O Estado do País

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Opinião pessoal 1:

Não sei se estou a escrever bem mas a questão do ouro do Brasil começou primeiro pela perca de valor do próprio ouro antes mesmo do esgotamento do minério. Houve uma altura em que nós inundamos o mercado com tanto ouro que o metal deixou de ter valor...


Opinião pessoal 2:

A nossa participação na 2ª guerra mundial teria sido desastrosa. Ambas as opções, Potências do Eixo ou Aliados punham em risco a soberania nacional, nomeadamente na ocupação dos territórios em África.


Opinião pessoal 3:

A guerra colonial ou luta anti-terrorista (até certo ponto) começou pela necessidade de fugir ao artigo 73 da carta das Nações Unidas (a questão era toda ela uma definição política) e acabou naturalmente com o esgotamento das forças militares. Nunca houve falta de recursos para manter o esforço de guerra. Comercialmente as relações entre a metrópole e as províncias eram economicamente saudáveis...
 
Meus caros, deixem lá o passado para trás. Em mais de 3 décadas de democracia já houve tempo para resolver os problemas do país. Infelizmente, grande parte das nossas elites políticas são medíocres, ponto final.
 
Meus caros, deixem lá o passado para trás. Em mais de 3 décadas de democracia já houve tempo para resolver os problemas do país. Infelizmente, grande parte das nossas elites políticas são medíocres, ponto final.

É como se o país se comportasse como uma alforreca boiando na água à mercê de marés e correntes marítimas. É esse o preço do elitismo político que apenas alimenta os seus interesses internos. Não é um problema de república/monarquia, não é um problema de esquerda/direita, não é um problema de políticas económicas keinesianas/neoliberais! Em 30anos todos os sistemas políticos são válidos, pois não existem soluções chave na mão. É um problema de visão, de ter objectivos comuns a médio e longo prazo. É um problema de velocidade de reação às adversidades contrariado com os motivos de agenda política ou de populismo ou de políticas de situação, é um problema de justiça e da falta de garantias constitucionais para aqueles que não têm meios de se defender. É um problema de confiança! Os portugueses são bons trabalhadores cá dentro e lá fora, dos melhores! Mas não podemos esquecer do essencial: o valor acrescentado daquilo que produzimos! Não é a mesma coisa produzir batatas ou têxteis que produzir telemóveis ou automóveis. Tal como a alforreca/caravela portuguesa flutuando à mercê de marés e correntes de que vos falei, assim nos pagaram/subsidiaram para produzir o que eles não queriam produzir para eles dado o baixo valor acrescentado, e fizemos ainda pior quando nos esquecemos do mar! Países como a noroega, irlanda, espanha e islandia não se esqueceram do seu mar! Da agricultura prefiro não falar, foi aniquilada em parte ainda antes da União Europeia e depois foi a estocada final. Torna-se tudo numa conversa de surdos/mudos quando apesar do fosso entre pobres e ricos ser cada vez maior, ainda nos dizem que na europa os grandes gestores são ainda mais bem pagos! Tentam enganar-nos com esta matemática de estatísticas pré-fabricadas, quando temos de ser nós a ensinar-lhes a fazer um cálculo de "regra proporcional de 3 simples", haja paciência meus amigos! Temos de ter ainda mais brio profissional (sem excesso de zelo) e ter muito orgulho em nós próprios e em tudo o que é marca nacional, e não só defender como divulgar a nossa terra/nossas gentes, pois cada cantinho português tem algo para mostrar/oferecer, algo de que é realmente bom e que precisa de ser investido, apoiado e divulgado lá fora ou cá dentro! Ah se não fosse o benfica estar bem.. Enfim somos mesmo assim, vamos vivendo e sorrindo com as alegrias do nosso clube, e quando os que mandam são medíocres outros dizem que as alternativas são piores. Há também esse problema nos portugueses: somos avaliados mas na hora não avaliamos de acordo com o que nos prometeram. Haja fé, bom senso, saúde e alegria para todos! Tenho dito. :)
 
