Aristocrata
Super Célula
Cunhal, o animal...político.
Agora que tanto se branqueia a imagem de alguns políticos de esquerda, urge repensar se não somos masoquistas...
Em pouco tempo passaremos a idolatrar não só o Sr. Cunhal como o Sr. Soares e afins. Porque idolatrar os políticos de direita está fora de moda e porque eles são obra do demo. Literalmente...
Na sua página de facebookCamilo Lourenco
...Portugal está a comemorar, com grande destaque na Imprensa, os 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal. O curioso é que o que nos é apresentado é a face branda de Cunhal: o "homem do Renascimento", o "ensaísta, romancista, tradutor, pintor" (como dizia o editorial do "DN" de domingo). Mas é bom lembrar que o ex-líder do PCP tinha outra face; tenebrosa.
É verdade que foi um dos políticos mais lúcidos do pós-24 de Abril. Ao contrário de outros "pais da Democracia", sabia muito bem o que que queria. E o que ele queria era tomar o Poder e instalar em Portugal uma ditadura do proletariado (alguém o ouviu condenar as atrocidades e a falta de Democracia na ex-URRS?). Cunhal não queria uma Democracia ocidental, não queria a adesão à União Europeia, não queria economia de mercado e não queria Portugal na Nato. É por isso que choca o endeusamento de um homem cujas ambições só foram travadas pelo 25 de Novembro.
O anterior regime branqueou Salazar durante 40 anos. A III República anda a branquear Cunhal há 39. É altura de parar. Se queremos falar de Cunhal temos de revisitar tudo o que ele foi. E ele foi um ditador. Ora não se trata ditadores de forma diferente só por causa da cor política. A não ser que o país tenha complexos de Esquerda. Pelos vistos tem...
Agora que tanto se branqueia a imagem de alguns políticos de esquerda, urge repensar se não somos masoquistas...
Em pouco tempo passaremos a idolatrar não só o Sr. Cunhal como o Sr. Soares e afins. Porque idolatrar os políticos de direita está fora de moda e porque eles são obra do demo. Literalmente...




