O Estado do País

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Devem estar quase todos muito contentes, foram para lá com o único objectivo de levarem nas trombas e até já estavam a ficar desesperados por não acontecer nada depois de várias horas de provocação. No fim a polícia lá lhes fez a vontade e deu umas bastonadas a alguns. Provavelmente não chegou para todos. Os que não levaram desta vez, para a próxima talvez tenham mais sorte.
 
Eu,.............................................. , NIF . ..........................., Trabalhador/a da empresa........................................... ......,

DECLARO:

QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.

QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de violência que me impeçam a livre deslocação e acesso ao meu posto de trabalho.

QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades,
EXIJO:

1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo.

3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do ano.

4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12 salários por ano.

5 º. QUE me sejam retirados os beneficios de Licença de Maternidade, Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que esteja gravemente doente.

7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os beneficios obtidos por meio de greves , piquetes e violência que não estejam comtemplados por escrito.

9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e permanente a qualquer beneficio atual ou futuro que se consiga por meio da greve do dia 14 de Novembro de 2012.

greve.jpg
 

O Guiness Book do sindicalismo

Como as lendas do desporto, a CGTP dedica-se a bater recordes: cada greve geral constitui um inevitável "momento histórico" e é sempre "uma das maiores desde o 25 de Abril". Na falta de uma Federação Internacional do Ócio ou de outra entidade idónea que avalie estas coisas, cumpre-nos acreditar na palavra dos sindicalistas e, em nome da coerência, duvidar da respectiva serventia.

O problema é óbvio. Se cada greve é, nas palavras do recente manifesto da organização, "uma demonstração de força e confiança na luta por um país mais justo", não é estranho que, tantas greves depois, se continue a assistir a "uma brutal degradação das condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias"? Se cada greve prova que "os trabalhadores não se resignam", não é estranho registar-se um "retrocesso social"? Se cada greve é "uma resposta extraordinária", não é estranho o avanço da "exploração e do empobrecimento"? Se cada greve inaugura "um novo caminho no sentido do desenvolvimento, do progresso e da justiça social", não é estranho que o "desespero" visite "a casa das famílias" e atire "para a miséria extrema milhares de pessoas"? Se cada greve intensifica "o esclarecimento, a mobilização e a luta", não é estranho que cresçam incessantemente as ameaças aos "princípios fundamentais que enformam uma sociedade Democrática, Solidária e Progressista", com maiúsculas e tudo? Se cada greve afirma "de forma inequívoca e determinada" o combate às "políticas antilaborais e de desastre nacional", não é estranho que o desemprego aumente e a dimensão do desastre também?

Eu acho estranhíssimo. Não se percebe que, após tantas alegadas vitórias, o saldo da CGTP seja uma vasta colecção de rematados fracassos. Das duas, uma: ou a CGTP se preocupa de facto com o bem-estar dos trabalhadores e começa a desconfiar que as suas acções só os têm prejudicado, ou a CGTP provoca deliberadamente a desgraça dos trabalhadores e prospera à custa deles. Dito de maneira diferente, os senhores da central sindical ou são ineptos ou são perversos. Em ambos os casos, não é aconselhável confiar neles. E nos que neles confiam.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
“Não é culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."
Dr. Paulo Morais
 
Por falar em assalto fiscal, creio que todos já devemos ter recebido um mail do género:

A Autoridade Tributária enviou-me, no dia 7 de Novembro, um e-mail (!) com o seguinte conteúdo:



Assunto: Incentivo à exigência de fatura
A partir de 1 de janeiro de 2013 será obrigatória a emissão de fatura por todas as vendas de bens e serviços mesmo quando os particulares não a exijam.
Quando é emitida fatura, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) garante o controlo e a cobrança do IVA correspondente. Se a fatura não for emitida esse controlo é impossível.
Se todos exigirmos fatura em todas as aquisições que efetuamos conseguiremos:

