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Falando de ratings... quando a coisa azeda corta-se e acabou. Se um banco privado faz, um Estado soberano também o pode fazer...

BES rompe contrato com Fitch após corte no 'rating' do banco

De Diogo Nunes (LUSA) – há 31 minutos

Lisboa, 08 nov (Lusa) - O Banco Espírito Santo (BES) anunciou hoje que cancelou o contrato com a agência de notação financeira Fitch, depois de esta ter revisto em baixa os 'ratings' de cinco bancos portugueses, entre os quais o BES.

"O Banco Espírito Santo considera que não há uma justificação válida para um corte de três posições [no seu 'rating'] em menos de quatro meses. Portanto, a comissão executiva decidiu terminar o contrato com a Fitch Ratings devido a estas ações", revelou o banco liderado por Ricardo Salgado num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A agência de notação financeira Fitch cortou os 'ratings' da dívida de longo prazo do BCP, BES, BPI e Banif, devido aos riscos relacionados com o financiamento e a liquidez, e ainda os 'ratings' individuais da CGD, BCP e BES.


© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
 
Infelizmente, em Portugal escasseia o debate sobre política internacional. Andam por aí uma série de «politólogos» que se restringem às querelas paroquiais que vão entretendo as «elites», enquanto o povo assiste às telenovelas, ao futebol e ao novo Big Brother.

Não tenho qualquer formação académica no temática, mas por aquilo que vou lendo em revistas e jornais estrangeiros, fico com a sensação que o mundo se está a posicionar em dois blocos.

De um lado temos os países democráticos do Ocidente, do outro as ditaduras e as falsas democracias da América, da África e da Ásia.O primeiro bloco é liderado pelos EUA, o segundo pela China.

No grupo liderado pelos EUA encontram-se os países mais transparentes, ricos e desenvolvidos do mundo. Para se atingirem tais níveis de liberdade, riqueza e bem-estar seguiram-se essencialmente dois modelos. Por um lado, temos a tradição liberal dos EUA, da Austrália ou do Reino Unido, por outro a social-democracia da Alemanha, da Suécia ou da Noruega.

Já no segundo grupo estão os países mais corruptos e que menos respeitam os direitos humanos. Contudo, muitos têm atingido níveis de crescimento económico assinaláveis na última década, embora isso nem sempre tenha repercussões no bem-estar da população. Penso na Rússia, na China, em Angola ou no Irão.

Ora recentemente os EUA intensificaram as suas relações diplomáticas e económicas com a Índia, a democracia mais populosa do mundo, e uma das novas potências económicas emergentes. A China não morre de amores pelo subcontinente indiano: há tensões fronteiriças e económicas entre as duas Nações. Há até quem diga que no futuro uma guerra entre a Índia e a China não é uma hipótese que deva ser desprezada.

No meio deste novo quadro político, qual tem sido a posição de Portugal? Qual o lado que temos escolhido?

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(continua)

E que nome se dá quando o grupo liderado pelos países mais transparentes, ricos e desenvolvidos do mundo investe nos países mais corruptos e que menos respeitam os direitos humanos? Hipocrisia será? Parece que os novos IPad's são feitos na China...

Não te preocupes com a China, lá também existe uma coisa que o neoliberalismo muito despreza... a luta sindical...

Os States investem hoje muito nas vizinhanças da China porque a temem. A China tem o exclusivo do financiamento do gasto yankee. Se a China vender todos os dólares que tem amealhados no Banco Central, o dólar desaparece do mercado.
 
Infelizmente, em Portugal escasseia o debate sobre política internacional. Andam por aí uma série de «politólogos» que se restringem às querelas paroquiais que vão entretendo as «elites», enquanto o povo assiste às telenovelas, ao futebol e ao novo Big Brother.

Não tenho qualquer formação académica no temática, mas por aquilo que vou lendo em revistas e jornais estrangeiros, fico com a sensação que o mundo se está a posicionar em dois blocos.

