O Estado do País

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Descida do IRC:

- Fazer descer este imposto, não faz crescer o emprego. Ainda não perceberam que as empresas estão sempre dimensionadas com os trabalhadores que precisam. É com eles, que geram lucro! Só se contrata trabalhadores, quando se prevê aumentar as vendas ou prestação de serviços, ok?!
- O objectivo de fazer descer o IRC, é outro! É tornar mais competitivo o nosso mercado de trabalho, as nossas empresas, favorecendo a descida de preços (deflação sustentada), mas acima de tudo, captar investimento estrangeiro, criação de mais empresas. Só assim vamos gerar mais emprego!

Isenção de contribuições a menores de 30anos:

- Pode ser uma almofada, que permite aos jovens ter mais algum dinheiro disponível para sustentar o consumo interno.. Mas essa almofada não os deixaria dormir descansados, pensando que seria tido em conta no cálculo da sua reforma!
- Num país mais liberal, seria uma medida a ter em conta. Mas de forma transparente, isto é, que cada um de nós saiba o que tem direito a partir da idade de reforma, se fizer descontos até aos 30 ou se optar por não fazer. Não seria uma medida imposta, mas sim dada a escolher por cada um.
- Poderia ser uma contribuição mínima à seg social, que permitisse os jovens investir noutros fundos de reforma.

Tecto de reforma nos 2500eur:

-Sim, concordo. É mais que suficiente para se viver dignamente. Quem quiser ganhar mais que invista em fundos de reforma privados.

Eliminar o ordenado mínimo:

- Funcionaria caso tivéssemos desemprego inferior a 4%. Caso contrário seríamos explorados até ao tutano!
- Há países onde o ordenado mínimo é fixado por cada estado, exemplo: áustria. Mas são países com outra cultura, diferente do sul. A definição do ordenado mínimo por estado, tem mais a ver com a adequação do ordenado ao nível de vida de cada região! Portugal é um país pequeno (esquecendo o mar).. mas têm grandes diferenças regionais no nível de vida (custo), significa que lisboa e porto teriam ordenado mínimo maior que no interior. Mas em vez de aumentar no litoral, fazer descer o ordenado mínimo no interior seria o caos para os cidadãos do interior já empobrecidos.

Sustentabilidade da segurança social:

- O melhor mesmo é ir ao site da seg social e ver os números. Para quê inventar? O que significa que devem à seg social X, Y ou Z?? Não somos todos quem contribuimos? O buraco na seg social, é um facto, razão pela qual existe o tal factor de sustentabilidade do sócrates, e que não vai ser o suficiente para os próximos 10anos. Apenas se adiou mais um pouco o problema da questão.. A verdade é que:
- os políticos vão buscar aos nossos cofres, pensões vitalícias para as quais NUNCA descontaram.
- pagamos pensões de sobrevivência, e outras pensões sociais, de quem nunca descontou.
- pagamos pensões unificadas da CGA com a Seg social, cujo montante apurado, não receberam nem 1/3 de descontos!

Outras medidas:

- Há empresas que nem trabalhadores têm, ou têm muito poucos. Contudo tem um lucro imenso, ao qual só é tributado o IRC e o IVA. Teria de haver uma diferença nos valores a contribuir, por forma a que o IRC destas empresas fosse superior às empresas com maior taxa de empregabilidade vs lucro anual!

Esta é a realidade.. :)
 
IVA da restauração não desce em 2014

Nem o apelo desta semana do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, chegou para que o Governo incluísse no próximo Orçamento uma pontual redução de impostos.

Nas contas que estão a ser feitas no Terreiro do Paço não há verbas para quase nada: o IVA da restauração vai ficar nos 23% e a sobretaxa de 3,5% em IRS manter-se-á provavelmente inalterada. A única margem que deve existir – ontem a discussão estava na mesa do Conselho de Ministros – será aproveitada para baixar muito ligeiramente a taxa de IRC, dando início à prometida reforma do imposto (com o objectivo de baixar dos 20% em 2017).

No que respeita ao imposto sobre as empresas não será preciso muito para acomodar uma redução. Sendo cobrado apenas no ano seguinte, o Orçamento só terá de prever uma ligeira diminuição do correspondente pagamento por conta. E no Governo – sobretudo a ala CDS, a do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais – argumenta-se que é preciso contar com os efeitos positivos que a medida pode provocar na economia.

Mesmo assim, há quem argumente no Executivo que é preciso ter cautelas com a dimensão da redução do imposto. Porque 2015 será ainda um ano difícil e convém, diz a mesma fonte, não o comprometer já em demasia.