•Aumentar a riqueza conhecida que Portugal produz (PIB);
Aumentar as receitas fiscais, sem pagarmos mais impostos;
Aumentar a equidade e justiça entre todos os contribuintes portugueses;
Diminuir o défice orçamental e criar condições para uma redução futura da carga fiscal;
Criar melhores condições para que o nosso país possa ultrapassar com rapidez a fase díficil em que se encontra.
Quando não exigimos fatura contribuímos para:

Aumentar a evasão fiscal e enriquecer ilicitamente aqueles que não pagam impostos;
Diminuir a receita fiscal, que é uma riqueza de todos os portugueses;
Prejudicar com mais impostos os contribuintes cumpridores.
O seu papel é decisivo. Exigir fatura não tem custos. É um direito e um dever de todos. E todos ganhamos. Portugal e cada um de nós.
Em breve receberá mais informação acerca dos benefícios fiscais (até € 250) que serão proporcionados a quem exige fatura.

Curioso, aguardei pelo prometido segundo. Hoje, a espera chegou ao fim:

A partir de 1 de janeiro próximo, pode beneficiar de uma dedução à coleta do IRS no montante correspondente a 5% do IVA pago em cada fatura, por qualquer membro do agregado familiar, com o limite global máximo de 250 Euros.

Para usufruir desse benefício, basta que exija a inclusão do seu número de identificação fiscal (NIF) nas faturas relativas às aquisições que efetuar. Os comerciantes são sempre obrigados a emitir faturas, mesmo nos casos em que o adquirente não as exija (com exceção dos comerciantes isentos de IVA).

Numa primeira fase encontram-se abrangidas apenas as prestações de serviços enquadradas nos seguintes setores de atividade:

i) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
ii) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
iii) Alojamento e similares;
iv) Restauração e similares;
v) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.

O sistema funciona de forma muito simples. Se exigir a colocação do seu NIF nas faturas, a AT atribui automaticamente o benefício.

Quando exige fatura, a AT garante o controlo e a segurança de que o IVA que nela pagou será entregue ao Estado.

Caso necessite de informação adicional, não hesite em contactar o nosso Centro de Atendimento Telefónico da AT (707 206 707), nos dias úteis das 08H30 às 19H30.

O mail é um “no-reply”. Assim, aqui fica a minha resposta em carta aberta:

Prezada Autoridade,

O teor da primeira carta supra-citada é questionado por muito do que se escreve na Europa. Nomeadamente, não pedir factura contribui para:

Aumentar a riqueza real que Portugal produz (PIB);
Diminuir as transferências para o sector não competitivo, numa altura em que a competitividade Portuguesa é essencial;
Aumentar a equidade e justiça entre o sector estatal e o privado;
Criar condições para uma redução imediata da carga fiscal;
Criar melhores condições para que o nosso país possa ultrapassar com rapidez a fase díficil em que se encontra.
Quando exigimos factura contribuímos para:

Enriquecer ilicitamente aqueles que distribuem os impostos;
Aumentar a receita fiscal, que é um peso de todos os portugueses;
Prejudicar com mais impostos os contribuintes.
O seu papel é decisivo. Não exigir fatura não tem custos adicionais. É um direito e um dever de todos os funcionários tributários. E todos ganhamos. Portugal e cada um de nós.

Repare:

A ideia de que, se eu pagar, outro não vai ter de pagar é falsa. A maximização fiscal é uma prática habitual e se um pagar, o Estado deficitário vai continuar a tentar obter o máximo de todos os outros.
O Estado não cria riqueza. Redistribui. O PIB não aumenta. Reduz-se, pois o Estado retira dinheiro de produtivos para o entregar a não-produtivos. Pode justificar isso com motivos sociais, mas não pode negar a matemática envolvida.
A fase difícil em que o país se encontra é fruto de o Estado ter demasiados recursos para gerir e deixar demasiado poucos para quem tem a obrigação de produzir e criar empregos. Agravar este desequilíbrio não resolve o problema do país: agrava-o.
Sobre a segunda carta, fico satisfeito de um serviço do Estado ter um horário “como o privado”, mas infelizmente os meus honorários para ser fiscal são um pouco superiores a 250 Euros por ano, como decerto há-de compreender.

