O Estado do País

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Os maquinistas da CP e trabalhadores da REFER não estão incluídos no lote de necessitados. Nem os sindicalistas. Nem 95% dos idiotas úteis (cada vez menos) que protestam nas ruas. Os 5% que necessitam da solidariedade são quase todos trabalhadores (ou reformados que trabalharam muito) e muitas vezes são aqueles que menos beneficiam dessa solidariedade. Estão, invariavelmente, fora do sistema xuxa e não rendem muitos votos. E hoje, os que necessitaram de transporte público, não puderam usufruir dele.

Penso que existe aí uma confusão de papéis, principalmente o do desempenhado pelos sindicatos. Estes não são nenhuma inovação contemporânea, aliás eles nasceram com o capitalismo e com a revolução industrial. Para uma sociedade se desenvolver tem de haver dois pontos de vista diferentes.

Os sindicatos são os legitimos representantes dos trabalhadores, a greve é um direito, são um contraditório ao lado dos que têm os meios de produção, à alineação do trabalho, obviamente que as greves trazem incómodos mas fazem parte do processo de reindinvicação. O direito à manifestação é um direito tão legitimo como tu te manifestares pelo facto de não teres transporte hoje... Mas se achas que não defendes estes principios, despede-te, trabalha como "free lancer", desvincula-te da segurança social, trabalha ao negro, assim nao pagas impostos, usa transportes individuais, ou privados, trabalha aos sabados e domingos e faz 50 horas semanais, entrega-te a ti mesmo... Paga a tua saude, educação, por ai adiante. Vive no teu mundo individualista.
 
Os sindicatos são os legitimos representantes dos trabalhadores.

ERRADO. Já fui trabalhador (conta de outrem) durante 10 anos e nunca fui representado por sindicato nem pretendia ser. Aliás, acho que os sindicalistas são os maiores calões de sempre . Recebem da empresa mas nunca lá trabalham (por exemplo o da CGTP foi empregado da PT durante 25 anos e sem lá meter os pés).

Quanto à greve da CP, Metro, etc, bastava que fossem privatizadas e acabava-se logo a palhaçada. Vejam lá quantas greves é que existem no sector privado dos transportes públicos (Vimeca, por exemplo) em comparação com o sector público dos transportes públicos...

Agora querem uma justificação para a greve da CP... não uma, duas:
1. querem receber mais por cada dia que vão trabalhar (sim, recebem um subsidio por cada dia que aparecem no emprego :w00t:)
2. Acham que cerca de 4000 euros por mês é pouco para andar sentado numa cadeira a mexer numa locomotiva 4 horas por dia + 4 horas de trabalho administrativo (ou entre estações).

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=15675
 
Sem sombra de dúvidas. O problema em Portugal é que há demasiada gente, que não necessita, a viver à sombra dessa alegada solidariedade. E não falo de burlões, nem de RSI, nem de ciganos com carros topos de gama. Refiro-me a um sistema em que a maior parte da população xuxa no Estado, principalmente os tão falados "burgueses". A solidariedade deveria ser encaminhada para os 5% que dela necessitam, e está distribuída por mais de metade dos portugueses.

Os maquinistas da CP e trabalhadores da REFER não estão incluídos no lote de necessitados. Nem os sindicalistas. Nem 95% dos idiotas úteis (cada vez menos) que protestam nas ruas. Os 5% que necessitam da solidariedade são quase todos trabalhadores (ou reformados que trabalharam muito) e muitas vezes são aqueles que menos beneficiam dessa solidariedade. Estão, invariavelmente, fora do sistema xuxa e não rendem muitos votos. E hoje, os que necessitaram de transporte público, não puderam usufruir dele.

Assino por baixo...
 
Em Portugal estão preparadas 2 novas mamas, mascaradas de boas intenções, com muita argumentação teórica forte a favor. Contudo, na equação esquecem sempre o factor cultura. Cuidam que os exemplos suecos ou ingleses funcionam por cá, caem no erro de pensar que somos povos parecidos. Mas não somos.