De um lado temos os países democráticos do Ocidente, do outro as ditaduras e as falsas democracias da América, da África e da Ásia.O primeiro bloco é liderado pelos EUA, o segundo pela China.

No grupo liderado pelos EUA encontram-se os países mais transparentes, ricos e desenvolvidos do mundo. Para se atingirem tais níveis de liberdade, riqueza e bem-estar seguiram-se essencialmente dois modelos. Por um lado, temos a tradição liberal dos EUA, da Austrália ou do Reino Unido, por outro a social-democracia da Alemanha, da Suécia ou da Noruega.

Já no segundo grupo estão os países mais corruptos e que menos respeitam os direitos humanos. Contudo, muitos têm atingido níveis de crescimento económico assinaláveis na última década, embora isso nem sempre tenha repercussões no bem-estar da população. Penso na Rússia, na China, em Angola ou no Irão.

Ora recentemente os EUA intensificaram as suas relações diplomáticas e económicas com a Índia, a democracia mais populosa do mundo, e uma das novas potências económicas emergentes. A China não morre de amores pelo subcontinente indiano: há tensões fronteiriças e económicas entre as duas Nações. Há até quem diga que no futuro uma guerra entre a Índia e a China não é uma hipótese que deva ser desprezada.

No meio deste novo quadro político, qual tem sido a posição de Portugal? Qual o lado que temos escolhido?

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(continua)

Vivemos num mundo em que não vale a pena dividir em bons e maus, porque são todos maus.

Hugo Chavez foi eleito em eleições livres (segundo vários órgãos independentes e internacionais que fiscalizaram as eleições). Venceu graças um populismo bacoco, uma fórmula que num regime democrático resulta em 99% dos casos. O problema principal da democracia é esse, a população em todo o lado é na sua maioria estúpida, vai atrás de qualquer vendedor da banha da cobra que apareça. E a população é estúpida, e cada vez mais, e não há sinais de melhorar. E a culpa é do sistema de ensino massificado e acrítico, a fazer lembrar o vídeoclip dos Pink Floyd do Another Brick in the wall, facilitista de modo a melhorar estatísticas, onde a palavra de ordem é decorar e não perceber nem pensar.

Depois aparecem Big Brothers e afins nas TVs para entreter estes pobres de espírito. Não é o Big Brother que faz as pessoas estúpidas, mas sim as pessoas que já são estúpidas que sustentam estes programas.

E ficamos todos felizes, "bovinamente (des)governados". E é este o ciclo vicioso da democracia, só funcionaria numa sociedade evoluída, informada e crítica, mas não há nenhum modelo melhor. Alguém tem solução?

É certo que Chavez tem alguns tiques de caudillo, mas todos têm. Chavez fecha a televisão da oposição, nós por cá mandamos os boys das empresas ligadas ao estado pressionar a administração das televisões para afastar directores, jornalistas, comentadores... A diferença é de estilo.
 
Frederico, neste caso não é preciso ter medo de deixar o link para o livro, não se trata de pirataria que aqui no fórum é proibida, o livro em questão nunca mais ninguém o quis publicar apesar da procura, praticamente pode considerar-se um livro abandonado no domínio público.

http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

Quando foi lançado em 1996 andaram dezenas de pessoas pelo país todo a comprar tudo o que havia nas livrarias e misteriosamente nunca mais saiu uma reedição apesar da grande procura. Instalou-se uma espécie de censura institucional. Muitos anos depois, em 2005, uma revista que pegou no assunto, com umas crónicas do director da revista chamadas «O Polvo», fechou pouco depois depois de publicadas as crónicas.