É como se o país se comportasse como uma alforreca boiando na água à mercê de marés e correntes marítimas. É esse o preço do elitismo político que apenas alimenta os seus interesses internos. Não é um problema de república/monarquia, não é um problema de esquerda/direita, não é um problema de políticas económicas keinesianas/neoliberais! Em 30anos todos os sistemas políticos são válidos, pois não existem soluções chave na mão. É um problema de visão, de ter objectivos comuns a médio e longo prazo. É um problema de velocidade de reação às adversidades contrariado com os motivos de agenda política ou de populismo ou de políticas de situação, é um problema de justiça e da falta de garantias constitucionais para aqueles que não têm meios de se defender. É um problema de confiança! Os portugueses são bons trabalhadores cá dentro e lá fora, dos melhores! Mas não podemos esquecer do essencial: o valor acrescentado daquilo que produzimos! Não é a mesma coisa produzir batatas ou têxteis que produzir telemóveis ou automóveis. Tal como a alforreca/caravela portuguesa flutuando à mercê de marés e correntes de que vos falei, assim nos pagaram/subsidiaram para produzir o que eles não queriam produzir para eles dado o baixo valor acrescentado, e fizemos ainda pior quando nos esquecemos do mar! Países como a noroega, irlanda, espanha e islandia não se esqueceram do seu mar! Da agricultura prefiro não falar, foi aniquilada em parte ainda antes da União Europeia e depois foi a estocada final. Torna-se tudo numa conversa de surdos/mudos quando apesar do fosso entre pobres e ricos ser cada vez maior, ainda nos dizem que na europa os grandes gestores são ainda mais bem pagos! Tentam enganar-nos com esta matemática de estatísticas pré-fabricadas, quando temos de ser nós a ensinar-lhes a fazer um cálculo de "regra proporcional de 3 simples", haja paciência meus amigos! Temos de ter ainda mais brio profissional (sem excesso de zelo) e ter muito orgulho em nós próprios e em tudo o que é marca nacional, e não só defender como divulgar a nossa terra/nossas gentes, pois cada cantinho português tem algo para mostrar/oferecer, algo de que é realmente bom e que precisa de ser investido, apoiado e divulgado lá fora ou cá dentro! Ah se não fosse o benfica estar bem.. Enfim somos mesmo assim, vamos vivendo e sorrindo com as alegrias do nosso clube, e quando os que mandam são medíocres outros dizem que as alternativas são piores. Há também esse problema nos portugueses: somos avaliados mas na hora não avaliamos de acordo com o que nos prometeram. Haja fé, bom senso, saúde e alegria para todos! Tenho dito. :)

Paulo essa dos trabalhadores portugueses seres bons cá dentro e lá fora tem muito que se lhe diga... os dados que há indicam que nós temos uma grande falta de produtividade... e isso deve-se à falta de formação e à falta de qualidade e de exigência do Ensino e dos programas de formação profissional.

Quanto à mediocridade. Em Portugal temos excelentes professores universitários, economistas, médicos ou juristas. No entanto, esta elite está afastada da vida política, ou então não vence eleições. Isso viu-se recentemente num grande partido português: havia um candidato cultíssimo, com um currículo académico exemplar e primoroso, oratória erudita, conhecimento de várias línguas e um programa político abrangente, que perdeu; havia outro candidato, com um currículo de vida muito medíocre, ausência de pensamento estruturado, discurso de repetição de chavões, falta de conhecimento nas áreas da Educação e Justiça, que venceu.

Quanto à produção, temos de ter tudo, batatas, laranjas, têxteis, tecnologia... o segredo do sucesso passa por uma produção muito diversificada e por um tecido económico muito heterogéneo.
 