As duas novas mamas são a transferência da Educação para privados e da Assistência Social para IPSSs. No fim de contas, o contribuinte pagará a mesma carga fiscal, mas o Estado transferirá para privados as funções que agora tem. Creio que isto exigiria referendo se fossemos uma democracia mais madura.

O financiamento escandaloso da ‘liberdade de escolha’

Quando um privado só consegue fazer o seu negócio com o dinheiro dos contribuintes, não é um 'privado' mas um rendeiro do regime. Isto é verdade para a EDP, mas é também verdade para a tropa-fandanga desta democracia corrupta, populista e pindérica.

Esta corajosa reportagem de Ana Leal para a TVI ('Verdade Inconveniente') vem confirmar as minhas suspeitas sobre a falta de transparência do estado neo-corporativo que se mantém praticamente intacto mais de quarenta anos depois de Salazar. Da construção das escolas privadas, ao financiamento contínuo das mesmas, passando pelo apoio às mafias dos manuais escolares, ou ainda pelo interminável negócio benzido das IPSS, percebe-se até que ponto a corrupção em Portugal se transformou numa pandemia, cujo fim só por um triz escapará às cenas de violência e miséria que estamos a ver na Grécia. Com uma diferença: quando a Grécia chegar a Portugal, o tumulto e as consequências serão bem mais graves e imprevisíveis. Não nos esqueçamos da Primeira República!

Se os deputados servissem para algo, já estariam a perguntar ao governo para onde vai cada cêntimo das maiores fatias do orçamento: juros da dívida pública, segurança social, educação e saúde. É aqui que o devorismo e o rentismo indígenas continuam a chafurdar e a roubar os portugueses, ao mesmo tempo que arruinam a economia e expulsam do país centenas de milhar de concidadãos todos os anos.

Cheguei a pensar que o ministro da educação era só ambicioso. Afinal é não passa de mais um lacaio dos rendeiros e devoristas que levaram Portugal à bancarrota. Que diz o cor-de-rosa e inseguro seminarista do PS sobre isto? Pode falar livremente, ou tem que pedir licença à irmã Maria de Belém Roseira, Presidente da Mesa da União das Misericórdias?


http://o-antonio-maria.blogspot.pt/
 
Quanto à greve da CP, Metro, etc, bastava que fossem privatizadas e acabava-se logo a palhaçada. Vejam lá quantas greves é que existem no sector privado dos transportes públicos (Vimeca, por exemplo) em comparação com o sector público dos transportes públicos...

Quantos é que são contratados pelas próprias empresas e quantos é que são contratados por empresas de trabalho temporário. Se fores temporário, a greve não afecta a empresa onde estás cedido porque o teu contrato é com a empresa de trabalho temporário e essa empresa coloca outra pessoa.

Nunca foi tão fácil descartar pessoas e tratá-las como lixo. Se a ideia é tornar todos os contratos temporários e toda a gente descartável, boa viagem nessa luta.
 
ERRADO. Já fui trabalhador (conta de outrem) durante 10 anos e nunca fui representado por sindicato nem pretendia ser. Aliás, acho que os sindicalistas são os maiores calões de sempre . Recebem da empresa mas nunca lá trabalham (por exemplo o da CGTP foi empregado da PT durante 25 anos e sem lá meter os pés).

O Carvalho da Silva era (e ainda é) electricista e por isso nunca trabalhou na PT.

http://www.ces.uc.pt/investigadores/cv/manuel_carvalho_da_silva.php
 
O Carvalho da Silva era (e ainda é) electricista e por isso nunca trabalhou na PT.

http://www.ces.uc.pt/investigadores/cv/manuel_carvalho_da_silva.php

Meu amigo, eu nunca falei do Carvalho da Silva. Até pelo que sei, esse Sr. já saiu do Secretariado da CGTP (e até do PCP). Agora já deve ter a pança cheia :eek:

Falava do António Caetano... que era para ser um dos sucessores do Carvalhas no PCP. Mas acho que não trabalhou bem no "campismo" e depois foi o que se viu...

