O Estado do País

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A minha última semana foi passada em viagem pelo país real e profundo, revendo familiares, amigos e colegas. E descobri uma coisa incrível.

Perante a falência total do Estado, face ao agigantar da pobreza, já dramática nalgumas zonas, está em marcha um vil ataque contra a assistência social privada, contra as Instituições particulares de solidariedade social, as quais tentam asfixiar com cada vez mais burocracia e legislação, contra as instituições de ensino privado, etc.

A matriz comum do que me foi dado a conhecer, parece ser um ataque ideológico à igreja católica. Perante a ruína e pobreza, a missão desta gente ligada à maçonaria do poder, parece ser a política da terra queimada, dificultar a vida às poucas e verdadeiras instituições (a maioria católicas) que no terreno ajudam a alimentar e educar os verdadeiramente pobres.

Na sexta-feira passada vi numa localidade minhota (Vale do Ave) uma imagem que nunca tinha visto nesse local, dezenas e dezenas de pessoas caminhando a pé ao longo duma estrada, perguntei intrigado o que era aquilo, e responderam-me, que eram pessoas que sem emprego nem dinheiro para gasolina tinham.

Ataques à assistência social privada?

Simplesmente deste de caras com o modelo de baixos salários, daqueles patrões que não conseguem pagar 500 euros de salário mínimo para quem passa dias inteiros a coser roupa numa máquina de costura.

Aqui chamas-lhe "os verdadeiros pobres" porque vão buscar ajuda à previdência privada, noutro lado, nos subsídios do Estado seriam talvez... "os preguiçosos"?
 
Esta semana saiu uma reportagem no Expresso sobre os empregos que há por preencher na agricultura ou na indústria.

A minha família tem uma pequena indústria com cerca de dez empregados a tempo inteiro. Segundo o Expresso, o salário médio nesse ramo roça o salário mínimo nacional. Contudo, os meus pais, e outros patrões da mesma área do Alentejo ou de Lisboa estão a pagar um salário médio de 700 euros, ao qual se devem acrescentar os descontos para a SS, ou os subsídios (alimentação, férias), que ficam por conta do patronato.

Contudo, consta que no Norte e no Centro se está a pagar o salário mínimo.

Gostaria de perceber a razão destas disparidades Norte vs Sul. É que 200 euros de diferença no salário é um valor assaz elevado...

Nota: 700 euros por 40 horas. Horas extraordinárias são pagas à parte.
 
Ataques à assistência social privada?

Simplesmente deste de caras com o modelo de baixos salários, daqueles patrões que não conseguem pagar 500 euros de salário mínimo para quem passa dias inteiros a coser roupa numa máquina de costura.

Aqui chamas-lhe "os verdadeiros pobres" porque vão buscar ajuda à previdência privada, noutro lado, nos subsídios do Estado seriam talvez... "os preguiçosos"?

Eu gostaria de saber o que esse patrões andaram a fazer nos anos 90, pois a abertura dos mercados europeus à China já era conhecida quinze anos antes de ocorrer. E por que razão a mudança de paradigma do produto barato para a qualidade nunca foi feita, quando já se sabia o que vinha aí...
 
Ataques à assistência social privada?

Simplesmente deste de caras com o modelo de baixos salários, daqueles patrões que não conseguem pagar 500 euros de salário mínimo para quem passa dias inteiros a coser roupa numa máquina de costura.

Aqui chamas-lhe "os verdadeiros pobres" porque vão buscar ajuda à previdência privada, noutro lado, nos subsídios do Estado seriam talvez... "os preguiçosos"?

Atenção que muitos desses empresários exploradores de trabalhadores com baixos salários, já foram operários no mesmo sistema.
 
Thatcher predijo la crisis del euro en 2001
Cuando el euro ni siquiera existía, la ex primera ministra británica escribió que la moneda única iba a fracasar, que los intentos por rescatarla serían inútiles y que la UE acabaría decidiendo los presupuestos de los países miembros.

La primera ministra del Reino Unido desde 1979 hasta 1990, Margaret Thatcher, predijo hace casi diez años los problemas que sufre hoy el euro: "La moneda única europea está destinada al fracaso", escribió Thatcher en su libro Statecraft, escrito en 2001 y publicado en 2002, "aunque el momento en que esto ocurra y sus consecuencias son todavía inciertos".

