O Estado do País

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Existe muito disso e em quase todos os sectores. É uma forma fácil e rápida de obter-se dinheiro.

Mas a maioria das empresas que dão apenas prejuízo devido à uma grande imaginação contabilística.[/QUOTE]

Os meridionais não gostam de pagar impostos. É cultural, e isso não se muda por decreto. Por isso o socialismo nórdico nunca funcionaria aqui. O modelo ideal para países como Portugal é uma mistura de social-democracia continental com liberalismo anglo-saxónico. Impostos muito baixos, Estado pequeno e regulador de algumas áreas como a Saúde ou a Educação.
 
A Grécia será um problema tramado. Não se muda culturalmente uma sociedade de um dia para o outro. Os gregos têm graves problemas estruturais, muito mais graves que os nossos. Têm uma grave carência de iniciativa individual, ausência de concorrência em vários sectores, uma massa jovem licenciada sem emprego, muita corrupção, excesso de direito adquiridos, ausência de cultura industrial, etc. Mesmo com perdão da dívida, sem ninguém que lhes empresta, viverão do quê? Só o turismo não chega. E eles nem produzem a maior parte dos alimentos, importam tudo. E ao lado têm uma potência em crescimento, a islamizar-se, a Turquia... como pagarão o sector da Defesa? Se julgam que a City e Wall Street vão desistir de derrubar o euro estão muito enganados. Tal é não perceber o Império. O barco só se manterá à tona com um Estado Europeu Federal, de resto tudo ainda acabará com a Europa em guerra. No lugar de Pedro Passos Coelho punha já Portugal de lado, ia muito mais longe do que a troika exige, ainda mais longe, voltava-me para o Brasil, Angola, Uruguai, Índia e outros países em desenvolvimento. Em boa verdade somos como os ingleses, sempre nos colocámos à margem da Europa Continental, e mesmo assim fomos grandes. É hora de seguirmos o nosso caminho e virar as costas ao IV Reich.
 
Já agora expliquem-me o que aconteceria à economia mundial se todos desatarem a desvalorizar e a imprimir moeda....

Obviamente não se pode estar constantemente estar a imprimir moeda ou injectar dinheiro, mas neste caso O euro pela sua super valorização em comparação as principais moedas tem espaço a uma intervenção do genero dando algum folego a criar politicas sérias de sustentação economica.

Se depois de ser dado esse fôlego se continua no "desgoverno" isso já pode ser outra conversa. No entanto parece-me mais razoavel que impor grandes austeridades com o objectivo de criar resultados instântaneos dizimando a economia e ficando ainda pior.

Relativamente à questão de direitas e esquerdas tens razão, está na altura de eliminar esses esteriotipos ideologicos, mas às vezes uma pessoa também gosta de mandar uns bitaites inflamatórios, sem má fé claro. :D
 
O art.19º da Lei n.º55-A/2010, de 31 de Dezembro (OE), estipula os cortes e as suas modalidades em cada classe de vencimentos. Relativamente ao fim dessa medida: o Tribunal Constitucional já se pronunciou pela constitucionalidade da norma, mas também advertiu que a mesma, dado o seu carácter, não é automaticamente renovada, ou seja, em cada lei de Orçamento de Estado, a medida tem que estar lá prevista, portanto a base legal para cortes em 2012 ainda não existe, apenas depois da aprovação do Orçamento.

Ok, obrigado pelo esclarecimento :thumbsup: Espero que PPC não venha a ser outro vilão, tal como foi José Sócrates.

Continuo a defender que deve existir equidade entre todos os portugueses (sem excepções) no que toda a sacrifícios, não sendo apenas quem trabalha e esteja na função pública a carregar com cortes nos vencimentos. Haja justiça e equidade fiscal no país; ora este governo parece querer fazer exactamente o contrário ...
 
Ok, obrigado pelo esclarecimento :thumbsup: Espero que PPC não venha a ser outro vilão, tal como foi José Sócrates.

Continuo a defender que deve existir equidade entre todos os portugueses (sem excepções) no que toda a sacrifícios, não sendo apenas quem trabalha e esteja na função pública a carregar com cortes nos vencimentos. Haja justiça e equidade fiscal no país; ora este governo parece querer fazer exactamente o contrário ...

Igualdade? Não há igualdade entre privado e estado, nunca houve, sempre houve mais vantagens no Estado, ADSE... os privados tinham de pagar seguros de saúde que faziam metade do que faz a ADSE, 30 dias de férias por ano, subsídios, aumentos de salários, trabalho para a vida, direito a greves e pontes que simplesmente serviam para esta dias de férias, podem dar-se ao luxo de se encostar que ninguém é despedido. Não, não são iguais e eu como trabalhador do privado espero não ser penalizado por esta brincadeira.