Comunas sei eu bem onde estavam bem... nos gulag's que tanto gostam.
 
Quantos é que são contratados pelas próprias empresas e quantos é que são contratados por empresas de trabalho temporário. Se fores temporário, a greve não afecta a empresa onde estás cedido porque o teu contrato é com a empresa de trabalho temporário e essa empresa coloca outra pessoa.

Nunca foi tão fácil descartar pessoas e tratá-las como lixo. Se a ideia é tornar todos os contratos temporários e toda a gente descartável, boa viagem nessa luta.

Que saiba, na Vimeca, não existem trabalhadores de empresas de trabalho temporário. Existem sim, alguns a prazo, como é normal.

Eu, pelo meu lado, jamais seria capaz de ter um trabalhador efectivo... a lei laboral portuguesa é demasiado rígida para arriscar o futuro de uma empresa com trabalhadores calões. Pena é que por isso paguem também os bons trabalhadores (que os há, e muitos).

Tratar pessoas como lixo é obrigá-las a trabalhar para depois grande parte da sua retribuição pelo seu trabalho ser chupava para pagar ordenados e mordomias de alguns (nomeadamente, aqueles que ganham subsidio de assiduidade...).

Até me dá vontade de rir... se eu não aparecesse no trabalho não deixava de ganhar um subsídio... era mas era despedido!!!

E depois anda quem trabalaha a pagar todos os anos milhões de euros de prejuízo das empresas públicas que tem um serviço de trampa (ex. comparar em 2001, os autocarros da Carris com os autocarros da Vimeca...).

Privatização Já. E já vai tarde...

Felizmente, os CTT já foram. Mas continuam a faltar os transportes e a CGD.

Tenho dito
 
ERRADO. Já fui trabalhador (conta de outrem) durante 10 anos e nunca fui representado por sindicato nem pretendia ser. [/URL]

ERRADO, se fostes trabalhador por conta de outrem tiveste um contrato individual de trabalho, logo uma categoria profissional, logo independentemente se ganhavas mais do que a lei permitia nessa categoria, a tabela salarial dela foi negociada por um sindicato. Eu também levei uns descontos extras no IRS este ano e não vi pessoalmente o "figurão" que ditou essas novas regras, no entanto o gajo representa-me, aliás vários me representam e envergonham, como o caso do chefe do (des)governo.

É certo que os sindicatos representam somente os seus associados, no entanto por atacado, acaba-se por beneficiar direta ou indiretamente das suas negociações.

Mas em certa parte concorde, acabe-se com os transportes públicos do estado e os subsídios dados aos privados para o transporte publico, ANDEM A PÉ.... ;)
 
Mas que grande confusão aqui vai.

Goste-se ou não dos sindicatos eles são úteis.
Com eles beneficiamos de melhores condições de trabalho, nomeadamente no que se refere a horas de trabalho por semana e salários.

Mas desengane-se quem pense que por isso "assino de letra" as acções que eles, sindicatos (os seus dirigentes), vem pondo em prática nos últimos anos.

De há uns bons anos para cá, os sindicatos não são mais do que a "ponta de lança" de uma classe política esquerdista apostada em fazer oposição ao governo.
Nisto eu CENSURO a suas posições! Os sindicatos tem de estar ao serviço da população e trabalhadores e não de conveniências políticas, nomeadamente a chamada luta "contra o governo\políticas de direita".
Estes actuais dirigentes sindicais são terroristas políticos.
Sentam-se à mesa das negociações com um "NÃO", sem olhar para a realidade do país.
Todo e qualquer corte que seja feito leva o "não" e pronto! Isso é oportunismo político para criticar apenas. Não apresentam "construtivismos", não contribuem para sairmos desta crise.

