O Estado do País

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Portugal tentou andar depressa demais, começou com luxos e coisas "De rico" quando nem as bases(Tipo transportes públicos, saúde, educação) estavam a funcionar bem, tentaram correr antes de se levantarem, deu no que deu.
 
Quanto custa arrendar uma casa em Lisboa?
Com o acesso ao crédito bancário cada vez mais difícil, o Económico mostra-lhe os preços de arrendamento para um T1, T2 e T3 em Lisboa.

A subida das taxas de juro e as regras mais rígidas das instituições financeiras em conceder empréstimos para aquisição de casa estão a levar cada vez mais famílias a recorrer ao arrendamento.

"Há dois anos e meio, em cada 100 pessoas havia 70 interessadas em comprar casa. Hoje em dia é ao contrário. Em cada 100 há 70 que procuram arrendar", explica Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação (APEMIP).

De acordo com um estudo recente desta Associação, as zonas da Lapa, Chiado e Expo (ver em anexo mapa de Lisboa), são as mais dispendiosas para arrendar um apartamento. Por exemplo, na Lapa, um apartamento T2, o mais procurado pelas famílias, pode variar entre os 500 e os 1530 euros. No caso da Expo, o preço atinge os 1810 euros.

"Mesmo no segmento alto, as pessoas preferem arrendar uma casa numa boa zona em vez de optarem pela compra. Neste momento há muita incerteza nos mercados", diz o presidente da APEMIP.

A procura para arrendamento é também constituída por famílias que deixaram de conseguir pagar os empréstimos ao banco, jovens casais ou casais divorciados a quem são negados empréstimos. "No mercado médio e médio baixo, as pessoas não têm hipótese de recorrer ao crédito", acrescenta Luís Lima.

Para estas pessoas ir viver para as zonas mais baratas de Lisboa é a única solução. O T1 é, muitas vezes, a tipologia escolhida. Segundo o mesmo estudo, as freguesias do centro de Lisboa, como São Paulo, Socorro ou Pena, são as mais baratas para arrendar com preços a partir dos 386 euros.

Já o T3 mais barato pode ser arrendado por 500 euros em Marvila, Penha de França ou Santa Engrácia. O mais caro, por outro lado, pode atingir os 2700 euros e fica nas zonas de Carnide e Lumiar.


Muitos interessante este mapa que o Económico criou sobre os valores de arrendamento das habitações. Foi pena foi não terem incluído o T0 :D os preços são totalmente europeus, muita gente deve confundir Lisboa com Londres, ou então as casas têm canalizações em ouro.
 
Aqui no Porto, nas imediações do São João:

T0= 400 euros
T1= 400 a 550 euros
T2= 500 a 750 euros

Por que razão os preços são tão altos? A maioria dos proprietários tem os apartamentos graças a empréstimos bancários. O dinheiro da renda tem de dar para pagar a prestação ao banco, o condomínio e lucro. Cabe na cabeça de alguém, quando a maior parte da cidade está a cair com os edifícios abandonados, que poderiam ter sido mantidos e arrendados ao longo das últimas décadas, propiciando rendas adequadas à riqueza do país e aos salários médios dos portugueses? Se uma renda média em Berlim, de um T2, anda em torno dos 450/500 euros, em Lisboa um renda média de igual tipologia deveria ronda os 250/300 euros... mas não ronda. Vai acima dos 500 euros.

É esta a geração de empreeendedores pós-anos 80. Querem viver da especulação e de rendas exorbitantes. Veja-se o caso do modelo dos centros comerciais, é de loucos. Um renda anda entre os 3000 euros e os 6000 euros, quando num centro histórico se paga 2 a 6 vezes menos! E os portugueses investem e enchem a carteira dos proprietários dos centros comerciais!

Este modelo desastroso endividou o país, acentuou as desigualdades sociais de forma gritante e destruiu a nossa paisagem. Os portugueses parece que estão anestesiados, nunca reagiram, para este povo desde que haja dinheiro para noitadas, futebol e tempo para telenovelas está tudo bem!
 
É preciso notar que uma habitação em Lisboa não tem as mesmas exigências de aquecimento que uma habitação em Berlim. Uma habitação em Berlim é mais barata mas o tempo é muito pior.
 
É preciso notar que uma habitação em Lisboa não tem as mesmas exigências de aquecimento que uma habitação em Berlim. Uma habitação em Berlim é mais barata mas o tempo é muito pior.

Será? O teu comentário não tem lógica. As habitações em Berlim têm bons isolamentos térmicos, gasta-se pouquíssimo em aquecimento pois as casas conservam o calor. Já falei com pessoas que nessa zona dizem não gastar mais de 50 euros em aquecimento por mês, num apartamento. Há aqui users que estão em países europeus frios, poderão confirmar.

Pois eu gasto muito mais no mês de Janeiro. Moro num prédio recente, com cerca de 6 anos. A casa gela no Inverno e é um forno no Verão. As janelas estão mal calafetadas, tal como a porta; os vidros não isolam e não são duplos; a escada de segurança do prédio tem umas janelas de plástico com frestas, enormes, uma por andar, sem vidros internos, logo de Inverno o frio passa todo para o interior do edifício.

Qual é o salário médio na Alemanha? E em Portugal? Suponho que os teutónicos ganhem no final do mês, em média, 3 a 4 vezes mais que os portugeses. E no entanto as rendas são idênticas. Alguma vez este país poderá se desenvolver? Com estas rendas as famílias ficam sem dinheiro para consumir, e os comerciantes para investir!
 
