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A malta da GroundForce do Aeroporto de Faro - participada da TAP, empresa pública com 336 trabalhadores, muitos com muitos anos de trabalho - foi despedida por email. :shocking:

E o Serviço foi assegurado com trabalhadores de Lisboa que a última hora tiveram de se afastar das famílias...
 
Groundforce suspende operação no Aeroporto de Faro e despede 336 trabalhadores

A Groundforce, a maior prestadora de serviços de assistência de transportes em terra nos aeroportos portugueses, vai suspender a sua operação no Aeroporto de Faro e despedir os seus 336 trabalhadores.
A decisão foi hoje anunciada por Fernando Melo, administrador delegado da empresa, em conferência de imprensa em Lisboa.
O administrador salientou que a suspensão da operação em Faro se destina a «reduzir os prejuízos da empresa», como forma de assegurar a sua viabilização e manter os restantes dois mil postos de trabalho.
Entretanto, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos criticou a empresa de handling Groundforce - detida a 100 por cento pela transportadora aérea estatal TAP - por anunciar «um despedimento coletivo» no Algarve, enquanto no Brasil sustenta 2.800 funcionários com «prejuízos de 70 milhões de euros por ano».
Os trabalhadores da Groundforce afetados souberam do seu despedimento através da comunicação social.

Fonte: Barlavento Online

Tenho alguns(mas) amigos(as), que ontem foram surpreendidos por e-mail a dar conta do despedimento. É muito triste ver acontecer isto, e onde existe muita gente de Olhão que trabalhava lá. Que ideia vocês ficariam quando te liga uma pessoa amiga a dizer que foi despedida por e-mail e completamente em lágrimas. :sad::angry:

Groundforce: Funcionários acusam empresa de programar despedimentos com conivência do Governo

Os funcionários da Groundforce em Faro acusaram hoje a administração da empresa, detida a 100 por cento pela TAP, de ter “programado” o despedimento coletivo de 336 trabalhadores “com a conivência do Governo”, que “mente e não dá cara”.
Os trabalhadores estão reunidos desde as 10:30 de hoje em plenário com os sindicatos para determinar que medidas vão tomar para contestar a suspensão da operação daquela empresa de “handling” no Aeroporto de Faro.
A Groundforce, que tem como função assistir companhias aéreas em terra, anunciou na quarta-feira o encerramento da operação em Faro como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.
“Isto é uma manobra política com intenções nebulosas e se existe um processo chamado ‘Face Oculta’, aqui eu diria que há uma ‘Mão Invisível”, afirmou hoje Fernando Bandeira, trabalhador da empresa desde a década de 1970.
Aquele funcionário estranha que tenha sido a empresa mãe, a TAP, a dar-lhes “uma facada nas costas” e diz que o despedimento coletivo foi todo “programado” nas “costas dos trabalhadores”.
“Ao desaparecermos fica um monopólio com uma empresa que é também estranhamente de capital público [a Portway]”, resumiu, sublinhando que tudo se trata de uma manobra de “engenharia financeira”.
Segundo Fernando Bandeira, a empresa abriu há três anos escalas em Marrocos onde existia apenas um voo semanal, altura em que “havia dinheiro para tudo” embora, agora “apresentem de repente os prejuízos que querem”.
A Groundforce tornou-se uma entidade independente em 1982, com a autonomização do Departamento de Operações em Terra (DOT) da TAP.
Na década seguinte, em 1992, numa estratégia de expansão e de prestação de serviços a terceiros, é criada a TAP Handling.
No ano de 2005, já com uma nova estrutura, surge a Groundforce Portugal.

Fonte: Lusa

Claro, que tem o dedo do governo. Digo mais este governo enquanto não acabar com o turismo no Algarve não descansa. Sem o GroundForce vamos ver se todas as companhias aéreas continuam a operar no Algarve. Despedem os de Faro e vêem os de Lisboa substituí-los, este país que não existe direitos, este país que anda à nora, mais parece uma Cuba, uma Venezuela. Enfim, temos o país que os portugueses quiseram com este PS: :calor:
 
Depois disto, vindo de quem veio, não sei o que conclua:

Crise da dívida pública
Ricardo Salgado admite vinda do FMI
11.11.2010 - 21:38 Por Cristina Ferreira
55 de 56 notícias em Economia« anteriorseguinte »
Ricardo Salgado, CEO do BES; admite que o FMI pode entrar em Portugal, mas não considera a intervenção desejável

Esta noite, em entrevista à RTP, o presidente do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, admitiu que a possibilidade de Portugal recorrer ao fundo de estabilização europeu, que está articulado com o FMI, é "uma eventualidade", embora, tenha acrescentado que não a "aconselha".

Trata-se da primeira vez que o CEO do BES reconhece como provável o pedido de ajuda de Portugal ao FMI, uma iniciativa que ainda há poucas semanas, quando apresentou resultados trimestrais, recusou. Na altura alegou que Portugal estava em condições de fazer os ajustamentos necessários à consolidação das contas públicas sem intervenção externa. Salgado continua a dizer que esta não é uma solução desejável.


http://economia.publico.pt/Noticia/ricardo-salgado-admite-vinda-do-fmi_1465676
 
Olhando para estes dois mapas, o que acham que está a implodir ? É o capitalismo ou será outra coisa ?


1932.gif

via 31daarmada

Não entendo nada desses mapas. Confundem-se países em diferentes estados de desenvolvimento e ignoram-se coisas como colónias e dependências ultramarinas e a valorização das matérias primas...

