O Estado do País

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Bom horários irreais não faço ideia do que falas, pessoas especializadas a fazer outras funções (um cozinheiro a fazer de médico, bom já ouvi falar de "falsos médicos" mas não em hospitais), mas isso não percebi do que falas.

- Pessoas de baixa quase permanente:
> duvido que alguém goste de estar doente, ou ser doente, mas acho que falar dos outros é sempre mais fácil, mas o que sei é que cada um sabe de si, e existem juntas médicas, caso seja necessário para avaliar a veracidade ou não da doença ...... Despedir as pessoas porque estão doentes, desculpa dizer, parece uma medida á Hitler, mas prefiro acreditar que não era com essa intenção que querias dizer;

- ... Muitos com função de comando e pouco com funções de desempenho:
> esse não é um problema da Policia dos Hospitais, é basicamente de todo o lado. Os desgraçados trabalham 11 horas por dia, e outros passam o tempo somente a olhar ou a mandar.

1 - Horários irreais serão 36 horas semanais, sem qualquer flexibilidade. A grande maioria dos portugueses trabalha mais de 40 horas e a maioria deles não refere que trabalha horas demais (horário normal, sem horas extraordinárias).
Sou totalmente contra a total flexibilidade do horário de trabalho por decisão da entidade patronal, isso leva a destruição da estabilidade familiar do trabalhador (nem sempre somos jovens e sem compromissos), mas 36 horas semanais a meu ver é quase um "part time" e se for totalmente inflexível geralmente é um estorvo para o empregador.

2 - Nem imaginas a quantidade de pessoas que passam quase o ano todo de baixa, a grande maioria de baixa psicológica (e sim, boa parte deles andam a fazer carocas).

3 - É verdade, mas a empresa privada tem de dar lucro para sobreviver, logo geralmente (nem sempre é assim) não se pode dar a esse luxo. O problema dos altos cargos em grande parte das empresas privadas em Portugal são outros, mas esses não interessam para o caso em questão.
 
Pessoalmente defendo uma transição para horários nórdicos ou ingleses. Trabalho e aulas apenas até às 15h, resto do dia livre. Entrada às 7h30 ou às 8h. Meia hora para almoço e ausências de pausas para café. Sempre a dar nessas horas. O resto do dia fica para a família, namorada, amigos, ginásio, etc. Comércio encerrado às 22 horas (e não às 23 ou 24) e dia de descanso ao Domingo para todos (menos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, serviços essenciais). No resto da Europa é assim.
 
Digam o que disserem, façam o que fizerem.. Se tocam no pequenino, um apertar mais do pescoço, a quem ganha menos de 800eur quer esteja no público ou no privado, isto vai tudo ao ar!!

Nunca devemos esquecer-nos das consequências sociais! Isto não é uma luta de público vs privado, é a vida real de muitas famílias!

Que há mamões há.. Que há buracos nas leis há.. Interesses instalados, muitos! O governo e a oposição que tenham muito juízo!!

Se lerem o relatório verão que o total da poupança prevista supera largamente os 4 mil milhões, se aquilo avançar tudo país fica com excedente orçamental pela primeira vez desde o Estado Novo. Mas aquele relatório tem dados manipulados para justificar opções políticas/ideológicas, e isso não é correcto, fazer de nós parvos. Há ali claros exageros com implicações sociais brutais.
 
há aqui uma coisa que eu não compreendo
Se estas medidas são imperativas porque não foram logo aplicadas quando derrapamos e entrou a troika?
Porque razão fizeram um aumento brutal de impostos ,desgastaram a imagem ,saturaram os contribuintes e agora é que decidem que o erro está na despesa?
 
há aqui uma coisa que eu não compreendo
Se estas medidas são imperativas porque não foram logo aplicadas quando derrapamos e entrou a troika?
Porque razão fizeram um aumento brutal de impostos ,desgastaram a imagem ,saturaram os contribuintes e agora é que decidem que o erro está na despesa?

Ora bingo!