Estas sociedades "secretas" elitistas, que são quem nos governa na realidade, metem-me nojo, perdoem-me a expressão. Há outro livro, de outra sociedade, esta a nível internacional, o clube Bilderberg, escrito por um jornalista russo:

http://odetriunfante.files.wordpres...deira-historia-do-clube-bilderberg-pdfrev.pdf

Há outro tópico sobre o documentário Zeitgeist, que merece alguma atenção, ressalvando que esse movimento tem por objectivo a formação de uma seita não religiosa, logo temos que ter um olhar crítico. Mas partes do documentário, principalmente a 3ª referente ao sistema financeiro mundial, são bastante interessantes.
(Na 1ª parte perde meia hora para provar cientificamente e com auxílio de algumas falsidades que toda a história da religião católica é adoptada de outras religiões mais antigas, e eu até sou ateu mas não gostei; a 2ª também é interessante, mas não tema a ver com o tema da discussão, tentando provar com alguma teoria da conspiração à mistura que o 11 de Setembro foi uma acção encomendada internamente pelos EUA, é intrigante como o Boeing 757 fez um buraco tão pequeno no Pentágono).
 
Como sempre, a Doutora Manuela Ferreira Leite, uma das poucas Senhoras com S grande da política portuguesa actual, continua a pôr o ponto na ferida:


Crise financeira
Ferreira Leite diz que Portugal está a perder independência ao vender activos para pagar dívida

A ex-ministra das Finanças e ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite disse hoje que Portugal está a perder a sua independência quando vende os seus activos para pagar dívida, numa alusão aos acordos económicos com a China.

Manuela Ferreira Leite foi esta noite oradora de uma iniciativa da JSD-M, denominada “Viver em Autonomia”, que contou também com a participação de Ventura Garcês, secretário regional das Finanças e do Plano.

“Eu devo dizer que considero isso um sinal de perda de independência (…). Se eu estiver totalmente endividada e já não souber como pagar o que devo, eu começo a vender coisas, vendo as jóias, o automóvel, a casa, vou vendendo coisas para ir pagando, não tenho forma de obter receita para pagar o que devo”, começou por explicar Manuela Ferreira Leite, utilizando o exemplo da gestão doméstica de cada cidadão.

“Eu quando vejo os chineses a comprarem uma parte de um banco ou uma parte de uma empresa pública, nós não estamos a fazer mais nada do que estar a vender os nossos activos aos estrangeiros”, apontou. “Melhor exemplo de perda de independência parece-me difícil de verificar”, realçou a ex-ministra das Finanças.

“Estamos efectivamente a chegar a essa situação quando vejo estas vendas, ninguém nos vem comprar a dívida pelos nossos bonitos olhos”, alertou.

“É um ponto que considero altamente preocupante, mas sintomático e previsível que aconteça, portanto, aquilo que mais condeno na orientação política que está a ser seguida é não se fazer nada com previsão”, disse ainda.

Segundo Manuela Ferreira Leite, a solução para a crise em que Portugal está mergulhado “só pode ser alterar o modelo económico”, porque “se o modelo económico em que o Governo baseou toda a política chegou a esta situação só pode desejar-se que seja uma coisa diferente”.


http://www.publico.pt/Política/ferr...a-ao-vender-activos-para-pagar-divida_1464994
 
Ontem numa viagem pelo A25 reparei na quantidades de maquinões que em alta velocidade se circulava pela auto-estrada. Crise? qual crise...em 100 automoveis raros eram da idade do meu carrito de 1999.

O País pode estar mal governado, mas existe uma mea culpa de todos... Os créditos, o ter de se ter uma casa, um carro, etc etc igual ao colega de emprego, ao vizinho, esta ganancia e obessão de fachada conduz qualquer mau gestor de finanças familiar à ruína.

O Abismo está próximo...vamos morrendo em lume brando, quem teve a humildade de viver apenas com aquilo que podia, pontapé para um lado ou para o outro lá vai vivendo, quem se habituou a viver no mundo dos sonhos e das vacas sempre gordas poderá levar ainda uns bons coices...

Venha o FMI, vejamos o lado positivo da crise, colocará algumas pessoas no seu devido lugar...

