O Estado do País

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Deixa lá os patrões.

Diria antes PR, Paulo Portas, Banca, empresas rendeiras do Regime e gente que come do pote: escritórios de advogados, IPSSs, colégios privados, saúde privada, ordens profissionais...

Acrescentar: BE, PCP, CGTP, UGT.... nada de apontar culpas ao PS e PSD:D
 
Notícia de encher chouriços e fazer chorar, porque custa rir quando, à conta destes marmanjos que dizem que "ah o governo paga a multa", é que estamos no estado que estamos


Mário Soares - No meu tempo "ninguém tocava em dinheiros públicos"

Ao comparar os contributos para um Portugal democrático e justo, antes e depois do 25 de Abril, por parte de um dos fundadores do PS, Salgado Zenha, o antigo líder socialista e também ex-primeiro-ministro assegurou que nenhum membro do seu partido "tocava em dinheiros públicos", após uma homenagem àquele amigo e advogado, na Fundação Mário Soares. [...]

http://www.noticiasaominuto.com/politica/128082/no-meu-tempo-ninguem-tocava-em-dinheiros-publicos
 
Aris...
até dava um smile ao teu post se não fosse o TC.
o TC é o limite para a nossa segurança etica,não podemos destruir esse bem que ainda nos protege

Protege? Acredito que sim, mas podem muito bem ser eles (os juízes) a atirar-nos para um 2º resgate.
Se agora é mau, verão o que esse 2º resgate nos vai trazer...:(
 
Bonito Mago... que demagogia. Continuas a pensar no Estado como uma entidade abstracta com vida própria que produz dinheiro próprio, vindo de aonde, donde será?

Achei interessante alguns exaltadores do individualismo neo-clássico ou liberais, afinal estão tão dependentes dos serviços públicos como os outros. Não está em causa a legitimidade de os usar, dado que são contribuintes, no entanto defende-se uma causa antagónica aos seus próprios interesses.

Não coloco em causa que haja exageros nas greves, alguns caminhos mais controversos por parte de alguns sindicatos, mas não deixam contudo de defender a causa pública, dar a palavra aos mais fragilizados na sociedade.

O estado não é um ser abstrato, vive das contribuições, mas pode gerar dinheiro, em alguns investimentos em 1 euro que investe têm retorno dois. A economia não é uma folha de excel com débitos e créditos diretos.

As empresas privadas de transportes coletivos, sobrevivem em grande parte com ajudas do estado, no dia em que se fechar a torneira, fecham quase todas, aí sim quero ver os mesmos a defenderem as mesmas causas. Por ultimo raramente mesmo ando num transporte coletivo seja publico ou privado, na Beira Interior são escassos, quem quer trabalhar tem de ter carro.
 
A CP no Algarve é uma vergonha. Uma pessoa que queira ir a Lisboa e que mora no Sotavento Algarvio (VRSA - Olhão) quando vem no Alfa ao final da tarde chega a Faro às 21h24m e só tem comboio para vir de Faro até VRSA às 22 horas, espera mais de meia-hora para prosseguir viagem. Isto é que existe uma coordenação de horários impressionante.

Eu já tenho ido a Lisboa no Alfa, mas deixo o carro em Faro. :lol:
 
A CP no Algarve é uma vergonha. Uma pessoa que queira ir a Lisboa e que mora no Sotavento Algarvio (VRSA - Olhão) quando vem no Alfa ao final da tarde chega a Faro às 21h24m e só tem comboio para vir de Faro até VRSA às 22 horas, espera mais de meia-hora para prosseguir viagem. Isto é que existe uma coordenação de horários impressionante.

Eu já tenho ido a Lisboa no Alfa, mas deixo o carro em Faro. :lol:

Meia hora? Já esperei uma hora pelo comboio para Tavira, depois de chegar de alfa, mas deixei de usar o comboio desde que há avião Porto-Faro. Para quê pagar 50 euros de bilhete em alfa se posso pagar 20 pela Ryanair?
 
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Penso que existe aí uma confusão de papéis, principalmente o do desempenhado pelos sindicatos. Estes não são nenhuma inovação contemporânea, aliás eles nasceram com o capitalismo e com a revolução industrial. Para uma sociedade se desenvolver tem de haver dois pontos de vista diferentes.