Este devia ter sido o ponto de partida. Até porque o corte na despesa é, a meu ver, o ponto fundamental!
 
Editado por um moderador:
As alterações aos planos directores municipais onde se valorizam e desvalorizam superfícies e volumes de construção são sujeitos a consulta pública.

Poucas câmaras utilizam orçamentos zero e aquelas, que correspondem a determinadas orientações políticas, não estão interessadas em orçamentos participativos. As populações também acolhem o desprezo com que são tratadas com a maior naturalidade porque estão mais interessadas nos parágrafos da bíblia que são lidos na missa de domingo e na necessidade de regar as batatas.

Ninguém é eleito sem votos. Ninguém decide por decreto. A democracia e a constituição não estão suspensas apesar dos estudos do governo em funções.

http://www.op-portugal.org/
 
PT ultrapassa Zon em clientes no 'triple play'

Operadora liderada por Zeinal Bava conquistou a liderança no ‘triple play’ no terceiro trimestre de 2012.

Pouco mais de quatro anos depois de ter lançado o serviço de televisão paga Meo, a Portugal Telecom (PT) ultrapassou a Zon Multimédia em número de clientes com serviço ‘triple play' - televisão, internet e voz fixa no mesmo pacote. E assumiu pela primeira vez a liderança neste segmento.

A PT fechou o terceiro trimestre com 758 mil clientes de ‘triple play', de acordo com dados reportados à Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) a que o Diário Económico teve acesso. No mesmo período, a Zon registou 751,7 mil subscritores do serviço ‘triple play', segundo o valor divulgado no relatório e contas consolidado do mesmo período.

Fonte: DE

Já aqui, há uns tempos atrás a PT era líder e depois foi-se a ver e não era. :lmao: No Algarve diria que anda nos 60% ZON, 30% MEO, 7% Cabovisão e 3% Optimus Clix. Com 1.5 milhão de clientes a crise não chegou a este sector e tem tendência a crescer mais, visto que a TDT foi uma palhaçada, só para as pessoas meterem MEO.

As avarias no satélite da MEO nas zonas interiores aqui no Algarve, são mais que moscas em dias de chuva a televisão só dá moscas, a salvação é que chove pouco. :lol:
 
Já aqui, há uns tempos atrás a PT era líder e depois foi-se a ver e não era. :lmao: No Algarve diria que anda nos 60% ZON, 30% MEO, 7% Cabovisão e 3% Optimus Clix. Com 1.5 milhão de clientes a crise não chegou a este sector e tem tendência a crescer mais, visto que a TDT foi uma palhaçada, só para as pessoas meterem MEO.

As avarias no satélite da MEO nas zonas interiores aqui no Algarve, são mais que moscas em dias de chuva a televisão só dá moscas, a salvação é que chove pouco. :lol:

Pois sim, e vê quantos têm ZON no interior do Algarve, pois bem me parecia, e além disso a MEO surgiu muito depois de haver ZON ou TV Cabo como era sobejamente conhecida !

Eu tenho MEO, moro em Santa Bárbara de Nexe e para já não tenho razões de queixa ..... ( bater na madeira )
Foram bastante educados, profissionais e sobretudo sinceros, até me disseram para não meter SportTV pois podia ver os jogos pela Internet !
 
É um bom exemplo do estado "xuxial".

Façamos umas contas simples, que não se devem fazer assim obviamente (inflação, rendimento do capital, etc), mas ficamos com uma ideia por alto.

* A senhora reforma-se com 48, suponhamos que trabalha desde os 20 anos, ou seja, que tenha trabalhado 28 anos.

* A esperança média de vida das mulheres é de 82 anos, ou seja, suponhamos que a senhora viva até aí, recebe reforma durante 34 anos, ou seja, receberia um total de 885.360,00 € (34x14x1860€).

* Esse valor que recebe a dividir pelos seus 28 anos de trabalho dá 2.258,57 € de descontos por mês (885.360/28/14), desde os seus 20 anos. Montante de descontos (a pessoa e o empregador) que obviamente nunca foram feitos.