Eu não culpo os funcionários públicos de nada, culpo este sistema miserável que iludiu as pessoas com contos de fadas, eu compreendo perfeitamente os funcionários públicos e apoio-os, e acho bem que se corte nas regalias todas mas que continuem com o seu emprego, o que preferem? o 18º mês ou ter um emprego?
 
Igualdade? Não há igualdade entre privado e estado, nunca houve, sempre houve mais vantagens no Estado, ADSE... os privados tinham de pagar seguros de saúde que faziam metade do que faz a ADSE, 30 dias de férias por ano, subsídios, aumentos de salários, trabalho para a vida, direito a greves e pontes que simplesmente serviam para esta dias de férias, podem dar-se ao luxo de se encostar que ninguém é despedido. Não, não são iguais e eu como trabalhador do privado espero não ser penalizado por esta brincadeira.

Eu não culpo os funcionários públicos de nada, culpo este sistema miserável que iludiu as pessoas com contos de fadas, eu compreendo perfeitamente os funcionários públicos e apoio-os, e acho bem que se corte nas regalias todas mas que continuem com o seu emprego, o que preferem? o 18º mês ou ter um emprego?

Vais pela média é? Pela média tiras os magistrados, médicos, enfermeiros, técnicos, e verás quem ganha mais, pela média...
 
Chega de polémicas.

O estudo do Banco de Portugal de 2009 comparou os salários de privados e sector público por actividade profissional. Não foi a média de um lado e a média do outro. Foi por actividade profssional. E foi concluído que só nas actividade profissionais de topo é que se ganha mais no privado. Provavelmente, esse valor foi inflaccionado pelas remunerações dos gestores das oligarquias do Regime (EDP, PT, Mota-Engil, etc.). Isto significa que em média uma secretária, um enfermeiro, um gestor ou um professor ganha mais no sector público que no sector privado. E depois, além do salário, há as regalias. ADSE, menos exigência, melhores horários, menos horas de trabalho. Pedro Passos Coelho teve muita coragem e razão ao proceder a estes cortes no sector público. E deve ir mais longe, atacando agora as regalias dos funcionários e respectivos familiares, que trabalham na CP, militares, políticos, pessoal das fundações, etc. Cortar nos motoristas, descontos aqui e acolá, viagens de borla, subsídios vários, etc.
 
Vais pela média é? Pela média tiras os magistrados, médicos, enfermeiros, técnicos, e verás quem ganha mais, pela média...

Um analista clínico, um enfermeiro, um professor, um farmacêutico, actualmente, nessas profissões, ganha-se mais no sector público que no privado. Por isso é que, por exemplo, as escolas públicas têm os melhores professores, aqueles que terminam o curso com melhor média. Até os médicos começam a ganhar mais no público graças a esquemas. Um oftalmologista ganhou num ano 750 mil euros num Hospital de Portimão. Duvido que auferisse isso num consultório privado. Actualmente a Banca começa a dominar a Medicina privada, via compra de pequenas clínicas e consultórios, dando cada vez menores percentagens aos médicos pelos tratamentos e pelas consultas.
 
Chega de polémicas.

O estudo do Banco de Portugal de 2009 comparou os salários de privados e sector público por actividade profissional. Não foi a média de um lado e a média do outro. Foi por actividade profssional. E foi concluído que só nas actividade profissionais de topo é que se ganha mais no privado. Provavelmente, esse valor foi inflaccionado pelas remunerações dos gestores das oligarquias do Regime (EDP, PT, Mota-Engil, etc.). Isto significa que em média uma secretária, um enfermeiro, um gestor ou um professor ganha mais no sector público que no sector privado. E depois, além do salário, há as regalias. ADSE, menos exigência, melhores horários, menos horas de trabalho. Pedro Passos Coelho teve muita coragem e razão ao proceder a estes cortes no sector público. E deve ir mais longe, atacando agora as regalias dos funcionários e respectivos familiares, que trabalham na CP, militares, políticos, pessoal das fundações, etc. Cortar nos motoristas, descontos aqui e acolá, viagens de borla, subsídios vários, etc.

Eu penso que os salários devem estar equiparados. A diferença estará nas funções, a grande maioria da força de trabalho no privado é operários e no Estado são trabalhadores qualificados. Como é óbvio a média da renumeração terá de ser superior no Estado.

