O Estado do País

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Nova greve do Metro :( Agora que já não posso ir de carro para o Campus da Justiça pois fica carissimo (e automóvel vai ser só para comerciais) como farei de futuro? É fácil fazer greve e outras reivindicações de "direitos adquiridos" quando se tem o salário depositado todos os meses na conta bancária - quer se trabalhe muito ou pouco. Andam mal habituados os sujeitinhos hem... :mad:
 
Como previsivel o PS já vem pedir a maioria...talvez com o timing um bocado prévio, mas nada que os portugueses não contem nestes ciclos;)
Ah agora não prometem nada, será que vai haver penas para quem minta:lmao:
 
Assim não só se conhece um povo, como se entende o que as pessoas provavelmente perceberão a crise que estamos a atravessar e a as suas causas, mais de 15 minutos após a publicação da noticia ninguém comenta, se fosse um escândalo politico ou pra bater na governo ou no primeiro ministro já toda a gente o fazia. Isto é uma excelente noticia.

 
#97804 Abel Carvalho - Vila Verde - Pintor - 16 setembro 1944 - 5 fevereiro 1945 -- #97910 Delfim da Cunha - Lousada - Camponês - 16 setembro 1944 - 4 abril 1945 -- #99347 Tomás Vieira - Albufeira - Carroceiro - 16 de setembro 1944 - 16 novembro 1944

Que significa isto? 1945, 1944 ...? E que tal falar dos dias de hoje, 2013 p.ex. Isso já passou e os alemães têm imensa vergonha do que aconteceu - a não ser um grupinho de extremistas que clama ainda a supermacia da raça ... não sei quê. Cá, o Estado Novo terminou antes do nascimento de ... muito aqui no Forum. E que tal um sentimento de nação? Tipo "Herois do mar, nobre povo...". Será demasiada consciência de nação, de povo, de Ocidental praia Lusitana (mas de sua propriedade - sim nosso!!!) :confused:
 
Nova greve do Metro :( Agora que já não posso ir de carro para o Campus da Justiça pois fica carissimo (e automóvel vai ser só para comerciais) como farei de futuro? É fácil fazer greve e outras reivindicações de "direitos adquiridos" quando se tem o salário depositado todos os meses na conta bancária - quer se trabalhe muito ou pouco. Andam mal habituados os sujeitinhos hem... :mad:

Cada um tem direito a fazer greve, mas os prejudicados somos nós mais uma vez. O metro ultimamente tem feito greve dia sim, dia não! Andamos nós a pagar o passe para não andar de transporte público. Um reembolso por parte do metro não ficava nada mal, mas já sabemos como funcionam as coisas no que a reembolsos/indmnizações diz respeito..
 
Não sei se é aqui o sítio correcto para este desabafo mas se for esse o caso peço a um administrador que o recoloque.

Depois das noticias de que ainda existem povoações as escuras 96 horas após a “Gong” fazer das suas, e tendo sido eu um dos que ficou ás escuras SÓ 60 horas…

Sendo os fenómenos da natureza imprevisíveis, compreendo perfeitamente que nunca se está devidamente preparado para eles. Falo de nós todos como indivíduos, de famílias ou de empresas.
Embora eu momentaneamente tenha atirado as culpas de estar sem electricidade para a Edp, depois de ver os estragos compreendi que as coisas não iam ser tão rápidas quanto eu desejaria e que por muito boa vontade que se tivesse, muitos meios ou mão de obra, existe sempre uma parte técnica que o torna mais ou menos complicado e neste caso isto ia demorar.
Do mesmo modo que não posso pedir que estejam 100 médicos numa urgência de hospital todos os dias á espera de uma catástrofe, não posso culpar a Edp por falta de meios ou do tempo que levam a reparar a avaria.
Aqui onde vivo, foram muitos os benfeitores que pegaram nas motos serras ou que deram a sua mão de obra , pois não havia bombeiros ou Protecção Civil para tudo e nestas ocasiões a Protecção Civil somos todos nós.

Posso sim, culpar a Edp por não ter tido soluções temporárias para resolver as situações mais complicadas.
Quantos Geradores tem o Exercito em Portugal?
Não entendo porque não foi accionado um pedido ao exército por parte da Edp ou do próprio Estado, pois alem dos geradores eles também têm motos serras.
Se a Edp não tomou na altura nenhuma posição, deveria ter sito o Estado a toma-la, e se fosse esse o caso até podia ganhar uns cobres, nesta altura de crise, desta empresa multimilionária.
 
