O Estado do País

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Se bem entendo, se o prazo de validade não estivesse a expirar a Panrico nem um mísero saco de pão de forma doava a esta instituição!

Não é bonito. Mas a meu ver é menos condenável do que deitar o pão fora.
Todos os dias, são milhares as toneladas de alimentos que vão para o lixo.
E milhares são também aqueles que vivem abaixo do limite de pobreza e nem pão com 2 dias de validade têm.

O que eu acho mais condenável em iniciativas como o Banco Alimentar ou a volta dos sem abrigo à noite em Lisboa, é a lata, frieza e descontracção como muitas pessoas chegam (inclusive de Audi), e se aproveitam da situação para levar comida para casa.
Quando aqueles que realmente precisam, muitas vezes por vergonha, não pedem auxilio.

Claro que isto não é um mal das iniciativas, mas do comportamento e da falta de ética das pessoas. E só quem está inserido no meio é que tem noção da quantidade de pessoas descaradas que se aproveitam de iniciativas assim.
 
O que me envergonha é muito mais do que o pão fora de prazo. É toda uma construção social que convive e aceita a pobreza com se fosse uma condição social natural. Dar esmola é natural e pedi-la também. As perguntas à Isabel Jonet são sempre sobre quantas toneladas de alimentos se juntaram mas não quando é que a sociedade consegue ultrapassar o enorme fosso que separa os mais ricos dos mais pobres...
 
Aí está o protótipo do empresário cavaquista, como você diz. Essa gente é muito boa a gerir um negócio nas seguintes condições:

1 - O governo, em troca da criação de "postos de trabalho", paga a infra-estrutura, doa o terreno, dá incentivos fiscais e acelera a burocracia.
2 - Os bancos, graças às dimensões do negócio, cobram spreads ridículos na comparação com o que cobram aos pequenos, para não falar de que os bancos costumam ser accionistas destas empresas.
3 - Os fornecedores, por causa da posição desses grupos, são espremidos. No caso do continente chegam a ser obrigados a dar de graça a primeira remessa de mercadoria, a título de "teste". E depois fazem preços menores que os cobrados aos pequenos.
4 - As câmaras começam a cobrar estacionamento nos centros urbanos, o que afasta a clientela dos pequenos negócios nas cidades. Em troca, muitas vezes, constroem infra-estrutura de transporte que passa nos continentes, ou avisam o grupo sonae onde elas vão passar para este comprar o terreno barato, de preferência antes da alteração do PDM.
5 - A cobrança de IMI não poupa quem possui um negócio num centro, mas é branda para com os continentes da vida, estrategicamente colocados em terrenos baratos e muitas vezes isentados de impostos por criarem "postos de trabalho".
6 - A GALP, ao invés de dar um desconto directo, dá um talão que só pode ser descontado no continente.
7 - Aproveitando a falta de tempo do trabalhador moderno, e o facto de que as mulheres trabalham tanto quanto os homens, se dá um desconto em alguns artigos que as pessoas fixam mais os preços e se cobra muito mais no outros, que são colocados no caminho para os bens mais consumidos. Já fiz o teste e vi que os preços do continente são muito mais caros. Algumas vezes chegam a ser cinco vezes mais caros!
8 - As grandes empresas têm condições para serem SAs, ou até terem a sede lá fora, o que facilita em muito a vida com as finanças. Já as Lda. estão f... E nem vamos falar de como os grandes são bem tratados. O pequeno tem logo o seu negócio fechado.
9 - Numa economia super-regulamentada, só os gigantes podem possuir departamentos especializados em lidar com isso. Já o pequeno não pode lidar com o negócio e a burocracia ao mesmo tempo. Depois, há o poder de lóbi. Quem vai multar o continente (milhares de postos de trabalho ameaçados...)? Mas ao zé da esquina, ninguém liga.
10 - O grupo sonae pode fazer doações e dar empregos a muito gente dos partidos. O pequeno comerciante, se o fizer, fica com o negócio quebrado.
11 - Ainda podemos lembrar daquelas privatizações feitas por encomenda, sempre nos momentos oportunos. Há uns corticeiros por aí que compraram umas acções muito baratas e depois entraram para a lista dos mais ricos do mundo, quando o mercado se apercebeu do valor do que compraram. Hoje as bombas com o nome da empresa dão os tais talões que podem ser descontados no continente, e vice-versa.

