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Mais uma...

1 km de estrada em Braga vai custar 8 milhões
3 de Dezembro, 2010 Por Luís Rosa

A Estradas de Portugal adjudicou por ajuste directo a construção de mil metros de via para acesso ao novo Hospital de Braga.
Se não for a estrada mais cara da história da Estradas de Portugal (EP), seguramente estará no top. Os acessos ao novo Hospital de Braga custarão a módica quantia de 8.240 euros o metro. Dito de outra forma: são 1.000 metros de via que foram adjudicados em Outubro à construtora Obrecol por 8.240.147, 31 euros.

Dois meses antes, a mesma obra tinha um custo previsto de seis milhões de euros.

A estrada estava a ser estudada desde 2004 pela EP, tendo sido assinado em Junho desse ano um primeiro protocolo com a Câmara Municipal de Braga para que esta autarquia realizasse o projecto de execução.

O facto de os estudos já decorrerem há mais de seis anos, não impediu a EP de invocar agora «urgência imperiosa» para evitar o concurso público, já que os acessos terão que estar prontos na data de inauguração do novo hospital: Maio de 2011.

Tal argumento é permitido pelo Código dos Contratos Públicos - confirmou ao SOL o jurista João Carneiro, do escritório Miranda & Associados. A norma aprovada em 2008 legalizou, dessa forma, os ajustes directos sem limite máximo para o valor da adjudicação.

O prazo para a conclusão da obra, contudo, estende-se até Agosto. Mas fonte oficial da EP garante que «existe um prazo parcelar que garante a conclusão dos acessos ao novo hospital até ao final de Maio de 2011». Ou seja, 700 metros estarão prontos em Maio e os restantes 300 em Agosto.


Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=6038
 
E outra:

Açores fogem a cortar 5% aos funcionários
3 de Dezembro, 2010
Por Sofia Rainho

Governo Regional vai compensar os funcionários públicos que ganham entre 1500 e 2000 euros.

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores aprovou uma medida compensatória que permitirá a cerca de 3700 funcionários públicos regionais manterem os seus actuais vencimentos, sem sofrerem quaisquer cortes, ao contrário do que vai suceder em todo o país.

A medida foi proposta pelo Governo de Carlos César no âmbito do Orçamento dos Açores para 2011, tendo sido aprovada no parlamento pela maioria socialista.

Todos os funcionários que auferem entre 1500 e 2000 euros ilíquidos irão receber uma remuneração compensatória igual ao montante da redução remuneratória total ilíquida efectuada por via do Orçamento Geral do Estado para 2011. Poderão assim manter o mesmo nível de remuneração ilíquida em 2011, não sofrendo qualquer redução do seu vencimento- base.

César eleva assim em 500 euros a fasquia de riqueza definida pelo Governo de José Sócrates: enquanto os cortes salariais no resto do país se vão aplicar aos funcionários com vencimentos acima dos 1500 euros, os Açores isentam de cortes quem ganha até aos 2000 euros.

Esta medida aplica-se aos trabalhadores da Administração Regional e aos dos Hospitais EPE, sendo que os encargos decorrentes da sua implementação «serão suportados pela dotação provisional».

[email protected]
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11844676.html
 
FMI mais próximo de intervir em Portugal. Veja como foi em 1983

Falência do país é «quase certa». Também há 27 anos o Fundo Monetário Internacional teve de tomar as rédeas da recessão

1983: o ano do FMI em Portugal. Vinte e sete anos depois, o país pode estar mais próximo do passado do que nunca. O FMI veio esta sexta-feira lamentar a «quase certa» falência de Portugal. Também há quase 30 anos o FMI tomou as rédeas da recessão.

«Sabíamos que os homens e a mulher do FMI estavam em Lisboa. Soubemos do hotel. Eu e o Ferreira Fernandes fizemos uma espécie de espera, penso que de dois dias, para tentarmos tirar algumas imagens dessa equipa e também para sabermos o que é que eles estavam cá a fazer», recordou à TVI o fotógrafo Luiz Carvalho.

Naquela altura, à frente do Governo de Bloco Central estava Mário Soares e Mota Pinto. A pasta das Finanças era de Ernani Lopes.

Sem escapatória possível, o país precisava da ajuda do FMI. «Havia consenso na classe política? Houve necessidade. Era essencial chamar, porque senão não conseguiríamos sequer pagar as importações. Naquela altura era a sobrevivência da capacidade de, inclusive, importar comida», sublinhou o ex-ministro das Finanças, Braga de Macedo.

