O Estado do País

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Ser médico num hospital público deve ser um dos únicos casos em que não existem candidatos. Ninguém quer funcionário público num hospital público.
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Confundes ser funcionário público com ser contratado, a realidade de hoje em dia. Os hospitais públicos contratam apenas.
Contratos de trabalho a termo ou a prazo, ainda para mais no Algarve - longe dos centros urbanos de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga - não são convidativos. Mais ainda se na vertente financeira estão longe da expectativa de uma classe habituada a salários muito acima da média.
 
Um hospital que sente necessidade de pedir ao Ministro para autorizar 115 novos contratos deve ser porque os vai despedir dentro em breve...
 
Certamente que as capacidades físicas e o carácter da nação sairiam a ganhar, com a obrigatoriedade de todos os jovens mancebos pertencerem a esta nobre instituição.

Já agora também digo que o Serviço Militar Obrigatório extinto em 1999 com os votos contra unicamente do PCP, não deveria ter terminado. Deveria voltar a ter 1 ano e seria obrigatório tanto para eles como para elas.
 
Já agora também digo que o Serviço Militar Obrigatório extinto em 1999 com os votos contra unicamente do PCP, não deveria ter terminado. Deveria voltar a ter 1 ano e seria obrigatório tanto para eles como para elas.

Não consigo perceber qual seria a vantagem. Até porque neste cenário de desemprego elevado, deve haver bastante gente a candidatar-se a militar, não acho que eles tenham falta de efectivos.

Provavelmente também defenderás que o melhor seria refundar a Mocidade Portuguesa.

 
Editado por um moderador:
Explicam-me porque é que a Educação Física contar para a média é um escândalo porque pouco interessa se um médico ou engenheiro é capaz de correr 100m mas quando se falou em tirar a Filosofia ninguém achou que pouco importava também em termos práticos saber o que um tal de Sócrates achava que a Arte era:p (já sei que vou receber imensos comentários de como a Filosofia faz parte da Cultura Geral de um povo...)?
 
Na minha opinião, a disciplina de educação física, só deveria contar para a média, caso se pretendesse seguir um curso na mesma área. Mas também penso que deve ser obrigatória a todos, com aproveitamento obrigatório, embora sem contar para a média global.

Em relação ao serviço militar, penso que seria de ponderar tornar-se obrigatório novamente (embora restringido a um certo número ou "público-alvo"), de forma a permitir uma carreira profissional, enfim um futuro, a todos os cidadãos cuja necessidade de integração seja evidente, e que não consigam sobreviver de outra forma senão à custa de subsídios ou de ganhar dinheiro de forma ilícita (criminal), ou cujo passado dificulte a sua integração!
Se isto se chama "mocidade portuguesa" ou "jovens do partido" ou sei lá o quê, pouco importa, trata-se de dar prioridade a quem menos futuro augura defendendo a nossa pátria. Chamar-lhe-ia "a solução". Defender a pátria, não deve ser alvo de expressões políticas, pois significa mais que nobreza e honra, é dar a vida pela nação, enfim uma função que muitos homens e mulheres escolheram voluntariamente!
 
Em relação ao serviço militar, penso que seria de ponderar tornar-se obrigatório novamente (embora restringido a um certo número ou "público-alvo"), de forma a permitir uma carreira profissional, enfim um futuro, a todos os cidadãos cuja necessidade de integração seja evidente, e que não consigam sobreviver de outra forma senão à custa de subsídios ou de ganhar dinheiro de forma ilícita (criminal), ou cujo passado dificulte a sua integração!
Se isto se chama "mocidade portuguesa" ou "jovens do partido" ou sei lá o quê, pouco importa, trata-se de dar prioridade a quem menos futuro augura defendendo a nossa pátria. Chamar-lhe-ia "a solução". Defender a pátria, não deve ser alvo de expressões políticas, pois significa mais que nobreza e honra, é dar a vida pela nação, enfim uma função que muitos homens e mulheres escolheram voluntariamente!

A palavra a bold resume aquilo que eu acho sobre o assunto. Quem quer ir, vai voluntariamente. Instituições como a Mocidade Portuguesa, é que eram de frequência obrigatória. Num país livre, ninguém pode ser obrigado a ter uma determinada profissão, mesmo que seja temporariamente.
 
A palavra a bold resume aquilo que eu acho sobre o assunto. Quem quer ir, vai voluntariamente. Instituições como a Mocidade Portuguesa, é que eram de frequência obrigatória. Num país livre, ninguém pode ser obrigado a ter uma determinada profissão, mesmo que seja temporariamente.

Mesmo assim, julgo que deveria ser obrigatório para alguns, pois sempre teriam um trabalho, em vez de andar a saltar entre o receber subsídios de integração e o regressar à cadeia.