A EDP não tem quase ninguém porque subcontrata tudo. Assim existiam uma série de pequenas e algumas médias empresas que trabalhavam na manutenção da rede para a EDP e completavam a tesouraria com obras que faziam para outros privados ligados à construção civil. Ora a crise na construção civil fez desaparecer as obras novas e sem elas as empresas tornaram-se deficitárias. A esmagadora maioria fechou a porta porque o dinheiro pago pela EDP não dá pra nada. Portanto nestas alturas de necessidade não há gente em número suficiente para trabalhar. Era um filme que já se começava a ver em 2009. Devem lembrar-se certamente de ver empresas do minho a trabalhar na zona oeste. As críticas de 2009 são exactamente as mesmas de 2013 só que estamos pior.
 
Não sei se é aqui o sítio correcto para este desabafo mas se for esse o caso peço a um administrador que o recoloque.

Depois das noticias de que ainda existem povoações as escuras 96 horas após a “Gong” fazer das suas, e tendo sido eu um dos que ficou ás escuras SÓ 60 horas…

Sendo os fenómenos da natureza imprevisíveis, compreendo perfeitamente que nunca se está devidamente preparado para eles. Falo de nós todos como indivíduos, de famílias ou de empresas.
Embora eu momentaneamente tenha atirado as culpas de estar sem electricidade para a Edp, depois de ver os estragos compreendi que as coisas não iam ser tão rápidas quanto eu desejaria e que por muito boa vontade que se tivesse, muitos meios ou mão de obra, existe sempre uma parte técnica que o torna mais ou menos complicado e neste caso isto ia demorar.
Do mesmo modo que não posso pedir que estejam 100 médicos numa urgência de hospital todos os dias á espera de uma catástrofe, não posso culpar a Edp por falta de meios ou do tempo que levam a reparar a avaria.
Aqui onde vivo, foram muitos os benfeitores que pegaram nas motos serras ou que deram a sua mão de obra , pois não havia bombeiros ou Protecção Civil para tudo e nestas ocasiões a Protecção Civil somos todos nós.

Posso sim, culpar a Edp por não ter tido soluções temporárias para resolver as situações mais complicadas.
Quantos Geradores tem o Exercito em Portugal?
Não entendo porque não foi accionado um pedido ao exército por parte da Edp ou do próprio Estado, pois alem dos geradores eles também têm motos serras.
Se a Edp não tomou na altura nenhuma posição, deveria ter sito o Estado a toma-la, e se fosse esse o caso até podia ganhar uns cobres, nesta altura de crise, desta empresa multimilionária.

Não se pode culpar a EDP neste caso em concreto. Seria impossível solucionar todos os problemas em tempo razoável.

Estamos a falar em quebras graves de energia eléctrica em cerca de 1/5 do território nacional, com linhas praticamente destruídas em extenções de kms.

Com é óbvio, sujeito a menos quebras seria através de cabo subterrâneo, mas isso significaria um preço de implantação muito maior uma maior extensão das linhas.
 
A EDP não tem quase ninguém porque subcontrata tudo. Assim existiam uma série de pequenas e algumas médias empresas que trabalhavam na manutenção da rede para a EDP e completavam a tesouraria com obras que faziam para outros privados ligados à construção civil. Ora a crise na construção civil fez desaparecer as obras novas e sem elas as empresas tornaram-se deficitárias. A esmagadora maioria fechou a porta porque o dinheiro pago pela EDP não dá pra nada. Portanto nestas alturas de necessidade não há gente em número suficiente para trabalhar. Era um filme que já se começava a ver em 2009. Devem lembrar-se certamente de ver empresas do minho a trabalhar na zona oeste. As críticas de 2009 são exactamente as mesmas de 2013 só que estamos pior.

Não se vê grande diferença na quantidade de serviço (até admito que agora numa avaria é se servido mais rapidamente), mas sim na qualidade.
 
Como é que respondes a clientes que estão 4-5 dias sem energia. Provavelmente nem a empresa sabe quem são nem onde estão. As mesmas críticas de 2009, o call-center funciona bem mas é só quando querem vender serviços.
 
Como é que respondes a clientes que estão 4-5 dias sem energia. Provavelmente nem a empresa sabe quem são nem onde estão. As mesmas críticas de 2009, o call-center funciona bem mas é só quando querem vender serviços.

O call-center não funciona, nem nunca funcionou.

A diferença está na resolução de avarias. Há dez anos atrás poderiam demorar 2/3 dias para ir verificar uma avaria.

Não podemos ter memória curta.
 
Não se pode culpar a EDP neste caso em concreto. Seria impossível solucionar todos os problemas em tempo razoável.

Estamos a falar em quebras graves de energia eléctrica em cerca de 1/5 do território nacional, com linhas praticamente destruídas em extenções de kms.
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Por isso mesmo deveriam ter encontrado soluções
 
A Crise resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção - António Costa

“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia.
Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha.
E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

Fonte: http://www.g-sat.net/o-pasquim-da-republica-914/a-crise-resolve-se-combatendo-as-suas-causas-o-regabofe-e-a-corrupcao-antonio-costa-498725.html
 
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