Foi negociado um empréstimo de 750 milhões de dólares.
«Os programas do FMI em 1977 e 1983 em Portugal tiveram um enorme sucesso. O país cresceu», salientou o ex-economista chefe do FMI, Kenneth Roggof.

É que, na verdade, já antes de 1983 o país tinha recorrido ao fundo, na sequência do choque petrolífero do início da década de 70 e da instabilidade que se gerou o pós-25 de Abril.

Os pedidos do FMI

O ex-governador do Banco de Portugal, José da Silva Lopes, enumerou os pedidos do FMI: «Obrigou-nos a fazer a desvalorização da moeda, obrigou-nos a subir as taxas de juro, obrigou-nos a limitar o crescimento do crédito ao sector produtivo».

Silva Lopes traça o cenário do mercado de trabalho naquele período: «Tínhamos uma exportação muito baseada em salários baixos e exportávamos para países ricos. Houve uma quebra do poder de compra dos trabalhadores e as empresas exportadoras ficaram com mais margem para poder exportar». Assim, apesar da «queda dos salários reais», «melhorou o mercado de trabalho, porque os trabalhadores, em vez de irem tanto para o desemprego, acabaram por ter empregos e o emprego cresceu bastante».

Certo é que era o descontentamento que imperava nas ruas. Os trabalhadores protestavam contra o corte do subsídio de Natal, contra os cortes salariais e contra os despedimentos. A conjuntura era negra, já que o desemprego atingiu os 11%.

«Foram situações muito difíceis mas, repare, a situação pré-existente, que era de uma inflação que chegou aos 30% e havia o recurso ao crédito, que era completamente racionado», lembra Braga de Macedo.

«Não é o fim do mundo se o FMI vier aí»

A partir de meados da década de 80, a expansão internacional empurrou Portugal para períodos de crescimento mais animadores. Em 1985, Cavaco Silva foi eleito primeiro-ministro, herdando um país inserido na Comunidade Económica Europeia (CEE).

Um período de fartura: os fundos comunitários não paravam de aterrar em Portugal, mas o país gastou mais do que produziu. Consequência? Crises cíclicas, como a que agora vivemos.

Daí que o ex-economista chefe do FMI não hesite em afirmar que «não é necessariamente o fim do mundo se o FMI vier aí».

Agência financeira

http://www.agenciafinanceira.iol.pt...o-divida-agencia-financeira/1205907-5238.html

Vídeo

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/consola.html?id=1205907&tipo=2
 
É vergonhoso e imoral o que está a suceder nos Açores. Mais uma vez passamos a ter cidadãos de primeira classe e cidadãos de segunda.
 
Sempre ouvi dizer que não há 2 sem 3 por isso espero a entrada do FMI, ao menos podemos ter perspectivas de algum crescimento.

Em 1983 era possível desvalorizar a moeda, e não tínhamos as famílias e as empresas tão endividadas. Neste momento o país depende muito do funcionalismo público,construção civil, obras públicas e negócios com o Estado.

Se houver FMI, temo que haja um efeito bola de neve na nossa economia. Com os cortes nos ordenados e nas prestações sociais, baixará muito o consumo, haverá mais falências, e mais desemprego.

Era preferível termos tomado medidas duras há dez anos, quando começou a haver os primeiros sinais do que viria. Nos anos 90, a Suécia e o Canadá, com uma situação económica de longe muito mais saudável que a nossa, fizeram reformas extensas no seu sector Estado, que incluíram despedimentos de milhares de funcionários públicos, coisa que para já não se fala em Portugal.

Mas no nosso país há sempre receio de ferir interesses e criar roturas, e então adia-se tudo até ao limite.
 
Presidente da República diz ter escrito com sete anos de antecedência o que está a acontecer hoje em Portugal

O Presidente da República afirmou hoje que escreveu com sete anos de antecedência aquilo que agora está acontecer em Portugal no domínio da economia, tendo então alertado para a importância das apostas na competitividade e aumento de produção.

Cavaco Silva assumiu esta posição perante os jornalistas, antes de participar na XX Cimeira Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, onde também está presente até sábado o primeiro-ministro, José Sócrates.

“Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado ‘Dores de cabeça’, escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal”, disse.

Cavaco Silva destacou perante os jornalistas um segundo artigo da sua autoria, igualmente sobre as condições económicas do país.

