O Estado do País

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Pelos cenários que se pintaram na comunicação social pensei que o assalto ia ser bem maior.

Até é bom para o governo o "estrilho" que a comunicação social faz...
Depois as pessoas ficam com a sensação que as coisas estão a correr melhor do que era suposto e acabam por deixar-se ir na onda.

Estas manobras de diversão teem sido bastante utilizadas e até parece que de algum modo há uma cooperação entre o governo e a Tv publica....o PM a falar mesmo antes dos jogos de futebol, as noticias mais sérias guardadas para o fim ou inicio dos telejornais e depois uma data de noticias idiotas pelo meio...esse tipo de coisas parece mesmo propositada.
 
Pelos cenários que se pintaram na comunicação social pensei que o assalto ia ser bem maior.


Até é bom para o governo o "estrilho" que a comunicação social faz...
Depois as pessoas ficam com a sensação que as coisas estão a correr melhor do que era suposto e acabam por deixar-se ir na onda.

Estas manobras de diversão teem sido bastante utilizadas e até parece que de algum modo há uma cooperação entre o governo e a Tv publica....o PM a falar mesmo antes dos jogos de futebol, as noticias mais sérias guardadas para o fim ou inicio dos telejornais e depois uma data de noticias idiotas pelo meio...esse tipo de coisas parece mesmo propositada.

O cenário é sério, apenas é menos sério para a função pública devido à "equidade" exigida pelo TC.


A função pública deverá perder 4 a 5% e os privados cerca do dobro desse valor.

A questão aritmética não é tão simples, em virtude de a maioria dos rendimentos (trabalho por conta e outrem) serão iguais ou menores ao ano de 2012, outros impostos directos e indirectos terão um aumento significativo e equando com o valor da inflação... Bom o resultado não será mesmo nada positivo, especialmente no sector privado.

E neste ponto é que se estranha: quando se quer um sector privado vitalizado, sobretudo para absorver um possível desemprego surgido da função pública (em função do ataque à despesa pública), torna-o cada vez menos atractivo. :huh:
 
É relativamente longa a lista de autarcas do PCP que tem pedido reformas deste género (compreensível até porque o partido impõe centralmente as mudanças, a qualquer momento se pode passar de político dedicado de carreira, a precário), da Moita por ex., só para dar exemplo. É claro que é de enaltecer o precioso esforço do Agreste em nos mostrar a oposição histórica do PCP a este saque do tempo de reforma que conta a dobrar, muito bem, mas infelizmente como em muitas outras ocasiões, há muitas mulheres de César que gostam mesmo de sê-lo, e já nem se dão ao trabalho de apenas parecê-lo.

Oposição histórica?

O que acontece é sempre o mesmo, ou são notáveis que andam décadas ligadas aos partidos políticos e nesse caso vão defendendo os seus valores, ou nos casos que quando deixam do ser, seja qual a razão, todos esses valores se esfumam, e tornam-se nas personagens que estiveram anos a criticar.

A minha crítica não foi ao Agreste, é à política podre que existe em Portugal, onde não existe regras e valores, algo que acompanha (e que é normal) a restante da sociedade portuguesa.
 
Parece que nos vão cortar o gás natural. A Sonatrach da Argélia decidiu suspender as operações no sul do país (junto da fronteira com a Líbia) por causa da guerra no Mali e porque entretanto já desapareceram 41 estrangeiros e 2 foram mortos.

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Parece que nos vão cortar o gás natural. A Sonatrach da Argélia decidiu suspender as operações no sul do país (junto da fronteira com a Líbia) por causa da guerra no Mali e porque entretanto já desapareceram 41 estrangeiros e 2 foram mortos.

A ser verdade a noticia não é assim tão má. Prefiro energias "verdes", porque não apostar em paineis para aquecimentos de águas, ou o reforço da energia através de energias limpas. Com tanto, Mar, tanto sol... enchem-se os bolsos de magnatas do Dubai e outros.

Portugal têm capacidade para ser sustentavel no mercado domestico a nivel energético.
 