Thatcher anticipó también las medidas extraordinarias que se pondrían en marcha para salvar la moneda única: "Ese fracaso no se puede arreglar por un rescate estadounidense ni internacional, porque los principios básicos de la euro-zona son irremediablemente defectuosos".

Thatcher pronosticó, con evidente acierto, dados los acontecimientos de los últimos meses, que se incumpliría el artículo 104 del Tratado de Maastricht, entonces en vigor. En él se aseguraba que ni la UE ni ningún estado respondería por los compromisos adquiridos por otros gobiernos centrales o administraciones regionales: "Eso no terminará ahí", aseguró Thatcher en alusión a dicho artículo. "Habrá una presión enorme, y al final irresistible, para dejar que los presupuestos los haga también Europa. La eurozona no tendrá sólo una moneda única, habrá también un balance general único".

Los argumentos en los que Thatcher basó sus augurios eran tanto económicos como políticos. Por un lado, creía que las economías europeas eran demasiado diferentes para coexistir bajo una misma divisa: "Con la moneda única habría un tipo de interés único, que no tendría en cuenta los intereses de Gran Bretaña sino los de un conjunto de países, lo que sin duda supone una receta para crear ciclos de auge y depresión".

Thatcher ya había avisado de este problema antes de dejar el poder, cuando advirtió a su sucesor, John Major, de que en el euro no cabían países tan distintos como Alemania y los más pobres de Europa, "cuyas ineficientes economías serían devastadas" en la Unión Monetaria.

"El euro se romperá"

Su asesor económico, Sir Alan Walters, alertó también sobre la inestabilidad que crearían las diferencias de crecimiento, inflación, índices de desempleo y déficits públicos entre los países miembros: "No sé exactamente cuándo, pero el euro se romperá. Quienes crean que durará para siempre deberían pensarlo mejor", aseguro este economista en 2002.

Por otro lado, Thatcher criticaba la uniformización política que implicaba el abandono de las monedas nacionales: "Sin el poder para emitir y controlar la moneda un estado no puede determinar su política económica", escribió en el capítulo de Statecraft dedicado a la Unión Europea.

Los tipos de interés se fijan de acuerdo a criterios supranacionales, lo que limita mucho la capacidad de los gobiernos para responder a shocks económicos. Sólo les quedan las medidas fiscales, pero es una ilusión pensar que las decisiones monetarias y fiscales pueden ir por separado a largo plazo. Los países acabarán dejando sus políticas fiscales en manos de Europa, y los estados miembros se convertirán más o menos en el equivalente a las administraciones locales".

Para esta líder, que siempre luchó por mantener la autonomía del Reino Unido frente a Europa, el crecimiento del poder de la UE suponía un ataque a la democracia: "El establecimiento de esta vasta superestructura federal significa nada menos que la creación de un súper-estado europeo, que no es, no será y no puede ser democrático, porque no existe una opinión pública europea. Sin soberanía, para la cual es imprescindible el poder para emitir la moneda, la constitución no se puede cumplir y el mandato democrático pierde por completo su sentido".

En general, Thatcher habla de la UE como un ente indeseable que separa a los ciudadanos de sus gobernantes, donde "un gran número de grupos de interés se esconde bajo el manto del idealismo europeo, y el fervor religioso europeísta se acompaña del engaño y la corrupción". "Europa", concluye Thatcher, "es en realidad sinónimo de burocracia".

La ex primera ministra recordaba también en Statecraft que en 2001 la gran mayoría de los alemanes estaba en contra de abandonar el marco, "quizá el mayor símbolo de sus logros tras la guerra", a pesar de lo cual se había decidido ya instaurar el euro: "Los políticos y la élite económica alemana cerraron filas y los deseos de la mayoría quedaron en nada".

Casi diez años después de la publicación de este libro, es posible que haya quienes lamenten no haber hecho caso de la advertencia que contenía: "Los países que todavía no se han unido al euro harían bien en mantenerse fuera de él".


http://libertaddigital.com/economia/thatcher-predijo-la-crisis-del-euro-en-2001-1276409361/
 
Mas atenção!!!! Há factos que comprovam que nem sempre o sector privado é o mar de rosas que alguns defendem! Senão vejamos...

