Groundforce: Funcionários acusam empresa de programar despedimentos com conivência do Governo
Os funcionários da Groundforce em Faro acusaram hoje a administração da empresa, detida a 100 por cento pela TAP, de ter “programado” o despedimento coletivo de 336 trabalhadores “com a conivência do Governo”, que “mente e não dá cara”.
Os trabalhadores estão reunidos desde as 10:30 de hoje em plenário com os sindicatos para determinar que medidas vão tomar para contestar a suspensão da operação daquela empresa de “handling” no Aeroporto de Faro.
A Groundforce, que tem como função assistir companhias aéreas em terra, anunciou na quarta-feira o encerramento da operação em Faro como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.
“Isto é uma manobra política com intenções nebulosas e se existe um processo chamado ‘Face Oculta’, aqui eu diria que há uma ‘Mão Invisível”, afirmou hoje Fernando Bandeira, trabalhador da empresa desde a década de 1970.
Aquele funcionário estranha que tenha sido a empresa mãe, a TAP, a dar-lhes “uma facada nas costas” e diz que o despedimento coletivo foi todo “programado” nas “costas dos trabalhadores”.
“Ao desaparecermos fica um monopólio com uma empresa que é também estranhamente de capital público [a Portway]”, resumiu, sublinhando que tudo se trata de uma manobra de “engenharia financeira”.
Segundo Fernando Bandeira, a empresa abriu há três anos escalas em Marrocos onde existia apenas um voo semanal, altura em que “havia dinheiro para tudo” embora, agora “apresentem de repente os prejuízos que querem”.
A Groundforce tornou-se uma entidade independente em 1982, com a autonomização do Departamento de Operações em Terra (DOT) da TAP.
Na década seguinte, em 1992, numa estratégia de expansão e de prestação de serviços a terceiros, é criada a TAP Handling.
No ano de 2005, já com uma nova estrutura, surge a Groundforce Portugal.
Fonte: Lusa