Uma amiga minha da Holanda esteve em Portugal o ano passado, ficou uns dias no Porto e ficou admirada porque aqui os estudantes vivem em apartamentos alugados e não em residências, têm quase todos carro próprio e quase ninguém trabalha em part-time para pagar os estudos.

Mais admirada ficou quando lhe contei que muitos pais endividam-se para comprar um apartamento para os filhos quando estes vêm estudar para o Porto, e depois quando os filhos terminam o curso e o apartamento fica vazio, pedem rendas de 500 euros por um T1 ou 600 por um T2 para pagar as prestações do banco e o condomínio.

Parte da nossa classe média, com rendimentos muito inferiores aos de um holandês, sueco ou suíço sustenta um estilo de vida muito mais caro: casa própria, um carro para cada membro da família, um telemóvel para cada rede, roupas de marcas caras, etc.

Uma coisa que noto nos holandeses é que são muito poupados nas pequenas coisas do dia a dia.
 
Falando de ratings... quando a coisa azeda corta-se e acabou. Se um banco privado faz, um Estado soberano também o pode fazer...

BES rompe contrato com Fitch após corte no 'rating' do banco

De Diogo Nunes (LUSA) – há 31 minutos

Lisboa, 08 nov (Lusa) - O Banco Espírito Santo (BES) anunciou hoje que cancelou o contrato com a agência de notação financeira Fitch, depois de esta ter revisto em baixa os 'ratings' de cinco bancos portugueses, entre os quais o BES.

"O Banco Espírito Santo considera que não há uma justificação válida para um corte de três posições [no seu 'rating'] em menos de quatro meses. Portanto, a comissão executiva decidiu terminar o contrato com a Fitch Ratings devido a estas ações", revelou o banco liderado por Ricardo Salgado num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A agência de notação financeira Fitch cortou os 'ratings' da dívida de longo prazo do BCP, BES, BPI e Banif, devido aos riscos relacionados com o financiamento e a liquidez, e ainda os 'ratings' individuais da CGD, BCP e BES.


© 2010 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Agreste, com as previsões que há para os próximos anos para a nossa economia, é normal que haja mais risco de incumprimento por parte das famílias e que o rating dos nossos bancos desça.
 
DavidSf e Agreste, as diferenças entre os dois grupos que mencionei são tão óbvias que nem vale a pena comentar.

Sublinho que não incluo Portugal no primeiro grupo nem no segundo, diria que está na corda bamba entre ambos.
 
Jornal chinês defende redução do Ocidente a mera "referência geográfica"

A China deve reduzir o Ocidente a uma referência geográfica e cultural e desenvolver as relações com a União Europeia como “um contrapeso” à influência dos Estados Unidos.

“Os dias em que as nações ocidentais se juntavam para derrotar a União Soviética acabaram. Não haverá outra União Soviética”, diz o editorial do “Global Times”, uma publicação em língua inglesa do grupo Diário do Povo - o órgão oficial do Partido Comunista Chinês.

Segundo o jornal, há “diferenças significativas” entre os países ocidentais e “excepto quando se trata de desafiar a situação dos direitos humanos na China”, esses países “não agem sempre como um único (bloco)”.

“Qualquer tentativa de pintar a China como uma ameaça ao mundo não terá impacto nos países ocidentais, porque eles não podem permitir-se perder um parceiro comercial e um mercado tão grande só para obter ganhos políticos e estratégicos”, afirma o “Global Times”.

A publicação do editorial coincide com a chegada a Pequim do primeiro-ministro britânico, David Cameron, um dos sete chefes de Governo da UE que se encontraram com a liderança chinesa no último mês.

“O Ocidente não está unificado. A ambição dos Estados Unidos de atar a China não é realista”, diz o jornal.

O editorialista sustenta que o Governo chinês “deve ampliar a cooperação com a União Europeia para impedir que os Estados Unidos encontrem facilmente aliados contra a China”.