O TGV é um projecto muito discutível face às actuais perspectivas do nº de passageiros.

Mas há outros projectos onde a esquerda votou contra sem sucesso... por exemplo a socialização dos prejuízos do BPN...
 
Acabei de ler agora no jornal de notícias que o termo depreciativo usado para países como portugal na europa foi finalmente extinto! Já não nos chamam "PIIGS", agora passam a denominar-nos de "GIPSI" (ciganos, no sentido depreciativo)! :)
 
Novas Portagens: Perguntas e respostas

Passou um mês desde a entrada em vigor das portagens na SCUT. O processo tem sido conturbado e envolto em dúvidas. Conheça o essencial das regras.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1711214

Se as primeiras 10 viagens são gratuitas, então supostamente viaja-se de borla durante os 5 dias úteis de uma semana (10 viagens = 5 idas + 5 regressos).

Questão: Se eu comprar 4 cartões, posso andar nas SCUT de borla 20dias/mês?
 
O líder parlamentar do PSD disse hoje que o acordo celebrado com o Governo “é claro” quanto à reavaliação das obras públicas, incluindo o TGV, e que com certeza “vai ser cumprido”.

http://www.publico.pt/Economia/tgv-...za-vai-ser-cumprido-diz-miguel-macedo_1466331

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, manteve hoje no Parlamento que o arranque das obras no terreno do troço Poceirão-Caia, em alta velocidade, se vai verificar no início do próximo ano, tal como estava inicialmente previsto.

http://www.publico.pt/Economia/obras-do-tgv-comecam-no-inicio-do-proximo-ano_1466224
 
Em entrevista ao Financial Times, o ministro das Finanças avisa que os crescentes riscos de contágio através dos mercados financeiros podem levar o país a pedir auxílio financeiro.

Ministro das Finanças teme risco de contágio na Europa
(Foto: Nuno Ferreira Santos)

“O risco é elevado porque não estamos a enfrentar os problemas de um único país. Há problemas na Grécia, em Portugal e na Irlanda. Não é um problema só nosso”, afirmou Teixeira dos Santos.

Na entrevista concedida ao jornal britânico, o ministro das Finanças refere que a probabilidade de Portugal recorrer à ajuda da União Europeia (UE) é “elevada” porque existem riscos crescentes de contágio nos mercados financeiros.


http://economia.publico.pt/Noticia/...ugal-recorrer-a-ajuda-da-ue-e-elevado_1466263


Numa sequência de declarações sobre a necessidade de pedir ajuda financeira, o ministro das Finanças afirmou à Reuters que "não há contactos" no sentido de recorrer ao auxílio da UE.

Teixeira dos Santos desdobrou-se hoje em declarações sobre situação económica do país
(Foto: Rui Gaudencio)

Horas depois de admitir ao Financial Times que o risco de Portugal pedir auxílio à União Europeia (UE), por causa do contágio de outros países, é "elevado", Teixeira dos Santos explicou à Reuters que "não há contactos nesse sentido" e que o pedido de ajuda "não está iminente".

"Não há contactos formais ou informais" para que recorrer à assistência financeira da UE, afirmou o ministro, sublinhando que a situação económica portuguesa é "muito diferente" da irlandesa e que o país tem condições para responder à subida das taxas de juro.


http://economia.publico.pt/Noticia/...isco-de-pedir-ajuda-nao-esta-iminente_1466277
 
318484


A chanceler alemã afirmou hoje, num congresso do seu partido, que o euro é a cola que mantém a Europa junta e que se o projecto da moeda única falhar, a Europa falha também.

http://economia.publico.pt/Noticia/angela-merkel-se-o-euro-falhar-a-europa-falhara_1466296
:surprise: :confused: :intrigante:

EDIT: hoje foi o dia nacional da contradição (ver posts acima).

EDIT2: se há uma bomba para estoirar, que anunciem já. Maquiavel já dizia há cinco séculos que «as guerras não se adiam».
 
O ministro Teixeira dos Santos como muitos outros, incluindo secretários de estado, não sabem estar caladinhos! Não sabem medir as consequências daquilo que vômitam para fora na comunicação social nacional ou internacional!

Alguém o obrigou a conceder entrevista ao financial times?? É triste.. Em jeito de caricatura, digo que não seria má idéia se este e outros usassem uma coleira ao pescoço com dispositivo de choque eléctrico para quando abrissem a boca se calassem logo! :)
 
Se ficas assim tão confundido, é simples, olha apenas para os países que já eram desenvolvidos em 1932.

Mas estás a medir a evolução do desenvolvimento de quê? O critério da dívida traduz o desenvolvimento económico de um país? E o desenvolvimento social? Coisas como a corrupção, o pagamento de impostos e a repartição de rendimentos entre os mais ricos e os mais pobres? E a população prisional?

Em 1932 os States eram uma potência económica mas segregavam racialmente uma parte da população (os negros), depois de terem expulso os índios de vastas áreas do território. Tudo isto se traduziu numa vantagem competitiva, especialmente quando mais tarde foi necessário mobilizar a população para vencer a II Guerra Mundial...
 
Fala-se no fim do euro, na saída de Portugal da moeda única, num pedido de ajuda por parte do nosso país, Sócrates resiste à demissão e insiste nas grandes obras públicas, Mário Soares quer uma Federação na Europa.


Uma coisa é certa: ninguém pode afirmar onde e como estaremos daqui a um ano.

Poupem, tentem pagar as vossas dívidas o mais rapidamente possível e não se endividem para comprar casa, carro ou outra coisa qualquer...
 
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