Neste momento as atenções deixaram de estar voltadas para Portugal. A Bélgica está à beira da ruptura, correm rumores sobre um eventual pacote de ajuda à Espanha e a Grécia continua a cair para o abismo. Está tudo muito incerto, o castelo de cartas pode ruir a qualquer momento. Israel à beira de atacar o Irão, a crise nas Coreias a subir de tom, as dívidas públicas dos estados da Europa e de alguns estados americanos (como a Califórnia)... o mundo que conhecemos pode mudar radicalmente a qualquer momento (ou não). Não fosse a elevada exposição da banca francesa e alemã às dívidas do Sul e não sei se ainda haveria Euro...
Quem se safa no meio disto tudo são as economias emergentes como a china, a índia, o brasil, em especial a China! A china tem aproveitado muito bem o momento de crise mundial, continuando a investir nos mercados internacionais, emprestando dinheiro, adquirindo cotas em empresas a preço de saldo. Primeiro a irlanda, depois a grécia, portugal, espanha, itália, JAPÃO na ruína, bélgica e a europa toda em medidas de contenção. Estamos a assistir o palco de uma reestruturacão política, económica e financeira mundial, e o mundo só irá acordar da crise provavelmente com uma nova ordem mundial, com mais ênfase nos chamados países emergentes! Agora vem aí o verão "seally season", mas será que o volume de negócios irá baixar como habitual, será que algum investidor poderá dormir e ir de férias descansado com os seus investimentos à mercê de volatilidades, depreciaçoes na bolsa, nos câmbios, em tudo?! Aparentemente parece que Portugal até está recuperando, mas porém, uma análise mais cuidada permite-me dizer que o desemprego aumentou uma vez mais, quando nesta época deveria descer (sector turismo, comércio e hotelaria) como é habitual no Verão, que será que nos espera em Setembro? A Europa só irá sobreviver se conseguir comportar-se como uma nação, aumentando o fundo de coesão, mas exigindo das suas nações o cumprimento de uma política económica e social com objectivos comuns, e é um pouco isso o que nos diferencia dos EUA, que têm maior capacidade, mas devem ainda mais, contudo têm mais crédito por serem uma nação que não se coibe em equilibrar as finanças entre estados, quando a situação o exige, assegurando políticas comuns.