O pior é que muitos idiotas liberais acreditam que defendem o mercado livre, quando na verdade defendem o socialismo das corporações. Enfim, para eles basta meter o rótulo "privado" numa empresa para acreditarem que ela favorece uma política de direita."


http://estadosentido.blogs.sapo.pt/
 
Meus amigos, a vergonha é de haver cada vez mais pobres, e esses precisam de comer. Produtos próximos do final da validade são alimentos como outros.




 
Editado por um moderador:
Clube da bancarrota: Portugal sobe para 4º lugar

Portugal acaba de saltar para 4º lugar, logo a seguir à Irlanda, no TOP 10 mundial do risco de default que disparou ao final da manhã para mais de 37% fixando novo máximo.

Portugal acaba de "saltar" literalmente do 6º para o 4º lugar no TOP 10 mundial do risco de default (incumprimento da dívida soberana), passando de uma probabilidade de 35,2% no fecho na sexta-feira para mais de 37%, agora, no fecho da manhã, segundo a CMA DataVision.

O nosso país está, pela primeira vez, em 4º lugar naquele "clube" e o risco de default marcou novo máximo.

As yields relativas às obrigações portuguesas do Tesouro a 10 anos voltaram a ultrapassar os 7% agora ao final da manhã, contra o fecho em 6,99% na sexta-feira, segundo a Bloomberg.
Efeito do pacote irlandês não se faz sentir

Até ao fecho da manhã, o efeito do pacote de financiamento para a Irlanda, acordado no domingo, não levou à diminuição do risco de default de três dos quatro países "periféricos" que fazem parte do TOP 10 mundial de risco.

Pelo contrário, o risco irlandês subiu para 40,58%, mais do que no fecho de sexta-feira, o risco português está acima de 37%, pela primeira vez, e o risco de Espanha subiu para quase 26%, marcando, também, novo recorde.

A Irlanda está, de novo, à beira de 600 pontos base no custo dos credit default swaps que seguram a sua dívida soberana e Portugal acima de 537 pontos base. A Espanha disparou para proximo dos 350 pontos base.

As yields relativas aos títulos públicos com maturidades a 10 anos dos três países, que funcionam como juros implícitos, indicativos da taxa de remuneração que os investidores exigem para financiar a dívida soberana, estão a subir, de novo, nos três casos - para o caso português está acima de 7%, para o irlandês em 9,25% e para o espanhol em 5,35%, fixando novo máximo desde a adesão ao euro.

Apenas se está a sentir um abrandamento no caso da Grécia, desde sexta-feira, com o risco abaixo de 55% e as yields em baixa também, ainda que muito altas, em 11,69%. A Grécia desceu para o 2º lugar do clube, tendo sido ultrapassada pela Venezuela.

O clube da bancarrota conta agora com a Grécia em 2º lugar, a Irlanda em 3º, Portugal em 4º e a Espanha em 9º, segundo o monitor do TOP 10 mundial deste risco mantido pela CMA DataVision.

Expresso
 
The Spanish Prisoner...(NewYork Times)

Paul Krugman Nobel da Economia de 2008: Grécia, Irlanda e Portugal são meros actores secundários... A especulação irracional fará tudo para arrastar a Espanha para a crise da dívida...

Sempre me disseram que a expectativa de um especulador financeiro que não domina o desfecho final do jogo era recuperar apenas todo o investimento feito em mudar a sorte. Se o Euro acabar quem serão os ganhadores de semelhante empresa?


«The best thing about the Irish right now is that there are so few of them. By itself, Ireland can’t do all that much damage to Europe’s prospects. The same can be said of Greece and of Portugal, which is widely regarded as the next potential domino.

But then there’s Spain. The others are tapas; Spain is the main course.

