eficácia arriscada ou mesmo duvidosa.
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Sim Vince, cometi o erro de referir que os recibos verdes/trabalhadores independentes iriam submeter aumento nas despesas das empresas em que desempenhavam os serviços, mas não no caso da economia paralela que tem cerca importância nas PME.
 
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