-Exemplo 1: BPP, BPN;

-Exemplo 2: Universidade Independente / Moderna;

-Exemplo 3: Sistema de saúde Americano;

-Exemplo 4: Liberalização dos preços de combustíveis em Portugal;

-Exemplo 5: produtos financeiros tóxicos, criados pelos Bancos privados, que estão por detrás desta crise;

Eu defendo claramente, menos Estado e melhor Estado. Mas não acredito cegamente nos mercados. Acredito no equilíbrio entre Estado e privados.

Não gosto de participar em "discussões";) intermináveis mas aqui vai o que penso disto...

Quando o poder político e os interesses instalados se apropriam das instituições, e quando a legislação é mal feita ou então propositadamente feita em benefício de meia-dúzia...Sim! O que acontece é o colapso de instituições privadas (e públicas, embora aqui o estado é protector da sua imagem).

E o facto de vermos instituições fecharem não é sinal que anda tudo mal; a regra de mercado diz que uma instituição\empresa, etc., etc., que não seja capaz de gerar mais valias sejam monetárias ou serviços prestados à população deve fechar portas e assim dar lugar a outra que a possa substituir nessa missão.

O grande problema é a que gestão é feita por pessoas que erram conscientemente ou não, conforme a suas capacidades ou "desejos".

E para mim o estado deve ter sempre presença na economia, ora como regulador, ora como garantia em como tudo é feito para bem da população em geral.
Quando o estado se demite das suas funções, como neste vergonhoso governo que temos, o caminho aos abusadores e manipuladores está escancarado! O bem comum deixa de o ser e passa a ser o bem de alguns, poucos digo eu!!!
 
Em dez anos desapareceram cerca de 112 mil explorações agrícolas

Uma em cada quatro explorações agrícolas deixou de existir, sobretudo pequenos terrenos, na Beira Litoral, Ribatejo, Oeste e Algarve. Ainda assim, as explorações ocupam metade do território nacional.

Em dez anos, desapareceu uma em cada quatro explorações agrícolas. Ao todo, deixaram de existir 112 mil, sobretudo pequenas explorações, na Beira litoral, Ribatejo, Oeste e Algarve.

O recenseamento mostra outros recuos de terras aráveis e do número de explorações pecuárias. Há menos porcos, ovelhas e cabras, uma queda que chega aos 25 por cento. Só o número de bovinos se mantém estável.

Há uma área menor para a vinha, menos batatas e cereais para grão, menos pomares de frutos frescos, menos limões e laranjas.

Em contrapartida, a produção de frutos subtropicais subiu, com destaque para o kiwi, e aumentou o número de tractores.

Quanto ao perfil dos agricultores, são homens, em média estão mais velhos quatro anos, quase metade tem mais de 65 anos e mais de metade tem apenas a antiga 4ª classe.

A família é responsável por cerca de 80 por cento do trabalho agrícola e as pensões e reformas representam o principal rendimento para estes homens da terra.

Estes dados preliminares do recenseamento agrícola de 2009 foram revelados, quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), numa operação que custou cerca de 17 milhões de euros e que envolvendo mais de dois mil colaboradores.

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TSF

Nem merece comentários :disgust:
 
A ler:

Algo de muito indecente se está a passar em Portugal. Além de Bruxelas, chegam outras notícias semelhantes de Berlim e de outras capitais de países onde se recebem salários indubitavelmente superiores aos nossos. Aqui está um exemplo da boa governação que Portugal tem tido ao longo das últimas décadas:

"Há 3 anos que arrasto um problema dos grandes: uma acção de despejo que a minha senhoria me pôs. Saiu agora a sentença: vou para a rua (ao fim de 37 anos). O senhorio era o pai, enquanto usufrutuário e ele morreu. Pela nova lei do arrendamento ela pode fazê-lo, porque a protecção dada a quem tem mais de 65 anos ou 35 de arrendamento, acabou.
Escrevo-te da Bélgica. Vim passar o Natal com a minha irmã e tratar da minha vinda para cá. Aqui as casas são ao mesmo preço, mas inclui água quente e fria e aquecimento central; isso diminui muito a factura da electricidade. O ginásio que tenho de frequentar sempre é a menos de metade do preço. Até a comida do gato é 10 euros mais barata. A vida é mais fácil. O pior é deixar os amigos e os coros, embora aqui depressa arranje outro. E muitas outras ocupações."
Estas linhas foram escritas por uma senhora que ultrapassou os setenta anos de idade e é amiga dos meus pais. Afinal, não são apenas os ex-pastores, ex-empregados de limpeza, operários desempregados e recém-licenciados a abandonar o nosso país. Bem vistas as coisas, os portugueses estão agora a fugir da fome e da espera da morte ao relento. Há que pôr cobro a isto.


estadosentido.blogs.sapo.pt
 
Governo prepara desmembramento da CP que ficará reduzida ao longo curso

A CP prepara-se para eliminar 450 quilómetros do serviço regional - o mais deficitário da empresa e onde já foram abatidos 144 quilómetros de linhas -, tornando-o residual em termos da sua área de operação.