Muitos jovens sem futuro, excluídos, tentam até voluntáriar-se para o serviço militar na esperança de uma carreira militar, mas os poucos que são aceites para o serviço militar, não têm depois continuidade (embora o próprio serviço militar, já seja uma boa escola para a formação pessoal e humana).

Penso que mantendo o voluntariado, poderiam ser dada prioridade e até um regime obrigatório a muitos destes jovens que necessitam de uma nova oportunidade.

Era mais neste sentido, que pretendia dirigir o post.
 
Na minha Secundária o professor ficava a conversar no bar ou pavilhão....

Como colega de explicação de Química tinha a filha de um conhecido político
.


Bom dia caros todos,

O que diz o Frederico é radical mas verdade. Cá por casa também temos um caso desses. Conseguiu à primeira entrar em Medicina em S. José mas sofreu no Secundário ... O que vale é que tem uma excelente habilitação fisica e a nota que lhe era dada em E.F. era mesmo merecida. Todavia, em algumas disciplinas, havia uns professores tipo "resistentes" não sei bem porquê. Enfim, é da natureza humana...
Volvidos estes anos escolheu Gastroenterologia - deve ser esofago e estomago e intestinos :unsure:. Apanhei um choque - eu que (secretamente sonhei e rezei) queria cirurgia plástica :sad:

:D

Moral da história: A natureza humana está longe da perfeição. Há gente maldosa em todas as áreas mas também há muitos que são honestos, justos e bons. Kant dizia "Age de tal modo que a máxima da tua acção se possa tornar princípio de uma legislação universal" e chamou-lhe imperativo categórico. É uma boa regra para nós próprios. :)

p.s. nada disto tem a ver com direita ou esquerda (politica). Já agora, Frederico já escolheu especialidade? :)
 
Bom dia caros todos,

O que diz o Frederico é radical mas verdade. Cá por casa também temos um caso desses. Conseguiu à primeira entrar em Medicina em S. José mas sofreu no Secundário ... O que vale é que tem uma excelente habilitação fisica e a nota que lhe era dada em E.F. era mesmo merecida. Todavia, em algumas disciplinas, havia uns professores tipo "resistentes" não sei bem porquê. Enfim, é da natureza humana...
Volvidos estes anos escolheu Gastroenterologia - deve ser esofago e estomago e intestinos :unsure:. Apanhei um choque - eu que (secretamente sonhei e rezei) queria cirurgia plástica :sad:

:D

Moral da história: A natureza humana está longe da perfeição. Há gente maldosa em todas as áreas mas também há muitos que são honestos, justos e bons. Kant dizia "Age de tal modo que a máxima da tua acção se possa tornar princípio de uma legislação universal" e chamou-lhe imperativo categórico. É uma boa regra para nós próprios. :)

p.s. nada disto tem a ver com direita ou esquerda (politica). Já agora, Frederico já escolheu especialidade? :)

Só para completar :P

Kant dizia uma acção é correcta (moralmente válida), se cumprires, pura e desinteressadamente, o dever, isto é (exemplo), não basta não passares os 120km/h para não apanhares uma multa, terias de pensar que não ias passar o limite de velocidade por respeito aos outros.
«Deves absolutamente e em qualquer circunstância cumprir o dever pelo dever.»

Uma acção só é moralmente válida se cumprir/respeitar duas características essenciais (imperativo categórico):
- For dotada de universalidade - «age segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que se torne uma lei universal.»
-Não reduzir o ser humano à condição de meio para a realização das nossas acções - «age de tal maneira que uses a humanidade tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro sempre como fim e não simplesmente como meio.»

Só um pouco de off-topic :p
 
Bom dia caros todos,

O que diz o Frederico é radical mas verdade. Cá por casa também temos um caso desses. Conseguiu à primeira entrar em Medicina em S. José mas sofreu no Secundário ... O que vale é que tem uma excelente habilitação fisica e a nota que lhe era dada em E.F. era mesmo merecida. Todavia, em algumas disciplinas, havia uns professores tipo "resistentes" não sei bem porquê. Enfim, é da natureza humana...
Volvidos estes anos escolheu Gastroenterologia - deve ser esofago e estomago e intestinos :unsure:. Apanhei um choque - eu que (secretamente sonhei e rezei) queria cirurgia plástica :sad:

:D

Moral da história: A natureza humana está longe da perfeição. Há gente maldosa em todas as áreas mas também há muitos que são honestos, justos e bons. Kant dizia "Age de tal modo que a máxima da tua acção se possa tornar princípio de uma legislação universal" e chamou-lhe imperativo categórico. É uma boa regra para nós próprios. :)

p.s. nada disto tem a ver com direita ou esquerda (politica). Já agora, Frederico já escolheu especialidade? :)




Talvez Endocrinologia ou Psiquiatria.

