O Estado do País

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Pois.. Mas se fosse para ser facultativo para serviriam os chips? Para isso já temos a via verde, só adere quem quer! Os chips a serem criados, serão para uso obrigatório de certeza absoluta! Caso contrário não se justificam, bastaria querer aderir ou não à via verde..

Mas há um pormenor que não estou a entender: então e os veículos estrangeiros? Não precisam eles de usar chips para pagar as portagens?? Hum.. Estranho! Era só o que faltava nós pagarmos portagem e os turistas não. É que parece-me um pouco inviável, pouco prático um turista ter de adquirir um chip com valor pré-pago numa loja se quiser circular nas nossas auto-estradas.. :S

Podes querer adquirir o chip para que, caso o teu carro seja roubado, a localização seja possível. Este foi um dos argumentos dos defensores do chip. Mas cada um deve ter o direito de decidir sobre as medidas que toma para a segurança dos seus bens pessoais. Isto é o equivalente a obrigarem todos os cidadãos a comprar um sistema de alarme para a sua habitação.
 
Pois.. Mas se fosse para ser facultativo para serviriam os chips? Para isso já temos a via verde, só adere quem quer! Os chips a serem criados, serão para uso obrigatório de certeza absoluta! Caso contrário não se justificam, bastaria querer aderir ou não à via verde..

Mas há um pormenor que não estou a entender: então e os veículos estrangeiros? Não precisam eles de usar chips para pagar as portagens?? Hum.. Estranho! Era só o que faltava nós pagarmos portagem e os turistas não. É que parece-me um pouco inviável, pouco prático um turista ter de adquirir um chip com valor pré-pago numa loja se quiser circular nas nossas auto-estradas.. :S

Bem-vindo a Cuba, camarada! :rolleyes:
 
Não sei o que se pretende transmitir com os videos anteriores... No youtube há mais do género e em todas as línguas da Europa... No youtube qualquer um carrega aquilo que quiser. Não há melhor exemplo de liberdade de pensamento, atitude, gosto pessoal, etc...
 
Duas leituras, para reflexão:

road_to_serfdom.jpg


O CAMINHO DA SERVIDÃO (Português-Brasil):
http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf

Este chega a ser divertido de ler no contexto actual. O falhanço em toda a linha da teoria com o resultado da prática... Até o Milton Friedman que revê o livro o admitiu...
 
Este chega a ser divertido de ler no contexto actual. O falhanço em toda a linha da teoria com o resultado da prática... Até o Milton Friedman que revê o livro o admitiu...

Discordo. Nunca existiu neo-liberalismo na Europa, como alguns tentam fazer crer. O que sucedeu nos EUA foi apenas a gota de água que transbordou o copo do Estado Social europeu e das discrepâncias entre as regiões ricas e pobres da Europa...
 
Fui passar os olhos pela Pordata (a excelente base de dados on-line disponibilizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos) para tirar umas dúvidas sobre a evolução da estagnação nacional. O que lá vi confirmou-me a ideia de que não haverá em Portugal milagres económicos sem alterar alguns equilíbrios básicos, nomeadamente sem ter a coragem de diminuir os salários reais.
Basta ver o que se passou nos últimos 10 anos: a preços constantes, o rendimento nacional disponível (RND) passou de 124,2 para 128,7 mil milhões de euros entre o ano 2000 e o ano 2009; no mesmo período, as remunerações do trabalho passaram de 61 para 67,2 mil milhões de euros. Ou seja, as remunerações do trabalho cresceram dez vezes mais depressa do que o rendimento nacional disponível, o que significa que a produtividade diminuiu e a quantidade de dinheiro disponível para investir (as remunerações do trabalho alimentam basicamente o consumo) também diminuiu.
Vendo a evolução mais em detalhe, verificamos que o rendimento nacional disponível diminuiu em três dos últimos dez anos, e as remunerações do trabalho aumentaram sempre excepto em 2003, isto é, durante o tão maltratado consulado de Manuela Ferreira Leite. Já nos dois últimos anos – 2008 e 2009, os anos da crise e do eleitoralismo – o RND caiu 3,2 por cento enquanto as remunerações do trabalho cresceram 3,6 por cento, isto é, um diferencial de quase sete pontos percentuais.
Estamos a pagar cara, em mais impostos e menos cobertura social, a demagogia dos governos de Sócrates, mas o pior é que vamos pagar caro e não vamos resolver o nó do problema. E este está nos custos salariais em Portugal, pois continuamos com uma produtividade de terceiro mundo e temos cada vez mais salários parecidos com os europeus.
Ou falhei qualquer coisa, ou nada vi no acordo Sócrates-Passos Coelho que permita enfrentar este desequilíbrio entre o que (não) produzimos e os salários que são praticados. O que vejo, isso sim, é a economia a adaptar-se como pode – gerando desemprego.