A CP Carga já é hoje uma empresa autonomizada, que espera 33 milhões de prejuízos no fim do ano e que está na lista das privatizáveis no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), e as CP Lisboa e CP Porto vão ser concessionadas (ver caixa). Ou seja, o desmembramento da CP é agora uma matéria assumida pelo Governo pois, seguindo à risca as intenções do executivo, dentro de um ano dela não restará mais do que a unidade de longo curso e uns restos do serviço regional.

Este último irá acabar em 2011 nos troços Torre das Vargens-Beirã (65 km), Abrantes-Elvas (129), Beja-Funcheira (62), Ermesinde-Leça (11), Setil-Coruche (32), Pinhal Novo-Beja (138) e Casa Branca-Évora (16). Mas a estes há que somar os 144 quilómetros de linhas que já foram encerradas no primeiro mandato deste Governo, o que significa um total de 597 quilómetros sem regionais.

Desde Janeiro de 2009, os comboios deixaram de apitar entre a Figueira da Foz e Pampilhosa (51 quilómetros) e nas linhas do Tua (54), do Tâmega (13) e do Corgo (26).

A falta de segurança nessas linhas foi a razão invocada, tendo-se seguido promessas imediatas de reabilitação dessas vias, mas a única coisa que se fez foi retirar os carris e as travessas em algumas delas. A política de contenção do investimento público ditou, entretanto, que os trabalhos de modernização fossem adiados, faltando agora apenas formalizar o seu encerramento através de um processo de "desclassificação".

Ontem, o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou que "a actual conjuntura, pelas pressões que coloca, designadamente no plano financeiro, obriga a acelerar algumas das coisas que vinham a ser preparadas" no que diz respeito à desclassificação de linhas férreas que não tenham procura.

Além das linhas onde o serviço regional será simplesmente suprimido, prevêem-se reduções do número de comboios nas linhas do Algarve, do Douro, do Oeste e do Minho.

Em 2009, o serviço regional da CP deu prejuízos de 56,6 milhões de euros, sobretudo nas linhas do interior, onde, muitas vezes, as automotoras circulam com menos de dez passageiros. O PÚBLICO apurou que, por exemplo, no ramal de Cáceres, entre Marvão e Torre das Vargens, cada passageiro transportado custou à CP 68 euros, sendo nesse troço a taxa de cobertura das despesas pelas receitas inferior a seis por cento.

Mesmo alguns dos eixos ferroviários mais representativos do país, como as linhas do Oeste, do Sul, da Beira Baixa e da Beira Alta, têm taxas de cobertura inferiores a 20 por cento, situando-se todo o serviço abaixo dos 50 por cento, com a excepção dos "tomarenses", expressão por que é conhecido o serviço entre Tomar e Lisboa e que serve também Entroncamento, Azambuja e Vila Franca de Xira, cujas receitas quase pagam as despesas.

Mas a fraca procura do serviço regional é também vítima da maneira como a própria CP está organizada, com as unidades de negócios a operaram de costas voltadas ao nível da oferta e do tarifário. Uma viagem do Bombarral para Espinho implica que um passageiro tenha de apanhar cinco comboios, do Rossio para Leiria e do Pinhão para Viana do Castelo quatro comboios.

O tarifário é também desencorajador da procura porque resulta do somatório dos vários comboios que o passageiro apanhar numa só viagem. De Santarém a Mangualde, paga 13 euros num Intercidades. Mas das Caldas da Rainha para Mangualde, que tem uma distância maior, um cliente da CP paga 16 euros e tem de apanhar três composições (um regional, um suburbano e um Intercidades).

Com tarifas e horários desencontrados não surpreende, assim, que o serviço regional tenha pouca procura.