What’s striking about Spain, from an American perspective, is how much its economic story resembles our own. Like America, Spain experienced a huge property bubble, accompanied by a huge rise in private-sector debt. Like America, Spain fell into recession when that bubble burst, and has experienced a surge in unemployment. And like America, Spain has seen its budget deficit balloon thanks to plunging revenues and recession-related costs.

But unlike America, Spain is on the edge of a debt crisis. The U.S. government is having no trouble financing its deficit, with interest rates on long-term federal debt under 3 percent. Spain, by contrast, has seen its borrowing cost shoot up in recent weeks, reflecting growing fears of a possible future default.

Why is Spain in so much trouble? In a word, it’s the euro.

Spain was among the most enthusiastic adopters of the euro back in 1999, when the currency was introduced. And for a while things seemed to go swimmingly: European funds poured into Spain, powering private-sector spending, and the Spanish economy experienced rapid growth.

Through the good years, by the way, the Spanish government appeared to be a model of both fiscal and financial responsibility: unlike Greece, it ran budget surpluses, and unlike Ireland, it tried hard (though with only partial success) to regulate its banks. At the end of 2007 Spain’s public debt, as a share of the economy, was only about half as high as Germany’s, and even now its banks are in nowhere near as bad shape as Ireland’s.

But problems were developing under the surface. During the boom, prices and wages rose more rapidly in Spain than in the rest of Europe, helping to feed a large trade deficit. And when the bubble burst, Spanish industry was left with costs that made it uncompetitive with other nations.

Now what? If Spain still had its own currency, like the United States — or like Britain, which shares some of the same characteristics — it could have let that currency fall, making its industry competitive again. But with Spain on the euro, that option isn’t available. Instead, Spain must achieve “internal devaluation”: it must cut wages and prices until its costs are back in line with its neighbors.

And internal devaluation is an ugly affair. For one thing, it’s slow: it normally take years of high unemployment to push wages down. Beyond that, falling wages mean falling incomes, while debt stays the same. So internal devaluation worsens the private sector’s debt problems.

What all this means for Spain is very poor economic prospects over the next few years. America’s recovery has been disappointing, especially in terms of jobs — but at least we’ve seen some growth, with real G.D.P. more or less back to its pre-crisis peak, and we can reasonably expect future growth to help bring our deficit under control. Spain, on the other hand, hasn’t recovered at all. And the lack of recovery translates into fears about Spain’s fiscal future.

Should Spain try to break out of this trap by leaving the euro, and re-establishing its own currency? Will it? The answer to both questions is, probably not. Spain would be better off now if it had never adopted the euro — but trying to leave would create a huge banking crisis, as depositors raced to move their money elsewhere. Unless there’s a catastrophic bank crisis anyway — which seems plausible for Greece and increasingly possible in Ireland, but unlikely though not impossible for Spain — it’s hard to see any Spanish government taking the risk of “de-euroizing.”

So Spain is in effect a prisoner of the euro, leaving it with no good options.

The good news about America is that we aren’t in that kind of trap: we still have our own currency, with all the flexibility that implies. By the way, so does Britain, whose deficits and debt are comparable to Spain’s, but which investors don’t see as a default risk.

The bad news about America is that a powerful political faction is trying to shackle the Federal Reserve, in effect removing the one big advantage we have over the suffering Spaniards. Republican attacks on the Fed — demands that it stop trying to promote economic recovery and focus instead on keeping the dollar strong and fighting the imaginary risks of inflation — amount to a demand that we voluntarily put ourselves in the Spanish prison.

Let’s hope that the Fed doesn’t listen. Things in America are bad, but they could be much worse. And if the hard-money faction gets its way, they will be.»
 
O Paul Krugman ando cheio de futilidades, desde culpar os especuladores a agora culpar o Euro.
O problema das nossas sociedades é apenas um, dívida excessiva, viver acima das nossas possibilidades.
O modelo social tem sido construído artificialmente à conta de dívida para as gerações do futuro pagarem, e obviamente não conseguem, dá o estoiro. O modelo social das sociedades ocidentais é um esquema fraudulento, de pirâmide, basta olhar para as nossas contas da segurança social. O "Bernie" Madoff foi preso por muito menos do que isto.