Quanto ao mais, “não há margem”, confidenciou ao SOL um membro do Governo. A questão do IVA da restauração é a mais sensível dentro do Executivo. É conhecido que Pires de Lima e Paulo Portas defendem uma redução da taxa, à semelhança do que têm proposto PS, PCP e BE.

O grupo de trabalho interno, que estudou os efeitos da subida da taxa dos 13 para os 23%, abriu uma porta para uma redução parcial a meio de 2014. Mas Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque não vêem que essa descida seja preferencial face ao IRS.

Na RTP, Passos Coelho, mesmo dizendo que a matéria ia ainda ser analisada em Conselho de Ministros, foi claro ao não “criar expectativas” sobre uma mexida no IVA. Respondendo a uma empresária de restauração, argumentou que a descida da taxa não serviria para baixar os preços. Leia-se: serviria para subsidiar os restaurantes.

A associação do sector vai lançar agora um manifesto, alertando que haverá 39 mil falências e menos 59 mil postos de trabalho em 2014.

Fonte: SOL

O Passos Coelhos nessa entrevista à RTP respondeu e muito bem, vão descer o IVA para quê, só para a malta dos restaurantes andarem a fugir ao fisco como andaram até aqui, com o IVA a 13%. Os preços vão baixar então não vão, deixem-me rir quem acredita que a redução do IVA vai fazer baixar os preços é como acreditar no Pai Natal. :lol:

É engraçado, quando vou a um restaurante e peço factura para entregar na empresa, a maior parte dos restaurantes quando ouvem a palavra factura, fazem cá uma cara até parece que é crime pedir factura num restaurante. :rolleyes:
 
Descida do IRC:

- Fazer descer este imposto, não faz crescer o emprego. Ainda não perceberam que as empresas estão sempre dimensionadas com os trabalhadores que precisam. É com eles, que geram lucro! Só se contrata trabalhadores, quando se prevê aumentar as vendas ou prestação de serviços, ok?!
- O objectivo de fazer descer o IRC, é outro! É tornar mais competitivo o nosso mercado de trabalho, as nossas empresas, favorecendo a descida de preços (deflação sustentada), mas acima de tudo, captar investimento estrangeiro, criação de mais empresas. Só assim vamos gerar mais emprego!

O segundo parágrafo contraria o primeiro. Captar investimento estrangeiro e criar mais empresas faz crescer o emprego.

Mas também, uma descida do IRC, como dizes e bem, teria como primeira consequência a descida dos preços de produtos e serviços. Em quase todos os sectores, uma descida de preços origina maior consumo, logo maior necessidade de produção, logo mais necessidade de mão de obra.
 
O Passos Coelhos nessa entrevista à RTP respondeu e muito bem, vão descer o IVA para quê, só para a malta dos restaurantes andarem a fugir ao fisco como andaram até aqui, com o IVA a 13%. Os preços vão baixar então não vão, deixem-me rir quem acredita que a redução do IVA vai fazer baixar os preços é como acreditar no Pai Natal. :lol:

É engraçado, quando vou a um restaurante e peço factura para entregar na empresa, a maior parte dos restaurantes quando ouvem a palavra factura, fazem cá uma cara até parece que é crime pedir factura num restaurante. :rolleyes:

A mim entregam-me o papel interno, ou o papel do pedido e não da facturação porque essa apenas se regista até determinado valor ....
Se tudo o que ponho registado fica nas Finanças então é simples não registo:hehe:

Relativamente aos preços não dei conta de terem subido nos restaurantes onde vão mas uma coisa garanto, ao descerem o IVA os preços não vão certamente descer !
Já agora a questão dos preços é uma falsa de questão .... se pago 20 euros, quer dizer 23% corresponde a cerca de 4 euros, se passei de 6 para 23%, a pessoa pagaria supostamente mais cerca de 3 euros.
Quem vai a um restaurante de certeza que não nem liga a isso .... bebe-se menos um uisque, ou menos uma sobremesa !
Mas pronto .... há quem acredite no Pai Natal !

É assim como a TSU havia quem acreditasse que baixando a TSU, os salários subiriam ....:lmao::lmao::lmao:
 
O segundo parágrafo contraria o primeiro. Captar investimento estrangeiro e criar mais empresas faz crescer o emprego.

Mas também, uma descida do IRC, como dizes e bem, teria como primeira consequência a descida dos preços de produtos e serviços. Em quase todos os sectores, uma descida de preços origina maior consumo, logo maior necessidade de produção, logo mais necessidade de mão de obra.

