O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
PT lança oferta integrada de TV, Net e Voz fixa e móvel

Marca do 4 play vai ser m4o.

A PT vai lançar uma oferta de quadruple play que integra televisão, internet, telefone fixo e telefone móvel. Esta nova oferta vai ter a marca Meo, que tem também uma nova imagem, explicou Zeinal Bava, numa conferência de imprensa que decorre no Pavilhão Atlântico.

"Ainda não tínhamos lançado porque estávamos a completar o nosso puzzle de investimento para dar simplicidade e eficiência", afirmou Zeinal Bava.

O presidente-executivo da PT mostrou também a nova imagem do Meo, a marca de televisão paga da PT. "O Meo vai ser não uma oferta de televisão mas uma marca de telecomunicações portuguesa", acrescentou, referindo que para fazer esse caminho a PT tinha "de fazer evoluir a marca Meo".

O presidente-executivo da operadora fez esta manhã uma apresentação aos colaboradores e alguns parceiros para explicar a nova visão estratégica da operadora. A oferta móvel vai permitir comunicações ilimitadas para todas as redes. "Vamos libertar as amarras das assimetrias de dentro da rede e fora da rede", garantiu Zeinal Bava.

"O ‘cloud' e a convergência são as duas prioridades estratégicas para 2013. É algo absolutamente fundamental para fazer o reposicionamento da nossa oferta no mercado, para ir ao encontro do que as pessoas querem", acrescentou o gestor.

O pacote vai custar 79,99 euros com 85 canais, internet, dois cartoes móvel com chamadas ilimitadas para todas as redes e 200mb de internet.

"Este é o preço de referencia. Quantos mais serviços da PT tiver mais barato fica" disse Zeinal Bava.

Fonte: DE

O pacote pode custar os 79,99 euros mas não inclui o aluguer das boxes. :D A última frase nunca é verdadeira porque paga-se por todo o serviço e se queres mais serviços pagas mais e nunca menos. Estes 79,99 euros não deve ser o preço verdadeiro, porque a MEO passado 3 ou 6 meses depois o preço da factura aumenta. O pacote tem menos canais, a internet é de 100 Mbps mas só nas zonas com fibra e isso não existe em muitos locais, sem ser em Lisboa e Porto, no Algarve só conheço a Avenida do Liceu em Faro é que tem fibra.

Aqui na zona onde vivo, só existe MEO ADSL a 24 Mbps, mas um vizinho meu tem e a internet não passa dos 10 Mbps, eu tenho ZON Irís e tenho a velocidade de 100 Mbps, às vezes até tenho mais velocidade.

A ver o que a ZON vai fazer para combater a concorrência. :D
 
Estávamos em 9 de Março de 1995 e Cavaco Silva dava os últimos passos como Governo...

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado António Filipe.

O Sr. António Filipe (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Partido Comunista Português considera hoje, como sempre considerou, que as reformas dos políticos são um princípio injustificável e que deve ser abolido.

Pensamos isto hoje, em Março de 1995, como o pensávamos em 1984, quando a proposta foi apresentada pelo Governo do bloco central, em 1985, quando essa proposta foi aprovada, e em 1987, quando foi discutida a proposta para que as reformas fossem abolidas.

Pode haver quem pense agora uma coisa diferente do que pensava e fez nesses anos. Foi pena que não pensassem o que dizem hoje pensar quando as decisões foram tomadas.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Muito bem!

O Orador: - Chamamos aqui esta questão porque as reformas dos políticos, tal como existem, têm responsáveis e é importante que o País recorde os comportamentos e responsabilidades históricas para poder ajuizar sobre os comportamentos actuais.

As reformas dos políticos existem porque o Governo do bloco central, PS/PSD, apresentou a proposta da sua criação em Outubro de 1984, através da proposta de lei n.º 88/III. Aí se propunha expressamente a atribuição aos políticos com oito anos ou mais de exercício de funções de uma subvenção mensal vitalícia, de quantitativo equivalente a 4 % do vencimento base por cada ano de desempenho do cargo.

Esta proposta foi, nos mesmos termos, integralmente subscrita pelo CDS no seu projecto n.º 400/III, apresentado um mês depois da proposta governamental. O CDS não se opunha às reformas, achava sim que os aumentos então verificados nos vencimentos dos políticos deveriam ser faseados, atingindo só dois anos depois, em 1987, a sua plena eficácia.

