E vão queixar-se a quem? talvez nem tivessem autocarro nem bike para irem a Lisboa manifestarem-se...tambem de certeza que já pouco teem a perder.
O povinho só olha para o interior quando terem mesmo a certeza que as barragens já não teem agua e a electricidade vai galopar, aí olha, o resto é na terriola![]()
Conheci e conheço aldeias na serra do Caldeirão que estão a dezenas de quilómetros da cidade mais próxima ou a 10, 15, 20 ou 30 km da sede da Junta (serra de Santa Maria em Tavira, por exemplo). Passei muitos fins-de-semana nessas aldeias, e nunca ouvi lamúrias, queixas, pieguices. Gente que tinha muito que se queixar, pois não tinham recolha de lixo, água canalizada, esgotos. A qualidade da imagem da TV era péssima, a electricidade e o telefone recentes. Algumas aldeias não tinham estradas asfaltadas nem ponte sobre a ribeira, caso da aldeia dos Cintados ou ainda do Pego dos Negros na serra de Tavira.
Estas pessoas só iam à junta... quando havia eleições! A necessidade de juntas de freguesia à porta é um embuste propagado pelas clientelas políticas. Hoje em dia há telefone, melhores estradas. Nem digo internet porque a maioria dos idosos não sabe utilizar um PC.
Por mim na minha zona podem acabar com as freguesias do Pereiro, Giões, quiçá Vaqueiros, Altura, talvez ainda Azinhal, e ainda Cabanas de Tavira. Cacela pode voltar a ter as dimensões que tinha antes de 1755, e Vila Real de Santo António é um concelho que deve ser fundido urgentemente com Castro Marim.