Sim David Sf, o 2o parágrafo contraria o 1o parágrafo.. Só que as coisas não acontecem logo como desejariamos todos! Para captar investimento estrangeiro é necessário conquistar a sua confiança, e para tal não basta agitar com uma bandeirinha! São anos de confiança perdida, e a seguir ao problema dos impostos, vem as burocracias, as licenças e a própria morosidade da justiça portuguesa! Tudo isso são barreiras à entrada de investimento.

Quanto à possível deflação em consequência da descida do IRC, tive o cuidado de chamar de "deflação sustentada", pois como sabemos a deflação por si só, provoca redução de salários levando a uma redução do consumo. Chamo-lhe sustentada precisamente por neste caso não ser necessário baixar salários.

Volto a reafirmar uma medida, que quiça foi a única de jeito proposta, desde que o Bloco de Esquerda existe: Diferenciar o IRC das empresas consoante um fator de lucro anual vs empregabilidade. Não é justo que PME'S empregadoras de dezenas ou centenas de trabalhadores paguem mais imposto que empresas que não empregam em alguns casos ninguém! Exemplo: sociedades offshore, e outras..
 
Lá se foi mais uma parceria estratégia.....

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Ao fim de 39 anos, finalmente em Olhão, a Assembleia Municipal vai ser presidida pelo PSD e o Francisco Leal foi posto na rua. Finalmente! :thumbsup:

Agora, vamos ver como vai ser o futuro de Olhão, com a oposição sempre em cima, agora quero ver uma auditoria às contas da CMO, a extinção das empresas municipais, que não faz nenhum sentido existirem. Se a oposição quiser pode muito bem fazer isto tudo, porque o PS não tem força e ontem perdeu o seu maior aliado que tinha. :D :)
 
Ao fim de 39 anos, finalmente em Olhão, a Assembleia Municipal vai ser presidida pelo PSD e o Francisco Leal foi posto na rua. Finalmente! :thumbsup:

Agora, vamos ver como vai ser o futuro de Olhão, com a oposição sempre em cima, agora quero ver uma auditoria às contas da CMO, a extinção das empresas municipais, que não faz nenhum sentido existirem. Se a oposição quiser pode muito bem fazer isto tudo, porque o PS não tem força e ontem perdeu o seu maior aliado que tinha. :D :)

Então não era a CDU a amparar o PS? Não eram os camiões de dinheiro? Caiu, não caiu? :cool:

Os cargos pouco interessam. Há muita coisa para discutir em Olhão. Quem está eleito é o Pina do PS e é um moço da mesma escola, vamos aguardar.
 
É assim que pensam no teu planeta? Faz-me lá então essas contas, e explica-me como. Estou muito interessado em saber. (Não utilizes é a mesma patranha da Raquel Varela, quero contas a sério. Explicar como, sendo a população activa actualmente minoritária, pode sustentar todos os outros)

Boas tardes.

Acho que ainda ninguém lhe deu resposta, mas pelo menos em 2011 o Sistema Providencial Contributivo da Segurança Social do Setor Privado teve um lucro de cerca de 300 milhões de euros, uma vez que as contribuições foram de 13.757 milhões de euros, as pensões pagas de 10.829 milhões de euros e ainda 298,4 milhões de euros em subsídios de doença, parentalidade e desemprego, assim como noutras despesas do género. Ou seja, a Segurança Social do Setor Privado dá lucro e é sustentável.

O problema é que se quer passar a ideia do contrário, e por isso apresentam-se os dados da Segurança Social do Setor Privado com a soma do Regime Geral Não Contributivo, de Proteção Social e Cidadania, que gasta 4.200 milhões de euros em 2011.

Quanto à Caixa Geral de Aposentações, em 2011 recebeu contribuições no valor de 1.733 milhões de euros, e pagou em pensões/reformas cerca de 4.144 milhões de euros, ou seja tem um défice de 2.381 milhões de euros. Dá prejuízo que se farta, devido à menor carreira contributiva, em média 29,8 anos, e à pensão média ser de 1146 euros por mês, contra uns míseros 394 euros por mês que recebe, em média, um reformado do setor privado.

Deixo-lhe então os números. Vi isto no livro "O Meu Programa de Governo" de José Gomes Ferreira, com base (segundo o autor) em "Relatórios do Tribunal de Contas sobre a Segurança Social em 2011". Já agora, o que acham deste livro? :unsure:
 
Última edição:
Olhão: PS critica aliança entre esquerda e direita na eleição do líder da assembleia municipal

O social-democrata Daniel Santana foi ontem à noite eleito presidente da assembleia municipal de Olhão, com os votos favoráveis de partidos à esquerda, apesar de o PS, que criticou a “aliança”, ter mais membros no órgão autárquico.