E depois um desgraçado dum trabalhador independente, precário e com poucos direitos, paga 55% de impostos e segurança social mesmo quer ganhe apenas 500€ por mês.

Dá para entender estas coisas ?


No normal temos:
- Reforma 500 euros: 500*14*15 = 105000 euros;
- Descontos por mês (inicio do trabalho 20 anos): 105000/45/14 = 167 euros;
- Valor que ganharia (sob que incidia os descontos): 555 euros

No especial:
- Reforma 2000 euros: 2000*14*15 = 420000 euros;
- Descontos por mês (inicio do trabalho 20 anos): 420000/45/14 = 667 euros;
- Valor que ganharia (sob que incidia os descontos): 2222 euros;

Agora expliquem-me lá como é que alguém reformada aos 48 anos, com 28 anos de descontos, pode ir auferir uma reforma desse valor apresentado ao Vince, que justiça social é esta, como alguém pode ter como descontos cerca 2200 euros, vão dizer que ela ganhava 7400 euros mensais ?

Vergonha, vergonha, vergonha !
 
É um bom exemplo do estado "xuxial".

Chamas a isso estado social? bem que pelas teorias que apresentas bem que me parecia que estavas equivocado quanto à definição do que é "estado social".

Eu a isto chamaria "concubinagem politica" ser juiz em casa própria, fazer as "próprias regras".

Obviamente que uma reforma deste calibre aos 40 anos é uma ofensa a qualquer português. Isto não tem nada a ver com estado social, isto é um PPR politico feito à medida dos políticos. Não generalizar, ou estás a meter no mesmo saco pensionistas com 220 euros, depois de 40 anos de descontos no comercio e pequena industria. Estes pequenos pensionistas não são os mendigozinhos dos estado social, não existem mendigos, mas sim necessidades diferentes, nem todos são iguais, nem todos são cientistas superdotados, são contribuintes monetários e sociais para o coletivo social. Merecem a dignidade do sistema.
 
Estávamos em 9 de Março de 1995 e Cavaco Silva dava os últimos passos como Governo...

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado António Filipe.

O Sr. António Filipe (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Partido Comunista Português considera hoje, como sempre considerou, que as reformas dos políticos são um princípio injustificável e que deve ser abolido.

Pensamos isto hoje, em Março de 1995, como o pensávamos em 1984, quando a proposta foi apresentada pelo Governo do bloco central, em 1985, quando essa proposta foi aprovada, e em 1987, quando foi discutida a proposta para que as reformas fossem abolidas.

Pode haver quem pense agora uma coisa diferente do que pensava e fez nesses anos. Foi pena que não pensassem o que dizem hoje pensar quando as decisões foram tomadas.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Muito bem!

O Orador: - Chamamos aqui esta questão porque as reformas dos políticos, tal como existem, têm responsáveis e é importante que o País recorde os comportamentos e responsabilidades históricas para poder ajuizar sobre os comportamentos actuais.

As reformas dos políticos existem porque o Governo do bloco central, PS/PSD, apresentou a proposta da sua criação em Outubro de 1984, através da proposta de lei n.º 88/III. Aí se propunha expressamente a atribuição aos políticos com oito anos ou mais de exercício de funções de uma subvenção mensal vitalícia, de quantitativo equivalente a 4 % do vencimento base por cada ano de desempenho do cargo.

Esta proposta foi, nos mesmos termos, integralmente subscrita pelo CDS no seu projecto n.º 400/III, apresentado um mês depois da proposta governamental. O CDS não se opunha às reformas, achava sim que os aumentos então verificados nos vencimentos dos políticos deveriam ser faseados, atingindo só dois anos depois, em 1987, a sua plena eficácia.

O PCP opôs-se especificamente a esta reforma vitalícia dos políticos em todas as fases do processo da sua aprovação, incluindo na votação na especialidade, bem como nas votações na especialidade realizadas durante o processo de confirmação do diploma, após o veto que o Presidente da República exerceu sobre ele.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Bem lembrado!