E não adianta culpar bancários e especuladores, que esses só se limitam a procurar o lucro alimentando a voragem global pelas dívidas e modo de viver. Ainda me lembro do Bloco de Esquerda aqui há poucos anos no parlamento se queixar das taxas de juro estarem muito altas, quando hoje sabemos que foi o crédito barato e fácil que nos conduziu a esta crise global.

Ao contrário do que se diz por aí, o crédito fácil começou na era Clinton, pois no partido Democrata defendia-se que os pobres também deviam ter acesso ao crédito. Creio que nessa altura o partido Republicano até se opôs. Mas já se sabe, a comunicação social, em especial na Europa, está maioritariamente enviesada para a esquerda, e deitaram as culpas todas para cima do Presidente Bush. Isto tudo para dizer que o recurso ao endividamento aparenta ter muita tradição na Esquerda.
 
Quem concede o crédito são as entidades bancárias depois de analisarem, penso eu, de forma criteriosa as garantias dos clientes.

Já discutimos aqui que quase 50% do crédito bancário pós-euro - o tal periodo dos juros baixos - foi concedido a projectos do sector imobiliário. Parte pertence a uma aspiração legítima da população a melhores condições de vida.

Outra parte sabemos bem que pertence a um negócio pouco regulado.

Aceito que aspirar a uma vida melhor seja um património da esquerda em detrimento da procura pelo lucro...
 
Quem concede o crédito são as entidades bancárias depois de analisarem, penso eu, de forma criteriosa as garantias do clientes.

Já discutimos aqui que quase 50% do crédito bancário pós-euro - o tal periodo dos juros baixos - foi concedido a projectos do sector imobiliário. Parte pertence a uma aspiração legítima da população a melhores condições de vida.

Outra parte sabemos bem que pertence a um negócio pouco regulado.

Aceito que aspirar a uma vida melhor seja um património da esquerda em detrimento da procura pelo lucro...

Agreste, mas as regras para a concessão do crédito era mais apertadas antes de serem alteradas pela Administração Clinton.

E em Portugal tenho ideia que 75% do crédito foi crédito à habitação. As condições de financiamento para projectos industriais ou agrícolas são muito más no nosso país, deverias ouvir que tentou pedir financiamento para projectos na área da produção de azeitona, vinho, etc. A banca portuguesa prefere emprestar às famílias para a compra de habitação, ao Estado ou às construtoras, em detrimento das PME's.

Agreste, vê este gráfico:

Home+ownership+in+the+EU,+2007+%28European+Mortgage+Federation%29.png


Isto acaba por ser trágico para a nossa economia.

- Portugal tem uma elevada percentagem de jovens adultos que se endividam para comprar casa. Isto prejudica a sua progressão na carreira e a mobilidade do mercado laboral.

- Pelo contrário, em países como a Alemanha ou o Reino Unido, é comum adquirir-se casa já perto da idade da reforma, enquanto que na década dos 20, 30 ou 40 se vive primeiro em residências universitárias, depois em casas arrendadas. Em Portugal, pelo contrário, é comum adquirir-se casa antes dos 40.

- Em muitas cidades de Portugal temos preços de habitação europeus, mas as famílias têm rendimentos que estão entre a Europa e o Magrebe. Assim, no final do mês sobra pouco para consumir, poupar ou investir na instrução dos filhos. Aliás, muitas dos nossos adultos são dependentes de terceiros, já dados sobre isso, há muita gente em Portugal que se não recebesse apoios do Estado ou de familiares seria pobre. Conheço alguns casais jovens que se endividaram para pagar casa e que continuam a receber mesadas da família de 400 ou 500 euros para conseguir pagar as prestações.

O cenário ainda é mais negro porque o problema do mercado de arrendamento em Portugal está identificado há décadas. Mas como os interesses dos construtores e autarcas se sobrepuseram ao interesse comum, chegámos a esta triste situação.

O Estado, ao permitir que haja rendas congeladas, edifícios devolutos e em risco de ruína e especulação sobre os solos acabou por levar o país à beira da bancarrota.
 