Sim Frederico, é verdade, temos de produzir de tudo. Mas a verdade é que produzimos a menos aquilo que realmente dá mais valor acrescentado, foi nesse sentido que dei a opinião. Os nossos trabalhadores só não são mais eficientes por variadas razões, porque lá fora os emigrantes portugueses não envergonham ninguém, são excelentes. Quando saímos da faculdade e entramos para o mercado de trabalho pedem-nos que façamos igual, que sejamos a sombra daquilo que é feito, cortam-nos as vazas na hora de ter idéias e inovar naquilo que é normal fazer-se, enfim, quebrar as normais resistências do "sempre fiz assim e sempre correu bem..". Também as universidades têm a sua culpa, ainda não evoluíram o suficiente, continua-se a leccionar na óptica científica ou do ensino, não nos preparam para a realidade no mercado de trabalho, preparam-nos com muito conhecimento sim, mas mais virado para dar aulas ou para a pesquisa científica. Nos estados unidos da américa um engenheiro para além de aprender teoria tem uma forte componente prática, não lhes passa pela cabeça um eng mecânico não saber montar e desmontar um motor de olhos vendados! É só um exemplo talvez exagerado, mas que não foge muito à realidade..
 
em dracmas

Os yields das obrigações do governo grego a dois anos atingiram esta semana 32%. Ora, com valores desta grandeza, aquilo que os mercado estão a descontar já não é que a dívida do governo grego será reembolsada em euros. Aquilo que eles estão a descontar é que será reembolsada em dracmas - e dracmas fortemente desvalorizados.

É possível prolongar a permanência da Grécia, bem como de Portugal e Espanha, no euro talvez um ano ou dois. Mas não é possível prolongar mais. A ajuda da UE/FMI à Grécia, se vier, vai prolongar a agonia, mas não resolve o problema. Um dos instrumentos-chave da receita do FMI, senão mesmo o principal, é a desvalorização da moeda. E dentro do euro a Grécia e Portugal não podem desvalorizar. Só podem fazê-lo fora dele.

A saída do euro, e a desvalorização que se seguirá das moedas nacionais, vai levar as economias dos PIGS a fecharem-se por alguns anos. O custo de comprar produtos estrangeiros vai ficar muito elevado, e a procura passa a ser para produtos nacionais mais baratos, fazendo surgir novas empresas nacionais, ou fazendo expandir as existentes, que produzem para os mercados locais e nacional. Esta é uma característica da economia de tradição católica que tenho vindo a descrever, a prioridade que os produtores devem dar, primeiro ao mercado local, depois ao mercado nacional e só em último lugar ao mercado global. Tal significa que para os PIGS, pelo menos, a globalização está prestes a acabar.

Num mercado local os produtores conhecem os consumidores e as suas necessidades, e podem orientar as suas produções para a satisfação dessas necessidades. Pelo contrário, o mercado global é uma abstracção, ninguém conhece ninguém, dificilmente as produções se podem ajustar às necessidades dos consumidores. Não surpreende que a experiência da globalização se tenha traduzido numa enorme crise que, na zona Euro, está a afectar os PIGS em primeiro lugar.

E está a afectar os PIGS em primeiro lugar porque sendo países de tradição católica estão habituados a produzir para mercados locais, em primeiro lugar. A instituição económica por excelência destas economias é a pequena empresa - a empresa familiar. Estes países nunca tiveram muitas multinacionais, que são as empresas adequadas a produzir produtos estandardizados para mercados globais. Essa é uma característica das economias de tradição protestantes (EUA, RU, Alemanha, etc.).

Para os PIGS a saída do euro representa voltarem a produzir de acordo com a sua tradição católica: pequenas empresas servindo em primeiro lugar mercados locais. Será assim também que em Portugal se vão revigorar as pequenas cidades do interior que a recente onda de globalização praticamente fez desaparecer do mapa económico do país.

http://governanciaonline.blogspot.com/2010/04/em-dracmas.html
 

Visão demasiado catastrofista e descriminatória em relação aos "P.I.G.S.", quanto a mim.

Os denominados "P.I.G.S." são clientes deficitários dos credores que investem neles os seus superavits! Isto é, se os "P.I.G.S." se afundarem, os países credores (Alemanha, Inglaterra, França) também vão "arder" e muito mesmo! Países pobres e ricos estão todos no mesmo barco, existe um furo que tem de ser reparado ou então deixa-se afundar e esquecemos a dívida. É curioso reparar que o principal credor da dívida grega é a Alemanha, julgava eu que os credores inseguros estavam no resto do mundo! É verdade que estamos sendo testados e observados por todo o mundo, mas o nosso problema é interno, é no seio da União Europeia que o temos de resolver.