O PCP opôs-se especificamente a esta reforma vitalícia dos políticos em todas as fases do processo da sua aprovação, incluindo na votação na especialidade, bem como nas votações na especialidade realizadas durante o processo de confirmação do diploma, após o veto que o Presidente da República exerceu sobre ele.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Bem lembrado!

O Orador: - Votámos contra o artigo 26.º da proposta PS/PSD, como votámos contra o artigo 25.º do projecto n.º 400/III do CDS, já que ambos propunham a mesma exacta reforma vitalícia dos políticos.

No debate na especialidade, subsequente ao veto do Presidente da República, o PCP propôs especificamente a abolição da reforma vitalícia. Dos partidos hoje representados na Assembleia da República, votaram contra a abolição o PS, o PSD e o CDS.

Mas, depois desta votação, propusemos mais: propusemos que a reforma não pudesse ser acumulada com o exercício de qualquer cargo remunerado, público ou privado, nem com outras pensões. Tudo isto foi rejeitado, pelos votos conjugados do PS, PSD e CDS.

O Sr. Lino de Carvalho (PCP): - Bem lembrado!

O Orador: - Nas eleições que se seguiram, incluímos no nosso programa eleitoral a revogação do estatuto remuneratório dos políticos. Apresentámos mesmo um projecto de lei nesse sentido que, submetido à votação em 1987, foi rejeitado, mais uma vez pela conjugação de votos do PS, PSD e CDS.

Poderão dizer que o projecto do PCP previa não só as abolições das reformas como dos próprios aumentos dos políticos e de outros aspectos da lei. Só que no mesmo dia foi votado um projecto do PRD, visando especificamente a abolição das reformas. Só o PCP o votou favoravelmente, tendo votado contra - e portanto a favor das reformas - o PS, o PSD e o CDS.

É, pois, com um património de posições claras e coerentes que abordamos a questão das reformas dos políticos. E para que não haja qualquer dúvida sobre a posição do PCP, apresentamos um projecto de lei. Assim sinalizamos que estamos contra as reformas, não a reboque de ninguém, mas sim porque é essa a nossa posição.

O nosso projecto não contém ambiguidades nem cria novos privilégios, como faz o Partido Popular. De facto, o Partido popular propõe uma fórmula de cálculo que permite um privilégio especial aos Deputados, já que permite a majoração da reforma pelo exercício do cargo político. É um privilégio, como privilégio é a manutenção de uma especial pensão de sobrevivência, que acresce à que é atribuída às famílias em geral. Não é justo conceder este privilégio apenas às famílias dos políticos.

Apesar destas críticas que fazemos ao PP, por manter e criar privilégios, votaremos a favor do projecto em debate, para que não fiquem quaisquer dúvidas sobre a nossa posição quanto à reforma dos políticos.
Sendo esta a posição do PCP, importa porém clarificar quatro questões em torno deste debate.

Em primeiro lugar, este debate sobre as reformas não é centrado nas reformas dos Deputados. A subvenção mensal vitalícia é atribuída também aos membros do Governo, desde o Primeiro-Ministro até aos Ministros, Secretários de Estado e Subsecretários de Estado; aos Juizes do Tribunal Constitucional e ao Presidente da República. Não se trata, pois, de um privilégio dos Deputados, como muitas vezes o PSD quer fazer crer. E por raízes óbvias: o PSD quer salvaguardar o Governo e a sua imagem, não se importando nada - até acha conveniente - que a imagem da Assembleia seja degradada. É que no Governo está o PSD sozinho e na Assembleia estão também as oposições!

Em segundo lugar, importa salientar que a questão da moralidade e da transparência da vida política é sem dúvida uma questão de regime, e uma questão essencial. O combate contra a corrupção, contra o favoritismo, contra os privilégios, contra as acumulações indevidas é essencial em defesa da democracia, que da nossa parte, PCP, temos sempre presente como uma das grandes prioridades da nossa acção política.

Mas, com a mesma firmeza, combatemos os que fazem desta questão uma forma e um pretexto para denegrir e atacar a democracia portuguesa.

Não vou transcrever mais... o debate completo está disponível aqui...

http://demo.cratica.org/sessoes/1995/3/9/#29400

Sim, ainda bem que colocaste o "link" e torna a coisa bem diferente em relação à parte transcrita sem o resto.

Mas de certa forma, muito bem o PCP em 1995 em Lisboa e muito mal em Palmela em 2013.

É tudo farinha do mesmo saco, só muda a sigla.
 
Sim, ainda bem que colocaste o "link" e torna a coisa bem diferente em relação à parte transcrita sem o resto.

Mas de certa forma, muito bem o PCP em 1995 em Lisboa e muito mal em Palmela em 2013.