A lista encabeçada por Santana, que liderou a candidatura do PSD à assembleia municipal e também foi ontem apresentado como candidato à liderança, venceu a lista socialista, na sessão realizada após a tomada de posse dos novos eleitos para os órgãos autárquicos olhanenses.

Apesar da eleição por voto secreto, o resultado permite concluir que houve “união” entre PSD e os restantes partidos para eleger Daniel Santana, que obteve 14 votos, o que corresponde exatamente à soma dos membros sociais-democratas (7), do BE (3), da CDU (3) e do movimento independente «Novo Rumo» (1).

O PS, com 11 membros – exatamente o mesmo número de votos obtidos pela lista que o partido apresentou –, tinha apenas a maioria relativa de membros no órgão.

Curiosamente, os socialistas apresentaram como candidato à liderança da assembleia municipal José Manuel Coelho, o segundo da lista socialista ao órgão, cujo número 1 era Francisco Leal, anterior presidente da câmara, que tem como sucessor no cargo o seu antigo «vice», António Pina.

Em comunicado divulgado hoje, o PS disse que se tratou de “um ato único na história da democracia” o facto de os partidos de esquerda se terem juntado “à direita” para eleger Santana, “numa atitude de revanchismo contra o Partido Socialista”.

O PS/Olhão “repudia esta forma de estar e de fazer política, onde as convicções e as bases ideológicas são esquecidas em prol de vinganças e acordos obscuros em alianças contranatura”.

Segundo os socialistas, “quando todas as forças políticas da esquerda se unem contra o partido que tem desgovernado o país, que tem acabado com o Serviço Nacional de Saúde, que tem reduzido os salários e as pensões sem olhar a quem, que diariamente afronta tudo e todos com a venda a retalho de todo o património (veja o caso dos CTT, TAP e ANA)”, em Olhão sucedeu o contrário.

“E eis que em Olhão as forças políticas de esquerda uniram-se contra o PS para aprovar uma estratégia de direita, uma estratégia de contragovernação”, realça o PS/Olhão.

“O voto dos olhanenses na CDU e no Bloco de Esquerda serviu para apoiar a direita, o partido do governo e dos políticos responsáveis pela redução das freguesias importantes ao apoio dos cidadãos mais carenciados e pretendem implementar no país um estado neoliberal”, concluem os socialistas.

Fonte: Região Sul

Esta malta do PS fala a nível das autárquicas como se fosse as eleições legislativas. O comunicado do PS Olhão só dá-me vontade de rir. O que tem as privatizações a haver com Olhão?

Já agora deve ser o governo que tem culpa dos alunos da primária entrarem na escola às 7h45m da manhã, quando é a câmara que fez esses horários.

As pessoas em Olhão estavam fartas do PS e muitas optaram pela CDU e pelo BE para mudar alguma coisa em Olhão.
Mesmo assim não foi o castigo merecido ao PS em Olhão nunca ter feito nada pela cidade e acabar com as tradições que Olhão tinha, o merecido era terem perdido a câmara.
 
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Boas tardes.

Acho que ainda ninguém lhe deu resposta, mas pelo menos em 2011 o Sistema Providencial Contributivo da Segurança Social do Setor Privado teve um lucro de cerca de 300 milhões de euros, uma vez que as contribuições foram de 13.757 milhões de euros, as pensões pagas de 10.829 milhões de euros e ainda 298,4 milhões de euros em subsídios de doença, parentalidade e desemprego, assim como noutras despesas do género. Ou seja, a Segurança Social do Setor Privado dá lucro e é sustentável.

O problema é que se quer passar a ideia do contrário, e por isso apresentam-se os dados da Segurança Social do Setor Privado com a soma do Regime Geral Não Contributivo, de Proteção Social e Cidadania, que gasta 4.200 milhões de euros em 2011.

Quanto à Caixa Geral de Aposentações, em 2011 recebeu contribuições no valor de 1.733 milhões de euros, e pagou em pensões/reformas cerca de 4.144 milhões de euros, ou seja tem um défice de 2.381 milhões de euros. Dá prejuízo que se farta, devido à menor carreira contributiva, em média 29,8 anos, e à pensão média ser de 1146 euros por mês, contra uns míseros 394 euros por mês que recebe, em média, um reformado do setor privado.

Deixo-lhe então os números. Vi isto no livro "O Meu Programa de Governo" de José Gomes Ferreira, com base (segundo o autor) em "Relatórios do Tribunal de Contas sobre a Segurança Social em 2011". Já agora, o que acham deste livro? :unsure:


Pedro, para se ver os números credíveis temos de olhar para o Orçamento de Estado.

Deixo-te os prognósticos do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social em mais uma injecção de 500 milhões de Euros do Orçamento de Estado Rectificativo de 2013.

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