O comportamento das empresas será o mesmo com ou sem o euro, procurando soluções na globalização. Claro que sem uma moeda forte, provavelmente as transacções comerciais serão forçadas a realizar-se em Euros ou em Dolares Americanos, e não nas instáveis moedas nacionais! A inglaterra não aderiu ao Euro e não está na bancarrota.

A minha humilde previsão é que continuaremos a ser massacrados pelas agencias de rating, até que:
- Sejam confirmados resultados (indicadores económicos) acima das espectativas neste trimestre;
- A união europeia passe das palavras aos factos e disponibilize as verbas que a Grécia precisa;
- O novos endividamentos anunciados pelo governo sejam vistos pelos observadores como essenciais para o país e não como agravantes. Isto é, desde que todos os investimentos que façamos se revelem como um impulso necessário à nossa economia, gerando emprego e exportações.
 
« O problema português não é de natureza económica, política ou educacional. É um problema de formação do carácter, pelo que todas as reformas serão baldadas se não se operar uma profunda rotação nos modos. Confesso que o que mais me chocou ao chegar a Portugal naquele distante 1974, confrontado com os meus colegas de escola, foi essa cultura do despeito e do palavrão, da maledicência, da incomunicabilidade, da inibição do afecto e da ausência do elogio; em suma, o analfabetismo na expressão de sentimentos positivos, o verde do riso escarninho, o deliciar-se pelas maleitas alheias e a aspereza com que se tratam as pessoas. A tudo isto alia-se uma imobilidade mortal, um conservantismo agressivo, um medo profundo por tudo o que possa expor as pessoas à liberdade. Incapazes de discutir ideias, os portugueses refugiam-se num consenso de imobilidade, frases feitas e lugares-comuns, abstrações vazias e sem aplicação, tiques de importância e tiques de vitimização. Num país onde todos são importantes, todos reclamam e ninguém dá o exemplo, despreza-se a criatividade, o oferecimento desinteressado é interpretado como trepadorismo, a iniciativa individual um pecado social, a expressão de convicções uma ofensa. É por isso que os portugueses não querem pensar, falam mas não dizem, agregam-se em cachos para se neutralizarem.

As relações entre portugueses são medianamente corteses, conquanto não ultrapassem o bom dia e o boa tarde, o estado do tempo, a conversa sobre as férias ou a última ida ao cinema. Tudo o mais é proibitivo. Como não sabem discutir, ofendem-se com posições contrárias e preferem o corte de relações ao perigo de dar seguimento a desinteligências construtivas.

Dizia-me há dias um deputado tailandês que conheci num jantar em casa de amigos, que já foi a Portugal por duas vezes e saiu sempre com a sensação de vazio. Isto é grave. Revela insegurança, incapacidade de realizar, infunde desconfiança e desconforto nos interlocutores e cobre-nos com o labéu de incapazes.»

http://combustoes.blogspot.com/
 
Os portugueses têm muito que festejar, enquanto muitos festejam a vitória do Benfica, o Governo aproveita a euforia e a visita do Papa a Portugal, para aumentar os impostos e criar um imposto sobre o subsídio de natal, enquanto Mexia e companhia ganham balúrdios de dinheiro e quem vai pagar sempre é o pobre. :thumbsup::thumbsup::angry::angry::angry::lol:
 
Eu por acaso já tava a desconfiar disso, quando o Dr Mário Soares falou no 13mês aqui há 15dias atrás.. :) Faltou-me um pouco de imaginação para adivinhar que se iria anunciar neste intervalo entre selecção/fim de campeonato e a vinda do papa/tolerância de ponto!! Ele há com cada um.. Num país mergulhado na crise fábriquem-se tolerâncias de ponto! Moral da história: quando a esmola é muita, o pobre tem mesmo de desconfiar! :)
 
Os portugueses têm muito que festejar, enquanto muitos festejam a vitória do Benfica, o Governo aproveita a euforia e a visita do Papa a Portugal, para aumentar os impostos e criar um imposto sobre o subsídio de natal, enquanto Mexia e companhia ganham balúrdios de dinheiro e quem vai pagar sempre é o pobre. :thumbsup::thumbsup::angry::angry::angry::lol:

As decisões da Comunidade Europeia e o Governo deverão significar a poupança de muitos milhões aos contribuintes portugueses.