PS: reparem no gráfico acima um dado curioso, os países onde há mais dívida são aqueles onde há uma maior percentagem de proprietários de casa própria. Se a construção civil de mãos dadas com a Banca e o poder político não destruiu a nossa economia «vou ali e já venho».
 
Se não houvesse crédito fácil, na altura não teríamos o crescimento económico que tivemos na década de 90, inicio de 2000.

Aliás neste País para a construção e logo se reflecte no desemprego e outros índices. Vocês são contra a modernização do País.

Voltaria-mos a ter 80km de autoestrada, viver em barracos com rendas altissimas, vencimentos de "60 contos", trabalhar 50 horas semanais, etc etc.

Esta crise não é só culpa da esquerda ou direita, é culpa da ganancia financeira, das bolhas especulativas muitas internacionais que nos arrastaram para o tsunami.
 
Se não houvesse crédito fácil, na altura não teríamos o crescimento económico que tivemos na década de 90, inicio de 2000.

Aliás neste País para a construção e logo se reflecte no desemprego e outros índices. Vocês são contra a modernização do País.

Voltaria-mos a ter 80km de autoestrada, viver em barracos com rendas altissimas, vencimentos de "60 contos", trabalhar 50 horas semanais, etc etc.

Esta crise não é só culpa da esquerda ou direita, é culpa da ganancia financeira, das bolhas especulativas muitas internacionais que nos arrastaram para o tsunami.

Falou e bem. Eu tenho seguido este tópico mas evito envolver-me e discutir porque isto parece a noite da má língua (ou pior ainda). Reformulo o que diz o Mago de outra forma, queremos concorrer com os chineses ou com o resto da europa/mundo ocidental?

Mais irresponsável que o governo, oposição ou outros responsáveis pelo rumo que o país leva é a comunicação social. Simplesmente deplorável o que se assiste em cada telejornal, jornal em papel ou outro meio de comunicação.

Frederico: "Isto tudo para dizer que o recurso ao endividamento aparenta ter muita tradição na Esquerda."

Ora aí está uma afirmação curiosa. Agora das duas, uma. Ou Portugal é excepção ou então é uma "falsa realidade".

Quando Guterres sai do governo deixa um défice de 4,3%. Quando o último governo PSD sai deixa um défice de 6,1%. Sócrates "o bandido" consegue em 2007 o défice mais baixo de sempre na democracia 2,6% (2007). Depois começa a aparecer a crise em 2008 e naturalmente os valores do défice disparam. Não só cá, mas em toda a Europa e em grande parte dos países em muito maior percentagem.

A existirem eleições antecipadas no próximo ano, ou ganha o PS ou o PSD. Com o PS sabem com o que podem contar, com o PSD, além da politica económica muita semelhante ao PS relembro a proposta de revisão da constituição (saúde e educação) e tentem ler a entrevista de Passos Coelho ao Expresso do último sábado sobre estes dois temas. A juntar a isto a diferença nas politicas sociais, etc... Resumindo, vai ser um ano de 2011 animado.

O resto da "esquerda" nem comento, não serve simplesmente para o país.
 
Ora aí está uma afirmação curiosa. Agora das duas, uma. Ou Portugal é excepção ou então é uma "falsa realidade".

Quando Guterres sai do governo deixa um défice de 4,3%. Quando o último governo PSD sai deixa um défice de 6,1%. Sócrates "o bandido" consegue em 2007 o défice mais baixo de sempre na democracia 2,6% (2007). Depois começa a aparecer a crise em 2008 e naturalmente os valores do défice disparam. Não só cá, mas em toda a Europa e em grande parte dos países em muito maior percentagem.

A existirem eleições antecipadas no próximo ano, ou ganha o PS ou o PSD. Com o PS sabem com o que podem contar, com o PSD, além da politica económica muita semelhante ao PS relembro a proposta de revisão da constituição (saúde e educação) e tentem ler a entrevista de Passos Coelho ao Expresso do último sábado sobre estes dois temas. A juntar a isto a diferença nas politicas sociais, etc... Resumindo, vai ser um ano de 2011 animado.