Preço da electricidade em Berlim:

0,2231 €/Kwh (Vattenfall)

Preço da electricidade em Portugal:

0,1299 €/Kwh (EDP)
0,1260 €/Kwh (Endesa)
0,1406 €/Kwh (Union Fenosa)

O preço de ligação depende da potência contratada em Portugal. Na Alemanha o preço da ligação é sempre igual.
 
Preço da electricidade em Berlim:

0,2231 €/Kwh (Vattenfall)

Preço da electricidade em Portugal:

0,1299 €/Kwh (EDP)
0,1260 €/Kwh (Endesa)
0,1406 €/Kwh (Union Fenosa)

O preço de ligação depende da potência contratada em Portugal. Na Alemanha o preço da ligação é sempre igual.

Em Portugal uma família gasta em média, para 3 pessoas, 30 euros. De Inverno pode gastar o triplo, pois a larga maioria das casas não têm isolamento decente. Ora se um casal gastar, na Alemanha, 125 euros, em Janeiro, em electricidade, dá renda mais electricidade igual a 625 euros. Em Lisboa, somando renda mais electricidade o valor é muito diferente? Mas um salário médio alemão é quantas vezes superior ao nosso? Duas? Três? Quatro? Cinco? Pois. O teu comentário continua a não ter pertinência, penso.
 
Estamos conversados; o interesse da maioria é nivelar as coisas pelo lado negativo, tal e qual como se fez no ensino depois do 25 de Abril: escola inclusive para todos, mesmo que andem 10 ou mais anos na escola sem querer aprender nada.
Em vez de atacar as gorduras das parcerias público – privado, este governo demonstra o seu socialismo preferindo atacar quem trabalha e fazendo tábua rasa das promessas de revisão daquelas parcerias. Por acaso, quantas vezes não foram já pagas todas as SCUT`s existentes no país com os impostos indirectos incorporados nos combustíveis?
Porque é que este governo aposta justamente em atacar tudo o que possa contribuir para um desenvolvimento mais harmonioso do território nacional? Porque será que este governo em absolutamente nada pede aos privados para contribuir no esforço de redução do défice, olhando apenas para o funcionalismo público? Porque é que este governo aposta na falta de ética na equidade fiscal?
Garanto que, com este caminhar, com a brutal redução do poder de compra dos funcionários públicos, todo o país entrará em recepção e num buraco sem retorno, quando as receitas fiscais previstas para 2012 ficarem aquém em largas dezenas de milhares de milhões de euros; dentro de um ano estaremos pior do que actualmente está a Grécia.
E que ninguém tenha já qualquer fé neste governo.
 
O que se passa é simples: em Portugal (re)instalou-se uma forte cultura rentista. O investimento que deveria ser canalizado para o sector produtivo, para a indústria, para a investigação, agricultura, pescas, e também para o turismo, está onde?

Os portugueses com dinheiro (ou crédito no banco) optaram por comprar apartamentos para arrendar, e viver à grande e à francesa com as rendas; já disse que as rendas servem para pagar a prestação ao banco, o condomínio e ainda para dar lucro. Como poderão ser baixas? E depois há as rendas dos centros comerciais, um roubo descarado, tal a sua exorbitância. Mas há mais. O sector da educação, ensino superior e SNS surgem agora como áreas de lucro garantido muito apetecíveis... cuidado com a conversa do cheque-ensino e da deslocalização de serviços para os privados... pois as (pseudo)elites continuam avessas ao risco e à inovação...
 
Será? Não sei. O Banco de Portugal comparou. E diz que só nas profissões de topo se aufere mais no privado. Um exemplo. A minha mãe paga ocasionalmente a um jardineiro para lhe arranjar o jardim. O senhor auferia cerca de 700 euros a trabalhar para a autarquia. Acumulava esse ordenado, 7 horas de trabalho por semana, com os biscates ao fim-de-semana e depois das 16 horas. Um jardineiro a trabalhar para uma empresa privada trabalha mais horas e não aufere muito mais...

Conheço vários jardineiros em serviço de câmaras municipais e o vencimento líquido é entre os 600 a 650 Euros. (com um ordenado deste tem de se ser um grande gestor doméstico para se ter os bens essenciais e um mínimo de comodidade).

A função pública tem demasiados trabalhadores, mas a principal razão é porque foi formada uma teia no seio dela em que quase conseguiram reverter a fórmula de triângulo (um chefe para vários trabalhadores).

Para existir um Estado à nossa dimensão terá existir uma verdadeira reforma (dou exemplos junção das forças armadas; polícias; hospitais; escolas;etc), que permitirão a desnecessidade de dezenas de milhar de trabalhadores e na sua grande parte serão da administração/logística.
 
O que se passa é simples: em Portugal (re)instalou-se uma forte cultura rentista. O investimento que deveria ser canalizado para o sector produtivo, para a indústria, para a investigação, agricultura, pescas, e também para o turismo, está onde?

O Estado devia ser apenas um agente regulador, punidor e garante social.

O que referes é que o Estado deve continuar a largar subsídios, apenas os devia redirecionar para outros agentes.
 
É preciso cuidado a comparar salários no sector estado, para com o sector privado! Em nenhum comentário/post até ao momento verifiquei que alguém se refira a um suposto ordenado se é em início de carreira ou se é em fim de carreira! É que, a ganhar muito ou pouco, existe uma carreira profissional!
Quanto ganham em início de carreira os varredores, os auxiliares administrativos, os ajudantes de pedreiro, os limpa-colectores de esgoto, e até mesmo jardineiros?

É muito fácil falar de ordenados como se fossem sempre os mesmos do princípio ao fim da carreira, mas não são!
 
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