Ao longo destes anos tenho conhecido muita gente que teve 18 ou 19 de média de exames nacionais mas que não entrou por causa da média de secundário. Em contrapartida sei que no colégio R. ou no colégio M. e estes dois são uma gota de água no oceano, os alunos com médias de testes de 16 ou 17 acabam o secundário com média de 19 ou 20. Se esses alunos andassem numa escola pública, terminariam o secundário com média 15 ou 16, nunca na vida poriam os pés em Medicina. Por isso as médias de Medicina estão tão altas, não é por causa do número de vagas, que já está muito alto, acima de 1600. É por causa da corrupção no acesso, das notas inflacionadas do ensino privado.

Por isso defendo o mesmo sistema que existe noutros países, acesso via exames universais. A média de secundário e a escola que se frequenta contariam para o currículo, mas não para o ingresso no Superior. Separar portanto a avaliação do Secundário da avaliação para acesso ao Superior.
 
Por isso defendo o mesmo sistema que existe noutros países, acesso via exames universais. A média de secundário e a escola que se frequenta contariam para o currículo, mas não para o ingresso no Superior. Separar portanto a avaliação do Secundário da avaliação para acesso ao Superior.

Concordo em absoluto!

Só com exames globais, seria possível imputar responsabilidades às escolas, professores e alunos, quer pelo atraso dos programas, quer pela deficiencia de gestão da escola/ministério, ou pela falta de empenho de todos.

Seria um sistema mais justo para todos os alunos, desde que:
- As turmas tivessem todas, mais ou menos, o mesmo número de alunos.
- Desde o 1º dia de aulas, fossem destacados professores que tivessem as melhores competências para lecionar (não ter, por exemplo, um professor substituto de economia a lecionar geografia).
- Que a escola responda com soluções atempadamente, para eventuais atrasos no cumprimento dos programas lectivos, ou na identificação e apoio a alunos com necessidades especiais.

Só assim seria possível avaliar com melhor justiça, professores, escolas e alunos.

Leis iguais para todos = exames iguais para todos! :thumbsup:
 
Talvez Endocrinologia ou Psiquiatria.

Ao longo destes anos tenho conhecido muita gente que teve 18 ou 19 de média de exames nacionais mas que não entrou por causa da média de secundário. Em contrapartida sei que no colégio R. ou no colégio M. e estes dois são uma gota de água no oceano, os alunos com médias de testes de 16 ou 17 acabam o secundário com média de 19 ou 20. Se esses alunos andassem numa escola pública, terminariam o secundário com média 15 ou 16, nunca na vida poriam os pés em Medicina. Por isso as médias de Medicina estão tão altas, não é por causa do número de vagas, que já está muito alto, acima de 1600. É por causa da corrupção no acesso, das notas inflacionadas do ensino privado.

Por isso defendo o mesmo sistema que existe noutros países, acesso via exames universais. A média de secundário e a escola que se frequenta contariam para o currículo, mas não para o ingresso no Superior. Separar portanto a avaliação do Secundário da avaliação para acesso ao Superior.

Concordo perfeitamente, mas não estou a ver essas medidas postas em prática, há muito político com os filhos nessas escolas privadas à cata de notas:mad:...
 
Em Portugal as associações de estudantes defendem o fim dos exames nacionais. A associação nacional de pais defende o fim dos exames nacionais e o acesso ao Superior com média de Secundário. A maior parte da Esquerda, principalmente o BE e o PCP defendem o acesso apenas com média de Secundário, média interna. Apenas vejo alguns bloggers da «perigosa direita liberal» defender a separação do Secundário do acesso ao Superior.

Em tudo na vida somos avaliados por exame final. Quando fazemos exame de código ou exame de condução para nada conta a nossa prestação ao longo das aulas. Nas Universidades aqui e em qualquer país civilizado o que conta para concluir uma cadeira é a nota de exame final, seja teórico ou prático. O acesso a muitas profissões é feito por exames. A teoria da avaliação contínua é mais uma treta do eduquês. Temos de estar preparados para lidar com o stress, isso também faz parte da nossa formação pessoal.

O Secundário tem de ser dividido de uma vez por todas. Cursos profissionais em edifícios separados, preparados para isso, com projecto próprio e corpo docente da área. E cursos para quem quer entrar no Superior, sendo que estes servirão para preparar para exames finais e para prosseguimento de estudos. Mas sem que a média conta para ingresso no Superior, isso é um erro, porque abre caminho ao facilitismo e a esquemas. Para além disso deve ser criado o 13.º ano, para quem quer entrar no Superior e não está preparado para os exames de acesso, esse ano deve ter um currículo especial de preparação para exames.

Noutros países as coisas funcionam assim, em Portugal não. Aliás por causa do nosso sistema todos os anos vão para a República Checa, para Inglaterra ou para a Espanha muitas centenas de alunos, porque nesses países podem entrar só com notas de exames de acesso.
 
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