AnDré
Moderação
Portugal, fábrica de pobres...
«"Pão! Não te esqueças do pão! Dá-lhes mais um bocado. Ó pá, dá-lhes o que eles quiserem!" António José Barbosa corre de um lado para o outro de um dos três armazéns do Banco Alimentar de Lisboa, com papéis na mão. "Está ali todo. Temos de despachar isto hoje". O pão de forma, em pacotes, continua a chegar ao armazém. A empresa Panrico ofereceu, porque está a dois dias de terminar o prazo de validade.»
Tudo isto me envergonha mas vem hoje no Público...
Se bem entendo, se o prazo de validade não estivesse a expirar a Panrico nem um mísero saco de pão de forma doava a esta instituição!
Não é bonito. Mas a meu ver é menos condenável do que deitar o pão fora.
Todos os dias, são milhares as toneladas de alimentos que vão para o lixo.
E milhares são também aqueles que vivem abaixo do limite de pobreza e nem pão com 2 dias de validade têm.
O que eu acho mais condenável em iniciativas como o Banco Alimentar ou a volta dos sem abrigo à noite em Lisboa, é a lata, frieza e descontracção como muitas pessoas chegam (inclusive de Audi), e se aproveitam da situação para levar comida para casa.
Quando aqueles que realmente precisam, muitas vezes por vergonha, não pedem auxilio.
Claro que isto não é um mal das iniciativas, mas do comportamento e da falta de ética das pessoas. E só quem está inserido no meio é que tem noção da quantidade de pessoas descaradas que se aproveitam de iniciativas assim.