O Orador: - Votámos contra o artigo 26.º da proposta PS/PSD, como votámos contra o artigo 25.º do projecto n.º 400/III do CDS, já que ambos propunham a mesma exacta reforma vitalícia dos políticos.

No debate na especialidade, subsequente ao veto do Presidente da República, o PCP propôs especificamente a abolição da reforma vitalícia. Dos partidos hoje representados na Assembleia da República, votaram contra a abolição o PS, o PSD e o CDS.

Mas, depois desta votação, propusemos mais: propusemos que a reforma não pudesse ser acumulada com o exercício de qualquer cargo remunerado, público ou privado, nem com outras pensões. Tudo isto foi rejeitado, pelos votos conjugados do PS, PSD e CDS.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Bem lembrado!

O Orador: - Nas eleições que se seguiram, incluímos no nosso programa eleitoral a revogação do estatuto remuneratório dos políticos. Apresentámos mesmo um projecto de lei nesse sentido que, submetido à votação em 1987, foi rejeitado, mais uma vez pela conjugação de votos do PS, PSD e CDS.

Poderão dizer que o projecto do PCP previa não só as abolições das reformas como dos próprios aumentos dos políticos e de outros aspectos da lei. Só que no mesmo dia foi votado um projecto do PRD, visando especificamente a abolição das reformas. Só o PCP o votou favoravelmente, tendo votado contra - e portanto a favor das reformas - o PS, o PSD e o CDS.

É, pois, com um património de posições claras e coerentes que abordamos a questão das reformas dos políticos. E para que não haja qualquer dúvida sobre a posição do PCP, apresentamos um projecto de lei. Assim sinalizamos que estamos contra as reformas, não a reboque de ninguém, mas sim porque é essa a nossa posição.

O nosso projecto não contém ambiguidades nem cria novos privilégios, como faz o Partido Popular. De facto, o Partido popular propõe uma fórmula de cálculo que permite um privilégio especial aos Deputados, já que permite a majoração da reforma pelo exercício do cargo político. É um privilégio, como privilégio é a manutenção de uma especial pensão de sobrevivência, que acresce à que é atribuída às famílias em geral. Não é justo conceder este privilégio apenas às famílias dos políticos.

Apesar destas críticas que fazemos ao PP, por manter e criar privilégios, votaremos a favor do projecto em debate, para que não fiquem quaisquer dúvidas sobre a nossa posição quanto à reforma dos políticos.
Sendo esta a posição do PCP, importa porém clarificar quatro questões em torno deste debate.

Em primeiro lugar, este debate sobre as reformas não é centrado nas reformas dos Deputados. A subvenção mensal vitalícia é atribuída também aos membros do Governo, desde o Primeiro-Ministro até aos Ministros, Secretários de Estado e Subsecretários de Estado; aos Juizes do Tribunal Constitucional e ao Presidente da República. Não se trata, pois, de um privilégio dos Deputados, como muitas vezes o PSD quer fazer crer. E por raízes óbvias: o PSD quer salvaguardar o Governo e a sua imagem, não se importando nada - até acha conveniente - que a imagem da Assembleia seja degradada. É que no Governo está o PSD sozinho e na Assembleia estão também as oposições!

Em segundo lugar, importa salientar que a questão da moralidade e da transparência da vida política é sem dúvida uma questão de regime, e uma questão essencial. O combate contra a corrupção, contra o favoritismo, contra os privilégios, contra as acumulações indevidas é essencial em defesa da democracia, que da nossa parte, PCP, temos sempre presente como uma das grandes prioridades da nossa acção política.

Mas, com a mesma firmeza, combatemos os que fazem desta questão uma forma e um pretexto para denegrir e atacar a democracia portuguesa.

Não vou transcrever mais... o debate completo está disponível aqui...

http://demo.cratica.org/sessoes/1995/3/9/#29400
 
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