Esta é a realidade dos actuais sindicalistas.

Fala-se muito dos sindicatos de transportes: sabemos hoje que grande parte da luta não é contra os cortes mas para manter privilégios hediondos se compararmos com a triste realidade do comum dos trabalhadores (ou desempregados). Também estes tem de contribuir para sairmos disto...

Por causa dos sindicatos e partidos da esquerda (junto com o tribunal constitucional) eu constato uma realidade (hoje e no futuro): vou ficar sem uma parte importante do meu salário para manter o emprego de milhares de trabalhadores do estado - incluo aqui, para além de outros, os professores - com menos alunos, com taxa de natalidade decrescente, será de esperar que não haja trabalho para milhares num futuro próximo.
Não vejo mal em contribuir para uma espécie de SOLIDARIEDADE social, claro que decidida por outros. O que vejo mal é que a tomada de decisões que podem permitir um futuro melhor para o país enquanto um TODO, tem sido sucessivamente obstruída apenas e só por pura demagogia e politiquice.

Eu sei que isto pode ser polémico, mas tenho esta forma de encarar os problemas.
Devemos contar com todos nos momentos de crise, mas há muita gente a engatar a marcha-atrás quando o que queremos é andar para a frente com o nosso país...
 
Aris...
até dava um smile ao teu post se não fosse o TC.
o TC é o limite para a nossa segurança etica,não podemos destruir esse bem que ainda nos protege
 
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Costa classifica de "estúpida" invenção de Seguro

O presidente da Câmara de Lisboa e comentador habitual no programa ‘Quadratura do Círculo’ na SIC Notícias, António Costa, afirmou a noite passada que o modelo de debates quinzenais pensado pelo actual líder do PS, António José Seguro, “é uma das invenções mais estúpidas que a Assembleia da república fez nos últimos anos”. Para Costa esta “invenção” só resultou em debates “coreografados para serem um duelo entre matadores”.
http://www.noticiasaominuto.com/poli...o#.UnzRxSczKSo
 
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Reactions: Aristocrata
Por causa dos patrões, dos partidos de direita e do presidente da república, o país está bloqueado em políticas inúteis sem qualquer resultado prático, aliás cada vez mais longe do que se pretendia atingir.

Tudo o que estava no programa de destruição social sobre salários, trabalho e pensões tem sido tudo aprovado apesar de todas as greves.

Onde é que estão os resultados? Quem é que anda a mentir?

Demagogia e politiquice?

Não há resultados nenhuns, não há nada para apresentar. Vamos ter um novo empréstimo em condições ainda mais degradantes.

O teu problema e o dos poucos resistentes da treta do empréstimo é que a esmagadora maioria já percebeu que estes 3 anos foram uma perda de tempo. E claro, estamos muito pior do que estávamos em junho de 2011.
 
Por causa dos patrões, dos partidos de direita e do presidente da república, o país está bloqueado em políticas inúteis sem qualquer resultado prático, aliás cada vez mais longe do que se pretendia atingir.

Tudo o que estava no programa de destruição social sobre salários, trabalho e pensões tem sido tudo aprovado apesar de todas as greves.

Onde é que estão os resultados? Quem é que anda a mentir?

Demagogia e politiquice?

Não há resultados nenhuns, não há nada para apresentar. Vamos ter um novo empréstimo em condições ainda mais degradantes.

O teu problema e o dos poucos resistentes da treta do empréstimo é que a esmagadora maioria já percebeu que estes 3 anos foram uma perda de tempo. E claro, estamos muito pior do que estávamos em junho de 2011.


Deixa lá os patrões.

Diria antes PR, Paulo Portas, Banca, empresas rendeiras do Regime e gente que come do pote: escritórios de advogados, IPSSs, colégios privados, saúde privada, ordens profissionais...
 
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