É tudo farinha do mesmo saco, só muda a sigla.

Sim, facilita as coisas. São todos iguais.

A ver o que a ZON vai fazer para combater a concorrência. :D

O produto não está disponível no mercado portanto não se conhecem as condições a que vai ser vendido. Espero que o regulador esteja atento à publicidade enganosa.



Uma página interessante...

Em 2001, 80% dos contadores eléctricos em Espanha contavam energia a mais...

António Moreno, reformado espanhol, engenheiro, leva vários anos a denunciar as fraudes dos fornecedores de electricidade, ajudando os consumidores...

a sua página pessoal em castelhano.

http://www.estafaluz.com/
 
É tudo farinha do mesmo saco, só muda a sigla.
:thumbsup:

A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente Custódio Sá, eleita pelo PCP, vai reformar-se aos 47 anos, idade que terá em Fevereiro quando entrar em vigor a mais recente lista de beneficiários da pensão da Caixa Geral de Aposentações. A autarca vai, no entanto, manter-se no cargo até ao final do mandato, disse à Lusa fonte da câmara.
De acordo com o Diário da República publicado no dia 8 de Janeiro último, Ana Teresa Vicente, nascida a 28 de Janeiro de 1966, passa a receber uma pensão da Caixa Geral de Aposentações no valor de 1859,67 euros.

Público
 
744553
 
Não vejo o porquê de tanta publicidade na noticia, o PCP (cassete) está contra, a ver vamos como fica....:D
Agora imaginem as centenas de camaras das "maiorias" nas mesmas condições e que ninguem comenta:(:(
 
«O relatório do FMI teve este efeito: uniu a oligarquia do regime. Da direita à esquerda, do Governo à oposição, quase toda a gente levantou a pá de Aljubarrota. Manuel Alegre lembrou até o ultimato de 1890. Carlos Moedas foi a proverbial exceção. Não se esperava outra coisa. O FMI foi ingénuo. Partiu do pressuposto de que o Estado é uma empresa com certos objetivos, como o de garantir o acesso à educação e à saúde, e sugeriu maneiras de o Estado cumprir a sua missão com mais sucesso e sem fazer sofrer tanto o país. Ora o Estado não é bem isso. É a forma como nos relacionamos uns com os outros, e o meio através do qual a oligarquia política controla a população. Os objetivos descritos pelo FMI são secundários, em relação às razões de ser principais do Estado: permitir-nos vidas desligadas; com menos responsabilidades, e dar recursos à oligarquia para criar clientelas e fomentar dependências. Por exemplo, o funcionalismo, que o FMI trata como mão de obra, serve de facto como base social ao regime. Sem este Estado, haveria mais responsabilidades para os cidadãos e menos poder para a oligarquia. Estamos perante uma questão política, e não empresarial.

Por isso, o regime trata o Estado atual como o salazarismo tratava o ultramar antes do 25 de abril: é indiscutível. Cortes 'temporários da despesa, sim. Debates sérios sobre a estrutura do Estado, não. Acontece que o cardápio de opções do FMI não perturbará este ambiente. Por duas razões.

Primeiro, por ter sido elaborado pelo FMI. Vai facilitar a vida dos que identificam qualquer reforma com "traição à pátria" ou "ignorância do país". Pior: cozinhado por "técnicos", abstém-se de qualquer finalidade política. Mais uma vez, o reformismo aparece reduzido à procura seca de eficiência.

Segundo, o documento não ajuda porque surge sem o seu par natural: um estudo da alternativa, isto é, dos custos - fiscais, mas também financeiros, sociais e económicos - de manter o Estado tal como está. Diz-nos quanto custa mudar; não nos diz quanto custa ficar na mesma.

Como lembrou Abebe Selassié, a quem cabe agora desempenhar o papei da lendária Teresa Ter-Minassian, a única coisa de que precisamos é de ter contas certas, pelo menos enquanto ninguém nos quiser emprestar dinheiro em grande escala. Mas essas contas podem ser acertadas de várias maneiras, por exemplo cortando despesas ou aumentando impostos. Selassié lava as mãos: nós é que temos de 'decidir. O relatório do FMI deu-nos uma ideia (uma ideia entre outras) do que significa cortar despesas; precisamos de saber o que é que significa, neste país, aumentar impostos, por exemplo até aos 48% da Dinamarca: quem os vai pagar, e com que consequências sociais e económicas.