Ainda no que respeita à escola publica VS privada, nem de propósito o Jornal Publico de Hoje:

Muito discutível, tive uma professora, uma, que nos preparou verdadeiramente para a faculdade, e eu frequentei o ensino público, ela dizia não trabalhar para a estatística mas sim pro sucesso dos alunos, através do método de estudo e organização do mesmo chegando mesmo a ser nos a dar a matéria nas aulas com apresentações, e a verdade é que tudo isto resultou, quase ninguém teve negativa no exame, pois os testes dela ao longo de 3 anos eram muito mais complicados que os exames tal como os seus critérios de avaliação. É uma senhora pouco apreciada na escola, toda a sua exigência e rigor agradam a pouca gente, um nome quase temido para alguns.
 
Muito discutível, tive uma professora, uma, que nos preparou verdadeiramente para a faculdade, e eu frequentei o ensino público, ela dizia não trabalhar para a estatística mas sim pro sucesso dos alunos, através do método de estudo e organização do mesmo chegando mesmo a ser nos a dar a matéria nas aulas com apresentações, e a verdade é que tudo isto resultou, quase ninguém teve negativa no exame, pois os testes dela ao longo de 3 anos eram muito mais complicados que os exames tal como os seus critérios de avaliação. É uma senhora pouco apreciada na escola, toda a sua exigência e rigor agradam a pouca gente, um nome quase temido para alguns.

Não estou a dizer que não existem pessoas com idoneidade e competência na escola privada, muito pelo contrário, nem tão pouco afirmar que os alunos da escola privada vivem na sombra do facilitismo. Mas nesta noticia há algo curioso, a escola privada prepara-os melhor para a entrada no ensino superior, mas depois os alunos que vieram da escola pública obtêm melhores resultados.

É sem dúvida um indicador curioso que requer um estudo no âmbito qualitativo e não no quantitativo, existe uma subjetividade adjacente a este indicador curioso.

;)
 
Quando analisamos dados de estudos temos de ser críticos em relação aos resultados porque existem factores de confundimento. Nem sempre uma associação demonstrada estatisticamente é causal.


Os alunos dos privados têm melhores resultados nos exames mas... temos que ter em conta que quem frequenta essas escolas tem um poder económico acima da média e pode pagar explicadores. Aqui no Porto há colégios onde todos os alunos de certas turmas frequentam um ou vários explicadores, sendo que em alguns casos frequentam 2 explicadores para a mesma discplina. Tendo maior poder económico também compram mais livros de exercícios e de preparação, que como se sabe são muito caros e os preços oscilam em torno dos 25 euros por manual.


No Porto frequentei explicadores para repetir exames para subir a média e ingressar em Medicina e fiz dezenas de testes do colégio Ribadouro e eram muito mais fáceis que os testes da escola pública que frequentara. Os meus colegas do Ribadouro tinham explicadores a Matemática, Química, Biologia, por vezes a Português. Usávamos dois manuais de texto para cada disciplina, quando na escola pública se usa apenas um, e vários de exercícios. Em manuais gastei mais de 500 euros, seguramente.

Vendo o que se fazia no Ribadouro, no D. Duarte ou no Nossa Senhora do Rosário não me pareceu que fosse um ensino extraordinariamente melhor, mas como pontos a favor destaco o bom ambiente escolar, turmas que regra geral não têm baldas a perturbar ou a massacrar com bullying os bons alunos, pois ali estão todos para tirar notas altas para entrar no Superior. Os programas são cumpridos até ao fim e os alunos têm aulas de apoio extra quando os resultados são menos bons.

Os factores que mencionei ajudam a que haja melhores resultados, mas tirando isso o ensino não é extraordinariamente melhor.