O PÚBLICO perguntou à CP qual a percentagem de passageiros do regional que precediam ou seguiam viagem no longo curso, mas a empresa respondeu que não dispunha dessa informação.

http://economia.publico.pt/Noticia/...cp-que-ficara-reduzida-ao-longo-curso_1471401

Consultor para a privatização dos suburbanos ganha 250 mil euros

A administração da CP decidiu seleccionar "com carácter de urgência" um consultor para estudar a subconcessão da exploração das linhas suburbanas de Lisboa e do Porto.

A empresa dá sequência às directivas do Governo para que, até ao fim de 2011, sejam lançados "procedimentos pré-contratuais" para atribuir a empresas privadas aquelas linhas.

A deliberação da CP atribui um valor de referência de 250 mil euros a pagar a "um consultor com efectiva experiência internacional na matéria", que terá dois meses para realizar os trabalhos. Os administradores referem o "apertado calendário pretendido pelo Governo" e o facto de a empresa não dispor internamente das competências necessárias para a realização de tal tarefa como motivos para o ajuste directo.

O consultor escolhido deverá apresentar modelos alternativos de subconcessão do serviço ferroviário tendo em conta a duração do contrato, as compensações financeiras, cedência dos comboios, afectação do pessoal e contratação da manutenção.

Deverão ficar ainda definidos os modelos de exploração possíveis a que os concessionários ficarão vinculados, nomeadamente ao nível de tarifário, horários, tempos de viagem e padrões de segurança e conforto.

Actualmente, só existe um concessionário privado na ferrovia portuguesa - a Fertagus, que explora os suburbanos de Lisboa a Setúbal e que propôs-se prescindir de subsídios do Estado a partir de 2011. O tarifário naquela linha é mais elevado, sendo frequente ouvirem-se responsáveis da CP dizer que, em idênticas condições às da Fertagus, a CP Lisboa também não daria prejuízo.

http://economia.publico.pt/Noticia/...ao-dos-suburbanos-ganha-250-mil-euros_1471402
 
Arquivado processo de classificação da Linha do Tua como património nacional

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O processo de classificação da linha ferroviária do Tua como “património de interesse nacional” foi arquivado pelos serviços do Ministério da Cultura, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.
Uma petição pela classificação da linha tinha sido entregue em Março passado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). O processo foi formalmente aberto no princípio de Setembro, instituindo, desde então, um perímetro de protecção de 50 metros em torno do eixo da linha férrea, em toda a sua extensão.
Passados dois meses, o processo foi agora arquivado, com base num parecer da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, segundo o anúncio do Igespar hoje publicado. A decisão não surpreendeu Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua. “Ainda tínhamos esperança de que houvesse alguma voz de razão e alguma decência neste país”, disse ao PÚBLICO. “Mas este país está moralmente falido, não me causou surpresa”, completou.
A campanha pela classificação era mais uma tentativa de travar a barragem da EDP, cuja construção a empresa quer adjudicar ainda este ano. Este projecto é um dos dez contemplados no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, que tem vindo a ser contestado por várias organizações ambientalistas.
A barragem do Baixo Sabor, decidida antes do programa nacional, também está na mira dos ambientalistas. Mas até agora, quase todas as tentativas legais para travar estes projectos têm falhado.

Ricardo Garcia

Público
 
Os ambientalistas a mim tiram-me do sério. Não quero com isto dizer que seja um extremista anti-ambientalistas, nada disso.

Se é uma barragem, é isto, se é energia nuclear, é aquilo, se é petróleo, é o que se sabe, energias renováveis, também não pode... Nenhuma forma de criar energia serve para eles.

A proposta da Linha do Tua vir a ser património de interesse nacional devia ser pelo valor que realmente ela tem . Associa-se a tentativa de esta vir a ser para evitar uma barragem, do outro lado, uma barragem para destruir património e é o resultado de sempre, todos ficam a perder...

Ainda se lembram de Foz Coa? Perguntem lá à população se não preferiam agora a barragem? Pois é...
 