Os sindicatos são os legitimos representantes dos trabalhadores, a greve é um direito, são um contraditório ao lado dos que têm os meios de produção, à alineação do trabalho, obviamente que as greves trazem incómodos mas fazem parte do processo de reindinvicação. O direito à manifestação é um direito tão legitimo como tu te manifestares pelo facto de não teres transporte hoje... Mas se achas que não defendes estes principios, despede-te, trabalha como "free lancer", desvincula-te da segurança social, trabalha ao negro, assim nao pagas impostos, usa transportes individuais, ou privados, trabalha aos sabados e domingos e faz 50 horas semanais, entrega-te a ti mesmo... Paga a tua saude, educação, por ai adiante. Vive no teu mundo individualista.

Os sindicatos, quando apareceram, defendiam os trabalhadores. Hoje, na sua maioria, são filiais de partidos políticos, usados para terem mais tempo de antena e para aborregar as massas. Basta comparar a atitude dos sindicatos da UGT durante governos PS com períodos em que o PS está na oposição.

As greves em causa esta semana na Função Pública (a maioria esmagadora das greves dos últimos anos foram exclusivas do sector público), não se enquadram de maneira nenhuma nos objectivos de uma greve no período em que apareceram os primeiros sindicatos. As primeiras greves afectavam essencialmente o sector secundário, em empresas privadas. A paragem de produção por um determinado período de tempo provocava inevitavelmente grandes prejuízos ao empregador.

Uma greve da Função Pública não afecta minimamente o empregador (Estado). Afecta unicamente o consumidor (que fica sem um serviço pelo qual paga impostos, actualmente excessivos). Se os serviços de saúde públicos estão encerrados, ou a funcionar em serviços mínimos, o Ministério da Saúde poupa alguns euros. Aliás, se o Ministro da Saúde anunciasse que, por motivos orçamentais, tinha que reduzir os serviços do SNS ao mínimo durante 10 dias por ano seria um escândalo. Se isso acontecer porque os trabalhadores do SNS convocam 10 dias de greve por ano, não há nenhum problema para a extrema esquerda.

Uma greve nos transportes suburbanos não causa qualquer transtorno às operadoras públicas. Cerca de 90% dos utilizadores dos suburbanos durante os dias de semana compra passe mensal. Pelo lado da receita, o prejuízo é residual, largamente compensado pela poupança de um dia de salários e pela forte redução dos custos de operação. Nestas greves os únicos roubados são os utentes, pois pagam a triplicar. Pagam o funcionamento dos transportes públicos através dos seus impostos, pagam o passe mensal e pagam o transporte alternativo no dia da greve. E são roubados única e exclusivamente pelos sindicatos, por muito que estas organizações digam que a culpa é de quem nos governa.

Neste momento o único motivo de existência de alguns sindicatos (FECTRANS, FENPROF, entre outros), é servirem de porta-vozes do Partido Comunista. Agitarem as massas. Provocar confusão. Não defendem minimamente os trabalhadores e agridem os que usufruem dos serviços dos seus associados (lembrar a rábula dos exames do 12º ano há uns meses).

Por que a FENPROF defende a escola pública? As escolas privadas não empregam professores?

Por que a Ordem dos Médicos defende o SNS? Os hospitais e clínicas privadas não empregam médicos?

Por que a FECTRANS é contra a privatização das empresas públicas de transportes? As transportadoras privadas não dão empregos a maquinistas e condutores?

Não duvido da importância dos sindicatos ao longo da História. Foram decisivos para equilibrar a grande diferença de forças entre empregadores e empregados. Hoje são, na sua maioria, um dos pilares do regime podre que nos governa. Não hesitam em prejudicar terceiros na sua luta exclusivamente política.
Os sindicatos (e as ordens profissionais também podem entrar aqui) são grupos parasitários, um cancro da nossa sociedade, que mais não fazem do que empurrar o país para baixo, prejudicar a vida da maior parte da população, para que a corporação que representam possa manter privilégios que 99% dos restantes portugueses não usufruem.
 
O exemplo inspirador da Finlândia

Muito foi dito e escrito sobre o guião da reforma do Estado apresentado na semana passada pelo vice-primeiro-ministro. Da forma ao conteúdo, foram mais as críticas que os aplausos. Há, contudo, um aspeto que é deveras perturbador, embora não seja exclusivo deste Governo ou deste ministro: a ausência de uma visão para o país e, por maioria de razão, a inexistência de um plano de navegação.

É notória a descrença que se instalou em Portugal. Os sistemáticos lamentos das pessoas, das empresas e das instituições indiciam que uma boa parte do país não acredita que será possível encontrar um rumo de futuro e, pior do que isso, que não existirá um papel para Portugal, seja na Europa ou no Mundo. Parece que nos tornámos numa espécie de país da quinta divisão, sem direito à ambição, que vive na presunção de que será paulatinamente vergado até à derrota final.