Na minha faculdade sempre notei uma tendência para que os alunos da escola pública tivessem notas mais altas, e para que os alunos de extractos sociais mais altos tivessem também notas mais altas. Isto sucede talvez porque os alunos da escola pública tiverem de lutar mais para entrar no Superior, e muitos não tiveram acesso a explicadores, e por isso têm mais autonimia para estudar e obter a informação que precisam, e isso é importantíssimo no Superior. Para além disso os mais ricos têm mais distrações, como o ginásio, saídas à noite, viagens, e não colocam em si tanta pressão para subir na vida.

Posto isto, repito que é fundamental acabar com as diferenças sociais no acesso ao Superior, colocando um mecanismo de acesso justo e igual para todos, o que implica eliminar a média interna de Secundário para efeitos de acesso ao Superior, e também é necessário que o Ministério através da Imprensa Nacional publique livros baratos com toda a matéria e exercícios-tipo fundamentais para o estudo para os exames nacionais.
 
António José Seguro, perante ameaças de uma crise política e eventuais eleições antecipadas, assegura que o Partido Socialista está pronto para ser Governo e que os membros deste eventual Executivo iriam surpreender o País.

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Em entrevista ao Gente que Conta, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, o secretário-geral do PS diz que são os desentendimentos entre os partidos da coligação no poder que podem provocar uma crise política e reafirma que não irá para o Governo sem eleições.

Avisa que o País já está atrasado para renegociar as condições do programa de ajustamento e, quanto à reforma do Estado, afirma que o Governo não explicou sequer as razões que obrigam a cortar quatro mil milhões de euros na despesa. Defende que o diálogo político e social foi destruído pelo Executivo e pelo primeiro-ministro, que acusa de não ter "voz" na Europa.

No que diz respeito às propostas alternativas do Partido Socialista, António José Seguro revela que o partido tem três prioridades para relançar a economia portuguesa: captação de investimento estrangeiro, fomento das exportações e um programa de substituição de importações pelo aumento da produção nacional, nos sectores de bens e serviços transacionáveis.


File


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E pronto... a CDU perdeu as eleições na Baixa Saxónia e perde também a maioria no Senado. Dispõe de maioria no Parlamento até às eleições de setembro.
 
E pronto... a CDU perdeu as eleições na Baixa Saxónia e perde também a maioria no Senado. Dispõe de maioria no Parlamento até às eleições de setembro.

Se vencerem os sociais-democratas o Sul terá aquilo que tanto quer, a máquina impressora ligada, mas será uma ilusão, não é isso que vai solucionar os problemas do país.

Há dias li um artigo muito interessante sobre a crise nos países árabes. Deitam a culpa de todos os males a Israel e aos EUA, mas a verdade é que são sociedades muito disfuncionais, com muita corrupção e tráfico de influências, sem mobilidade social, taxas de desemprego brutais que superam os 30%.

O mesmo por cá, há muitos problemas estruturais que ainda não foram resolvidos.

1) Reestruturação de empresas públicas como a CP e a TAP.
2) Extinção das empresas municipais.
3) Mapa do poder local com menos municípios.
4) PPP's.
5)Desperdício de dinheiro no Ensino.
6) Tabelas salariais na função pública e reformas de funcionários públicos.

É sabido que em certas profissões e dentro de algumas profissões em certos escalões há salários no sector empresarial do Estado e na administração central que são identicados aos praticados em países com um PIB per capita 1,5 ou 2 vezes superior ao nosso, penso por exemplo nos juízes, que acumulam salário com um subsídio para paga a renda da casa, e tudo somado dá perto de 5000 euros. Há também as reformas, a discrepância entre público e privado é enorme e injusta. Será que algum Governo vai pôr fim a esa injustiça?

Creio que o Estado deverá rever tabelas salariais de militares, médicos, juízes, professores universitários, trabalhadores de empresas públicas, enfermeiros... e também as reformas destes profissionais.

Por outro lado o custo de vida terá de baixar. Não se admitem os preços das rendas que se praticam por cá. Nos arredores de Dublin arranja-se um T2 por 200 euros. Nos arredores do Porto um T2 não fica por menos de 400 euros. Mas na Irlanda o salário mínimo é superior a 1000 euros. E por cá inferior a 500 euros.
 
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