Mais uma grande empresa com tradição no Algarve que encontra-se à beira da falência.:disgust:

UNICOFA em crise com salários em atraso

Mais de meia centena de trabalhadores da Cooperativa Abastecedora de Produtos Alimentares (UNICOFA) no Algarve vai pedir nos próximos dias suspensão de contrato de trabalho devido a ordenados e subsídios de Natal em atraso.
Em entrevista à Lusa, Acácio Santana, responsável pela área comercial da UNICOFA e um dos trabalhadores com ordenados e subsídio de Natal em atraso, explicou que dos 115 trabalhadores "60 a 70 por cento vão pedir suspensão do contrato de trabalho.
"Metade do subsídio de Natal ainda não foi liquidado e há dois meses de salários em atraso", revelou Acácio Santana, explicando que a suspensão de contrato de trabalho é a solução encontrada para a maioria dos trabalhadores que não podem ficar sem rendimentos. Esta solução permite aos trabalhadores pedirem o subsídio de desemprego e conseguirem desta forma uma fonte de rendimento.
Os quatro estabelecimentos da UNICOFA, localizados em Faro, Tavira, Lagos e Alvoz -, vão manter-se para já "abertos" com os "serviços mínimos", mas os níveis de stock são "muito baixos" por causa de problemas de tesouraria e podem vir a escassear, acrescentou a mesma fonte.
A empresa UNICOFA tem cerca de dois mil clientes, designadamente supermercados algarvios e hotelaria.
O capital social da UNICOFA é de dois milhões e meio e a avaliação patromonial cifra-se nos 20 milhões de euros.
"A suspensão dos contratos de trabalho da maioria dos trabalhadores é transitória", refere Acácio Santana, referindo que se a empresa conseguir vender algum património" ou se a banca ceder à UNICOFA um empréstimo de cerca de quatro milhões de euros para o plano de viabilidade, os funcionários podem regressar aos postos de trabalho.
A UNICOFA surgiu em 1972 quando alguns comerciantes de Faro sentiram a necessidade de baixar os preços que praticavam e hoje, com 33 anos tem quatro pontos de cashs no Algarve, sendo a em Faro, na zona do Areal Gordo.
Em 1986 a UNICOFA aderiu à UNIARME, na década de 90 foi criada a marca "Loja Fresca" no sentido de uniformizar a imagem das lojas associadas.
Actualmente a UNICOFA está integrada na cooperativa UNIMARK (de âmbito nacional).

Fonte: Observatório do Algarve

Assim vai a economia no Algarve à beira da desgraça quer social quer humana. :disgust:

2011 vai ser um ano muito negro para o Algarve, adivinham-se tempos muito mas mesmo muito complicados. A taxa de desemprego tem subido exponencialmente desde do fim do Verão, para números muitos alarmantes, o governo nada faz, faço votos que 2011 seja a queda deste governo que destruiu o Algarve e o país.

Desemprego: Número de inscritos sobe 15,8 % no Algarve

O número de desempregados inscritos em novembro nos centros de emprego algarvios aumentou 15,8 por cento, face a outubro. A nível nacional, o balanço do IEFP indica uma diminuição de 0,7 por cento.
Face a dados homólogos, de acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o desemprego registado foi em novembro 4,4 por cento superior ao mesmo mês em 2009.
"O número de desempregados inscritos teve uma quebra de 0,7 por cento, face ao mês anterior, e um aumento de 4,4 por cento, quando comparado com novembro de 2009. Apesar de se manter a subida do desemprego em termos anuais homólogos, continua a assistir-se à desaceleração clara do seu crescimento", referiu a nota do IEFP, com os dados de desempregados inscritos nos centros de emprego em novembro.
Ao longo do mês de novembro inscreveram-se 57.251 trabalhadores desempregados, número inferior em 6,5 por cento ao verificado no mês homólogo de 2009 e superior, em 0,8 por cento, ao verificado no mês anterior, notou o IEFP.
A nível regional, de acordo com IEFP, o aumento anual do desemprego fez-se sentir em todas as regiões de Portugal, "destacando-se as oscilações mais significativas na Madeira (mais 16,5 por cento) e no Algarve (mais 13 por cento)".
Por comparação com o mês anterior, o desemprego diminuiu em quatro das sete regiões do país, com exceção do Algarve (mais 15,8 por cento), Açores (mais 0,1 por cento) e Madeira (mais 1,7 por cento).Segundo o organismo, o desemprego subiu em ambos os géneros face a novembro de 2009, em particular nas mulheres, onde o número de desempregados subiu 6,3 por cento, enquanto nos homens o valor avançou 2,3 por cento.
A procura de um novo emprego - que justificou em outubro o registo de 92 por cento dos desempregados - aumentou 4,4 por cento face ao mês homólogo de 2009, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 5,2 por cento.
Quanto ao tempo de duração da procura de emprego, 58,1 por cento dos inscritos estão registados há menos de um ano e 41,9 por cento há um ano ou mais.
Por grupo etário, o aumento do desemprego ocorreu de forma diferenciada: o número de jovens (menores de 25 anos) decresceu 5,4 por cento no espaço de um ano, enquanto o número de adultos aumentou 6 por cento.
Quanto aos níveis de habilitação escolar, e também a nível anual, o volume de desempregados inscritos diminuiu nos desempregados com o 1.º e 2.º ciclo de ensino básico, ao passo que "nos outros níveis de instrução" verificou-se um "agravamento do desemprego, principalmente no secundário (mais 11,9 por cento) e superior (mais 11,4 por cento)".Os inscritos no IEFP em situação de indisponibilidade temporária, ou seja, que não reúnem condições imediatas para o trabalho por motivos de saúde, aumentaram 7,2 por cento em outubro, face ao mesmo mês de 2009, para 17.039 pessoas.