Hoje apetece-me fazer o papel do treinador que, quando tudo parece perdido, aproveita o intervalo do jogo para contar aos seus jogadores uma história de sucesso, daquelas que aconteceram mesmo e que fazem qualquer um sonhar. E o enunciado é simples porque, tal como os minutos do intervalo, também as linhas desta crónica são escassas: a situação é péssima, mas é ainda possível lutar pelo objetivo (missão) e regressar à boa navegação. Porquê? Porque já foi tentado e conseguido por alguém numa situação similar à nossa.

Falo de um exemplo de sucesso que é para mim inspirador e que deveria ser divulgado e estudado pelos portugueses. É o caso de uma nação com metade da nossa população, periférica, com um clima horrível, que há poucas décadas era pobre e dominada pela sombra de um vizinho gigante e intimidante, e que se tornou numa das mais bem sucedidas nações do Planeta: a Finlândia.

Há apenas 40 anos (mais ou menos a idade da nossa democracia), o então embaixador do Reino Unido na Finlândia, sir Bernard Ledwidge, referia-se ao país nestes termos (minha tradução): "poder-se-ia argumentar que, para alguém que não seja um finlandês, é um desastre passar três anos na Finlândia, como acabo de fazer. A Finlândia é plana, fria e distante dos grandes centros da vida europeia. A natureza não favoreceu a Finlândia, nem tão-pouco a arte. Até muito recentemente, os residentes da Finlândia eram camponeses, caçadores, pescadores e um pequeno grupo de governantes estrangeiros que gastou a maior parte do seu dinheiro noutro lugar. A rica história cultural da Europa deixou menos marcas na Finlândia do que em qualquer outro lugar no mundo ocidental, talvez com exceção da Islândia. A cozinha finlandesa merece uma punição extra para a sua pavorosa barbárie: apenas os cogumelos e a lagosta são dignos de menção".

Esta pequena Finlândia era assim por altura do nosso 25 de Abril. Pois bem, atentem no milagre conseguido em menos de 40 anos. De acordo com o CBI (Country Brand Index, 2012), a posição mundial da Finlândia é: 6.ª na qualidade de vida; 5.ª no sistema de valores; 9.ª no ambiente para negócios; 4.ª no sistema de educação; 5.ª no sistema de saúde; 6.ª no padrão de vida; 2.ª na consciência ambiental; 2.ª na estabilidade do sistema legal; 3.ª na tolerância; 10.ª na liberdade de expressão. Foi considerado o melhor país do Mundo em 2010 pela "Newsweek".

Nas águas calmas e confortáveis de todo este sucesso, o que faz a Finlândia? Descansa? Festeja? Esbanja? Não. Acaba de redefinir a sua Visão para 2030, num fantástico documento divulgado este ano pelo gabinete do seu primeiro-ministro. As linhas de orientação políticas são poucas, mas bem fundamentadas e com objetivos precisos, no quadro de um conceito de bem-estar através do crescimento sustentável. O Governo finlandês, através de um processo muito participado, pretende que em 2030 o país alcance: um ambiente atrativo para todos os tipos de empresas; uma nova aliança entre trabalho, aprendizagem e empreendedorismo; um caminho para o sucesso e o bem-estar assente na educação, no espírito comunitário e na participação; um setor público orientado para o apoio ao crescimento sustentável.

Ideias simples de quem esteve já próximo do inferno e que aprendeu que existe sempre caminho, desde que haja esperança. Também os portugueses souberam no passado que para avançar exigem-se posição, visão e rota. É altura de mostrar ao Mundo que somos, ainda e sempre, talentos da navegação.


http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=3524624&opiniao=Jos%E9%20Mendes

Bom artigo.
 
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Maior parte das greves são feitos pelo setor público, caso contrário com tamanha pressão no emprego, a maior parte dos trabalhadores privados se fizessem greves, seriam despedidos, é comer e calar.... Se o TC passa-se a flexibilização "neolitica" que o (des)governo queria impor, nem estes (do publico) escapavam. Não esquecer que são com as metas atingidas pelas reivindicações do setor publico que os outros por "boleia" acabam por usufruir uma parte das mesmas. Por isso é importante que estes não abrandem a luta.

Bem resumindo tudo, ainda bem que há sindicatos, mesmo assim as maneiras de dar volta ao sistema são muitas, sem eles a negociarem algumas proteções laborais, então seria a selva.... Trabalhava-se por um prato de lentilhas.... Senão vejamos: Apesar de tanta contestação:

- São inúmeras as ofertas de emprego, onde requerem licenciaturas, conhecimentos de línguas, experiências e onde oferecem somente um salário mínimo.