“Antes de ser Presidente da República, também publiquei um artigo chamado ‘A ideia base’, em que dizia já nessa altura que Portugal não tinha nenhuma hipótese de se afirmar como país desenvolvido, mais próximo dos níveis de desenvolvimento da União Europeia, se não apostasse no aumento da competitividade, no aumento da produção de bens que concorrem com a produção estrangeira”, referiu.

Segundo o Presidente da República, tanto ele, na qualidade de chefe de Estado, como o primeiro-ministro, colocam sempre nas cimeiras o tema da cooperação económica.

“Penso que vai produzindo os seus resultados. Hoje, os nossos mercados já não são os dos nossos parceiros tradicionais, mas também a Índia, o Brasil, a China, a Venezuela e a África do Sul e, sobretudo, para Angola, que é actualmente o nosso maior mercado fora da União Europeia”, disse.

Para Cavaco Silva, estas cimeiras ibero-americanas “são uma oportunidade para conhecer as oportunidades de Portugal”.

“Neste tempo de crise, que de alguma forma atinge todos, Portugal e Espanha também beneficiarão desta comunidade ibero-americana”, acrescentou.

Público

Mas o homem é estúpido ou quê, possa, tá tudo maluco. Então ele não se lembra do que andou a fazer :eek: :maluco::maluco:
 
Combustíveis ficam mais caros na próxima semana

Petróleo em máximo de dois anos e gasolina com maior subida semanal em 12 meses nos mercados internacionais antecipam subida expressiva dos preços na próxima semana.

O comportamento dos mercados antecipa uma subida dos preços da gasolina e do gasóleo em Portugal na próxima semana.

Os preços praticados pelas gasolineiras têm como base a cotação média da gasolina e do gasóleo na semana anterior. Tendo em conta que, segundo dados da Bloomberg, os preços subiram esta semana 8,11% e 4,50%, respectivamente, antecipa-se um aumento dos preços dos combustíveis já a partir de segunda-feira.

Para a gasolina, esta é a maior subida semanal desde 25 de Dezembro do ano passado, altura em que subiu 8,79%.

Preços disparam mais de 10% em duas semanas

Nas duas últimas semanas, as subidas foram ainda mais expressivas. O gasóleo escalou 10,05% e a gasolina valorizou 10,69% nos mercados internacionais. Por isso, esta semana, a subida dos preços nas bombas vai ser significativa, disse ao Económico fonte do sector.

Actualmente, o preço de referência do litro de gasóleo em Portugal está em 1,209 euros, enquanto o preço da gasolina ronda os 1,424 euros por litro. No entanto, os revendedores optam por praticar valores mais caros, por levarem em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e também o nível de custos fixos de cada posto. Nas auto-estradas, por exemplo, os preços são normalmente mais elevados do que dentro das grandes cidades.

De acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o nono mais caro em toda a União Europeia. Já o gasóleo ocupa a 13ª posição no 'ranking' dos 27 países do espaço comunitário.

Antes de impostos, o cenário altera-se. Os preços da gasolina e do gasóleo sobem para a sexta e quarta posição do 'ranking' europeu.

Petróleo em máximos de dois anos

Os preços do crude estão em alta há três sessões e atingiram hoje o valor mais elevado desde Outubro de 2008.

O preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, subia 0,02% para 90,71 dólares em Londres, depois de ter tocado nos 91,04 dólares, o que correponde ao preço mais elevado desde Outubro de 2008.

A puxar pelos preços do 'ouro negro' está também a fraqueza do dólar, o que torna as matérias-primas mais atractivas para os investidores. O euro apreciava agora 1,06% para 1,334 dólares na terceira sessão seguida em alta.

Fonte: DE

Mais uma escalada dos preços do petróleo, mais um aumento brutal nos preços do gasóleo e da gasolina. Então, se o preço da gasolina na GALP tem vindo a subir todos os dias, ainda vai subir mais que anedótico. :lol: Preço da gasolina na GALP 1.449 euros. Quando o petróleo esteve a 150 dólares era este o preço da gasolina, agora a 91 dólares e o preço é o mesmo, mas tem vindo a aumentar o IVA mas não explica tudo, uma diferença de 30 cêntimos por litro em relação à Espanha. com mais aumentos e em Janeiro mais aumento do IVA. Assim, a economia deve crescer muito ai cresce cresce. :lmao::lmao::lmao::lol: Vou é começar a ir à Espanha abastecer o carrito e ir às compras.