http://blasfemias.net/2010/06/03/nao-ha-milagres/#more-27380
 
Isso é demagogia barata. O nível de salários de Portugal ainda é muito baixo. Como já copiei aqui, a diminuição real de salários não acrescenta nada à competitividade nem à produtividade do país. A menos que as pessoas admitam que (como certos partidos o propõem) haja actividades laborais que dispensam o pagamento de salário mínimo ou de qualquer retribuição. E esse blogue é escrito por pessoas pouco sérias porque se limitam a atacar o PS quando há muito pouco a defender nos caminhos que foram escolhidos até atingirmos a situação actual.
 
Isso é demagogia barata. O nível de salários de Portugal ainda é muito baixo. Como já copiei aqui, a diminuição real de salários não acrescenta nada à competitividade nem à produtividade do país. A menos que as pessoas admitam que (como certos partidos o propõem) haja actividades laborais que dispensam o pagamento de salário mínimo ou de qualquer retribuição. E esse blogue é escrito por pessoas pouco sérias porque se limitam a atacar o PS quando há muito pouco a defender nos caminhos que foram escolhidos até atingirmos a situação actual.

Agreste,

o problema de Portugal não são os salários mais baixos, mas sim os salários mais elevados, que têm valores muito acima daquilo que seria de esperar dada a produtividade do país. Falo dos médicos, militares, magistrados, juízes, gestores, e por aí fora...
 
O governo seja ele de que partido for, só intervém nos salários da função pública, administração central e local, de resto apenas define o valor do ordenado mínimo! O governo nada pode fazer para obrigar a descer salários no privado, e se no privado se pagam salários altos é porque podem! É claro que o estado pode até decidir eliminar o 13 mês e o 14 mês para reduzir o peso do estado e se quiser pode ainda retirar o cumprimento desse custo ao sector privado. Claro que com consequências terríveis para o consumo interno, aumentando as desigualdades sociais, acabando por eliminar qualquer benefício no aumento de competitividade. No fundo só as empresas 100% exportadoras ganhariam com isso, prejudicando sectores de serviços, comércio e hotelaria. O governo seja ele qual for, deve resolver a crise eliminando os verdadeiros sumidouros de dinheiro público. Mas é claro que o mal está feito, não há dinheiro e a poupança está no limite, a perda do nível de vida é mesmo inevitável!! Só há 2 caminhos possíveis: cair já para o nível real e depois ir recuperando caminho, ou então estagnar durante mais 10 anos sujeitos a muitos tropeçoes em especial nos próximos anos. O fundamental é cortar despesas de estado inúteis, incentivar a criação de riqueza e o investimento privado. Privado sim, pois o estado é sumidouro de dinheiro gasto em estudos e outras parvoeiras inúteis, não há mais dinheiro para grandes investimentos públicos. É claro que a União Europeia também tem culpa, quando decidiram baixar de 1.25% para 1% do PIB para o fundo de coesão, e digo mais, neste momento de crise o apoio do fundo devia ser a 100% e não de 40%, pois portugal não tem os 20% para entrar em nada nem arranja parceiros que entrem com 40% de capital. Estamos de bolsos vazios, os nossos bancos aguentariam 1ano sem pedir dinheiro lá fora.
 