Se quiser que eu contribua para o enterro definitivo do país, vai mesmo ter de fazer uma proposta melhor.

Até lá, subscrevo-me,

Ricardo Campelo de Magalhães, Economista

Fica a opinião de um contribuinte. Temos todos direito à opinião, certo?

http://oinsurgente.org/2012/11/18/cartas-da-autoridade-tributaria/
 
Interessante.

Go Galt: guia de subversão fiscal

As últimas notícias parecem apontar para o desfecho que se temia: a proposta de orçamento de estado para 2013 não terá qualquer alteração relevante. O PSD manteve-se por trás do orçamento que escreveu e as promessas de propostas de corte de despesas do CDS revelaram-se vazias. Apesar de irem votar contra, que ninguém duvide que esta seria a proposta de orçamento de PS, ou de uma coligação PS/BE, se fossem governo. Apesar de nunca ter havido um consenso tão alargado para o corte de despesas, os grupos de pressão voltaram a vencer.

É especialmente triste que, havendo alguns liberais assumidos entre aqueles que têm uma palavra a dizer no orçamento, e nunca a conjuntura política ter sido tão favorável a cortes de despesa pública, que ninguém tenha tido a coragem para o fazer. No próximo ano teremos um país mais pobre, em que cada vez vale menos a pena trabalhar e investir, mas apesar disso continuará a haver um politécnico em cada aldeia e pessoas jovens e saudáveis continuarão a receber dinheiro da segurança social. Muitas empresas que seriam competitivas noutros países fecharão, mas continuarão a existir mais de 15 mil empresas a sobreviver à custa dos contribuintes. Muitas das pessoas com menos de 50 anos estão agora a perceber que já não irão receber reformas, mas antigos políticos a continuarão a acumulá-las. Ninguém na classe política teve a coragem de mexer nestes benefícios (talvez na esperança de virem um dia a beneficiar deles), mas não hesitaram em roubar um pouco mais o fruto de trabalho dos poucos que ainda vão aguentando a carga.

É crucial que a estratégia de punição das famílias em favor dos lobbies parasitas do estado falhe, mesmo que tal represente o regresso do PS ao poder. Muito provavelmente a estratégia falhará por si, sem grandes empurrões. Mas para provar de vez que o esbulho fiscal não pode continuar, não basta que a estratégia falhe, tem que falhar estrondosamente. Ficam aqui algumas sugestões para quem quiser contribuir para esse falhanço:

- Emigre: Quer tenha ou não emprego, nunca houve tão boa altura para emigrar. Apesar da crise em Portugal, muitas zonas do mundo estão em crescimento e a necessitar de mão-de-obra. Para além da oportunidade de aumentar o seu rendimento, ao não pagar impostos em Portugal, não estará a contribuir para a estratégia da coligação governamental.

- Deslocalize: se tiver um negócio, principalmente de exportação, só terá a ganhar em deslocalizá-lo. Portugal é dos piores países do mundo para fazer negócios de acordo com todos os rankings. Ao manter o seu negócio no país poderá ajudar a que a estratégia do governo falhe apenas por um bocadinho, provavelmente provocando um novo aumento de impostos no próximo ano para cobrir esse bocadinho.

- Tire uma sabática: Se estava a pensar há algum tempo parar de trabalhar, 2013 pode ser um bom ano. O país está em crise e a carga fiscal é a maior de sempre. Se parar de trabalhar não só tirará um merecido descanso como evitará escalões de IRS mais altos.