A maioria dos estudos são baseados pelo valor dos descontos para a segurança social e/ou sujeitos a imposto, mas é pratica comum no privado existir uma boa parcela do vencimento que não é reportada para ambas tributações.
 
Eu penso que os salários devem estar equiparados. A diferença estará nas funções, a grande maioria da força de trabalho no privado é operários e no Estado são trabalhadores qualificados. Como é óbvio a média da renumeração terá de ser superior no Estado.

A maioria dos estudos são baseados pelo valor dos descontos para a segurança social e/ou sujeitos a imposto, mas é pratica comum no privado existir uma boa parcela do vencimento que não é reportada para ambas tributações.

Isso foi comum até 2007. Depois do estalar da crise essa prática terminou.

O que interessa é comparar o salário de um enfermeiro no privado e de um enfermeiro no público, de um professor no privado e de um professor no público, de uma secretária com o 12.º ano no privado e de uma secretária com o 12.º ano no público. E foi isso que o estudo fez, e concluiu que no público os salários eram mais elevados. E claro, depois há as regalias específicas do público, é importante não esquecer. Com estes cortes penso que agora público e privado ficaram mais ou menos equiparados.
 
Isso foi comum até 2007. Depois do estalar da crise essa prática terminou.

O que interessa é comparar o salário de um enfermeiro no privado e de um enfermeiro no público, de um professor no privado e de um professor no público, de uma secretária com o 12.º ano no privado e de uma secretária com o 12.º ano no público. E foi isso que o estudo fez, e concluiu que no público os salários eram mais elevados. E claro, depois há as regalias específicas do público, é importante não esquecer. Com estes cortes penso que agora público e privado ficaram mais ou menos equiparados.

As profissões que referes até podes ter razão, mas porque não comparar um médico, um eletricista, um trolha, um manobrador de máquinas, etc.?

O resultado seria outro.
 
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Entretanto, Portugal tem como Presidente da República um Professor que nunca se voluntarizou para dar o exemplo e reduzir o seu salário e as despesas da Casa da República. Cavaco Silva gasta o dobro que o Rei Juan Carlos, e por habitante, os portugueses gastam mais ou menos o mesmo que os ingleses com a Monarquia; no entanto, a Rainha Isabel II também é Chefe de Estado do Canadá, Austrália ou Nova Zelândia, entre outros territórios.

Enquanto a crise aperta, Cavaco Silva passeia-se com comitivas milionárias, que viajam em executiva, e que incluem uma miríade de seguranças, médico pessoal, entre outros. Um luxo. Dentro do partido, há muito que se diz que Cavaco sempre esteve na política para cuidar da sua vida, e não dos interesses do país...
 
As profissões que referes até podes ter razão, mas porque não comparar um médico, um eletricista, um trolha, um manobrador de máquinas, etc.?

O resultado seria outro.

Será? Não sei. O Banco de Portugal comparou. E diz que só nas profissões de topo se aufere mais no privado. Um exemplo. A minha mãe paga ocasionalmente a um jardineiro para lhe arranjar o jardim. O senhor auferia cerca de 700 euros a trabalhar para a autarquia. Acumulava esse ordenado, 7 horas de trabalho por semana, com os biscates ao fim-de-semana e depois das 16 horas. Um jardineiro a trabalhar para uma empresa privada trabalha mais horas e não aufere muito mais...
 
Como é que um jardineiro dos serviços da câmara a trabalhar 7 horas por semana ganha 700 euros? Serão 7 horas diárias de trabalho por semana? Numa empresa privada ficaria inscrito numa empresa de trabalho temporário a receber o ordenado mínimo com o restante dinheiro a ser entregue sobre a forma de subsídios de toda a espécie para não pagar impostos...
 
Como é que um jardineiro dos serviços da câmara a trabalhar 7 horas por semana ganha 700 euros? Serão 7 horas diárias de trabalho por semana? Numa empresa privada ficaria inscrito numa empresa de trabalho temporário a receber o ordenado mínimo com o restante dinheiro a ser entregue sobre a forma de subsídios de toda a espécie para não pagar impostos...

Não é bem assim, o Jardineiro da Câmara, ganha 700 e tem emprego para toda a vida, não tem objectivos bem definidos, vai empurrando o carrinho cortador de relva. No sector privado, o jardinheiro, faz correr o carrinho, trabalha para uma empresa hoje, amanha outra, de trabalho temporário que acaba por esquecer o nome dela, não tem ADSE, tem objectivos chova ou faça sol, quando não servir vai para a rua. Isso de se ganhar dinheiro por baixo da mesa, já foi tempo...
 
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