O resto da "esquerda" nem comento, não serve simplesmente para o país.

Défice esse conseguido à custa do aumento da carga fiscal, de desorçamentações, parcerias público-privadas e outro tipo de malabarismos financeiras.
 
Se não houvesse crédito fácil, na altura não teríamos o crescimento económico que tivemos na década de 90, inicio de 2000.

Aliás neste País para a construção e logo se reflecte no desemprego e outros índices. Vocês são contra a modernização do País.

Voltaria-mos a ter 80km de autoestrada, viver em barracos com rendas altissimas, vencimentos de "60 contos", trabalhar 50 horas semanais, etc etc.

Esta crise não é só culpa da esquerda ou direita, é culpa da ganancia financeira, das bolhas especulativas muitas internacionais que nos arrastaram para o tsunami.

Não se trata de ser contra a modernização. O desenvolvimento de Portugal não depende apenas da quantidade de betão. Depende também da eficácia da máquina da Justiça, da Instrução da população, da qualidade do seu sistema de ensino e do Ensino Superior, ou da saúde do seu tecido empresarial.

Para quê tanto betão se por outro lado ficaram vastas áreas dos centros das cidades ou mesmo suburbanas abandonadas, decadentes, a ruir? Seriam necessárias tantas auto-estradas se tivéssemos um melhor sistema de transportes públicos, ou se tivéssemos reformulado as estradas nacionais?

Se em vez de andarmos a brincar às casinhas e aos carrinhos tivéssemos modernizado o nosso sector produtivo, estaríamos bem melhor.

É necessário que os portugueses percebam que a crise não está em toda a Europa. A Alemanha, a Holanda, a Suécia, a Noruega, a Suíça ou a Polónia não são a Grécia, a Espanha, a Irlanda ou Portugal...
 
Não se trata de ser contra a modernização. O desenvolvimento de Portugal não depende apenas da quantidade de betão. Depende também da eficácia da máquina da Justiça, da Instrução da população, da qualidade do seu sistema de ensino e do Ensino Superior, ou da saúde do seu tecido empresarial.

Para quê tanto betão se por outro lado ficaram vastas áreas dos centros das cidades ou mesmo suburbanas abandonadas, decadentes, a ruir? Seriam necessárias tantas auto-estradas se tivéssemos um melhor sistema de transportes públicos, ou se tivéssemos reformulado as estradas nacionais?

Se em vez de andarmos a brincar às casinhas e aos carrinhos tivéssemos modernizado o nosso sector produtivo, estaríamos bem melhor.

É necessário que os portugueses percebam que a crise não está em toda a Europa. A Alemanha, a Holanda, a Suécia, a Noruega, a Suíça ou a Polónia não são a Grécia, a Espanha, a Irlanda ou Portugal...

A qualidade de ensino, justiça, etc são importantes, mas não se reflectem no défice num curto espaço de tempo, talvez em décadas, mas mesmo aí demos alguns passos.

As áreas urbanas sim devem ser reconstruir, mas isso deve-se à rigidez de muitos proprietários que colocam preços de casas a ruir mais caras que apartamentos/vivendas nas zonas/bairros novas das cidades, O Bloco de Esquerda falou algumas vezes nisso, até é uma proposta de esquerda.

As estradas nacionais na maioria passam por zonas urbanas o que não são opções de comunicação para o actual parque automóvel que ja tem uns bons milhões de veículos. Por exemplo a Concessão do Douro Interior apenas contempla auto-estrada ate Trancoso seguindo-se mais de uma centena de kms para norte tipo IP, já se sabe do resultado disso e da carnificina que resultou o antigo IP5 e o IP4 por exemplo. Não podemos olhar só para números, mas para vidas de pessoas.

A crise não está no Norte da Europa nos maiores exportadores de Petróleo Tipo Noruega, e outros com grandes recursos naturais.

Para modernizar o sector produtivo faria-se o que? salários mais baixos? mais horas de trabalho? tipo China? Essa economia socialista que é das maiores do mundo?
 
Estado
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