Mago
Nimbostratus
Os maquinistas da CP e trabalhadores da REFER não estão incluídos no lote de necessitados. Nem os sindicalistas. Nem 95% dos idiotas úteis (cada vez menos) que protestam nas ruas. Os 5% que necessitam da solidariedade são quase todos trabalhadores (ou reformados que trabalharam muito) e muitas vezes são aqueles que menos beneficiam dessa solidariedade. Estão, invariavelmente, fora do sistema xuxa e não rendem muitos votos. E hoje, os que necessitaram de transporte público, não puderam usufruir dele.
Penso que existe aí uma confusão de papéis, principalmente o do desempenhado pelos sindicatos. Estes não são nenhuma inovação contemporânea, aliás eles nasceram com o capitalismo e com a revolução industrial. Para uma sociedade se desenvolver tem de haver dois pontos de vista diferentes.
Os sindicatos são os legitimos representantes dos trabalhadores, a greve é um direito, são um contraditório ao lado dos que têm os meios de produção, à alineação do trabalho, obviamente que as greves trazem incómodos mas fazem parte do processo de reindinvicação. O direito à manifestação é um direito tão legitimo como tu te manifestares pelo facto de não teres transporte hoje... Mas se achas que não defendes estes principios, despede-te, trabalha como "free lancer", desvincula-te da segurança social, trabalha ao negro, assim nao pagas impostos, usa transportes individuais, ou privados, trabalha aos sabados e domingos e faz 50 horas semanais, entrega-te a ti mesmo... Paga a tua saude, educação, por ai adiante. Vive no teu mundo individualista.
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