- São inúmeros os casos onde os trabalhadores com anos de serviço saltam de empresa de trabalho temporário em empresa de trabalho temporário sem nunca ter uma situação minimamente estável. Uma delas até pertence em parte ao estado, os CTT, que apresenta milhões de lucro, e raramente ou nunca integra ninguém nos quadros, trata as pessoas como descartáveis.

- A quantidade de contratos feitos ilegalmente, deixando o trabalhador desarmado, a falta de respeito pelo direito à maternidade, o ponta pé no rabo que grande parte das empresas dá às grávidas, a desumanização e secundarização da esfera privada do trabalhador, sempre em prol da empresa.

- Quantidade de abusos de horas a mais, existentes sem tão pouco serem pagas.

- Quantidade de gente que efetua tarefas de uma determinada área técnica e tem como sua categoria algo do género administrativa ou de mero auxiliar.

Tantos outros casos, que os sindicatos com os seus defeitos e vicissitudes procuram resolver, prestando apoio jurídico, analise de situações e negociações com a própria entidade patronal, dentro do respeito dos poderes institucionais.

PS:Não sou sindicalizado mas quando trabalhei por conta de outrem fui.
 
Deviamos sindicalizar também os trabalhadores independentes e as entidades empregadoras.
Há tanto para lutar, enfim, o IVA, o IRC, as portagens, combustíveis e outros impostos/taxas..

Imaginem a pressão que é manter uma empresa em Portugal, com o diretor geral, algures num pais tropical a jogar golfe, não dorme a sonhar com países mais perto do eixo central europeu, com muito menos impostos!

E porque não os políticos? Também mereciam greve..

Isto bem concertado daria afinal nuns belos feriados! :)
 
- São inúmeras as ofertas de emprego, onde requerem licenciaturas, conhecimentos de línguas, experiências e onde oferecem somente um salário mínimo.

- São inúmeros os casos onde os trabalhadores com anos de serviço saltam de empresa de trabalho temporário em empresa de trabalho temporário sem nunca ter uma situação minimamente estável. Uma delas até pertence em parte ao estado, os CTT, que apresenta milhões de lucro, e raramente ou nunca integra ninguém nos quadros, trata as pessoas como descartáveis.

- A quantidade de contratos feitos ilegalmente, deixando o trabalhador desarmado, a falta de respeito pelo direito à maternidade, o ponta pé no rabo que grande parte das empresas dá às grávidas, a desumanização e secundarização da esfera privada do trabalhador, sempre em prol da empresa.

- Quantidade de abusos de horas a mais, existentes sem tão pouco serem pagas.

- Quantidade de gente que efetua tarefas de uma determinada área técnica e tem como sua categoria algo do género administrativa ou de mero auxiliar.

Qual destes problemas afectam os trabalhadores dos sectores dos transportes? Não é por isto que se têm feito greves.

Não esquecer que são com as metas atingidas pelas reivindicações do setor publico que os outros por "boleia" acabam por usufruir uma parte das mesmas. Por isso é importante que estes não abrandem a luta.

Nos últimos tempos as únicas "vitórias" obtidas pela luta do sector público, resultaram na diminuição do meu vencimento líquido, através de aumento de impostos.
 
Nos últimos tempos as únicas "vitórias" obtidas pela luta do sector público, resultaram na diminuição do meu vencimento líquido, através de aumento de impostos.

Eu queixo-me do mesmo... o suposto mercado que me prometeram com as privatizações só resultou em aumentos de impostos, rendas exorbitantes, 3 ou 4 empresas em monopólio natural privadas quando deviam ser públicas e a corrupção em mais do dobro. Não pago aos produtores mas pago a accionistas que não conheço nem sei onde estão.
 
Graças ao BPN (privado), tivemos de pagar todos esta pesada factura com lingua de palmo, o unico que não perdeu nada, pelo contrário mas ainda ganhou foi a "Múmia" Presidencial.
 
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Graças ao BPN (privado), tivemos de pagar todos esta pesada factura com lingua de palmo, o unico que não perdeu nada, pelo contrário mas ainda ganhou foi a "Múmia" Presidencial.

Por que motivo a SLN não foi nacionalizada para cobrir o buraco do BPN? Sabes porquê? Se um dia descobrires o motivo verás que o PS também está bem enterrado no BPN, e a culpa não foi propriamente de Sócrates nem de Teixeira dos Santos.
 
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