Existem rumores que a Alemanha se propõe a dominar a Europa via económica como resposta ao falhanço nazi. Até existe um documento áudio na Internet a retratar esse facto.![]()
Vê o meu último post na secção «Portugal deve voltar a caminhar sozinho».
Existem rumores que a Alemanha se propõe a dominar a Europa via económica como resposta ao falhanço nazi. Até existe um documento áudio na Internet a retratar esse facto.![]()

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Não conheço bem a História da invasão da Índia portuguesa, sei apenas que as forças militares indianas eram totalmente desproporcionais em relação às nossas, a maior parte da Comunidade Internacional estava do nosso lado e o governador local, se a memória não me falha, chegou a equacionar a independência antes da invasão.
Penso que teria feito sentido a independência. O Paquistão ficou uma nação islâmica, a Índia maioritariamente hinduísta e Goa ficaria uma nação católica.
A alternativa aos despedimentos em massa poderá passar por reduções salariais ou reduções de reformas. Não te esqueças que em 2012 ou 2013 começamos a pagar 10 mil milhões por ano das PPP's de Sócrates. Se não há margem para aumentar impostos, parece-me que há margem para reduzir salários e reformas. Sabe-se que pela mesma actividade, em média, na função pública e nas empresas públicas o salário é superior em relação ao sector privado. Pode-se cortar ainda muito nas reformas acima de 1000 euros, ou nos salários acima de 750 euros.
Chamem-me doido, mas Portugal está falido e a única solução é um perdão parcial da dívida, despedimentos em massa na função pública e saída do euro. Alternativamente, tornar a capital Berlim, e passarmos a ser uma região periférica subsidiada pela Alemanha, em troca do Algarve e da Madeira para os alemães passarem férias, da ZEE, dos campos agrícolas do Alentejo ou do Ribatejo, do ouro do Banco de Portugal e da população portuguesa, que substituirá os imigrantes magrebinos ou turcos nos trabalhos que os alemães não querem
Se o Estado começar a despedir como exige a Troika, se cortar 50% do subsídio de Natal, se aumentar o IVA, a queda no consumo será enorme. E isso aumentará o desemprego. Depois há o fim da construção civil, o facto de pouco ou nada produzirmos, o congelamento de obras públicas. A médio prazo, não é de descartar a falência de centros comerciais, ginásios, spa's, todo o sector dos serviços que cresceu desmesuradamente nos últimos anos, à custa de endividamento. Logo mais desemprego. Então milhares de famílias ficarão sem condições de pagar as prestações da casa e do carro. E então, como ficará a nossa Banca?
Esse é o grande problema, teremos contenção durante uns 5/10 anos e não nos queremos tornar numa Argentina.
Provavelmente também teremos de pedir renegociação da dívida, mas só a esquerda caviar fala nisto.
Explica-me a vantagem disso.
A ver se a sociedade não entra num estado de depressão colectiva. A Maria terá de despedir a empregada, a Teresa terá de tirar os filhos do colégio privado, o João terá de deixar de ir ao cinema com a namorada, o António terá de cancelar a inscrição no ginásio, a Francisca terá de começar a comprar roupa nova de 2 em 2 anos, o Filipe perderá a casa e o carro para o banco, etc.
Estes períodos são incertos, ou servem para mentalizar as pessoas que têm de arregaçar as mangas e deitar mãos ao trabalho, ou para entrar em depressão e perderem a esperança.
Os Eurobonds são emissão de dívida em que todos os países envolvidos assumem a garantia da mesma proporcionalmente. Porque é que querem eurobonds ? Apenas e só para obter juros mais baixos usando a garantia e o bom nome de países cumpridores, como a Alemanha e muitos outros.
Basicamente o que estão a pedir a esses países é, digamos, uma grande lata.... Ponham-se no lugar deles. Esses países só se forem doidos é que alinham numa coisa dessas, ou doidos, ou em alternativa terem um controlo rígido sobre a politica orçamental desses países. E aqui já seria a doer, e não o faz de conta da UE até agora, porque eles assumiriam um risco real, e não estariam dispostos a lixarem-se por derivas das contas e buracos nesses países.
No dia em que tiveres Eurobonds, significará que terás perdido a soberania nacional na política orçamental e financeira. Portanto, se um dia for Berlim a mandar nisto, não terá sido por causa dos esforços e insistências de Berlim, mas porque andámos a pedir de joelhos para que assim fosse.
.Não Lousano, em toda a cadeia de valor por muito extensa que seja, o IVA nunca afecta directamente os custos das empresas, na electricidade o que afecta é o custo sem impostos da energia e os tais subsídios obscenos. O IVA apenas é suportado pelo último elo na cadeia, o consumidor, é a finalidade desse imposto, um imposto sobre o consumo. O IVA afecta-as depois indirectamente na retração do consumo devido ao aumento de preços, mas por exemplo, para um exportador já não.
Isso que referes aplica-se sim a esta discussão da TSU. Por exemplo eu a certa altura achei que a diminuição da TSU para as empresas exportadoras podia ser um ovo de Colombo mas depois rapidamente me fizeram ver esse problema que referes. Quem exporta é apenas uma entidade final que até aí tem imensos fornecedores de produtos e serviços que não são exportadores, pelo que fazer incidir a medida apenas nos exportadores teria um efeito extremamente marginal. A medida acabará por ter que ser tomada para todos, e o IVA depois contrabalançará o consumo e importações. Fora do Euro seria muito fácil fazer políticas selectivas para incentivar exportações e penalizar importações, mas dentro do Euro não podemos, pelo que só nos restam estas ginásticas de eficácia arriscada ou mesmo duvidosa.