As medidas que foram reveladas irão diminuir significativamente o juro que é cobrado pelo dinheiro "pedido emprestado pelo Estado português".

Para nós, contribuintes, significa que iremos pagar agora mais "10" e não mais "20" daqui a uns anos.

O problema é governações sem um rumo definido, em que basta uma mudança de partido político para um rumo económico díspar.
 
As medidas que foram reveladas irão diminuir significativamente o juro que é cobrado pelo dinheiro "pedido emprestado pelo Estado português".

Para nós, contribuintes, significa que iremos pagar agora mais "10" e não mais "20" daqui a uns anos.

Não é assim tão linear.. É tudo uma questão de bom senso, não há ideologias perfeitas, é preciso é saber tomar o rumo certo no momento certo. Eu não sou político nem economista, mas observo que hoje a agência de rating Moody's veio já avisar que poderá descer mais um escalão na credibilidade de Portugal, justo agora que a Europa reage favoravelmente, terá sido por nos endividarmos novamente, agora com o TGV?! Amanhã veremos a reação dos mercados ao possível aumento da tx de juro de portugal! Eu compreendo que se faça investimento público, temos apenas até 2013 para beneficiarmos dos fundos europeus, pagando apenas uma % sobre o investimento no TGV. Em Espanha o TGV liga muitas cidades espanholas, e alimentou também a bolha especulativa na construção civil espanhola, coisa que não irá acontecer por aqui, não há dinheiro (na espanha esta bolha já acabou e em crise)! Entendo também que é positivo criando mais emprego, mas há um senão.. é daquelas medidas que geram emprego mas que irão baixar o nível de vida de todos os portugueses pela via dos impostos, já está aí a factura à porta e ainda não começamos as obras! De facto os políticos têm de optar por 2 caminhos: manter o desemprego com o mesmo nível de vida, ou gerar emprego aumentando impostos. Há ainda outro caminho, mas esse é só para quem quer governar a sério e dá muito trabalho: reduzir as despesas não essenciais; sem aumentar impostos; fomentando os bons investimentos, ajudando as PME's sem que sejam os bancos a decidir sempre pelo apoio aos grandes grupos em vez das pequenas empresas que mais precisam e aí a CGD poderia fazer muito melhor dando o exemplo aos outros bancos; sem vender serviços públicos para colocar gestores boys; sendo criterioso na atribuição de subsídios; sendo um estado bom pagador; sendo um estado que pune os devedores; sendo um estado que não privatiza quando neste momento os mercados estão a um preço quase no fundo! E já agora, porquê retirar o 13mês aos portugueses quando podiam simplesmente pedir-nos emprestado? Podiam empenha-lo num fundo de obrigações do tesouro e daqui a 5anos devolviam-nos o dinheiro! Sempre poupavam nos juros de lá fora.. Com este corte do 13mês, o resultado será a redução do consumo interno, a redução do crescimento em todos os sectores econômicos, reduzindo também o montante colectado pelos impostos. Espero estar enganado!
 
Sábias palavras Vince. Um bom exemplo é a região Norte. Tem um excelente aeroporto, auto-estradas, Casa da Música e uma miríade de rotundas, fontanários e afins, mas no entanto já é uma das regiões mais pobres da Europa. O centralismo de Lisboa não explica tudo...
 
Governo prevê introduzir portagens em todas as SCUT

Ministro das Obras Públicas admite que "progressivamente", todas as SCUT - caso da Via do Infante, no Algarve - irão ter portagens. Governo prevê poupar 130 milhões.

As SCUT custam ao Estado cerca de 700 milhões de euros por ano, disse hoje o ministro das Obras Públicas, avançando que o Governo prevê encaixar 120 a 130 milhões de euros anuais com a introdução de portagens.
"As SCUT [autoestradas sem custo para o utilizador] custam ao país cerca de 700 milhões de euros por ano" e as receitas resultantes da introdução de portagens serão entre "120 e 130 milhões de euros", disse o ministro António Mendonça, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

O ministro disse que a introdução de portagens tem por base "razões de natureza económica, de equidade e de justiça".