“A China necessita de diluir o conceito de um Ocidente político e esforçar-se para assegurar que “o Ocidente” se torne apenas um termo geográfico ou cultural”, acrescenta.

No início de Outubro, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, esteve na Grécia, Itália, Bélgica e Alemanha. Na semana passada, o Presidente Hu Jintao visitou França e Portugal.

RR

Interessante.
 
Agreste, com as previsões que há para os próximos anos para a nossa economia, é normal que haja mais risco de incumprimento por parte das famílias e que o rating dos nossos bancos desça.

Sabes qual é a dívida do Japão? É mais de 200% do PIB, portanto os ratings são uma aldrabice!
 
Sabes qual é a dívida do Japão? É mais de 200% do PIB, portanto os ratings são uma aldrabice!

O Japão tem dívida interna. O Japão é um dos três países do mundo com mais poupança, juntamente com a Alemanha e a China. A dívida de Portugal é uma dívida externa. É essa a diferença.
 
Alunos do 6º ano desiludem no Conhecimento Explícito da Língua

Quatro em cada dez alunos do 6.º ano não foram além de duas respostas totalmente corretas em nove no domínio do «Conhecimento Explícito da Língua» na Prova de Aferição, o que fica «aquém do desejável».

Segundo o relatório nacional do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação sobre a prova de Língua Portuguesa do 6.º ano, hoje divulgado, 42 por cento dos alunos teve um máximo de duas respostas totalmente corretas e 10 por cento não teve qualquer resposta integralmente correta.

«Os alunos evidenciam um bom desempenho ao nível da Compreensão da Leitura e da Expressão Escrita, mas permanecem aquém de que é desejável no que respeita ao Conhecimento Explicito da Língua», lê-se no relatório.

Diário Digital / Lusa

Se eu já era um desastre há 9 anos imagino os actuais.
 
Se eu já era um desastre há 9 anos imagino os actuais.

Ocasionalmente surgem vozes, sem expressão é claro, a contestar os actuais programas envolvidos no ensino da língua portuguesa, quando tal acontece não raro se abrangem os diferentes ciclos porque apesar de todos saberem que a base de aprendizagem de uma língua, ainda que nativa, necessita de uma boa estrutura que sustente a tão necessária vertente prática e que acima de tudo o fosso existente face à componente teórica não sirva de bloqueio à aprendizagem da mesma, insiste-se desde há muito em colocar em prática uma estrutura de ensino meramente protocolar baseada em velhos paradigmas que ao longo do tempo se provaram ineficazes.

A língua é muito mais do que uma aprofundada análise de pensamentos de grandes autores, infelizmente os programas de ensino do português na sua maioria contemplam desenvolvimentos de obras de autores não contemporâneos! Quererá isto dizer que as mais recentes obras literárias carecem de suficiente valor pedagógico ao ponto de não integrarem os actuais programas de ensino do português? Constantemente se aponta para o generalizado uso das novas tecnologias como forma de comunicar e partilhar conteúdos como responsável pela descaracterização da língua, essa influência está presente e poderá até ser uma garantia, mas como, quem de direito, poderá contribuir de forma significativa para que se reverta esse estado de coisas? Talvez no uso de possíveis mecanismos de adaptação às actuais formas de expressão, é mais fácil para tais afirmar que assistimos a essa descaracterização da língua por via de influências externas, que a língua portuguesa actualmente é demasiado permeável para resistir a certo tipo de expressões que ao longo dos anos têm passado por um inevitável processo de evolução...

Ora não se pense que esta espécie de fenómeno linguístico seja "mais" um exclusivo português!
Se a nossa língua na maioria dos estabelecimentos de ensino obtém avaliações pouco dignas desde há muito, já é tempo de avaliar e detectar devidamente que falhas nos programas existem, porque garantidamente existem, simplesmente aguardam o devido reconhecimento por parte de quem tem o legítimo poder de o fazer. Os verdadeiros alunos agradecem! ;)
 
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