A GALP está a ir aos bolsos dos portugueses e os portugueses são tão burros que vão lá. :D Se todos boicotassem a GALP logo viam se os preços não baixavam. :)

Entretanto, vou ali abastecer na BP ao menos tem uns descontos bons ao fim de semana, 18 cêntimos por litro sabe mesmo a pato, numa altura destas. :D Já nem no Modelo dão o talãozito com o desconto de 5 centimos por litro na GALP.:lol: A GALP abriu falência por ter dado esses descontos. :lol:
 
Mais uma escalada dos preços do petróleo, mais um aumento brutal nos preços do gasóleo e da gasolina. Então, se o preço da gasolina na GALP tem vindo a subir todos os dias, ainda vai subir mais que anedótico. :lol: Preço da gasolina na GALP 1.449 euros. Quando o petróleo esteve a 150 dólares era este o preço da gasolina, agora a 91 dólares e o preço é o mesmo, mas tem vindo a aumentar o IVA mas não explica tudo, uma diferença de 30 cêntimos por litro em relação à Espanha. com mais aumentos e em Janeiro mais aumento do IVA. Assim, a economia deve crescer muito ai cresce cresce. :lmao::lmao::lmao::lol: Vou é começar a ir à Espanha abastecer o carrito e ir às compras.

A GALP está a ir aos bolsos dos portugueses e os portugueses são tão burros que vão lá. :D Se todos boicotassem a GALP logo viam se os preços não baixavam. :)

Entretanto, vou ali abastecer na BP ao menos tem uns descontos bons ao fim de semana, 18 cêntimos por litro sabe mesmo a pato, numa altura destas. :D Já nem no Modelo dão o talãozito com o desconto de 5 centimos por litro na GALP.:lol: A GALP abriu falência por ter dado esses descontos. :lol:


Galp Vila Real de Santo António - 1,424 x 50 lt = 71,2
Galp Ayamonte - 1,016 x 50 lt = 50,8

71,2 - 50,8 = 20,4 :(

Galp Estação de Serviço A22 - Loulé - 1,434 :shocking:
 
O povo é muito passivo, lamentam-se e nada fazem. E a maioria vota sempre nos mesmos (PS e PSD/PP) que foram os que endividiram e ainda querem endividar mais o país.

Digam o que disserem eu não só não tenho paciencia para ouvir mais treta dos politicos destes partidos, mas também acho que sao CRIMINOSOS, roubando o povo para dar os bancos e aos ricos, e vendendo o país ao estrangeiro. Isto é a verdade, meus caros.

É uma vergonha pagarmos pela crise que os nossos governos e bancos mundiais, causaram.
 
Portugal continua à procura de desculpas por onde apontar o dedo, nem que seja à própria Europa, em vez de limpar a casa, no sentido de procurar soluções adequadas e eficazes. Agora discute-se a questão das indemnizações nos despedimentos, como se fosse isso que condiciona o crescimento da economia portuguesa!

Mas o pior é que os portugueses continuam burros, fiéis às suas cores, nem que seja por empatia. Senão vejamos, ainda há 1h atrás ouvi a dona dum café reclamando perante a incompreensão da corajosa tomada de decisão social do carlos césar nos açores! Eu calo-me, mas é revoltante a santa ignorância portuguesa, o povo parece ser de um feudalismo estúpido gritante! Então, se o governo anuncia medidas de contenção nos salários da função pública, (com excepções para alguns que até ganham bem), nomeadamente cortando 5% em salários superiores a 1500eur e de 10% em salários superiores a 2500eur, vai o sr carlos césar compensar com o nosso dinheiro (sim, que o orçamento dos açores não é 100% de origem açoreana) esta classe da função pública que ganha acima de 1500eur??? Vocês sabem quanta pobreza e problemas com droga existe em algumas ilhas nos açores? E vai esta senhora dona de café achar justeza e que os outros partidos é que são maus! Mas tem como desculpa a santa ignorância.. Já não digo o mesmo de fernando nobre que acha ser apenas uma questiuncula (não conhecia esta palavra e pensava eu que um candidato gostasse de falar português para os portugueses), e vem manuel alegre dar o apoio a esta decisão de grande sensibilidade social! Sensibilidade social, para quem? Para os pobres e excluídos??

Meu Deus, a classe política é uma grande mas enorme nulidade mesmo! Estamos condenados, acreditem!!
 
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