O governo seja ele de que partido for, só intervém nos salários da função pública, administração central e local, de resto apenas define o valor do ordenado mínimo! O governo nada pode fazer para obrigar a descer salários no privado, e se no privado se pagam salários altos é porque podem! É claro que o estado pode até decidir eliminar o 13 mês e o 14 mês para reduzir o peso do estado e se quiser pode ainda retirar o cumprimento desse custo ao sector privado. Claro que com consequências terríveis para o consumo interno, aumentando as desigualdades sociais, acabando por eliminar qualquer benefício no aumento de competitividade. No fundo só as empresas 100% exportadoras ganhariam com isso, prejudicando sectores de serviços, comércio e hotelaria. O governo seja ele qual for, deve resolver a crise eliminando os verdadeiros sumidouros de dinheiro público. Mas é claro que o mal está feito, não há dinheiro e a poupança está no limite, a perda do nível de vida é mesmo inevitável!! Só há 2 caminhos possíveis: cair já para o nível real e depois ir recuperando caminho, ou então estagnar durante mais 10 anos sujeitos a muitos tropeçoes em especial nos próximos anos. O fundamental é cortar despesas de estado inúteis, incentivar a criação de riqueza e o investimento privado. Privado sim, pois o estado é sumidouro de dinheiro gasto em estudos e outras parvoeiras inúteis, não há mais dinheiro para grandes investimentos públicos. É claro que a União Europeia também tem culpa, quando decidiram baixar de 1.25% para 1% do PIB para o fundo de coesão, e digo mais, neste momento de crise o apoio do fundo devia ser a 100% e não de 40%, pois portugal não tem os 20% para entrar em nada nem arranja parceiros que entrem com 40% de capital. Estamos de bolsos vazios, os nossos bancos aguentariam 1ano sem pedir dinheiro lá fora.

É óbvio que o Estado não vai intervir nos salários dos privados, contudo convém realçar que os privados definem muito os seus salários em função dos salários pagos na função pública para funções idênticas e para níveis de formação idênticos.

Para quem não tem empresas e não paga ordenados, importa ainda sublinhar um aspecto.

Para além do salário, o patrão tem de pagar:

- subsídio de alimentação
- 13.º e 14º mês
- descontos da segurança social
- medicina no trabalho

Assim, um salário de 500 euros pode ficar ao patrão em cerca de 700 a 800 euros por mês.

Há muitas empresas em Portugal que estão neste momento a pagar apenas 500 euros, e não pagam descontos, subsídio de alimentação e de férias.

Há que olhar para o nosso tecido económico para percebermos o fosso em que nos metemos... Neste momento não há qualquer margem de manobra para subir salários, sob pena de aumentarmos ainda mais o desemprego... A única solução é crescimento económico via captação de investimento estrangeiro, e isso implica descida de impostos, reforma na Justiça e mudanças estruturais no ensino. É uma espécie de beco sem saída com os partidos que temos.
 
Em dois anos, o número de casas à venda na Área Metropolitana do Porto passou de 66 mil para quase 160 mil. Os concelhos do Porto, de Vila Nova de Gaia e de Matosinhos continuam a reunir mais de metade das habitações que estão no mercado.