- Devolva a factura: a administração fiscal já começou a enviar e-mails a requerendo que todos peçam a factura, com o argumento de sempre: se todos pagarem, pagamos todos menos. Nos últimos 30 anos, o argumento tem-se demonstrado falso. Quanto mais é pago, mais os lobbies próximos do estado absorvem. Hoje pagam-se 3 vezes mais impostos do que há 30 anos atrás, isto apesar (ou devido a) da eficiência fiscal ter aumentado. Muitos comerciantes hoje receiam não dar a factura, seja por medo dos fiscais ou dos bufos voluntários que acreditam no argumento do Ministério das Finanças. Se não quiser contribuir para o esbulho fiscal, devolva a factura quando a receber. Sempre pode ser utilizada mais tarde para um outro cliente com a mesma compra, poupando o IVA ao comerciante. Pode ter a certeza que esse montante fará mais falta ao comerciante do que ao Observatório dos Neologismos do Português.

- Livre-se dos certificados de aforro: independentemente de questões ideológicas, comprar ao manter certificados de aforro deve ser neste momento o pior investimento possível. O estado tem-se servido da ignorância financeira de muitas pessoas para continuar a financiar-se a taxas baixas, apesar do elevado risco de não vir a redimir uma boa parte desses certificados. Ao comprar ou manter certificados de aforro, para além de fazer um péssimo negócio, está a a alimentar a tesouraria pública. É em geral má ideia manter dinheiro em Portugal, mas se não tiver outra alternativa, ao comprar barras de ouro ou investir em obrigações de empresas, além de mais lucrativo não estará a dar o seu aval às políticas do estado.

- Troque bens: o estado não pode taxar a troca de bens. Se em vez de comprar e vender bens/serviços, fizer troca directa, terá acesso ao benefício que esses bens e serviços lhe proporcionam, mas sem ter que pagar impostos ao estado.

- Pague tarde: se não conseguir mesmo evitar pagar impostos, pague o mais tarde possível. quanto mais tarde pagar, maiores serão os problemas de tesouraria do estado.

- Evite grandes compras: grandes compras, como carros novos e casas, representam grandes ganhos fiscais para o estado (no caso dos carros, metade do valor vai para o estado). Mesmo que tenha capacidade financeira para tal, adie esse tipo de compras.

- Não colabore: se é trabalhador das finanças, fiscal, faz parte das forças de segurança ou tem de alguma forma nas suas mãos o poder de fazer outros pagar impostos, não colabore. Lembre-se que obrigar alguém a pagar impostos, não fará ninguém pagar menos, apenas permitirá que mais políticos tenham reformas chorudas, que mais reitores vejam o seu orçamento aumentar, que antigos governantes alimentem as suas fundações ou que uma das 15 mil empresas que vive à custa do estado continue a fazê-lo. Embora seja compreensível do ponto de vista moral que alguém sem alternativas faça os mínimos para manter o seu emprego, já ir para além desses mínimos, apenas fará de si um colaboracionista.