Fonte: Observatório do Algarve
 
Uma pérola:



E este vídeo é para animar a malta nesta quadra festiva:


:D
 
Editado por um moderador:
Algarvio1980, é injusto atribuir as culpas do que está a suceder no Algarve a este Governo, os problemas da região, a meu ver, começaram há vinte anos, com o Prof. Cavaco Silva, com o abandono da agricultura, das pescas e das indústrias regionais, continuaram com Guterres, com a adesão ao euro, e na última década, agravaram-se com o endividamento das autarquias, das empresas e das famílias.

O euro foi uma grave machadada no turismo do Algarve, os preços subiram imenso e deixámos de conseguir competir com outros destinos concorrentes, que têm melhor clima, melhor diversão nocturna, mais oferta cultural...

No sotavento os donos dos hotéis, das pensões e dos restaurantes estão a dizer que este ano quase não há estrangeiros... e há dez anos, ainda me recordo, tantos estrangeiros que compravam casa no Algarve, e que passavam por cá todo o Inverno...

Os PIN's, que foram anunciados com tanta pompa e circunstância, são uma falácia, estão a dar pouquíssimo emprego, e têm pouco impacto no comércio e restauração local. Quem se vê a passear por Monte Gordo, Tavira ou VRSA são estrangeiros que estão em parques de campismo, hotéis, pensões ou casas arrendadas. O que se nota que emprega os algarvios com boas condições de trabalho (ou minimamente razoáveis) são os pequenos e médios projectos turísticos e as PME's.

Tenho saudades do Algarve dos anos noventa.
 
Os patrões pagam pouco, ou não empregam. Os jovens não conseguem arranjar emprego. Injectar dinheiro nos bancos. As medidas de austeridade. Enfim tudo isto só gera decontentamente, mais depressão económica, uma verdadeira paragem económica!

E isto é um ciclo vicioso, a mentalidade da "crise" não deixa empregar, não deixa fluir a economia. E o Estado Social ainda por cima é destruído.

Estámos (mundo ocidental) a destruir em poucos anos o que nos levou décadas a construir. É uma tristeza. Eu estou desempregado, o meu irmão desempregado, pai com emprego em risco, amigos quase todos desempregados e outros na precariedade. Mesmo lá fora a dificuldade de arranjar emprego. Só se formos lavar pratos (e assim desperdiçar o meu doutoramento e licenciatura)

Somos uma espécie que consegue enviar o Homem à Lua mas não consegue resolver um problema tão antigo. Será que é assim tão complicado criar uma sociedade sustentável com prosperidade para todos?

Nas eleições que se seguirem não irei votar nem morto naqueles que têm toda a responsabilidade da crise: os três partidos que tem estado no poder


Esta semana saiu uma reportagem no Expresso sobre os empregos que há por preencher na agricultura ou na indústria.

A minha família tem uma pequena indústria com cerca de dez empregados a tempo inteiro. Segundo o Expresso, o salário médio nesse ramo roça o salário mínimo nacional. Contudo, os meus pais, e outros patrões da mesma área do Alentejo ou de Lisboa estão a pagar um salário médio de 700 euros, ao qual se devem acrescentar os descontos para a SS, ou os subsídios (alimentação, férias), que ficam por conta do patronato.

Contudo, consta que no Norte e no Centro se está a pagar o salário mínimo.

Gostaria de perceber a razão destas disparidades Norte vs Sul. É que 200 euros de diferença no salário é um valor assaz elevado...

Nota: 700 euros por 40 horas. Horas extraordinárias são pagas à parte.
 
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