Os apartamentos dominavam o mercado imobiliário, correspondendo a 81% da oferta na região no final do ano passado. Contavam-se apenas 31 mil moradias à venda. Metade (59%) das habitações são usadas. As estatísticas da Confidencial Imobiliário/LardoceLar. com - indicadores da evolução do mercado imobiliário referentes a 2009 - demonstram que os fogos usados predominam na maioria dos nove concelhos analisados. Tendência que mantém-se ao longo dos anos.


http://jn.sapo.pt/paginainicial/pai...elho=Porto&Option=Interior&content_id=1577676

Um pouco por todo o país, já se começa a fazer sentir o fim da euforia do sector da construção civil. O caso torna-se ainda mais problemático se pensarmos na extensas áreas urbanas despovoadas e com as habitações a ruir nos centros de Lisboa, Porto, Braga ou Faro, fruto de políticas absurdas de arrendamento e de uma justiça lenta.

Neste momento, os construtores não possuem margem de manobra para baixar preços, pois adquiriram os terrenos entre 2000 e 2007, altura em que a especulação estava em alta. Para além disso, mesmo com a crise, os preços dos terrenos para construção continuam elevadíssimos e muito acima daquilo que seria o seu real valor.

Chegou a hora de mudar o modelo económico e pensar nas alternativas...
 
Em questão de salários mínimos, o problema já afecta países que não se imaginaria.

No Luxemburgo o salário mínimo é de 1642 Euros e existia apenas uma pequena percentagem de trabalhadores a receber esse valor, algo contrário ao que acontece em Portugal onde os empresários têm a mentalidade da mão de obra barata (ou a área de negócios assim o exige para ser competitiva).

Neste momento o Luxemburgo está com um problema no mercado laboral, onde se refere que o valor elevado do salário mínimo está a dar problemas aos jovens à procura do 1º emprego.
A OCDE já aconselhou o Governo a baixar o salário mínimo.

http://www.lessentiel.lu/
 
Em questão de salários mínimos, o problema já afecta países que não se imaginaria.

No Luxemburgo o salário mínimo é de 1642 Euros e existia apenas uma pequena percentagem de trabalhadores a receber esse valor, algo contrário ao que acontece em Portugal onde os empresários têm a mentalidade da mão de obra barata (ou a área de negócios assim o exige para ser competitiva).

Neste momento o Luxemburgo está com um problema no mercado laboral, onde se refere que o valor elevado do salário mínimo está a dar problemas aos jovens à procura do 1º emprego.
A OCDE já aconselhou o Governo a baixar o salário mínimo.

http://www.lessentiel.lu/

Mas Lousano, há que olhar para a realidade do nosso tecido económico... Onde investe a maioria dos portugueses? Cafés, restaurantes, pastelarias manhosas, residenciais, lojas em centros comerciais... Há três anos Portugal já era o 3.º país da Europa com mais área comercial, e em 2010 já deve ser o 2.º ou o 1.º.

EDIT: claro que o Norte de Itália tem por detrás uma intensa actividade industrial nas mais diversas áreas, e um turismo de qualidade que nem se encontra na Quinta do Lago ou em Vilamoura.

Com a bica a 60 cêntimos, o pão de 400 gramas a 70 cêntimos ou o prato do dia a 5 euros ninguém pode pagar salários mínimos de 1000 euros. Ainda há uns meses estive em Milão e num restaurante dificilmente se pagava menos de 15 euros, e um café era perto de 2 euros, mesmo nas cidades dos arredores como Bergamo ou Como.

Se nós tivessemos salários mínimos de 1000 euros, não havia metade dos centros comerciais e dos supermercados e hipermercados que temos. Mas, se estes começam a fechar, onde empregas essa gente?

Medina Carreira e Silva Lopes andam há muito tempo a dizer isto, mas ninguém lhes dá ouvidos...
 
Se nós tivessemos salários mínimos de 1000 euros, não havia metade dos centros comerciais e dos supermercados e hipermercados que temos. Mas, se estes começam a fechar, onde empregas essa gente?

Se os ordenados em geral baixarem 20 a 30%, também metade das superfícies comerciais e hipermercados fecham de certeza! É o regresso às feiras, mercados e passar férias visitando a família! :) Ah velhos tempos..
 
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