linK.: http://oinsurgente.org/2012/11/19/go-galt-guia-de-subversao-fiscal/
 
Alemanha ganhou 4,4 milhões de euros por dia com Portugal em 2011.
A Alemanha ganhou 4,4 milhões de euros por dia com Portugal em 2011. Com a recessão lusa, o saldo comercial claramente favorável aos alemães desceu cerca de dois milhões em 2012, mas ainda assim o país da chanceler Angela Merkel obteve um lucro de 1,9 milhões de euros por dia entre Janeiro e Agosto deste ano.
Os números sobre o relacionamento económico com a Alemanha são claros sobre o saldo negativo de Portugal entre 2007 e 2012, ainda que tenha abrandado sobretudo nos últimos dois anos, com a redução das importações nacionais.
Em 2010, a diferença entre exportações e importações resultou numa factura negativa de 3,1 mil milhões de euros, que desceu para 1,4 mil milhões de euros para Portugal em 2011. Já em 2012, só até Agosto, o saldo foi de -448 milhões de euros.
A chanceler Angela Merkel afirmou ontem estar preocupada com a recessão nacional e com os seus efeitos na redução das exportações da Alemanha para Portugal. Depois do almoço com o primeiro-ministro, Passos Coelho, no Forte de S. Julião da Barra, Angela Merkel adiantou que "formamos um forte mercado interno europeu, do qual todos beneficiamos. A Alemanha também".
Entre elogios ao desempenho do Governo de Passos Coelho e dos portugueses, Merkel disse que o programa de ajustamento "não é de autoria alemã", e que é do interesse de Berlim que os países do Sul recuperem rapidamente. Até porque, acrescentou, se não houver crescimento económico nos outros países, "a Alemanha já não poderia exportar" os seus produtos.
Por isso mesmo, adiantou a chanceler, a Alemanha "quer ajudar" e "para ver o que se pode melhorar na cooperação entre empresas para gerar mais empregos, para que baixe o desemprego juvenil e haja força económica em Portugal".
Já no Centro Cultural de Belém (CCB), foram anunciados mais três investimentos das empresas alemãs Bosch, Autoeuropa - do grupo Volkswagen - e da Continental Mabor, num valor aproximado de 500 milhões de euros. O anúncio foi avançado pelo presidente da AICEP, Pedro Reis, durante a conferência que se realizou durante todo o dia de ontem no CCB.
EUROPA TEM DE RETRIBUIR SACRIFÍCIOS
Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, que ontem participou no encontro empresarial luso-alemão no Centro Cultural de Belém (CCB), não se inibiu em mandar recados para Merkel. Disse que Portugal já tinha mostrado aos parceiros europeus que está totalmente empenhado em ultrapassar a crise e que espera uma retribuição. "Fizemos o nosso trabalho de casa com muitos sacrifícios e com muita determinação. É chegada a altura que a Europa nos retribua, não impedindo que estes importantes sentidos ao investimento se tornem realidade".
O titular da pasta da Economia disse que está a preparar um pacote de medidas fiscais para tornar o investimento mais atractivo. E, para isso, pede à Comissão Europeia que não seja tão fundamentalista com as suas regras.
Segundo o ministro, é necessária, por parte da Europa, uma política "comercial mais sensata, uma política ambiental mais amiga do investimento".
ALEMÃES VÃO AJUDAR NO BANCO DE FOMENTO
A instituição financeira alemã KFW vai ajudar o Governo português na concretização do novo banco de Fomento, que vai ajudar no financiamento das empresas. No encontro da tarde com empresários à porta fechada, Angela Merkel criticou o facto de os bancos portugueses não concederem mais crédito às empresas, uma vez que os juros do empréstimo a Portugal são "baixos", disse a chanceler.
Por seu turno, o governador do Banco de Portugal garantiu no almoço que juntou os empresários portugueses e alemães, que participaram no encontro no Centro Cultural de Belém, que Portugal irá pagar o que deve. "We Will deliver", ou em português "Nós cumpriremos", disse Carlos Costa. n
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/alemanha-ganha-19-milhoesdia


Um dos comentários:
É curioso saber que a Alemanha quando foi reunificada em 1989 tinha divida externa aos países europeus e declarou unilateralmente não dever nada a ninguém e foram perdoados.Grande moral para mandar ou outros cortar.
 
Diferenças entre mutualismo e comércio banal... uns vivem para o país, os outros vivem para os accionistas.

«A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo acaba de criar uma linha de crédito bonificado de um milhão de euros, para apoiar a recuperação dos prejuízos que a população de Silves sofreu com a passagem do tornado do passado dia 16 de novembro.»
 
Diferenças entre mutualismo e comércio banal... uns vivem para o país, os outros vivem para os accionistas.

«A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo acaba de criar uma linha de crédito bonificado de um milhão de euros, para apoiar a recuperação dos prejuízos que a população de Silves sofreu com a passagem do tornado do passado dia 16 de novembro.»

Agora o serviço bancário já é bom? Mas vocês não os consideravam a todos uns demónios? aiai esta esquerda.
 
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