"A introdução de portagens nas SCUT é, do ponto de vista do Governo, uma questão de justiça, equidade e solidariedade", afirmou António Mendonça.

O ministro disse ainda que a introdução de portagens será feita de uma forma "progressiva" em todas as SCUT.

O Governo vai introduzir portagens nas SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata a partir de 01 de julho.

As comissões de utentes contra portagens nas SCUT, que têm contestado a decisão, vão sair à rua, em marcha lenta, a 24 e 26 de maio e a 02 de junho.

Fonte: Observatório do Algarve

Mais uma medida que era esperada, mais uma medida para ir aos bolsos da classe média. Os grandes serão cada vez mais ricos, os pobres serão cada vez mais pobres, que tristeza de país.:disgust:

Sou algarvio, e estou a ver um cenário muito negro para esta região, a construção praticamente não existe, emprego pouco há, pedir a nós algarvios mais sacrifícios, quando somos a região do país onde existe mais desemprego, agora colocar portagens na Via do Infante, só digo uma coisa, a 125 está degradada e não tem as mínimas condições de segurança para ser alternativa à Via do Infante, vamos recuar uns anos, quando a 125 era considerada a estrada da morte.
Mas, dinheiro para as grandes obras como TGV, Aeroporto e 3ª ponte sobre o Rio tejo isso existe sempre, porque o monopólio quer é dinheiro para meter ao bolso, cada obra é uma derrapagem, e uma obra que eu considero urgente, a remodelação da 125 simplesmente foi vetada pelo tribunal de contas, mas o TGV não veta porquê?

Uns ficam com TGV, outros têm o comboio do século 18 a andar, era isto que deviam ter vergonha, e não terem vergonha por não terem TGV.:angry::angry:

Quem faz a hora de ponta entre Faro/Olhão ou Olhão/Faro demora meia-hora a entrar nestas cidades, com a Via do Infante com portagens começa-se a demorar o dobro do tempo. Fantástico.:thumbsup:

Nem uma rede de transportes eficiente o Algarve tem que vergonha.:disgust:

Este país só se pensa aumentar a receita através de impostos, algum dia temos que pagar um imposto para ir à casa de banho, mas reduzir a despesa está quieto.
 
Fazendo uso do direito em expressar a minha opinião, entendo que para além de vários factores negativos nas condições de vida dos portugueses se considerarem urgentes e de resolução para ontem, realmente no que diz respeito à construção da nova ponte sobre o Tejo, a implementação da linha de alta velocidade e o seu famoso TGV e de mais um aeroporto em Lisboa, etc, são medidas importantes de desenvolvimento para o País apenas com a ressalva de não serem considerados pela maioria dos portugueses como prioritários.
É claro que a oposição partidária no seu discurso tantas vezes demagógico aproveita-se das circunstâncias actuais para descredibilizar o poder central e salientar aspectos importantes a ter em conta neste período difícil que atravessamos. Para além da verdadeira intenção desta, é importante verificar que há de facto "razões de natureza económica, de equidade e de justiça" o que em relação a algumas medidas, a sua viabilidade e grau de importância são discutíveis.

Destacando no entanto a da introdução de portagens nas SCUT’s, penso que a frase acima dita pelo Ministro faz todo o sentido e acho que aqui está implícito um direito de justiça dirigido aos portugueses em geral.
Entendo que o princípio justo de “utilizador/ pagador” se deva aqui colocar como medida importante!
Se vivesse no norte, porque razão deviam os meus impostos integrar os custos envolvidos na exploração da Via do Infante no Algarve? Se vivesse no Alentejo, porque razão deviam os meus impostos integrar os custos envolvidos na exploração da A28 no litoral norte? São apenas exemplos que mostram que são necessárias mudanças em medidas anteriormente definidas e que revelaram ser injustamente desajustadas do ponto de vista geográfico e até social.
Acho que acima de tudo o bom senso deve imperar no sentido de definir estratégias que visem melhorar de forma sustentada e justa a vida dos portugueses. ;)
 
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