Se tivéssemos esse estudo, poderíamos então dividir-nos, discutir, até votar. O que será preferível? Construir outro Estado, isto é, desenvolver outro modo de vida e entrar noutra fase desta democracia, ou marchar alegremente para as repartições de finanças, cantando, numa adaptação de Horácio, "é doce e honroso morrer pelo Estado"?»

Morrer pelo Estado, Rui Ramos no Expresso

http://impertinencias.blogspot.pt/2013/01/estado-de-sitio-sera-o-estado.html?m=1
 
Se tivéssemos esse estudo, poderíamos então dividir-nos, discutir, até votar. O que será preferível? Construir outro Estado, isto é, desenvolver outro modo de vida e entrar noutra fase desta democracia...

:lmao:

Pensamento em curso: Para a maioria dos crentes na vulgata da esquerdalhada só interessa catar os factos que aparentemente confirmam a doutrina, porque no final do dia aplicam o princípio de Tertuliano (supondo que foi ele que o formulou) credo quia absurdum. Não é para esses que aqui escrevemos.

:eek:

volsalazarcerejeira584p.jpg

Rui Ramos... estás a ver o mesmo que eu? olha para ali...
 
Uma de cal e outra de areia... Alberto Gonçalves e Henrique Raposo estão em competição para ver quem escreve mais mentiras.

Não vale a pena desfazer aquele lixo a que chamam relatório do FMI... Para justificar o lixo na educação basta pensar que se usou uma combinação dos indicadores de PISA de 2003 (quando há indicadores de 2009, que o próprio relatório cita), combinados com gastos de 2000...
 
Uma de cal e outra de areia... Alberto Gonçalves e Henrique Raposo estão em competição para ver quem escreve mais mentiras.

Não vale a pena desfazer aquele lixo a que chamam relatório do FMI... Para justificar o lixo na educação basta pensar que se usou uma combinação dos indicadores de PISA de 2003 (quando há indicadores de 2009, que o próprio relatório cita), combinados com gastos de 2000...

A parte da Educação tem dados manipulados para justificar opções ideológicas ou opções que favorecem dois grupos de interesse que apoiaram Passos e que esperam agora o retorno. Falo dos colégios com contrato de associação e das Universidade privadas.
 
Pisa 2009 ? Hum, essa brilhante e "transparente" peça de manipulação e propaganda que houve na altura. Ok, estamos conversados...



Tu muitas vezes baralhas-me. Tanto transcreveres um discurso liberal de um intelectual qualquer da área, como dás um sermão moralizador qualquer sobre as escolhas erradas da sociedade que não tem em conta as consequências das suas escolhas. Até do que as pessoas comem já chegaste a falar aqui.

Já percebi que tens um preconceito "ideológico" contra o ensino privado, eu não tenho, para mim, há escolhas livres, decisões, responsabilidade e consequências. Eu entendo porque tens esses preconceitos, já os explicaste várias vezes, mas o ângulo por onde abordas isso está errado.

Não tenho preconceito contra o ensino privado, desde que haja igualdade na avaliação para o acesso ao Superior ou a profissões. As desigualdades não surgem apenas no privado, por exemplo, discute-se agora a utilização das médias de curso para acesso à especialidade em Medicina, ora sucede que o curso em Lisboa é mais fácil, e isso reflecte-se nas notas dos alunos de Lisboa, que têm médias internas muito mais elevadas. Quando se concorre a um emprego no privado o empregador não olha apenas para a média, olha também para a faculdade onde o aluno se formou, e isso balança as coisas, mas quando se concorre ao público apenas com uma média sem ter em conta outros factores geram-se injustiças. O mesmo sucede no acesso ao Superior, há um estudo recente que prova que os alunos dos liceus privados são favorecidos nas médias internas.

Em relação aos colégios com contrato de associação a comunicação social tem sublinhados que se situam próximos de escoas públicas renovadas com corpo docente com horário zero. Tendo em conta que consomem 150 ou 200 milhões de euros por ano, dada a nossa situação financeira, creio que se justifica colocar um ponto final aeste financiamento, atendendo no entanto a casos muito específicos (colégios de órfãos, por exemplo). É necessário aproveitar melhor a rede pública já existente, para poupar.
 
Olhando para os exemplos recentes de Miguel Relvas e José Sócrates, cujas licenciaturas foram "tiradas" em universidades ou instituições privadas e que deixaram muito a desejar à ética e quiçá à legalidade, penso que não restam dúvidas, o caminho para a privatização do ensino superior em detrimento do ensino público pode ser bastante perigoso....


PS: já me esquecia do caso da Moderna também....
 
Estado
Fechado para novas mensagens.